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quinta-feira, março 11, 2021

O NOVO ANORMAL: MANIPULAÇÃO DOS FATOS


"Os próprios déspotas não negam que a liberdade seja excelente; mas a querem apenas para si mesmos e sustentam que todos os outros são totalmente indignos dela."

Alexis de Tocqueville

Nesta postagem vou usar um exemplo ligado à política, mas não vou falar de política.

Se a Era Digitrônica antes da pandemia já nos apresentava um "novo mundo", agora, depois das mudanças de hábitos impostas por nossos governadores em mal alegado combate à pandemia de COVID-19, nos traz muito, muito mais que um "novo normal" como inicialmente imaginamos e inocentemente previmos nos primeiros meses de 2020. Muito além das novas práticas cotidianas de asseio, distanciamento social e uso de máscara, nos assediam digitalmente em nossos celulares com práticas moralmente duvidosas que nos levam a refletir sobre quais serão as regras que nortearão, daqui pra frente, o nosso comportamento  ético em sociedade. Uma coisa já é certa: o nosso antigo normal está sendo violentamente corrompido e, para gáudio da esquerdopatia, sendo "desconstruído" pelas beiradas e substituído por um "novo anormal".

A natureza humana abarca todo um espectro de alternativas que vão desde indivíduos psicologicamente razoáveis, até aqueles que habitam o extremo da psicopatia com pitadas de esquizofrenia (1), passando, como sempre, pelos crédulos contumazes, inocentes úteis a ambos os extremos, e não esquecendo dos que hoje são chamados de isentões. Lembremos que na massa todo indivíduo é um bárbaro. Mas vou me ater ao extremo mais doentio. 

A difamação, a acusação eivada de falsidade, a manipulação de fatos, a descontextualização de falas no intuito de iludir desavisados, a maquiagem que embeleza o feio e a vilania, não são novidades nesta nova Era, pois sempre integraram o processo de aperfeiçoamento da civilização. O novo é (1) o potencial das ferramentas digitais de edição dos fatos, (2) o poder de disseminação das mensagens (em sentido amplo) para, literalmente, o mundo todo,  (3) a quase total impunidade para os falseadores/manipuladores, e (4) a facilidade que estes têm de abarcar apoiadores/seguidores expressa na quantidade de "likes".

Propagar o falso, o ignóbil, até então, tinha um limite muito estreito de consequências dado que a disseminação sempre estava sujeita a uma relação um-para-um, fosse via presença física, fosse através de uma ligação telefônica, fosse pelo envio de uma correspondência. Tais recursos redundavam em uma taxa de expansão muito lenta, permitindo tanto a reação, a tempo, à calúnia, ou ao que fosse, quanto por morte do tema ao findar o interesse na replicação. 

A Digitrônica, ao criar a relação um-para-muitos-milhões, simplesmente retirou do quadro de alternativas possíveis, tanto a possibilidade de reação a tempo, quanto de obsolescência da mensagem, pois, tal como os elefantes, a "internet nunca esquece".

Vários aspectos da nova Era podem, e devem, ser analisados (como Inteligência Artificial, privacidade, infinidade de informações na nuvem, censura oficial judiciosa, censura não governamental nas plataformas etc.), mas me atenho ao que diz respeito à dimensão da digitrônica, o suficiente para projetarmos um futuro em que nossos valores e nossos padrões de comportamento serão radicalmente diferentes dos que aprendemos e praticamos até hoje. E quando uso "nós" estou me referindo à humanidade composta por nossos descendentes muito mais do que a nós, viventes do presente. Fiquemos razoavelmente tranquilos, portanto, não estamos imunes a cair em desgraça, mas a probabilidade é pequena, bem menor que contrair a COVID!

Não me alongo mais. Apresento o que me motivou a tratar deste assunto. 

Recebi o vídeo a seguir no dia 9 de março de 2021, o "day after" da decisão de PT-Fachin anulando todas as sentenças já formadas e firmadas contra o "barbudo de 9 dedos". Aguardo você assistir antes de prosseguir:


Enquanto assistia e até o fim, tinha a impressão de que alguma coisa estava errada, não casava, não era... crível. É notória a fama de "cachaceiro" do velhinho, mas é razoável imaginar que um "cumpanheiro", estando ao seu lado seja lá em que recinto, era pessoa de sua confiança. Não dá para acreditar que tal indivíduo, não sendo um bolsonarisa, gravaria um recado para seguidores em momento tão significativo estando o personagem... bêbado? Pior ainda, imaginar que ele distribuísse tal "flagrante" nas redes sociais. Difícil de admitir tal desatino. Tendo esta percepção, fui ao Youtube e digitei "manda recado seguidores instagram". Eis o que encontrei.

