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segunda-feira, maio 09, 2022

RUPTURA INEXORÁVEL


A inesperada vitória de Bolsonaro foi um grito de independência de parcela de brasileiros em reação ao domínio político-cultural de 16 anos comandado pelo lulismo e sustentado pelas práticas marxistas e gramscistas dos petistas úteis por 20 anos infiltrados na máquina estatal. Foi uma ruptura na certeza de vitória de quem, já se imaginando no podium com a mão na taça e tomando banho de champanhe, se viu ultrapassado e derrotado pelo concorrente mal avaliado. Como isto pôde acontecer!? se perguntaram. Na busca de explicações, espiaram erros e desatenções, mas não abdicaram da soberba de quem tem “a” verdade, afinal eles têm certeza de serem melhores, superiores, de serem os bons e magnânimos apesar de seus malfeitos que se justificam pelos fins utópicos prometidos (e nunca entregues). O direito de roubar e assaltar os cofres da Nação (melhor dizer, o bolso de toda a população) é a recompensa pelo altruísmo do sacrifício que julgam realizar em nome do “povo”.

 

O que se viu, e se vê, desde a posse de Jair Bolsonaro na presidência da República até hoje, é uma sequência de atos coerentes com suas propostas de campanha e obediência ao compromisso maior assumido com seus eleitores de banir do poder todos os agentes do socinismo[1] e de fechar todas as torneiras que alimentavam seus apoiadores desde que atendidos em seus interesses financeiros. Irmanados pela perda das benesses de um Estado leviatã, formam, hoje, a massa dos “perdedores”.

 

Nestes 40 meses, os “perdedores” de boquinhas estatais (sem descartar os que temem perdê-las) se uniram em defesa de suas vidas pífias e/ou corruptas. Para tal adotaram diversas estratégias, entre elas: acusar o Presidente de qualquer coisa sem necessidade de conexão com fatos; ser contra qualquer coisa que ele fale ou seu governo faça; fazer acusações indiscriminadas a qualquer pessoa que não se alinhe em suas fileiras histéricas; praticar o duplipensar sempre que suas “verdades” não forem convenientes para os interesses imediatos (p. ex.: se proclamar democrata e praticar a repressão à liberdade de expressão[2]; acusar de tirano que age em absoluto respeito à Constituição; etc).

 

Nestes 40 meses, eles fizeram várias tentativas. Iniciaram com acusações diversas a Bolsonaro e, por tabela, a todos os estoicos[3]. Primeiro o chamaram de “autoritário”, “fascista” e “nazista”[4]. Não pegou. Com a pandemia aproveitaram para acusa-lo de “genocida”. Não pegou. Ingressaram com pedidos de impeachment alegando motivos rasteiros. Não pegou. Criaram uma CPI para arranjar alguma coisa que o comprometesse, mas escondendo os desvios dos recursos enviados pelo governo federal para estados e municípios. Não pegou contra ele, mas desviou o foco das atenções para longe de governadores e prefeitos. Criaram um inquérito (sem fim, mas “do fim do mundo”[5]) construído sobre ilegalidades e arbitrariedades para tentar calar (com cancelamento, prisão e desmonetização) a divulgação de “inconvenient news” e “ataques” à democracia ou atos antidemocráticos sem nunca especificar tais “atos”[6]. São ações em curso, mas ainda sem dar o resultado desejado. Na possibilidade cada dia mais real de Bolsonaro se reeleger, e como preparativo para um “plano B”, “convidaram” institutos de pesquisa para fazer aferições periódicas para “informar” os eleitores quem é o candidato que lidera a opinião pública (ou do “consórcio”, é a mesma coisa) e, paralelamente, criminalizaram qualquer questionamento à vulnerabilidade das urnas eletrônicas inclusive com ação de interferência de ministros do supremo em processos dentro do legislativo sobre o tema. Não bastando, o TSE tornou sigiloso o documento que aponta falhas e sugere medidas protetivas elaborado pelas Forças Armadas. Para saber o resultado vamos ter que esperar mais alguns meses. No momento tem ministro no STF procurando “pelo em ovo” para impedir que Bolsonaro se candidate. Imaginaram fazer isso alegando que a motociata seria campanha antes do prazo, mas aí o Lula fez a besteira de chamar a Daniela para um showmício onde ela fez a besteira de fazer campanha pró Lula antes do prazo. Foi mal!

 

Tem muito mais, apenas citei alguns fatos para evidenciar o processo dos perdedores. Mas existe uma outra estratégia como pano de fundo, qual seja a de divulgar a narrativa de que Bolsonaro está armando um golpe (Atenção: fazer de tudo para derrubá-lo não é golpe!!!). A primeira ação tática desta estratégia foi o STF impedindo o Presidente de exercer seu direito constitucional de designar o Diretor da Polícia Federal[7]. A esperança era (e continua a ser) de que tal ação provocaria uma reação drástica e explosiva do Presidente que seria tratada como tentativa de golpe. Esta esperança de reação continua a ser alimentada com o perdão dado por Bolsonaro ao deputado Daniel Silveira que está permitindo ao (na verdade, estimulando o) Xerife Mor da Nação a esticar mais a corda para ver se Bolsonaro cai na armadilha.

 

A mais nova (mas sendo esquentada em banho-maria desde a fala de Gilmar Mendes em Lisboa em 2021) é a da mudança do sistema de governo para um negócio não explicado que chamam de semipresidencialismo[8]. A “ideia” ganhou nos últimos dias a adesão inconteste de Rodrigo Padilha, o protetor das imoralidades e ilegalidades que alguns ministros do Supremo cometem dia sim e outro também. Qual é a jogada? Não há como derrotar Bolsonaro? Simples, a gente deixa ele se eleger como um “semi” presidente, um Rei Bobo da Corte, corte essa que será, evidentemente, ocupada pelos praticantes do phoder financiados pelos banqueiros tupiniquins e metacapitalistas da Nova Ordem Social.

