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domingo, dezembro 19, 2021

OS ARTIGOS FEDERALISTAS – E o Brasil de 2021

 

É uma verdade atestada pela experiência de todas as eras que o povo está em geral mais ameaçado quando os meios de violar seus direitos estão na posse daqueles de quem ele menos suspeita.

Alexander Hamilton, um dos “pais fundadores”.


Enquanto os americanos têm 234 anos de estabilidade constitucional, os brasileiros têm 130[1] de golpes e retrocessos institucionais. Faz algum tempo andei me perguntando que circunstâncias tornaram os Estados Unidos da América “a” mais bem sucedida democracia capitalista do mundo, enquanto, em idêntico período, o Brasil cavou um pib-abismo de distância? Hoje posso me responder com um certo grau de convicção que a estabilidade institucional fez toda a diferença e, digo mais, faz toda a diferença para qualquer nação que pretenda atender o objetivo que os “pais fundadores” estabeleceram para sua República: zelar “pela felicidade do povo”[2].

Para Leitores possíveis defensores de utopias distópicas - é a única rotulagem para esse tanto de desavisados & sabichões[3] - desligados do estudo da história das nações e da própria história da civilização ocidental, pois estão “muito ligados”, ou chapados, ou cheirados, ou injetados, ou, no mínimo, mentalmente lobotizados pelo vitimismo PSOL-PTdoG aprendido em patéticas aulas práticas em nossas escolas e universidades controladas por integrantes da chamada intelligentzia, digo apenas que a destruição de valores institucionais e culturais de uma sociedade são desejos de déspotas psicopatas que, quando no phoder, tomam como primeira providência degolar/fuzilar os inocentes úteis que, obrigatória e automaticamente, se tornam inúteis.


AS AMBIÇÕES HUMANAS

Volto aos “pais fundadores”. Falas frequentes nos artigos se referem à natureza humana, basicamente para chamar a atenção para a necessidade de as Leis preverem os desvios e as contradições naturais entre os homens no phoder, garantindo mecanismos de regulação das legítimas disputas.

Hamilton lembra que “os homens são ambiciosos, vingativos e gananciosos”. Mostra ser um homem experiente ao acrescentar que “homens (...) muitas vezes abusaram da confiança de que desfrutavam; e, tomando por pretexto alguma razão pública, não tiveram escrúpulos em sacrificar a tranquilidade nacional por benefícios ou recompensas pessoais”.

Ao tratar das diferenças, ele entende que, para os homens, enquanto existe “o vínculo entre sua razão e seu amor-próprio, suas opiniões e paixões influirão umas sobre as outras”Mas Madison faz um alerta: “É inútil opor barreiras constitucionais ao impulso de auto-preservação”. Portanto, o jogo é pesado, parece admitir ao dizer que “o poder é abusivo por natureza e que deve ser efetivamente impedido de transpor os limites a ele atribuídos”. Conclui que a solução de tudo passará pelo fato de que “a justiça é a finalidade do governo. (...) Ela sempre será perseguida até ser alcançada, ou até que a liberdade seja perdida nessa busca”.

 

PARALELOS COM O BRASIL

Foi entendimento de Montesquieu que “dos três poderes, o judiciário é quase nada”, com o que, além de concordar, pois o considero tão-somente guardião e aplicador das leis e, portanto, sem qualquer poder, pois este é o da Lei que visa a equidade e a justiça em sua aplicação. Entretanto, no caso do Brasil de 2021, há que se trocar o advérbio: aqui, atualmente, dos três poderes, o judiciário é quase tudo. Hamilton nos lembra outra obviedade: “Se os indivíduos formam uma sociedade, as leis dessa sociedade devem ser o regulador supremo de sua conduta”. Ele encerra deixando claro que “o judiciário não tem (...) nenhum controle sobre a força nem sobre a riqueza da sociedade, e não pode tomar nenhuma resolução ativa. Pode-se dizer que não tem, estritamente, força nem vontade”. No momento brasileiro não é o caso.

