sexta-feira, outubro 23, 2020

MUNDO NOVO, ADMIRÁVEL OU ABOMINÁVEL? - O RECEPTOR

Se todos somos emissores, e se nossas mensagens podem ser distribuídas para  todos, então, todos somos passíveis de sermos atingidos por mensagens sem que tenhamos escolhido as fontes emissoras! É plausível a pergunta inevitável: “e agora José?”.

Ao olhar para o antes das redes sociais, a disseminação da informação unidirecional, era exercida por um cartel de meios tradicionais formado pelas mídias impressa, radiofônica e televisiva, onde os detentores do poder (privado e estatal) pautavam a sociedade política, cultural, moral e eticamente, pois sempre em obediência a seus interesses umbilicais. Éramos meros receptores, nada mais que uma esponja absorvente, sujeitos passivos ao conteúdo de um número limitado de fontes e diversidade de opiniões, pois na maior das vezes, estavam em total sintonia de discurso. Isto não existe mais. Tais emissores perderam o controle. O cartel foi desmontado. Um CADE transcendental, onipresente na nuvem, deu um basta no oligopólio ao abrir o mercado da comunicação bidirecional (multicast) para a participação de todos, cidadãos, empresas, instituições de todas as áreas e instâncias, e governos. A opinião dos meios tradicionais não só não vale mais como ganhou o rótulo de tendenciosa e manipuladora, o que faz dos veículos tradicionais receberem a avaliação de serem as instituições menos confiáveis hoje no mundo.

A primeira consequência foi a adoção, pela grande mídia, do discurso político em substituição ao relato dos fatos. Ou mais adequadamente colocado, o fim da relevância da investigação antes de noticiar o que quer que seja (repórter investigativo é espécie ameaçada de extinção). A história sobre o fato, as motivações, os agentes, a descrição do fato em si, e as consequências, não importam, só conta quem conta e como conta. A expressão da vez é a “narrativa sobre o fato” e como “narrativa” é julgamento subjetivo, parcial e, na maioria das vezes, emocional. O extrato resultante é o da sociedade que deixa de ser democrática – respeito à opinião adversa, para se tornar simplesmente uma sociedade “canceladora” (eu discordo, logo te cancelo).

Amanda e Loiola

Um segundo aspecto é que passamos à condição de receptores involuntários de uma mixórdia de narrativas, cujo exemplo mais atual nos é dado pela COVID-19, onde ninguém sabe nada ou quase nada, mas todos se acham no direito e no dever de fazer “alguma coisa”. Nosso grandíssimo problema não é separar o joio do trigo, é reconhecer um e outro para poder separar uma coisa de outra. Para estabelecer uma “verdade”, mesmo sendo só a “minha verdade”, estamos entalados com “verdades” que se contrariam sobre um mesmo fato, uma mesma notícia, um mesmo problema. Recebo “estudos que comprovam” tanto o sim quanto o não sobre qualquer tema da vida!!! É patético ver uma Amanda Klein(1), pseudo-jornalista, no programa do Lacombe, na Rede TV. Ela “se acha” tanto dona da “verdade” a ponto de contestar, em postura arrogante, previsões de um estudioso de viroses, o médico Alessandro Loiola com uma exclamação em tom jocoso: “Diga doutor, o pseudo-jornalista senhor então tem uma bola de cristal!”.

Se nós, adultos, estamos com este colossal problema, que dizer de nossos filhos e netos que nem mesmo percebem o problema ainda? Dar celular ou não? Instalar (e configurar!) filtros de conteúdo ou não. Quantos minutos (ou horas?)  lazer digital deve-se permitir. Como lidar com o bulliyng digital? Quem está se comunicando com eles é um avatar, um robô, um outro ser-humano, e ser for um, de que sociopatia é possível que ele sofra?

O "cara" do Fique em casa.

A necessidade do “eu preciso postar”, me manifestar nas redes sociais, leva políticos ao exercício da leviandade, da pressa em tomar decisões intempestivas que irão afetar toda mais de 200 milhões de brasileiros. Eis os dois exemplos do que falo. Um ex-ministro da saúde do governo mandou que todos ficassem em casa e que só se dirigissem a hospitais depois de terem sintomas graves. Quantos terão morrido por essa insanidade? Um governador declara que vai obrigar toda a população do seu estado a se vacinar, lembrando que isto, sendo possível realizar, é jurisdição exclusiva do governo federal, e quando nem mesmo uma vacina existe e, se vier a existir, virá com um “erro de origem”, pois terá sido fabricada pela China, o país que criou o vírus e o distribuiu para o mundo!

O que estou apontando é o fato do poder de disseminação das redes sociais ter criado um senso geral de urgência. É uma corrida para ver quem ganha seus segundos de fama e nos envolve nas mais estapafúrdias e contraditórias afirmações. Personagens como Amanda e Gregório Duvivier (um pseudo-comediante) são estúpidos, mas recebem aplauso de uma cota de audiência, cujas cabeças entortam, ou reforçam o desvio, pois, por preguiçosas quanto à obtenção do saber, se deixam moldar mais facilmente. A História não terá lugar para eles.