 

Creio que você já pode notar que as táticas são muitas e veem de muitas frentes e fontes, não só do judiciário ou da “pequena grande” mídia em “consórcio”. As big techs estão sendo estimuladas a entrar no jogo com a promessa de terem seus mercados e ganhos preservados se colaborarem com movimento pró-perdedores. Cancelamentos, desmonetizações e até mesmo o extremo de banir da plataforma ativistas estoicos, impedindo-os de exercer o direito incontestável de trabalhar e obter sustento.

 

Depois da 1ª ruptura realizada pela eleição de Bolsonaro quebrando a hegemonia do pensamento marxista no centro do poder e trazendo o país de volta ao caminho da livre iniciativa e da defesa dos valores duramente conquistados pela civilização ocidental, estamos em uma escalada inexorável para a 2ª ruptura. Não vejo qualquer alternativa: ou Bolsonaro chega ao pleito de 2022 soterrando todas as tentativas de derrubá-lo (o que exigirá rupturas para chegar lá), ou a tirania "informal" das instituições corrompidas assumirão definitivamente o poder que, do mesmo modo, só será conquistado com rupturas no processo.

 

Evandro Pontes, jurista, em entrevista a Ana Paula Henkel, foi incisivo ao afirmar que “O golpe já foi dado. Tudo o que decorrer dele é mera consequência de um golpe (...). Já estamos na marcha da história para recobrar o sistema que já foi rompido por iniciativa clara e descabida do STF (...)”.

 

Desde que identifiquei algumas características da nova era digitrônica, chamo atenção para o fato de o modelo que praticamos até aqui de exercício da democracia estar desassociado das novas formas e meios de propagação da informação e do conhecimento. O professor Alex Fiúza de Mello[9] disse em entrevista ao jornalista Tito Barata[10]“O modelo político brasileiro é um modelo fracassado”[11]. A relação de poder da elite oligárquica com a massa de cidadãos manipulados em favor de seus intere$$e$ deixou de ser intermediada pelo poder centralizado dos órgãos de impren$a, a chamada Grande Mídia. A oligarquia dominante até 2018 foi defenestrada do poder porque não percebeu que não há mais possibilidade de intermediação controlada, engessada, pasteurizada. Cada cidadão se comunica diretamente com o poder e, enquanto existir resistência teremos à disposição uma tecnologia que nos faz cidadãos mais livres, manifestando opinião livre, aberta, enfática, determinada, sem máscara e sem mordaça. Para os “perdedores” isto é inaceitável!!! Volto ao professor Alex se referindo ao Presidente: “O Bolsonaro tem condição de denunciar a lama que é o Brasil”, mas o próprio professor entende que isto colocaria em risco sua reeleição que é o desejo do Presidente.

 

Enquanto o dia do voto se aproxima, a espiral evolui. As Forças Armadas, até então quietas, parecem não estar gostando da atuação de alguns representantes de instituições relevantes no processo eleitoral. No Valor Econômico (órgão do “consórcio”) encontramos duas notícias: a primeira de que “Ministros do STF sinalizam ao Planalto insatisfação com Moraes” (Será o fim do corporativismo na Suprema Corte e o início do “cada um por si”?); a segunda de que “Ministro da Defesa se reúne com Bolsonaro e comandantes das FFAA” (pouco depois instou o TSE a divulgar as sugestões das FFAA).  Como cereja deste bolo, o próprio Presidente afirmou em sua live que “as FFAA não terão papel de espectador nas eleições”.

 

De ambos os lados, todos de mãos dadas. Ninguém larga da mão de ninguém!!! Nem um passo atrás, pois o orgulho, os interesses, os desejos confessos e inconfessos, os ditos que não podem ser desditos, os feitos que não podem ser desfeitos, obrigam  todos a caminhar para seus destinos inexoráveis.

 

É aguardar para a espiral atingir seu ápice.

 

 P.S.: Alguns dias depois tomei conhecimento do vídeo a seguir.





[1] Socinismo é a expressão que uso para rotular o conjunto das ideias e ações do comunismo e do socialismo.

[2] Se você puder ter acesso não deixe de ler o artigo de J. R. Guzzo na revista Oeste de 6/5/22, “Os inimigos da palavra livre”. Cito este trecho que tem relação com o duplipensar a que me refiro. Diz Guzzo em relação ao uso do termo “desinformação” pela elite iluminada: “Ela serve a um duplo propósito. É um traço de união, ou palavra de ordem para a campanha, entre os adversários da candidatura do presidente da República. É, também, o pé de cabra mais utilizado para se arrombar a porta que protege a liberdade de expressão”. E tendo acesso à Oeste, leia também o artigo de Augusto Nunes, "A Constituição Estuprada".

[3] Como Fiúza, também não concordo com a rotulagem de direita e esquerda. Entretanto, diferente dele, acho obrigatório que se tenha alguma rotulagem para que se possa separar dois espectros do pensamento quando, principalmente, se tem apenas o espaço de um artigo, ou até menos, para se apresentar uma opinião. Neste sentido é que prefiro utilizar os termos “estoico” (em substituição aos que se identificam com  democracia, capitalismo, liberalismo e conservadorismo) e “vitimista” (em substituição aos que se identificam com o comunismo, socialismo, ditadura do proletariados etc.)

[4] Relembro um fato que já contei em outro artigo. Depois de ouvir de um “vitimista” a acusação feita com ênfase de Bolsonaro ser um “autoritário”, fiz a pergunta simples e óbvia: cite um ato autoritário que ele tenha praticado? A resposta, depois de segundos de silêncio, veio enfática: “Não vou lhe responder. Não vou lhe responder.”

[5] Rótulo dado ao inquérito pelo recém aposentado ministro Celso de Mello.

[6] Como vítimas deste inquérito estão, entre outros: Daniel Silveira, Roberto Jefferson, Allan dos Santos, Bárbara, e Oswaldo Eustáquio.

[7] Naquele momento fui crítico à decisão de Bolsonaro de recuar, influenciado pelos que estavam à sua volta. Hoje entendo que poderia ensejar uma reação dos perdedores que teriam “justificativas” para ataca-lo.

[8] O termo é o que se pode chamar de “criação criativa” dado que não podem chamar de parlamentarismo, pois este, além de já ter sido rejeitado em plebiscito, seria de difícil ingestão pela população mais informada de hoje.