A justificativa para o que vem acontecendo quanto às instituições brasileiras[4], tem muitas razões importadas. Deixadas essas de lado, relaciono alguns princípios defendidos pelos “pais fundadores” com os eventos e movimentos originados por nosso momento específico político. Já é reconhecido pela parte da população que se mantém minimamente informada, que estamos sob uma ditadura do supremo poder judiciário. O STF como um todo, mas fatiado em decisões monocráticas de “iluministros”, rouba “na mão grande” atribuições do legislativo e do executivo com absoluta desenvoltura, com a certeza da impunidade acobertada por forças “ocultas” que, não identificadas, não sofrem resistência. Diz Madison: “O acúmulo de todos os poderes, legislativo, executivo e judiciário, nas mesmas mãos, (...) pode ser justamente considerado a própria definição de tirania”. Creio que para não ser acusado de estar exagerando, recorreu a Montesquieu acrescentando: “Quando o poder de julgar se une ao de legislar, a vida e a liberdade do súdito ficam expostas a controle arbitrário, pois o juiz poderia agir com toda a violência de um opressor”.

Considerando os inquéritos inconstitucionais de Alexandre de Moraes (não descartando decisões dos demais) parece que ao fazer tais referências estivesse Madison nos vendo através de um potente telescópio reverso, que em vez de apontar para os acontecimentos passados do universo, apontava para dois séculos e meio no futuro ao sul do Equador.

Já Hamilton repete o que se observou na História da humanidade até aqui: “dos homens que destruíram as liberdades de repúblicas, a maioria iniciou suas carreiras cortejando de maneira servil o povo: eles começaram como demagogos e terminaram como tiranos”.

Hamilton, usando o mesmo telescópio, preveniu sobre uma obviedade “ululante”: “Nenhum homem deve ser juiz em causa própria, ou em nenhuma causa em relação à qual tenha o mínimo interesse ou predisposição”, porque “seu interesse certamente distorceria o julgamento e, provavelmente, corromperia sua integridade”. Este é um fato que não admite interpretações dúbias, e que é hipocritamente ignorado pelas mais altas e importantes instituições brasileiras – tendo no topo o Senado Federal[5] -, mas contra o qual deveriam estar se insurgindo veementemente[6]. Hamilton é peremptório ao constatar que “uma vez sacada a espada, as paixões dos homens não respeitam limites de moderação”.

Hamilton aponta a máxima arbitrariedade contra os direitos de um cidadão ao dizer que “o poder sobre o sustento de um homem é um poder sobre sua vontade”. Sua veemência na defesa deste princípio o leva a citar William Blakstone (jurista britânico): “Despojar um homem da vida ou confiscar seus bens pela violência, em acusação ou julgamento, seria um ato tão brutal e notório de despotismos que deve de imediato fazer soar o alarme da tirania por toda a nação; mas confinar a pessoa, arrastando-a secretamente para a prisão, onde seus sofrimentos são ignorados ou esquecidos, é um expediente menos público, menos chocante e, portanto mais perigoso do governo arbitrário”. Mas nada impediu e continua impedindo Moraes de prender sem acusação e sem processo, e de obrigar plataformas digitais a impedir a monetização de cidadãos que escolheram exercer a lícita atividade de manifestar suas opiniões através de participação em redes sociais.

Alexandre de Moraes e seus “parceiros” têm absoluta consciência disso tudo e, frequentemente, agem contra aqueles que discordam de suas “verdades” se assumindo como um desses “homens que, o mais das vezes, (...) deixam-se levar (...) e acabam (...) se deixando confundir por astúcias”, como Hamilton observou.

Fico por aqui. Espero que o contato com algumas das ideias dos “pais fundadores” dos Estados Unidos da América esteja ajudando o Leitor a enxergar com ainda mais clareza onde está o famoso “busílis” da questão ”porque somos o que somos e porque eles são o que são”.

Volto já já, com minha última postagem deste meio que insano 2021 com “Os Artigos Federalistas – Os Homens e o Phoder”

 


[1] Desconsiderei a Constituição de 1824 por ter vigorado por 67 anos.

[2] Tenho lá minhas divergências com o tema “busca da felicidade”, mas apoio a definição de Hamilton que visa reforçar o compromisso dos governos com o povo.

[3] Desavisado & Sabichão é o título do único livro que escrevi até hoje.

[4] Abordei sobre a crise de papel das instituições brasileiras na postagem “NOSSAS INSTITUIÇÕES E A CONSPIRAÇÃO PÚBLICA”.

[5] É o Senado Federal a instituição à qual cabe, pela Constituição, julgar ações que em princípio possam ser consideradas “anti-constitucionais”.