Na próxima semana trato de nossa nova condição como agentes da comunicação. Nem emissor, nem receptor, agora somos todos Eceptores.

 

(1) Para assistir ao que relatei, basta assistir os primeiros minutos deste vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=-asWTIBThR0

sexta-feira, outubro 16, 2020

MUNDO NOVO, ADMIRÁVEL OU ABOMINÁVEL? - O EMISSOR

Fui emocional e intelectualmente arrebatado pela internet no 2º semestre de 1995 e imediatamente me tornei um usuário intenso. Já em 96, criei uma lista de distribuição chamada INTERNET MARKETING(1) onde, por cerca de 5 anos, publiquei artigos refletindo sobre os diversos novos conceitos e práticas que a tecnologia trazia para a vida cotidiana. Em 97, como consequência dos artigos ali publicados, fui um dos articulistas da revista INTERNET BUSINESS(2) recém criada.  Meu primeiro artigo, com o título "A grande onda que vai passar"(3), foi publicado no número 1, onde fui sarcástico e provocativo com os empresários que resistiam à "onda passageira": "Não tenho discordado. Apenas os tenho alertado para que não sejam pegos distraídos à beira da praia. Por ser grande, ela vai passar levando tudo que encontrar pela frente". Relendo, constato que fui premonitório nesta e em outras passagens, mas, se fiquei aquém da realidade de hoje, 24 anos depois, fui além e onisciente ao destacar que "Neste meio eu sou a mensagem", um corolário à tese de que "o meio é a mensagem" feita por McLuhan em 1967.

Neste 2020, chegamos, na minha percepção, a uma outra consequente e conclusiva realidade, qual seja a de que se o emissor da mensagem é o detentor do poder (é o que McLuhan apontava), e se neste meio eu sou a mensagem, então "neste meio eu sou o poder". Mas qual a dimensão deste poder? Se eu o tenho, você também o tem? E que outros o têm?

Obviamente não enxerguei a dimensão que tal realidade alcançou a partir da prática do poder de se divulgar opiniões sobre qualquer coisa para um contingente de destinatários sem endereço – simplesmente “postando” - que pode ir de um até milhões deles, sem que o emissor tenha o mínimo de controle sobre tal consequência.  Além disto, cada receptor se transmuta em re-emissor e tem, portanto, um poder de disseminação que potencializa o tamanho da “audiência” final, se é que um final possa existir. A tecnologia que permite tal realidade está instalada em todo aparelho de celular nas mãos dos mais diferentes humanos, com os mais diversos interesses, com os mais esdrúxulos princípios e sentimentos, tudo com a proteção enganosa, frágil, do anonimato da "Grande Rede", sob a batuta orquestral da Inteligência Artificial (IA), entidade metafísica resultante do processamento de algoritmos elaborados com fins mais ou menos conhecidos, ou totalmente desconhecidos, rodando em bancos de dados distribuídos numa grande nebulosa vagando nas forças gravitacionais de um universo digital sem leis, sem controle, sem caráter. 

O emissor autônomo, subordinado exclusivamente aos seus impulsos, saudáveis ou doentios, pode elaborar qualquer coisa. Pode construir, com boas ou más intenções, falsos fatos; pode atribuir a outrem o que outrem não disse ou fez; pode editar/manipular fotos e vídeos falseando-os para contar uma narrativa imaginária, irreal; pode vomitar suas frustrações destruindo reputações; pode induzir crédulos a adotarem opiniões e atos inconsequentes ou mesmo criminosos com a garantia de que os receptores não terão o tempo e/ou as ferramentas para checar/questionar o conteúdo; pode cooptar, atrair, os mais suscetíveis, os mais frágeis (principalmente crianças e jovens adolescentes) para visões de mundo e de vida perigosas - para si mesmo ou para outrem - ou utópicas, sugestões que poderão levar alguns a atos extremos que vão do suicídio ao extermínio aleatório de pessoas como já visto em anos recentes em várias regiões do mundo. Basicamente tudo isso já era feito antes. Principalmente por governos ditatoriais. As diferenças agora são: pode ser feito por qualquer um; pode ser feito instantaneamente; pode atingir um número infinito de indivíduos; a informação falsa não pode ser contestada, nem desconstruída (o direito de resposta até existe, mas como chegar às mesmas pessoas?), e nem mesmo há tempo para evitar suas consequências; e é possível, mas é muito difícil, em grande parte dos casos, identificar e chegar ao autor.