[9] Professor Titular (aposentado) de Ciência Política da Universidade Federal do Pará (UFPA). Mestre em Ciência Política (UFMG) e Doutor em Ciências Sociais (UNICAMP), com Pós-doutorado em Paris (EHESS) e em Madrid (Cátedra UNESCO/Universidade Politécnica). Reitor da UFPA (2001-2009), membro do Conselho Nacional de Educação (2004-2008) e Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Pará (2011-2018). 

[10] Assista a entrevista completa neste link: https://www.youtube.com/watch?v=P25wFOqCgXc

[11] A esta declaração faço apenas uma ressalva. Não se trata do “modelo político brasileiro” de democracia, mas sim do modelo de democracia, não importa de que país.




terça-feira, abril 05, 2022

A INACEITÁVEL PERDA DE PODER ou A REAÇÃO DE UMA OLIGARQUIA DERROTADA

Oligarquia: regime onde o poder é exercido por um pequeno grupo de pessoas pertencentes a um mesmo partido, classe ou grupo.  

Cleptocracia: regime onde o poder é exercido por ladrões.

  

Todo grupo que se apodera do poder político é oligárquico e cleptocrático – em menor ou maior intensidade -, mas raramente podemos chamá-lo de "pequeno". As razões são muitas e não tenho capacidade/conhecimento para explorá-los e sintetizá-las todas, nem mesmo acho que interessaria ao Leitor tal digressão. Mas é básico perceber a realidade histórica de que todo poder governamental visa se perpetuar e se valer da apropriação indébita dos impostos para proveito dos oligarcas de primeira classe e de um contingente de privilegiados de segunda classe que recebem benesses para mantê-los na defesa e sustentação dos primeiros – são os conhecidos “inocentes úteis”. As oligarquias, portanto, se constituem obrigatoriamente de dois grupos oligárquicos  complementares, simbióticos, que vou rotular de "ativo" e "passivo", respectivamente. O grupo ativo é o que exerce o poder político conquistado através de discursos demagógico-utópicos de promessas para não serem cumpridas. O grupo passivo é o que sustenta o ativo, composto pelos integrantes do “establishment” – servidores públicos em todas as instâncias – que se beneficiam de privilégios a que a população não tem direito –, e por todas as pessoas físicas e jurídicas capacitadas a prestarem serviços ao governo, qualquer governo, e que não se importam com qual seja o pensamento político desde que elas se mantenham beneficiárias do destino dos recursos do Tesouro Nacional. A principal característica dos agentes passivos é sua flexibilidade e resiliência às circunstâncias, se adaptando ao modus operandi de quem detém o poder político. Mesmo servidores militantes mudam de lado rapidinho desde que tudo “permaneça como antes...” em seus holerites e “direitos adquiridos”.,  É do jogo! É um fato. Portanto, sem crítica.

Uma vez no poder, os oligarcas passam a reger tanto os destinos da nação, quanto os nossos destinos particulares, pois praticamente todos os governos republicanos do Brasil tiveram um pendor irresistível para o estatismo e a preservação dos privilégios com o chapéu dos contribuintes. Entre estes temos subsídios a setores da economia, contratos superfaturados, salários dobrados em relação à média de mercado acrescidos de penduricalhos a título de  "ajuda de custo", aposentadoria integral, direitos vitalícios etc.

E aqui chego ao busílis desta postagem: Bolsonaro que, uma vez eleito cumpriu e cumpre com promessas de campanha – as que não cumpriu é porque não deixaram – como a de mandar para a rua a oligarquia aboletada por mais de 20 anos no phoder, foi além e simplesmente ignorou as regras de até então, quebrou paradigmas, e rompeu com os oligarcas ativos, e parte dos passivos, de modo radical, mas não com todos os passivos, pois a maioria destes está no serviço público e serão necessários alguns anos para que o processo de substituição se concretize. Não sem razão, portanto, Bolsonaro vem apanhando, nestes mais de 39 meses de governo, de todos os atingidos: dos "Supremacistas Ungidos do Talibã Federal"; dos Sinoadores, comparsas protetores dos Iluministros e depostos de seus currais financeiros; da esquerda corrupta (caviar ou mortadela) sonhadora com uma boquinha no “sistema”; daqueles que se servem do público em lugar de servir o público; da mídia saudosa do gordo leite das tetas federais e minguando em audiência e relevância por conta da digitrônica;  de outros sanguessugas do Estado espalhados por todas os setores e regiões do país; et caterva. Que ninguém subestime, portanto, a quantidade de gente e instituições que “odeiam Bolsonaro”[1]!!!


Os princípios praticados pelo Presidente para acabar com a putaria generalizada, desencadeou reação e união inevitáveis dos defenestrados que “precisam destruir"[2] Bolsonaro. São muitos, cito apenas uns tantos para dar a dimensão do exército de vitimados perdedores: Marinhos, Frias, Moreira Sales, Marisas, Anittas, artistas carentes de Rouanet, integrantes da intelligentsia nacional infiltrados em todos os espaços da cultura, empresários assumidos corruptores processados pela Lava-Jato, políticos populistas que perderam o controle de verbas, "capitalistas" de meia tigela, na verdade rentistas de olho em inflação e juros altos, e, lamentavelmente, uma juventude submetida à lavagem cerebral com escovão feito de Marx e sabão Gramsciano, sem ter um bit de conhecimento do estrago feito ao país desde a hipócrita Constituição de 88 e muito menos do extermínio em massa que psicopatas como Lênin, Stalin, Mao e outros perpetraram em nome da imposição da "verdade" deles sobre a verdade de cada cidadão, corrompendo a integridade do indivíduo, principalmente, sobre os mais humildes e incultos. Enfim, todos os esquerdistas, pretensos esquerdistas, esquerdistas de oportunidade, de ocasião, todos bajuladores do maior corrupto do Brasil, condenado, descondenado e tornado elegível por um artifício jurídico aplicado pelo "Iluministro" militante petista.