[6] Entendo que o excepcional aumento de decisões monocráticas em detrimento de decisões colegiadas em audiências no plenário do STF se destinam a proteger seus integrantes de virem a ser expostos e julgados interesses conflitantes.

terça-feira, março 09, 2021

SUPREMO TRIBUNAL DA FIRULA

 Firula: substantivo feminino

1. Rebuscamento da fala para enunciar algo simples; circunlóquio, rodeio.

2. No futebol, demonstração de virtuosismo com a bola.

No futebol, a firula acontece, principalmente, quando o jogador precisa dar um drible no adversário com criatividade, seja por simples demonstração de habilidade, seja porque sua única saída é usar suas habilidades. É neste sentido de "drible criativo" que renomeei o STF para entender esta decisão esdrúxula que anula as condenações do ex-presidente. Mas isto não exclui o significado que o termo tem de "rebuscamento", "rodeio", ou seja, mascarar o que realmente se quer dizer. Hipocrisia, portanto.

A firula jurídica que o Ministro Fachin criou é de considerar inválido todo o processo de anos contra nosso "ladrão de 9 dedos" mais estimado, sob o argumento de que... tudo foi realizado em uma jurisdição indevida, ou, algo como alegar um "erro de origem". A firula se dá porque a tese não passa pelo crivo de poucos segundos de reflexão. A operação "Lava-Jato" completaria 7 anos no próximo dia 17, não tivesse seu fim promovido pela PGR em 1/2/21. Ou seja, a Justiça aceitou a legalidade e propriedade das instâncias envolvidas por todos estes anos. Até ontem. Ao anular tudo, Fachin deixa claro que sua ação é uma farsa política a serviço de suas próprias ideias de para onde o Brasil deve se dirigir. Foram milhões de reais gastos para conduzir todos os processos que condenaram mais de uma centena de pessoas que praticaram os mais diversos atos de corrupção passiva e ativa. Fica, então, uma outra questão: quer dizer que o resultado de um julgamento depende de onde ele é realizado e quem são os julgadores? Coloquemos nosso nariz de palhaço.

Ao avaliar que negar a culpa depois do acusado ter sido condenado em duas instâncias seria uma afronta à própria estrutura da Justiça, PT-Fachin usa de uma firula, dá um drible de letra da lei, valendo-se de um detalhe processual para se sobrepor a todo um processo legal, pois o argumento é legal, previsto nos códigos de processos, mas ignorando totalmente os aspectos morais inerentes ao caso.

Já apontei para a escalada das tenções a que nossa vida política está subordinada. Chamo sua atenção para uma realidade ainda não percebida pela maioria. Estamos sob o domínio do poder de uma elite intelectual de esquerda. Em minha visão, a mais relevante razão de voto em Bolsonaro foi o desejo de defenestrar do poder a utopia esquerdista, praticada pelo PT. Ao elegê-lo, passamos a acreditar que tal objetivo tinha sido alcançado. Ledo engano. Trocamos apenas o representante maior do poder Executivo. Legislativo e Judiciário estão sob a vontade e mando de uma corrente de pensamento que vê na limitação da liberdade dos cidadãos o caminho para um globalismo moral jamais imaginado possível de ser alcançado. 

Já apontei para a escalada das tenções a que nossa vida política está subordinada. Chamo sua atenção para uma realidade ainda não percebida pela maioria. Estamos sob o domínio do poder de uma elite intelectual de esquerda. Em minha visão, a mais relevante razão de voto em Bolsonaro foi o desejo de defenestrar do poder a utopia esquerdista, praticada pelo PT. Ao elegê-lo, passamos a acreditar que tal objetivo tinha sido alcançado. Ledo engano. Trocamos apenas o representante maior do poder Executivo. Legislativo e Judiciário estão sob a vontade e mando de uma corrente de pensamento que vê na limitação da liberdade dos cidadãos, na destruição da família e da integridade psicológica dos indivíduos, os alicerces necessário para pavimentar o caminho para um globalismo moral jamais imaginado possível de ser alcançado.

O poder Judiciário, seguindo uma corrente mundial, abandonou seu papel de garantidor da Constituição, e passou a praticar uma justiça ativista, manipuladora da interpretação da lei maior para atender ações políticas, usurpando tanto as atribuições do poder Executivo quanto as do Legislativo. Basta lembrar o caso da nomeação do diretor da Polícia Federal, o inquérito das Fake News, ou inquérito do fim-do-mundo, e a prisão do deputado Daniel Silveira.