A comunicação interpessoal de registro perene (escrita, impressa), até o final do século XX dependia de um meio físico (papel) e de uma logística de distribuição (correios), uma combinação que além de demandar um tempo longo para chegar ao destinatário, permitia que o emissor refletisse na elaboração da mensagem, a revisasse e, até mesmo, desistisse do seu envio. Este processo foi exterminado por uma comunicação digital imediata. Para nós, avós, em não sendo necessária para a vida profissional, a tecnologia digital é algo que temos que aprender a usar, pois faz parte de nossa vida cotidiana e a cada dia ganha mais relevância em nossos relacionamentos (damos bons dias como nunca antes, invocamos Deus para diversos desejos, fofocamos, distribuímos bobagens e, basicamente, reenviamos piadas às vezes de gosto duvidoso). Para nossos filhos é ferramenta básica não só de inserção nas comunidades profissionais, como para a a distribuição de mostruários, comunicação de feitos, entrega de serviços. E para nossos netos, a Era Digitrônica (ED) é a única forma de vida que conhecem (mal) de interação com o mundo, com o outro, mas que, por ser absolutamente nova e por ter uma estrutura anárquica, incontrolável, eles estão à deslumbrados com os "felipes netos" e outras celebridades da Rede, o que lhes dá uma visão ilusória de uma vida improvável de vir a ser realidade. Neste novo mundo digitrônico as regras principais para o emissor, são: tudo me é permitido, posso expor minha intimidade sob uma pretensa privacidade, sobre tudo posso opinar desde que minha opinião esteja de acordo com a bolha em que o tema está inserido, e, em contrapartida, a todos fora da bolha posso ofender/caluniar sob um duvidoso anonimato.

Nossos jovens adolescentes, entre eles meu neto de mal completados 15 anos, se gabam do número de seguidores de seus ditos e feitos postados em seus canais do Youtube. Minha neta de 10 anos dá dicas de roupa e maquiagem em seu Facebook. Nossos jovens pais expõem fotos de eventos familiares (uma autêntica “autofagia da privacidade”) e contam (e exageram) seus feitos diários sempre com sorrisos de falsa felicidade estampados em seus rostos higienizados e maquiados. Quase tudo é falso, quase tudo é para construir um outro que não somos. Quais os limites? Se tenho o direito de postar, devo postar? Passar de um emissor medíocre e restrito ao círculo familiar, de amizades e profissional para se tornar um emissor universal, este é o processo mais relevante em nossos dias, mas também é o mais fácil de ser aprendido.

Tentar ser um “bom receptor” é a tarefa que se apresenta para nós como sendo a mais difícil e a mais importante para a construção e manutenção de nossa integridade moral, ética, cultural e psicológica. É o que vou tratar na postagem da próxima semana.



(1) "Lista de distribuição" era um recurso dos programas de e-mail que funcionava como uma lista de assinantes que ficava sediada no servidor do provedor de acesso e que me permitia distribuir um artigo para os assinantes bastando fazer um envio para o emeio da lista e todos o receberiam.

(2) Acesse todos os artigos nesta página de meu blog pessoal: 

http://wikiconomia.blogspot.com/p/textos-sobre-marketing-administracao-em.html

A publicação foi descontinuada em 2001.

(3) Acesse o artigo nesta página de meu blog pessoal: 

http://www.sendme.com.br/EXTRATOS/InternetGrandeOndaQueVaiPassar1997-08-15.htm 



















sexta-feira, setembro 11, 2020

MUNDO NOVO, ADMIRÁVEL OU ABOMINÁVEL? - INTRODUÇÃO


Aldous Huxley

Neste 2020, recordar, reler, citar ou referenciar George Orwell (1984) ou Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo), tornou-se corriqueiro, quase obrigatório, argumento de apoio para a previsão de um futuro admirável ou abominável, a depender da utopia individual mais conveniente.


George Orwell

No cerne de nossas preocupações estão duas ficções que se completam para formar a realidade atual, ou quase. Uma delas é a previsão de Huxley, feita em 1932, que imagina um futuro - ainda hoje longínquo, pois o situa por volta de 2500 -, onde a sociedade, ou mais acuradamente, um poder tirânico estabelecido, desconstroi a família e seus valores morais em proveito da exaltação da luxúria e do prazer hedonista em primeira e última instância. Orwell, em 1947, já projetando o que os avanços tecnológicos produzidos pelas demandas da guerra iriam trazer para a humanidade, de um lado aprimora a visão de Huxley adicionando a existência de um "grande irmão" que tudo vê e, por ver, julga nossos atos e intenções, e nos pune a seu único critério, e de outro lado reduz em 500 anos o momento em que o futuro se torna presente.

Huxley, provavelmente ancorado nas consequências da crise de 1929, tece sua história, na minha interpretação, a partir de um forte sentimento de receio, de apreensão, e um pessimismo sarcástico (o "admirável" nada tem de admirável) para dar um toque de alento e não assustar seus possíveis leitores (não se preocupe, vai ser só daqui a 500 anos!). Já Orwell elabora sua tese a partir de uma visão prática, baseada no raciocínio de que, se ao 1 sempre segue o 2, então, inexoravelmente, se existe uma tecnologia que pode vigiar, seremos vigiados

Ficções não precisam ter fidelidade à história, à ciência, à experiência, a fatos, a nada. Ficção é... ficção, imaginação, desejo, sonho, por mais estapafúrdia possa ser. Se Orwell errou na forma - não existe hoje um grande controlador, mas gadgets eletrônicos aos quais entregamos, prazerosa e gratuitamente, desde  nossos cliques mais inocentes até nossos mais recônditos segredos e questionáveis preferências -, e se Huxley errou na data, ambos acertaram no conteúdo: o discurso de destruição dos valores conservadores e demonização dos princípios liberais. 