 

É claro que a natureza tosca das falas de Bolsonaro não condiz com o que se espera de um estadista, mas quem disse que tal status intelectual é necessário para se eleger Presidente? Deixemos isso para os diplomatas do Instituto Rio Branco. A Constituição brasileira não faz qualquer exigência neste sentido. A prova é o próprio 9Fingers que sempre se gabou de não ter paciência para ler!!! Alguns atribuem inabilidade de comunicação de Bolsonaro com a elite (será? Ou é só despeito dos “perdedores"?). Se seu vocabulário é o do povo, é porque do povo veio, ao povo se dirige. Isto os falsos puristas e moralistas não suportam, a ponto de se avocarem o direito democrático de tirar Bolsonaro da presidência, sob o perigo “dele ficar mais 4 anos”[3]. E jornalistas ainda se sentem “incomodados” por seu pavio curtíssimo para aqueles que fazem perguntas capciosas e tentam aplicar armadilhas retóricas. Sim, se fosse outro seria mais polido, mais tolerante, mais cortês. Mas aí não seria Bolsonaro. Aí não seria alguém que fez o que fez. Aí teríamos continuado afundados na lama da roubalheira. A prova de que há um movimento coordenado para desestabilizar a governança e, por objetivo maior, derrubá-lo da presidência, é o fato gritante de que hábitos e falas grosseiras, rudimentares, do ex-sindicalista que ficou na presidência por 8 anos, não ensejarem a menor reação da grande comunidade de perdedores das benesses do poder.

 

"Perdeu mano!" Essa recusa em aceitar a derrota - típico de quem odeia democracia -, esta intenção de rebelião antidemocrática, neuroticamente apoiada na repetição paranoica, cognitivamente disfuncional de que Bolsonaro ameaça a democracia, é acusado de autoritário quando é quem pede respeito à Constituição, que é um genocida, mas que socorreu milhões de brasileiros distribuindo auxílio emergencial durante a pandemia, mostra que, realmente nossa democracia está realmente em perigo porque está sob ataque de ex-integrantes de uma oligarquia  cleptocrática, derrotada, contrariada e, agora, amotinada pela inaceitável perspectiva de continuar longe do phoder.  

 

2022! 2 passos à frente, nem 1 passo atrás!



[1] Dia desses alguém me disse que odeia Bolsonaro porque ele é autoritário. Quando retruquei perguntando para listar duas ou três atitudes autoritárias dele, recebi a seguinte resposta: “Não vou lhe responder” e repetiu “Não vou lhe responder”.

[2] Nas “belas” sincericídias palavras de Ciro Gomes.

[3] Idem.

sábado, setembro 11, 2021

EU, NÃO, A-CRE-DI-TO! EU, NÃO, A-CRE-DI-TO! (*)

 

Podem fazer as análises que quiserem. A favor ou contra o arrego de Bolsonaro. Podem acreditar na moderação de Heleno e Mourão. Em toda a lógica passapanista de apoiadores frustrados. Nós não fomos induzidos, convidados, a ir para as ruas no 7 de setembro para isto. Podem tergiversar quanto quiserem, mas Bolsonaro de há muito vem sendo claro: “eu farei o que vocês me pedirem”. E em resposta uma parcela significativa da sociedade brasileira disse, em síntese: “limpe o STF” e “implante o voto auditável”. Simples assim.

Eu não acredito na existência de qualquer possibilidade de negociação democrática quando se está numa guerra[1] pela tomada do phoder, por razões históricas, psicológicas, e da simples observação do que estou assistindo. E seria leviandade e arrogância minhas julgar o Presidente sem ter o menor conhecimento do que acontece em meio às paredes dos principais prédios da República. Eu sempre imagino como deve ser difícil estar naquela cadeira lidando com pressões por intere$$e$ desejados (mesmo que republicanos) e, no caso dele, tantos intere$$e$ prejudicados (mesmo que republicanos). Basta lembrar: políticos, partidos, sindicatos, entidades como MST, MTST, ONGs cujos interesses nunca são claros, empresários amigos do Rei, verbas publicitários a veículos da mídia que sumiram, ameaças de perda de concessão, os possíveis afetados por uma reforma administrativa (“desde que eu não perca meus privilégios e ‘direitos adquiridos’”), empresas temerosas de uma reforma tributária (que só é boa se “me beneficiar”) etc. etc. etc.

A História mostra que como resultado de qualquer embate, haverá, ao final, um vencedor e um perdedor. Quem acredita num recuo de Moraes está se enganando, está cego para o fato evidente de que ele está a serviço de “alguém”, ou, no mínimo, de uma “causa”. Se de alguém, até agora não se sabe de quem. Se de uma causa, está claro que não é a da democracia, nem da liberdade de expressão, muito ao contrário, sua intenção é de ELIMINAR qualquer dissonância com os propósitos socinistas[2]. Moraes não vai parar. No momento ele só contemporizou para não ser ingrato com Temer, seu tutor e quem o nomeou para o STF. É só esperar para ver.

A psicologia, que trata de entender as nuances da mente humana, mostra que reconhecer um erro é mais do que uma dificuldade que temos como indivíduos, e é, na maioria das vezes, uma total impossibilidade[3]. Mas quando se chega à beira da derrota, não há outro fim a não ser a da derrota por nocaute, pois, se entregar, nunca está nos planos daquele que se encontra combalido.