O Legislativo, por seu turno, regido sob o manto dos interesses particulares de senadores e deputados em se perpetuar no Poder, se subjugam ao Judiciário pois, se entre todos os que votaram a favor da manutenção da prisão de Silveira alguns até acreditavam ser a prisão a ação correta, a maioria deles o fez a favor de si mesmos, de serem "protegidos" em eventual situação negativa futura que vierem a se envolver (ou que já se envolveram), uma sinalização algo como "olha Ministro, lembre que votei direitinho como Vossa Excelência orientou!".

Acrescentemos aos 3 poderes outros 2, Forças Armadas e grande mídia, e temos um pacotaço dificílimo de desembrulhar. No caso dos militares, uma parte significativa é formada pelos "melancias", verdes por fora e vermelhos por dentro. Como já disse, elas estão divididas com certeza, não se sabe em que proporção, mas dali, de onde muitos esperavam alguma coisa, é de onde não vai sair nada mesmo. E a imprensa tradicional militante, com maior peso no noticiário televisivo, e menor, nos antes denominados, jornais impressos, hoje devidamente digitalizados e inseridos também nas redes sociais, vão continuar a clamar pela volta de um governo corrupto que as ampare financeiramente neste momento de transformação, em que suas audiências,  a cada evento jornazistamente manipulado, vão migrando para mais longe delas. Para tal objetivo, não medem esforços antiéticos.

Repito, estamos hoje sob um governo de direita, conservador, liberal, capitalista, mas sob o "poder" de uma máquina pública - o tal establishment - esquerdista, estatista, progressista, socinista (1), e que não vai abrir mão de fazer "de tudo" para "tomar o poder" em 2022, ou mesmo antes, como é desejo anunciado de José Dirceu.

A ação Pt-fachinosa é somente um passo neste sentido e ela ainda está sujeita a ser revertida se a PGR entrar com uma ação de "agravo regimental", o que levaria a decisão para ser validada ou revogada em julgamento na 2ª turma, onde estão Mendes, Lewandovsky e o próprio Fachin (2). Ou seja, sem chance de reversão. O sapo-barbudo, como o chamava Brizola, está livre, leve e solto para atuar em defesa da falência do país.

Que ninguém se iluda. Estimulados pelo que aconteceu na eleição presidencial nos Estados Unidos, essa massa de "servidores" de si mesmos vai pintar e bordar até outubro/22. Entre muitas outras ações, poderemos ter "pesquisas" com as mais inusitadas previsões de resultados, distribuição de informação e contrainformação pelas redes sociais, dossiês fajutos, manchetes tendenciosas da mídia, mais pedidos de impeachment de Bolsonaro, boicote, não só às reformas, mas a qualquer projeto originado no Executivo etc., até chegar, se for preciso, a executar ações que corrompam as urnas. 

Dois movimentos serão absolutamente fundamentais para enfrentar esta fúria destruidora da intelligentsia ungida: o apoio da população aos paladinos do espectro centro-direita que estão se expondo e se arriscando em mostrar a hipocrisia cínica dos perdedores e esta mesma população exigindo nas ruas um "basta".


1) Socinistas - Corruptela que proponho para empacotar socialistas e comunistas em um só conceito. Corruptela é a "deformação de palavras (...) de forma proposital, como forma de eufemismo (...)". Fonte: Wikipédia

2) Veja mais detalhes nesta matéria da BBC.

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quinta-feira, maio 21, 2020

A FALA QUE BOLSONARO AINDA NÃO FEZ À NAÇÃO

Brasileiros de todos os sexos, etnias, cores e utopias,

Venho a público com o espírito aberto e profundamente preocupado com o destino de todos nós. Nenhum de nós, na mais criativa das novelas de terror, teria imaginado o que estamos vivendo e o que se avizinha se nós, os governantes, continuarmos a agir como temos agido, porque continuaremos a obter os mesmos resultados. E os resultados até aqui não são minimamente satisfatórios para maioria de nós, cidadãos brasileiros.

Num momento como este, todos aqueles que querem bem ao país, que desejam ver a sua vida social e econômica restabelecida, só estão contando com uma resposta de nós, políticos, de todos poderes: ações e determinações que ajudem cada cidadão a tomar decisões que, em função de sua situação individual e particular, minimizem os danos à si próprio, à sua família e à sua comunidade. 