Em todo o mundo ocidental os movimentos de pressão são por criar mais e mais cerceamento às nossas liberdades, tendência que sofreu um gigantesco empurrão dado pela pandemia da COVID-19, liderada pela China e através das ações da OMS, sua agente comunista infiltrada na ONU. No Brasil ainda temos a particular ação do STF com seu "inquérito das fake news", ou do "fim do mundo", e do Congresso com sua CPI das  "fake news" que ninguém tem a menor ideia de como combater pois não se combate aquilo que não se vê, ou não se define. Tornou-se, consequentemente, a CPI "do nada", para efeito de "coisa nenhuma".

Se estamos mergulhados neste lado insano da realidade digitrônica e nos aproximando da sociedade do Grande Irmão onipresente, onipotente e onisciente graças aos algoritmos rodando em imensos bancos de dados que avaliam e projetam nosso comportamento e desejos, e se isto é fato, estamos, também, sendo agraciados com uma tecnologia que facilita a nossa vida em muitos e múltiplos aspectos: avalie sua comunicação interpessoal e veja como ela mudou, como ela nos aproximou ao longo desta absurda e interminável quarentena; como ela nos empoderou no enfrentamento do domínio cultural exercido pela tradicional e grande mídia, em especial pelas mídias dos grupos Globo e Folha; considere o poder de obtenção de informação que passamos a ter antes de termos que tomar qualquer decisão; e as tantas e tantas viagens que podemos fazer pelo mundo sentados em nosso sofá acessando o conteúdo gratuito do Youtube, ou assistindo filmes, documentários  e séries da Netflix a 24,90.

Quando, por alguns reais e 99, centavos temos acesso à rede mundial, ao mesmo tempo permitimos que anônimas pessoas, físicas e jurídicas, bisbilhotem absolutamente tudo sobre o que pensamos, sentimos, escrevemos, compramos, de quem, quando, onde e por quê, sem que nos informem quando o fazem e com quais finalidades.

Desde os primórdios a estrutura do que conhecemos como "a civilização" teve como alicerce e centro os que detinham o poder, ou seja, aqueles que assumiam o custo de oprimir, amedrontar, controlar (governar e democracia são os termos mais hipocritamente palatáveis), enquanto os demais sempre  adequadamente instados à submissão, ao medo, à covardia, sem voz, sem vontades, sem desejos, optantes involuntários a darem-se por satisfeitos em estar e permanecer vivos. Isto já não é mais tão assim.


A história da civilização, portanto, é a trajetória de dois grupos de humanos antagônicos, mas interdependentes, que vem desde um primeiro estágio onde ambos desconheciam o que se passava dentro da cabeça do outro, até os nossos dias quando contínuos recursos de comunicação encurtam este distanciamento ao oferecerem, cada dia mais, e mais rápido, acesso ao conhecimento das intenções e estratégias de cada um. Parte deles foram: o cavalo, a roda, a navegação, a prensa de Gutemberg , a máquina a vapor, a mídia impressa, a eletricidade e a consequente luz elétrica, a telefonia fixa, o rádio, o motor a combustão, o gravador de áudio,  a eletrônicacomputaçãoa televisão, o vídeo tape,  a internet, a telefonia celular, e, last but not least, as redes sociais. Neste percurso, o poder foi suavemente passando de algoz a vítima. Até recentemente, enquanto aumentavam os recursos do cidadão para questionar os detentores de todos os poderes, estatais ou privados, pois eram eles que ditavam (produziam e distribuiam) o conteúdo de acordo com suas necessidades de manter o controle, o fluxo de informação que, por séculos, só corria em uma direção, ganhou uma via em sentido inverso graças a uma tecnologia que a cada nova descoberta incrementa o fluxo e a velocidade do tráfego e graças a Tim Berners Lee, criador da World Wide Web, a grande teia mundial, empoderando a população - antes passiva e subjugada - com uma ferramenta capaz de confrontar as oligarquias e por em dúvida a capacidade de o modelo atual de democracia dar conta (que, por 2 séculos, serviu de biombo, ou verniz de legalidade, para as arbitrariedades, e até mesmo atrocidades, para garantir a perpetuação delas no poder), pois até onde se percebe ele se mostra impotente e paralisado, incapaz de gerir o caos provocado por bilhões de vozes dissonantes cujo resultado é a união no radicalismo superficial na tese, onde podem concordar minimamente, e raivoso na ação, onde podem divergir, agredir e se destruírem mutuamente.

Refletir sobre o mundo de hoje e projetar um amanhã possível e que já se avizinha, é o que pretendo fazer no intuito de me entender neles e dar alguma contribuição para você fazer o mesmo.

Para complementar:

Fonte: XP Investimentos: "Hoje, para cada criança jogando futebol, basquete, baseball e futebol americano no mundo, há 6 outras jogando videogames."  