Já a observação dos acontecimentos da vida me mostra, todos os dias, todas as horas, em todas as situações, que na ação humana o que predomina é o interesse particular, é a genética egoísta - estudada e explicada por Richard Dawkins -, que nos conduz (e não como um imperativo moral). Esta constatação é que me leva a deixar as tantas perguntas incômodas para as quais ainda não temos respostas minimamente satisfatórias:

  1. O que justifica um “eminente” jurista, elevado a Ministro do STF, declarar em discurso na suprema corte que “quem não quer ser criticado que fique em casa” e pouco tempo depois ser autor do “inquérito do fim-do-mundo” que, por qualquer crítica feita em redes sociais a ele ou a seus pares, autoriza prisões a arrepio da Constituição?
  2. O que justifica outro “eminente” advogado, também integrante do STF, em solene evento de apresentação da urna com voto impresso auditável tenha declarado que “Na vida, a gente deve trabalhar para minimizar o risco de problemas e não para aumentá-los. A sabedoria não é vencer os problemas, mas evitá-los quando possível”. Entretanto, agora, quando o Presidente Bolsonaro propõe a implantação de tal recurso, ele se agarra ferrenhamente à posição de ser contra tal processo auditável, chegando a ponto de dizer que a "garantia” da inviolabilidade das urnas e da legitimidade da totalização é expressa num "podem confiar em mim"!!!???
  3. Qual a fortíssima razão para que o STF, através de um ato de um de seus ministros, prende um deputado em flagrante atentado à imunidade parlamentar prevista na Constituição e em absurdo desrespeito pelo poder Legislativo? E, em decorrência, o que sustenta a não reação do Congresso?
  4. Como entender as tantas quebras inconstitucionais de sigilo bancário e telemático de empresas de atuação na mídia digital, sem qualquer e mínima acusação, enquanto negam até hoje a quebra destes mesmos sigilos de Adélio e seus advogados? Será que tem mandatário do atentado que não pode ser descoberto?
  5. ... Você pode seguir com a lista de exemplos tomados da ação de outros “Supremos”; prisões de jornalistas, dona-de-casa, cantor sertanejo, líder de caminhoneiros etc.

Eu fico por aqui, pois meu objetivo é imaginar onde atos como esses vão nos levar, porque, não duvide, eles vão continuar a acontecer. Eles vão continuar a atacar qualquer coisa que o governo faça e Bolsonaro fale. Os partidos de oposição vão continuar a judicializar qualquer decisão do Congresso. A imprensa continuará a falsear desavergonhadamente os fatos mesmo que imagens a desmintam. A “intelligentsia” nacional e internacional esquerdopata vai continuar a usar a novilíngua para desqualificar tudo e a todos. Empresários que progrediram encostados nas benesses do Estado petista, vão continuar a desejar e apostar na volta do “ancien régime”, com 9Fingers ou com “terceira via”.

Antes de terminar, quero apresentar um outro raciocínio que vou deixar para o Leitor avaliar se é o que acontece por trás dos véus negros que impedem uma visão realística do que acontece no planalto central e, se sim, qual a relevância para o processo eleitoral de 2022.

Pensem comigo. As facções criminosas têm em Bolsonaro (ou em qualquer governo que apoie valores conservadores) o maior inimigo. Seja porque eles não querem ver aprovadas leis que permitam a posse e o porte de armas para o cidadão de bem se defender, seja porque a ideologia “progressista” protege bandidos sob o argumento de que são “vítimas” da sociedade, não é razoável supor que os grandes chefões do crime e do tráfico nacional e internacional de drogas estejam MUITO interessados no processo político-eleitoral? E se aceita esta tese, não é óbvio imaginar que estejam “investindo” recursos para terem seus interesses atingidos? E não é possível imaginar ainda que tais atuações, não conhecidas, possam estar sendo de pressão (até de ameaças à vida) sobre agentes aparelhados dentro do Estado para mexerem “pauzinhos” aqui e ali para contribuir com o plano geral? É só uma pergunta.

A multidão avassaladora de uns “poucos mil”[4] pelo Brasil afora no 7 de setembro e em datas anteriores, é fundamental para a resistência dos que não aceitam se tornar escravos de uma “ditadura do proletariado[5]. Teremos que ir às ruas mais vezes sempre que percebermos necessário, e lembrando que não basta fazer o melhor que podemos, temos que conseguir o que queremos[6].  Mas não coloco um centavo de real na aposta de um acordo que permita o país voltar a uma normalidade institucional e na possibilidade de Bolsonaro chegar às eleições de 2022 sem uma forte ruptura. Os intere$$e$ prejudicados pelos atos do governo Bolsonaro são muitos e grandes. Há uma quantidade enorme de perdedores de 2018 além do PT. A corda vai continuar a ser esticada e a normalidade desejada por nós só virá quando ela finalmente arrebentar deixando agentes caídos por todos os lados, dos dois lados. É por isto que...

EU, NÃO, A-CRE-DI-TO! EU, NÃO, A-CRE-DI-TO!

(Ler com a entonação que o povo dá nas ruas.)

(*) Acompanhe a nova página/aba LOG 7/9 onde vou procurar manter a cronologia dos atos relativos e consequentes às manifestações do dia 7/9/21. 


[1] Sobre a mensagem do Presidente, está na pauta em parte da netmídia a fala de Churchill sobre o acordo celebrado por Chamberlain:  "Entre a desonra e a guerra, escolheste a desonra, e terás a guerra".

[2] Socinistas e socinismo, são expressões que venho usando para identificar o pacote, na maioria das vezes, indistinguível entre socialismo e comunismo, entre socialistas e comunistas.

[3] Recuar não possível, ou recuar é para tomar impulso, ou recuar é um ato de heroica dignidade?

[4] Veja e compare imagens, declarações e títulos de matérias nas redes sociais com as da mídia tradicional.

[5] Só uso a expressão “ditadura do proletariado” porque esta é a que os fãs de Marx e Gramsci usam para sintetizar seus objetivos.

[6] Ideia similar é atribuída a um discurso de Winston Churchill. Para muitas frases deste estadista, ver https://www.pensador.com/frases_de_winston_churchill/

quarta-feira, agosto 11, 2021

ELES. E NÓS?

A expressão “nós e eles”, que pouco diz sobre quem são ELES e quem somos NÓS, é de uso frequente pelos adeptos do socinismo.  Esta postagem é minha contribuição para identificá-los e nos identificarmos. 

ELES[1],todos os dias, se dedicam nas redes sociais a manifestar intolerância, ódio, agredir, ameaçar, GRITAR chavões impositivos, para depois, gravar um print da tela e enviar para a patotinha de mesma índole com a mensagem: “vejam como sou lacrador!”. Não tendo recursos intelectuais melhores, ELES vão continuar a fazer isto. 