Infelizmente um ou outro governador, e até prefeito, insiste em tomar decisões arbitrárias, ditatoriais e claramente antidemocráticas, colocando forças de segurança contra os cidadãos,  batendo e prendendo integrantes de manifestações pacíficas de opinião, ou de estarem exercendo o direito constitucional de ir e vir, com o infame argumento de estar protegendo a ordem pública ou evitando a propagação da virose. Isto não pode se repetir sob pena de resultar em justa revolta popular.

O que os cidadãos de bem desejam - para si e para o país -, é ver o poder judiciário e o poder legislativo unidos em um debate de ideias que contribuam para que o Presidente, a autoridade máxima do poder executivo, governadores e prefeitos, possam tomar as melhores medidas pois elas terão sido desenvolvidas pelos melhores homens e mulheres que integram os tres poderes.

Eu convoco todos os integrantes em todos os níveis de todos os poderes: façamos uma quarentena, pelo tempo que for necessário para nos livrarmos desta pandemia, e fiquemos proibidos de circular pela ruas do embate político, pela vielas das derrotas eleitorais, que evitemos nos aglomerar em locais que a discórdia, a vingança, a inveja e a mentira prevaleçam. A população brasileira não  merece ser tratada como lixo, ou simplesmente como massa de manobra de interesses egoístas, escusos por demais das vezes, criminosos em algumas delas. Deixemos isso, misericordiamente, para um futuro pós-pandemia.

E peço respeito, não a mim, mas aos 211 milhões de brasileiros, independente de em quem votaram nas eleições de 2018. Será um genocídio se continuarmos a fazer da pandemia uma oportunidade política. Sim, genocídio. Genocídio de sonhos, de patrimônios, e até mesmo de vida, o que rogamos a Deus não aconteça. Os pequenos empresários, do comércio, dos serviços e mesmo da indústria, os informais, os profissionais liberais, em sua total maioria estão perdendo todo o investimento de uma vida. Além da evidente falência de milhares de empresas, a poupança para o sonho da faculdade dos filhos está sendo minado pela necessidade de usar o recurso para pagar a comida, a luz, o gás e o aluguel. E ainda temos que lembrar o sonho da casa própria que  ficou ainda mais distante.

Aos abonados da vida, aqueles que conquistaram o privilégio de poder não se preocupar com o imediato, que podem arcar com certo nível de perda de patrimônio, e, principalmente, aqueles que fazem lives à beira da piscina e em situações de evidente riqueza, eu peço que reflitam, reflitam muito, sobre o que estão transmitindo. Vocês me parecem estar em outro planeta e não aqui, na nossa Terra. E descolados da realidade brasileira. Para vocês que têm recursos, peço que ajudem aqueles que lhe vinham servindo por tanto tempo, não necessariamente por misericórida, por pena, mas por interesse egoísta pois, provavelmente, ao fim desta crise, você poderá tê-los perdido.

Por fim, brasileiros, vocês que verdadeiramente desejam um Brasil acima de tudo, eu rogo a Deus que ele permaneça acima de todos.

Boa noite!


  

















domingo, janeiro 08, 2017

COMENTÁRIOS DA SEMANA - DE 2 A 8/JAN/2017

10/01/17 - MONTESQUIEU (*)

"A liberdade política só pode ser encontrada em governos moderados; e, mesmo nestes, não é sempre encontrada. A experiência mostra que todo homem investido de poder tende a abusar dele, e exercer sua autoridade no limite do possível."

(*) Charles-Louis de Secondat (1689 - 1755), barão de La Brède e de Montesquieu, foi um político, filósofo e escritor francês.

8/01/17 - UM SISTEMA ENCARCERADO

Se economicamente morno e insosso, 2017 começa mostrando o quão fervendo estão os presídios em todo o país e quão amargo será o gosto das verdades com que nos defrontaremos sobre a realidade do sistema carcerário brasileiro. 

De celas hiper-lotadas a recursos contingenciados, erros se somam a falhas que se somam a corrupção que se somam a burocracias injustificadas que se somam ao silêncio de um judiciário inepto, quando não corrompido.

São em torno de 600 mil presos (não inclusos os em regime aberto), 4º lugar no ranking das maiores populações carcerárias. (*)

Cerca de 40% deles são presos sem sentença.