"O mimo crescente nas universidades", uma crônica de Rodrigo Constantino em . Vídeo de 1h:45. Quem tem filhos nas universidades deve assistir desde o começo, e quem tem filhos menores pode pular para 1h:00.

RESENHAS DE 1984 

Feita por Ayone Simões, em 2016:.

- Feita por Paulo H. S. Pirasol, em 2020.   

RESENHAS DE ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

- Longa, feita por Ignácio Ramonet, atualizada em 2019. 

- Mais simples, feita por Layara Baltokoski,  de 2015.  

 

quinta-feira, agosto 13, 2020

NOSSO STFH

Muitos já apontaram, mas aqui vou fazer um apanhado das provas de que nossa mais alta corte é, na realidade, o Supremo Tribunal Federal da Hipocrisia, para dizer o mínimo, mas que pretendo mostrar que alguns de seus integrantes são inquestionáveis produtores de fake news, quiçá psicopatas de alto grau. Vejamos os feitos dos principais atores.

GILMAR MENDES
Indicado por Fernando Henrique Cardoso

ANTES, em 2016 no plenário do Supremo:

"Praticamente não se conhece no mundo civilizado um país que exija o trânsito em julgado." 


E DEPOIS, em 2019, também no plenário do Supremo:

"Ninguém poderá ser preso se não (...) em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado (...)." 

Muito mais, portanto, do que uma escorregada de hipocrisia, uma autêntica produção de fake news. A dúvida que fica é se foi falsa a justificativa de voto de antes ou de depois, ou, provavelmente em ambas ocasiões, pois as duas devem ter sido proferidas a serviço de interesses particulares e inconfessáveis em proveito próprio ou de amigos do "phoder".

Para mim, bastariam esses dois votos para que Gilmar Mendes declarado impedido e defenestrado do STF por tratar com desprezo e escárnio os brasileiros, demonstrando flagrante incapacidade para ser ministro da mais alta corte do país, responsável, portanto, por defender a Constituição.

Vou apenas lembrar que a isso podemos acrescer os atos que justificaram ele ser alcunhado de "laxante de prisioneiro".


Para conhecer um pouco mais sobre Gilmar Mendes, assista este vídeo da série 11 SUPREMOS produzido pelo Brasil Paralelo.


ALEXANDRE DE MORAES
Indicado por Michel Temer

ANTES, em 2017, na sabatina no Senado Federal:

"Reafirmo minha independência, meu compromisso com a Constituição e minha devoção às liberdades individuais. (...) Roubar a liberdade de um homem é tirar-lhe a essência de sua humanidade (...). Digo eu, desaparecendo a liberdade, desaparecerão o debate de ideias, a participação popular nos negócios políticos do Estado, quebrando-se o respeito ao princípio da soberania popular." 

Como avaliar tal discurso ao se comparar com as decisões que ele tomou de invadir residências e prender (e manter presos) cidadãos sem qualquer acusação formal e impedindo advogados de terem acesso aos autos? 

E DEPOIS, em 2018, no plenário do Supremo em outro processo ligado à tentativa de amordaçar a opinião em períodos eleitorais:

"Só há oposição democrática se houver livre acesso às informações, se houver a opção de cada um de, a partir de todas as informações possíveis, criar o seu pensamento crítico e exercer a sua cidadania. No Estado Democrático de Direito, não cabe ao poder público previamente escolher ou ter ingerência nas fontes, nas ideias ou nos métodos de divulgação de notícias. (...) O funcionamento eficaz da democracia representativa, exige absoluto respeito à liberdade de expressão, possibilitando a liberdade de opinião, de criação artística, a proliferação de informações, a circulação de ideias, garantindo-se, portanto, os diversos e antagônicos discursos: moralistas e obscenos, conservadores e progressistas, científicos, literários ou jornalísticos, ou humorísticos, ou satíricos, pois no dizer de Hegel, é no espaço público de discussão que a verdade e a falsidade coabitam. A liberdade de expressão permite que os meios de comunicação optem por determinados posicionamentos, exteriorizem seu juízo de valor, bem como autorizem programas humorísticos, charges, sátiras, realizados a partir de trucagem, montagem, ou outro recurso de áudio e vídeo como costumeiramente se realizam, e, volto, insisto, nas últimas 4 eleições isso normalmente foi realizado sem nenhum prejuízo ao exercício do voto ou exercício da democracia, não havendo nenhuma justifivativa constitucional razoável para a interrupção durante o período eleitoral.  

Mais adiante: 

"São inconstitucionais, portanto, quaisquer leis ou atos normativos tendentes a constranger ou inibir a liberdade de expressão a partir de mecanismos de censura prévia (...).

E a pérola vem no final do voto: 

"Quem não quer ser criticado, quem não quer ser satirizado, fique em casa. Não seja candidato, não se ofereça ao público, não se ofereça para exercer cargos políticos. Essa é uma regra que existe desde que o mundo é mundo. Querer evitar isso por meio de uma ilegítima intervenção estatal na liberdade de expressão, é absolutamente inconstitucional.