ELES, os estimulados a pão com mortadela, integram passeatas que “democraticamente” depredam patrimônio público e privado em autênticos protestos “antifascistas”. ELES vão continuar depredando. 

ELES, quando intelectuais do duplipensar, estimulam desavisados a proclamar um igualitarismo relativo, que, de um lado defende o “presidenta”, enquanto de outro, propaga a novilíngua do “todes”, ou “todis”, e outras propostas do mesmo gênero. Gênero? Em quantos mesmo eles se dividem? ELES vão continuar a dar novos significados (invertidos) a termos consagrados como estímulo ao duplipensar dos fracos e desavisados.

ELES controlam empresas jornalísticas caminhando em direção à falência anunciada pela perda de receitas para as plataformas de mídias digitais. E com tal processo acelerado pelo corte drástico das verbas públicas realizado por Bolsonaro, só lhes restou integrarem o exército dos perdedores que PRECISAM atacar o Presidente para ter a chance de voltar a mamar nas tetas de um governo corrupto e aliciador de “maiores abandonados”. ELES vão permanecer no ataque, pois estão desesperados e dependem de tirar Bolsonaro da corrida eleitoral.

ELES, os detentores de grandes fortunas oriundas de empresas que se fizeram gigantes devidamente protegidas em monopólios e cartéis garantidos pela política do Estado de Bem-Estar Empresarial. A maioria dos que agora as conduzem, ou são seus herdeiros, ou são profissionais do mercado. Tanto uns quanto outros, estão interessados em suas próprias vidas e ganhos presentes e, com suas condições privilegiadas devidamente ameaçadas pela perspectiva de vir a vigorar um regime de fato de livre mercado, sentem que têm que agir clandestinamente, pois não podem mostrar a verdadeira cara. Por isso, $ubsidiam políticos que estejam dispostos a solapar qualquer iniciativa neste sentido, na certeza de que não estarão mais por aqui quando seus adulados socinistas de hoje tirarem a máscara e mostrarem suas faces de tiranos. ELES, herdeiros, em sentido amplo, de conglomerados não construídos por ELES, dependem de que tudo volte a como sempre e, portanto, uns vão continuar a manifestar apoio a inviáveis “terceiras vias”, enquanto outros, mais realistas e pragmáticos, vão direto ao ponto: “Freedom for the Ninefingers”.

ELES, os metacapitalistas e os centralizadores do poder sobre as tecnologias de informação, estão ditando os rumos de nossa civilização. Os primeiros, detentores de recursos praticamente infinitos, financiam todo e qualquer indivíduo ou organização que tenha intenção e projeto para desconstruir tudo, não importa o que seja. Os segundos, detentores supremos sobre a os recursos de distribuição e circulação de informação, praticam a mais descarada censura a nossos mais básicos direitos de manifestação. E sem que nenhum governo até hoje tenha tomado qualquer medida para conte-los[2], ELES continuarão a fazer o que estão fazendo, pois assim continuarão a obter os mesmos resultados, quais sejam, os de contribuir para uma NOVA ORDEM SOCIAL, momento futuro em que imaginam submeter a humanidade a seus desejos, hoje, inconfessos.  

ELES, quando jornalistas submissos em defesa de seus empregos bem remunerado$, alguns poucos vivendo um sentimento hipócrita de culpa, a maioria sendo hipócritas convictos, desancam qualquer coisa que venha do governo eleito por quase 58 milhões de eleitores e divulgam narrativas a partir de “distorções” de fatos em total desacordo com o real. O ápice no uso desta “técnica” foi praticado pelo “jornalista” Vinicius Torres Freire em uma de suas colunas na Folha: “Economia dá mais sinais de despiora”. ELES vão continuar a deturpar os fatos em atendimento aos desígnios de seus chefes de redação porque não têm para onde ir, pois a maioria dos veículos tradicionais está na mesma vibe.

ELES são os nossos “Supremos Tiranos da Farsa”[3] que dão trela a todas as demandas de judicialização impetradas por quaisquer dos partidos de esquerda, todas, sem exceção, visando a derrubada do governo. Não bastando, ignoram a Constituição (a Carta Magna que juraram defender) agindo arbitrariamente contra o Executivo e o Legislativo, sempre que algo não lhes agrada. Ameaçam, prendem[4] sem processo, soltam bandidos e corruptos condenados[5], julgam o que não podem julgar, anulam sentenças com respaldo em dribles jurídicos, sendo que a maioria destes atos são  intencionais e efetivas “ameaças à democracia”, mas sob a justificativa deslavada e hipócrita de estarem combatendo “ameaças à democracia”! Enfim, são aqueles que fazem uma justiça que pode muito bem ser expressa pelo lema “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”. A lei deles. ELES vão continuar a fazer o que estão fazendo, ou ainda pior, pois se sentem ameaçados com a possibilidade de seus comparsas não voltarem ao poder para re-estabelecer as “condições ideais” para o exercício do phoder. Ou, talvez, quem sabe, ELES estejam só realizando uma tarefa de transição, para no futuro delegarem a governança a quem lhes nomeou “supremos”?

ELES, no exercício de mandatos políticos, praticam a nobre arte de tudo fazer para se manter no phoder. Neste agosto/21, não importando em que ponto do espectro do pensamento político se identifiquem, todos estão empenhados em deixar buracos abertos no queijo suíço do processo eletrônico de apuração de votos, de tal modo que ninguém possa auditar os resultados obtidos de nossas urnas eletrônicas versão 1.0. E isto mesmo após o MMB (Magnânimo Ministro Barroso) ter admitido que um hacker “penetrou o sistema por 8 meses”, mas sem gerar nenhum feto, digo fato, que tenha causado preocupação ou alteração comprovada de votos [6]. ELES, tanto os que não têm outro emprego, quanto para os que o emprego é apenas uma atividade paralela para manter a proximidade vantajosa com o phoder, vão continuar agindo em prol da busca por uma reeleição em 22, 26, 30...