Em 20 anos a população brasileira cresceu 30%, enquanto a carcerária, mais de 400%. O ritmo deste crescimento se situa em torno de 7% ao ano. Neste ritmo, em 2022 atingiremos a marca de 1 milhão de presos.

Existem cerca de 380 mil mandados de prisão em aberto, isto é, não cumpridos. Se fossem cumpridos, a população prisional brasileira saltaria para 1 milhão de pessoas.


Dois em cadas três detentos são negros. 50% não frequentou ou não completou o ensino fundamental. E 56% são jovens entre 18 e 29 anos. E 27% deles o são por conta das drogas. 

Como resolver o tráfico num país que tem mais de 8 mil km de costa, faz fronteira com 10 países numa extensão de quase 16 mil km, grande parte em regiões de selva amazônica?Só com a Colômbia, produtora de Coca, são 800 km! E onde apenas 4% das fronteiras do Brasil são monitoradas pelo Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras.



Na primeira década do milênio, estudos mostram que a indústria o negócio das drogas atingiu um faturamento de US$ 870 bilhões. Anualmente, consome 1,5% do PIB mundial.

Mas... veja este gráfico:




São assassinadas no Brasil, por dia, 160 pessoas (60 mil por ano), muito mais que a média de mortos em qualquer dos conflitos armados acontecendo no mundo atual.

Menos de 8% dos homicídios são investigados.

No nível federal, por ano, o governo gasta 40 mil reais por preso (**), enquanto, por aluno, no ensino superior gasta 15 mil reais.

No nível estadual, os governos gastam 21 mil reais por preso, enquanto, por aluno, no ensino médio, gasta 2,3 mil reais. 

Este vídeo coloca uma questão político-moral interessante:


E dizem que o governo quer indenizar as famílias dos "vitimados" nas prisões em 30 dias.


Como o Estado protege assassinos e nos deixa à nossa própria sorte, vamos pagando um imposto indireto através das empresas de segurança. O número de "vigilantes" em todo o país já chegou a 1 milhão de profissionais, 5 vezes o número de militares!!!


(*) Todos os dados acima foram colhidos de informações publicadas na Rede, seja pela mídia, seja por entidades ligadas ao problema.

(**) Sem contar o Auxilio Reclusão, hoje no entorno de 800 reais por família.






quarta-feira, março 16, 2016

MEU PREZADO GURU


Sou, Jabor, como tantos, babão de suas contundentes e ferinas estocadas nos hipócritas de todos os matizes, de todas as horas, de todas as circunstâncias e instâncias. Portanto, considere, Jabor, este o alicerce de minhas observações, principalmente, após assistir a seu curto vídeo, contundente, surpreso e com aparente desesperança, postado nas redes sociais neste dia lamentável da história do Brasil.

Sou absolutamente solidário com sua, Jabor, manifestação ensudercedoramente barulhenta. A síntese mais que perfeita do espanto que todos nós, cidadãos brasileiros, estamos vivendo. Que ela se espraia pelas conexões e redes afora, é meu desejo.


terça-feira, março 15, 2016

ESCÁRNIO! ESTÃO CUSPINDO NA NOSSA CARA!

Escrevo esta mensagem no momento em que os jornais deste 15/03/16 nos comunicam a probabilidade em andamento, quase realidade,  da mais sórdida trama "jamais feita antes na história desta nação": Lula ministro. É esta a grande reação do governo ao 13 de março? Lula ministro com Superpoderes!!!??? Lula SuperMinistro!!!??? Na economia e na política!!!??? De quem foi a ideia? Quem são os apoiadores? Um monte de políticos postados de quatro, obedientes às ordens dos psicopatas maiores que se instalaram no poder executivo? E esta é a resposta à incontestável manifestação das ruas do domingo 13?


Escárnio!

Sem considerar que nossa presidenta (sic), grande guerrilheira, que afirma sorridente e com orgulho que não renuncia - foda-se o país e seus cidadãos - se deixa desmoralizar com tamanha naturalidade e satisfação: "maior orgulho" em ter o ex-presidento como seu (?) ministro. 

Escárnio!

Enlouqueceram de vez? Um vírus desconhecido que provoca insanidade imediata atacou todos os políticos ao se verem ameaçados de serem expulsos do poder, quiçá remetidos em camburão para uma cela na Papuda?