Entretanto, DEPOIS, em 15 de abril de 2019, como relator indicado do processo aberto por Dias Toffolli (o "inquérito do fim-do-mundo"), censurou a revista Crusoé pela matéria sobre "o amigo do amigo do meu pai" (codinome de Toffolli nas planilhas da Odebrecht) alegando

"Haver claro abuso no conteúdo da matéria veiculada."

E mais, DEPOIS, em 2020, atenta contra tudo e todos mandando vasculhar residências e prender cidadãos por manifestarem em redes sociais opiniões que classificou ofensivas, oriundas de um suposto "gabinete do ódio" - isto sem apontar quais foram tais declarações.

O princípio fundamental da democracia, que em nossa constituição está expresso no parágrafo único do artigo 1º como "Todo o poder emana do povo (...)" foi, jogado na lata do lixo por Alexandre de Moraes que, em busca de atingir a suprema tirania do STF, atinge o ápice de seus delírio em agosto de 2020 dando a seguinte declaração:

"Quando houver conflito entre a maioria e as minorias, conflitos decorrentes de uma predição (?) do direito, de uma garantia fundamental, há necessidade de um árbitro, há necessidade de um órgão parcial (sic) para analisar. Madison, aquele que foi o 4º presidente dos Estados Unidos, um dos articulistas (sic) dos federalistas, Madison dizia [é o que ele afirmou] "toda tirania deve ser afastada [menos a dele, óbvio] inclusive a tirania da maioria".

Fica evidente, portanto, se tratar de um indivíduo psicopata e bipolar, a reger seus votos no supremo tribunal e a exemplo de Gilmar Mendes, deve ser impedido de fazer partge do STF.

Para conhecer um pouco mais sobre Alexandre de Moraes, assista este vídeo da série 11 SUPREMOS produzido pelo Brasil Paralelo.



LUÍS ROBERTO BARROSO
Indicado por Dilma Rousseff

ANTES, em 30/7/20, em live que o "magistrado" se dispôs a fazer com o "imitador de foca" e "perversor de menores", afirmou que: 

"O judiciário só residualmente consegue enfrentar as fake news. Por 3 razões.  A primeira: a  simples qualificação do que seja fake news é difícil e o judiciário não pode e não deve querer ser o censor do debate público. (...) O segundo problema é que os ritos do judiciário são incompatíveis com as velocidades que as notícias circulam na rede social, portanto a gente não conseguiria chegar a tempo. Em terceiro, muitas vezes as notícias fraudulentas vêm de servidores de computadores que estão fora do Brasil e a gente não tem jurisdição extra-territorial. (...) O principal protagonista do enfrentamento das fake news tem que ser as mídias sociais e os próprios aplicativos usando mecanismos tecnológicos que podem enfrentá-las sem controle de conteúdo. Pode enfrentar os comportamentos inautênticos, usos abusivos de robôs, uso de perfis falsos, uso de (???) ilícitos. (...) O segundo protagonista deve ser a imprensa profissional capaz de separar fato de opinião e filtrar essa grande quantidade de barbaridades que circulam. E em terceiro lugar (...) é a conscientização da sociedade (...).

DEPOIS, em 12/8/20, não sei motivado por que, declara:

"Não podemos fechar os olhos para milícias digitais."

E deu a seguinte explicação:

"A propagação das “fake news” coloca em risco o sistema democrático brasileiro. A liberdade de expressão é um valor essencial e que deve ser preservado, mas não podemos fechar os olhos para as campanhas orquestradas e financiadas de destruição das instituições por milícias digitais, por terroristas verbais quando não por simples psicopatas que são incapazes de conviver com o debate público feito de argumentos e precisam se valer da ameaça, da violência e da criação de uma rede de notícias fraudulentas que compromete o direito de informação e a formação da opinião de todas as pessoas”.

Barroso é seletivo quando aponta apenas o que ele chama de "milícias digitais" que atacam as instituições, mas não se incomoda com as "milícias" que infestam as redações da grande mídia, impressa, televisiva e radiofônica.


Para conhecer um pouco mais sobre Luís Roberto Barroso, assista este vídeo da série 11 SUPREMOS. produzido pelo Brasil Paralelo.



CELSO DE MELLO (em seu lugar entrou Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro)
Indicado por José Sarney

ANTES, em 2018, no plenário do Supremo, sendo ele o relator do processo:

“Nenhuma autoridade, mesmo a autoridade judiciária, pode prescrever o que será ortodoxo em política ou em outras questões que envolvam temas de natureza filosófica, ideológica ou confessional, nem estabelecer padrões de conduta cuja observância implique restrição aos meios de divulgação do pensamento”. E mais adiante: "O riso e o humor são transformadores, são renovadores, são saudavelmente subversivos, são esclarecedores, são reveladores. É por isso que são temidos."

DEPOIS, em 22 de maio de 2020, libera, sob argumentos não claramente revelados, libera a quase totalidade da gravação da reunião ministerial de 23 de abril, na clara pretensão de ver o circo pegar foto. O tiro saiu pela culatra como o Brasil inteiro pode constatar e para infelicidade e decepção dos esquerdopatas.