ELES, que integram órgãos da hierarquia do Estado na confortável e estável condição de servidores públicos - do TSE, por exemplo, considerando o caso da invasão do sistema de apuração -, em especial aqueles de caráter duvidoso que se deixam usar para perpetrar atos ignóbeis como o de “deletar” os registros, sumindo com rastro que permitiria, além de provar a invasão no sistema de apuração, verificar as consequências de tal ação[7]. São hipócritas que fingem não entender que o salário e benesses que recebem são oriundos dos acachapantes impostos que nós, contribuintes privados, pagamos e, portanto, tal como Atlas, através de nossas realizações, os sustentamos sobre nossos  ombros. ELES, pelo fato de protegidos por um regime de estabilidade – desde que não pisem no jiló – vão continuar prestando serviços a quem eles devem gratidão. Ou seria servidão?

ELES, os políticos perdedores das últimas eleições, longe do phoder que proporciona oportunidades de auferir vantagens indevidas e de receber verba$ mensais de gabinete imorais, mas devidas, tendo os saldos das contas bancárias “off shore” reduzidos dia-a-dia, e não tendo nada para fazer, proclamam “impeachment já” a cada chance de se manifestar em qualquer que seja o meio. Como tática adicional, ELES são contra toda e qualquer ação ou proposição que venha do governo, não importando quem esteja no poder, pois, enquanto ELES não “tomarem” o phoder, como anunciou Daniel, não descansarão – até em respeito à fama de brasileiro que não desiste nunca.

ELES, os liberais de oportunidade como Doria, psol kids (MBL), Amoêdo e os filiados do ex-NOVO que ainda não caíram fora da farsa, e os que, como diagnostica o Constantino, tucanaram para logo-logo cair no colo do partido das trevas, são porta-bandeiras do “Genocida”, “Fascista”, “Nazista” e outros rótulos pelo rótulo, onde razões factuais não são necessárias. ELES são também os que se concentram no lado rude, tosco, desbocado de Bolsonaro para justificar “o arrependimento” do voto em 2018. São pobres de espírito, é o que tenho de mais educado para lhes atribuir. Fingem não enxergar o que o governo está fazendo pelo país, apesar da grave pandemia, e ignoram toda a “despiora” da infra-estrutura, dos positivíssimos saldos na balança comercial, da redução persistente do desemprego e da redução do tamanho da máquina pública etc.  

ELES são todos os jovens doutrinados pelo marxismo em nossas escolas e universidades nos últimos 30 anos que sonham com um paraíso na Terra sem estudar um mínimo de história para descobrir que estão sendo usados como massa de manobra para uma elite política e intelectual que, depois de assumir o poder, irão despachá-los para campos de concentração, ou para o desterro em alguma região distante, ou simplesmente para o paredão, como Castro, Mao, Lenin e outros fizeram. Um ditado espanhol sentencia: “Asno de muchos lobos termina comido”.

A lista não termina aqui. ELES são muitos como se pode ver, mas basicamente, além dos socinistas praticantes ou iludidos, são todos os atingidos no bolso pelas decisões e ações do Presidente. Não se iluda, todos vão continuar agindo como vêm agindo, não importando que mal causem ao país, sabe por quê, meu caro leitor? Para todos ELES lembrados acima, é uma questão de phoder, ou de muito dinheiro, ou de phoder e muito dinheiro.

E NÓS, quem somos? Somos os inocentes tolerantes[8] liberais, conservadores ou não, praticantes de uma democracia de fato, tão verdadeiramente quanto é prova o silêncio da “direita” desde a constituinte de 1988. Nosso silêncio, nossa tolerância, permitiram que chegassem onde chegaram pois fruto de nosso respeito ao resultado das urnas, mesmo que tenham sido fraudados, como hoje desconfiamos. NÓS, portanto, fomos verdadeiramente democratas ao aceitar que os socinistas ocupassem e exercessem o phoder sem serem incomodados. Até que a corrupção desavergonhada, o roubo descarado dos impostos dos contribuintes, viesse à tona. Hoje NÓS somos o último baluarte, a última trincheira, os últimos defensores da fronteira entre a definitiva implantação do arbítrio por um Estado totalitário e a defesa do livre-arbítrio, da liberdade de expressão, do livre mercado, valores a serem garantidos por um Estado liberal e conservador. Se não somos culpados, no sentido de que LHES abrimos o caminho ao termos respeitado um princípio básico da democracia, somos responsáveis por não termos exercido o direito de mostrar nossa oposição quando isso foi preciso, quando se percebeu a imoral tentativa de desconstrução da cultura ocidental, da família, da integridade psicológica de nossos filhos, através da imposição de uma filosofia que ignora a diversidade humana em prol da criação de um ser humano de laboratório, produzido nos tubos de ensaio de uma intelligentzia composta de psicopatas.

E NÓS, o que faremos? Em primeiro lugar me permita dizer o que não podemos fazer. Não podemos acreditar que há uma “terceira via”, pois não há. Só existe uma pessoa capaz de aglutinar as ideias à direita do espectro do pensamento político. E este é Bolsonaro. E votar em 2022 em qualquer outro é reduzir as chances das ideias liberais e conservadoras permanecerem no poder. E isto vale para todos os demais cargos eletivos. Todos, repito, todos os demais postulantes atuais ou vindouros pertencem à esquerda deste mesmo espectro. Ou você está com Bolsonaro, ou é a favor da implantação dos ideias gramscistas que pautam a esquerda brasileira em particular. E se você não sabe quais são, você precisa se inteirar um mínimo sobre elas (no final relaciono alguns autores e obras). Você pode até achar bonitinhas algumas delas, mas não creio que você vá querer deixá-las no todo como legado a seus netos. Para tanto, você precisa entender a realidade na qual estamos inseridos, se livrar da armadilha do discurso sobre a tosquicidade de Bolsonaro, você precisa, urgentemente, se informar para rever suas posições, pois nossos descendente, muito mais que NÓS, dependem do que NÓS faremos quando formos instados a deixar nosso voto na urna.

O problema fundamental da esquerda brasileira hoje é que se Bolsonaro vencer em 22, a perspectiva é que ele eleja o seu sucessor por mais 8 anos. Isso significaria a direita no poder por mais 12 anos, realidade que acabaria com o projeto do “PTdoG”[9] de “tomada” de poder.

Enquanto bobocas ficam acreditando e proclamando que Bolsonaro é fascista, que ele vai dar o golpe, fingem que não viram que o golpe já foi dado[10], a ruptura institucional já aconteceu. Hoje, agosto de 2018, estamos vivendo sob um regime de exceção implantado e exercido por ministros do STF.

Não podemos simplesmente contar que as redes sociais serão suficientes para segurar o tranco. A manifestação nas redes sociais é necessária, mas não suficiente. É preciso ir para as ruas em todas as oportunidades que surgirem, mesmo depois da derrota pelo voto impresso. Como disse o jornalista Oswaldo Eustáquio, preso sem acusação, torturado na prisão da Papuda[11]: “o conteúdo é maior que o meio”. É preciso fazer perguntas incômodas para os que estão do outro lado, pois eles não têm resposta, apenas narrativas sem conteúdo, sem base.

Estamos em uma guerra de guerrilha[12] onde as armas do exército inimigo são as narrativas para acusar de fake news toda fala liberal, dado que tal expressão significa “não gostei do que você falou/escreveu e vou cancelá-lo, pois não quero que ninguém mais a leia/ouça”. O juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, Antonin Scalia (já falecido), disse: “Eu não quero viver em um país governado por 9 juízes vitalícios”. E você, quer viver em um país governado por 11 juízes vitalícios e “iluminados”?

Mas se eu ficasse por aqui daria a impressão de que podemos ir levando em banho-maria até outubro de 2022. Não, a coisa é muito mais grave. Quando uma CPI sem razão e noção decreta a quebra de sigilo de pessoas e empresas que fazem ou dizem algo que os senadores não gostam, ou nem isso, apenas quando são entidades que proclamam ideias e ideais liberais-conservadores, quando meios de comunicação analógicos ou digitais assumem funções dignas de uma KGB, de uma DIP, de um órgão qualquer de repressão de um Estado totalitário, a dimensão do que está acontecendo no phoder está a léguas de distância do que se poderia chamar de normalidade institucional. Não, meu caro, NÓS já estamos vivendo sob um regime de exceção onde o phoder foi “tomado” pelo poder judiciário, capitaneado por todos os ministros do STF, tanto os ativistas quanto os que se calam (por “timidez” ou sprit de corp). O “golpe” já foi dado em termos intencionais. De máscara COVID e sob ordens  de “CALA A BÔCA” - que havia morrido, como nos contou Carmem Lúcia, mas parece ter ressuscitado das cinzas dos "anos de chumbo" - proferidas a cada por por mais fontes autoritárias, o que nos faz imaginar (e temer) que só falta “executar” os inimigos. NÓS. EU. VOCÊ.

Boas reflexões!

 

SUGESTÕES DE LEITURA

De Olavo de Carvalho

- A Nova Era e a Revolução Cultural

- O Mínimo que você Precisa Saber para não Ser um Idiota

Rodrigo Constantino

- Os Pensadores da Liberdade

- Esquerda Caviar

Thomas Sowell

- Os Intelectuais e a Sociedade

 - Conflito de Visões

Friedrich Hayek

- O Caminho da Servidão

Michel de Montaigne

- Ensaios

Para acessar extratos destes e outros livros, visite paulovogel.blog.br e clique na aba EXTRATOS.


[1] A proposta dos socinistas (um termo que proponho para agrupar os que estão juntos, socialistas e comunistas) parte da divisão entre “nós”, e “eles”, sendo “eles” todos os não-socinistas.

[2] Quando encerrava este texto, tive a notícia de que o Presidente está prestes a enviar um projeto ao legtislativo que tem a intenção de, no mínimo, regular a atuação censora das plataformas. Aguardemos.

[3] Não bastando ter descumprido a Constituição que proíbe explicitamente juizes atuarem politicamente como Barroso o fez reunindo-se na madrugada com dirigentes partidários, ele confessou qual é seu principal objetivo, veja este vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Ua0h7YTAzzY

[4] Fiz uma edição da entrevista do jornalista Oswaldo Eustáquio ao Pânico, com 7:44" de duração, sobre sua prisão decretada por Alexandre de Moraes. Assista aqui:

http://www.sendme.com.br/PanicoEustaquio.mp4

[5] Acesse aqui uma relação de quem o STF prendeu, soltou ou engavetou processos: https://www.jornalpassaporte.com.br/2021/04/confiram-relacao-de-produtividade.html

[6] Na noite do dia 10/8/21, a Câmara enterrou a PEC das urnas para o voto impresso que permitiriam uma auditoria se questionamentos de resultados viessem a surgir.

[7] Feliz coincidência, estou editando o extrato de “A Nova Era e Revolução Cultural”, de Olavo de Carvalho, e cheguei em um artigo publicado em outubro de 2000, onde ele “avisou”: “A Justiça Eleitoral existe, como o próprio nome o diz, para que as eleições sejam justas. Mas ela se compõe de funcionários públicos e (...) essa classe vem se tornando cada vez mais suspeita de estar interessada em tudo, menos em eleições justas”.

[8] É de Dostoievski a percepção de que: “A tolerância chegará a tal ponto que pessoas inteligentes serão proibidas de fazer qualquer reflexão para não ofender os imbecis.”

[9] Para saber o significado da sigla PTdoG, acesse https://ferinodemais.blogspot.com/2021/07/roger-scruton-e-o-ptdog-19442020.html

[10] Fingem porque o golpe atual foi dado por uma instituição “parceira”, o STF, e o golpe que ELES acusarão será a reação que obrigatoriamente haverá do atual governo, esta é a estratégia.

[11] Ver vídeo por mim editado, com 7:44”, da entrevista que ele deu ao Pânico, da Jovem Pan, contando como foi recebido no presídio em: http://www.sendme.com.br/PanicoEustaquio.mp4.

[12] Para saber mais sobre as táticas de guerrilha, assista ao programa Direto ao Ponto, de Augusto Nunes, do dia 9/8/21: https://www.youtube.com/watch?v=Ua0h7YTAzzY