Só há uma razão por trás de tal desatino de um ministro da Suprema Corte: prejudicar politicamente o Presidente da República. Na minha terra atitudes desse teor a gente chama de "canalhice".

Não satisfeito, logo DEPOIS, em 31 de maio de 2020, compara o Brasil à Alemanha de Hitler, fingindo não perceber que o autoritarismo com inspiração fascista graçava, e graça no STF através do inquérito SIGILOSO das fake news. Disse ele:

"Intervenção militar", como pretendida por bolsonaristas e outras lideranças autocráticas que desprezam a liberdade e odeiam a democracia, nada mais significa, na novilíngua bolsonarista, senão a instauração, no Brasil, de uma desprezível e abjeta ditadura militar!!!"

Que "bolsonaristas" são estes? Quais são essas "outras lideranças autocráticas"?

É evidente a intenção de misturar tudo numa grande sopa para que as partes não sejam identificadas. Isso fica claro ao acusar "lideranças autocráticas que desprezam e odeiam a democracia" que ele não identifica.

O mais antigo ministro do STF (reverenciado como "decano"), finge, em seu interesse político, não distinguir reais ameaças de palavrório simplório de gatos pingados radicais, mas de manifestação direta da insatisfação, e mesmo desprezo, que boa parte dos brasileiros sente em relação à quase totalidade dos ministros da suprema corte.


Para conhecer um pouco mais sobre Celso de Mello, assista este vídeo da série 11 SUPREMOS produzido pelo Brasil Paralelo.

CARMEM LÚCIA
Indicada por Lula.

A ministra merece uma consideração de minha parte antes de apontar uma certa incoerência. Quanto à liberdade de expressão, até aqui ela se manteve íntegra. Vejam dois momentos passados.

ANTES, em 2018, presidindo a sessão plenária, e após o encerramento do voto de Alexandre de Morais (relatado acima), e em apoio às argumentações dele, acrescenta: 

"Antes de passar a palavra, faço a observação de que se a crítica fosse só na rua... mas, por exemplo, na minha casa minha família critica mais que todo mundo. (...) E não é saindo de casa que alguém vai se resguardar de crítica."

DEPOIS, em abril de 2019, se associando à nota de Celso de Mello condenando (sim, ele teve esse arroubo) a censura imposta à revista Crusoé por Alexandre de Moraes (a mando de Dias Toffolli, lembremos), disse:

"A censura é a mordaça da liberdade. Quem gosta de censura é tirano. Quem gosta de censura é ditador."

Até aí, portanto, a ministra parece compor a minoria (junto com Marco Aurélio de Mello) que se mantém crítica aos autoritarismos de Mendes, Toffolli e Moraes. Entretanto, no caso do julgamento da prisão em segunda instância, percebo uma certa incoerência na decisão tomada logo 15 dias após o julgamento, quando entendo ela deveria ter se declarado impedida: 

ANTES, em 7 de novembro de 2019:

"A eficácia do direito penal afirma-se, na minha compreensão, pela definição dos delitos e pela certeza do cumprimento das penas. Se não se tem a certeza de que a pena será imposta, de que será cumprida, o que impera não é a incerteza da pena, mas a certeza ou pelo menos a crença na impunidade." 

Mas DEPOIS, em 22 de novembro de 2019:

Determina "ao Tribunal Regional Federal da Quarta Região" que "analise, imediatamente, todas as prisões decretadas por esse Tribunal (...) e a coerência delas com o novo entendimento deste Supremo Tribunal, colocando-se em liberdade réu cuja prisão tiver sido decretada pela aplicação da jurisprudência, então prevalecente e agora superada."

Ou seja, tendo sido voto vencido como apoiadora da prisão em 2ª, entendo eu que, moralmente, ela deveria ter se abstido de fazer tal determinação ao TRF-4.

Para conhecer um pouco mais sobre Carmem Lúcia, assista este vídeo da série 11 SUPREMOS. produzido pelo Brasil Paralelo.

LUIZ EDSON FACHIN
Indicado por Dilma Rousseff

ANTES, em junho/20, em palestra sobre direito e COVID-19, Fachin defendeu tolerância, inclusão e pluralidade como princípios inerentes ao processo democrático, mas ressalvou que:

“Chamar para si a liberdade de expressão para atentar contra a liberdade de expressão é ser tolerante com os intolerantes”.

E logo DEPOIS, em julho de 2020, identificou algo que chamou de "abuso de poder religioso" na política como um motivo para cassação de mandatos, assim justificando:

"A imposição de limites às atividades eclesiásticas representa uma medida necessária à proteção da liberdade de voto e da própria legitimidade do processo eleitoral, dada a ascendência incorporada pelos expoentes das igrejas em setores específicos da comunidade".

Pois bem, para Fachin devemos, em primeiro lugar, ter tolerância, mas só com os ateus, com os religiosos... pau neles. Em segundo, para ele somos todos idiotas facilmente manipulados. Em terceiro, a considerar "ascendência" intelectual de uns sobre outros, ele descarta que a formação de nossas opiniões têm como "ascendentes" o papel de todas as mídias, de todos os livros, de todos os filmes, de toda a nossa educação familiar e escolar, e de todas as personalidades da vida pública que são vistas como líderes em seus segmentos de atividade!!!

DEPOIS, em 8 de julho de 2020, Fachin mostra que tem seus lampejos de serenidade. Declarou ele em evento em Curitiba: 

"Juis algum tem uma Constituição para chamar de sua. Juiz algum tem a prerrogativa de fazer de seu ofício uma agenda pessoal ou ideológica." Terá sido um recado para Gilmar e Alexandre?

Mas, DEPOIS, em 17 de agosto de 2020, portanto cerca de 40 dias após, em outro evento, declara esta pérola para ser registrada nos anais da democracia brasileira: 

“As eleições presidenciais de 2022 podem ser comprometidas se não houver consenso em torna das instituições democráticas. (...) “O futuro está sendo contaminado de despotismo e lamentavelmente nos aproximamos de um abismo”. 

A exemplo de outros de seus colegas, aponta o dedo para anônimos (futuro contamiado por quem?) e faz previsões sem apontar fatos que as justifiquem ("nos aproximamos de um abismo").

Mas Fachin não achou suficiente. Ele não poderia perder a oportunidade de, estando sob foco de atenções em um tal Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral, revelar sua imparcialidade como juiz da suprema côrte usando a retórica esquerdopata ressentida dos perdedores:

A candidatura de Lula, um político condenado por corrupção em 2ª instância, "teria feito bem à democracia".

Encerrando, o que você viu acima, é a junção fantástica de hipocrisia com psicopatia, e manipulação da linguagem em proveito exclusivo de suas percepções emocionais.


Não tenho ilusão quanto ao futuro das repúblicas regidas pelos princípios fundamentais que alicerçam o sistema democrático. Torço para que num futuro que não consigo identificar, a tecnologia que nos permite enxergar um "admirável mundo novo" não venha se tornar num "abominável mundo novo" (sobre isto, tratarei na próxima postagem).




Em março de 2020 foi o autor monocrático do cancelamento de todas as sentenças do "sapo barbudo".
 
 
 

Para conhecer um pouco mais sobre Luiz Fachin, assista este vídeo da série 11 SUPREMOS produzido pelo Brasil Paralelo.


DIAS TOFFOLI
Indicado por Lula.

Quanto a este, não há nada a acrescentar ao currículo do ministro em vídeo da série os 11 Supremos feito pelo Brasil Paralelo em agosto/2020.






LUIZ FUX 
Indicado por Dilma Rousseff

Assumirá em setembro a presidência da côrte em lugar de Dias Toffoli.

Assista ao vídeo sobre seu currículo produzido pelo Brasil Paralelo na série os 11 Supremos.






ROSA WEBER
Indicada por Dilma Rousseff

Saiba mais sobre a ministra no documentário do Brasil Paralelo.









RICARDO LEWANDOWSKI
Indicado por Lula.

Para conhecer um pouco mais sobre Ricardo Lewandowski, assista este vídeo da série 11 SUPREMOS produzido pelo Brasil Paralelo.



MARCO AURÉLIO MELLO
Indicado por Fernando Collor de Mello.


Para saber como era ANTES, assista ao vídeo sobre seu currículo produzido pelo Brasil Paralelo na série os 11 Supremos.

DEPOIS, hoje, se apresenta como voz dissonante na côrte, apontando decisões arbitrárias e tendenciosas tomadas por seus pares. Em agosto/20, corroborou o que já sabíamos:

“Como já disse em sessão do caso Abin, o Supremo está sendo utilizado pelos partidos de oposição para fustigar o governo. Isso não é sadio. Não sei qual será o limite.”

FONTES:

Alexandre Garcia, em 11/08/20 (Vá direto ao minuto 6:55)
No Pingo nos Is, a avaliação sobre a multa a Gilmar Mendes que seremos, nós, os contribuintes, que irão pagar.
No Pingo nos Is de 12/08/20 a avaliação da declaração de Alexandre de Moraes propondo que o STF faça o papel de regulador "da tirania da maioria".
Augusto Nunes mostra quem é Dias Toffolli.
Augusto Nunes sobre a declaração de Gilmar Mendes sobre as Forças Armadas.
No Pingo nos Is avaliação da fala sobre "tirania da maioria" feita por Alexandre de Moraes.
O voto de Alexandre de Moraes em 2018 e citações de outros ministros.
O que Barroso diz sobre Gilmar Mendes em plenário do Supremo. (Vá direto ao minuto 1:50)
Avaliação de Josias de Souza sobre Dias Toffolli na censura à Crusoé.
A divergência entre Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes.
Camem Lúcia, no plenário do supremo.
Rodrigo Constantino comenta o convite recebido para falar na Câmara dos Deputados sobre o projeto das fake news. (Vá direto ao minuto 5:30)
Para quem quiser saber mais sobre Gilmar Mendes e aonde ele pretende chegar, assista estes dois vídeos do Pingo nos Is: https://www.youtube.com/watch?v=c6znlUTHGZE e https://www.youtube.com/watch?v=cfjNrMxVsik