 

Ficou surpreso? Saiba, portanto, que isto, e coisa ainda pior, pode acontecer com você se um demente resolver transformá-lo em alvo da ira por qualquer fala ou ato que você um dia venha cometer. Nem é preciso editar no sentido de "cortar e colar". Basta "dilatar" o tempo do vídeo e você fica... de porre. Difamar não é preciso, nunca foi, mas agora é muito fácil!

Só que...

O engano não ficou nisso. Ao olhar a data do vídeo descobri que este "recado" foi para seus seguidores quando ele saiu da prisão em 8 de novembro de 2019!!! Ao mentecapto imoral que fez uma edição arrastando o tempo do vídeo para criar a impressão de embriaguez, se associou outro desprovido cognitivo que aproveitou um outro evento para trazer de volta tal façanha pelo simples motivo que "difamar é preciso" para atender um intelecto malcheiroso que não consegue elaborar argumentos para sustentar suas crenças e valores. 

Atenção!!! Não sou lulista, espero que as próximas eleições joguem esse corrupto cínico para o limbo da história, mas, o quanto minha coragem intelectual permite, evito ser hipócrita. Não sou canalha, não sou bandido, e tenho princípios (2) dos quais não abro mão, entre eles o de não ser um "oportunista fanático messiânico" na construção e, principalmente, na divulgação de minhas opiniões.

Finalizando. Descobri a internet em 1996 e me deslumbrei. Frequentando-a diariamente desde então, evoluí meus conceitos sobre liberdade de expressão e seus limites, sobre respeito à individualidade, sobre natureza humana, e sobre regras básicas de convivência sadia. Continuo deslumbrado. É um "admirável mundo novo" tanto em sua melhor expressão quanto na pior delas. Nem nós, nem nossos filhos, estávamos capacitados para absorver a tal tecnologia em tão curto tempo. A rapidez de sua introdução na vida cotidiana foi e ainda é muito mais rápida que nossa capacidade de aprendizado. Nos resta relaxar e dar tempo ao tempo.

E, cuide-se. Não faça/fale/repercuta besteira. Você pode ser a próxima vítima!
 

(1) Esquizofrenia é uma perturbação mental caracterizada por episódios contínuos ou recorrentes de psicose. Os sintomas mais comuns são alucinações (incluindo ouvir vozes), delírios (convicções falsas) e desorganização do pensamento.

(2) Edmund Burke: Os princípios são a razão reta, expressa na sua forma permanente, e as abstrações são a sua corrupção. A conveniência é a sábia aplicação do saber geral às circunstâncias particulares. O oportunismo é a sua degradação.

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quinta-feira, novembro 26, 2020

A MENTIRA DAS “FAKE NEWS”


“Refletir é incomodar os pensamentos.”

Evaristo Miranda, diretor da Embrapa, em 2020.

 

Fake é falso e news é notícia. Conclusão: “fake news” significa “notícia falsa”. Ou seja, não significa “notícia mentirosa”. E será que existe diferença entre mentira e falsidade? Pesquiso e aprendo que há, sim, uma sutil diferença entre mentira e falsidade. Vamos ver esta questão antes de continuarmos.

No que interessa a este exercício de reflexão, a mentira é dita por quem sabe a verdade, enquanto a falsidade é uma fala desprovida do conhecimento do fato, ou seja, a falsidade existe basicamente por ignorância, enquanto a mentira encobre um fato que não se quer que outros saibam, mente-se, portanto, na intenção de se auto proteger.

O problema básico da mentira é que, para não ser desmascarada, ela precisa: primeiro, estar bem estruturada; segundo, que não surjam fatos novos que não se encaixem com a versão contada; e, terceiro, que surtam os efeitos desejados antes que haja  tempo e circunstâncias para que os fatos venham à luz. Era assim na era analógica em que as sociedades viviam. Não é tanto mais assim. Como a digitrônica nos dá acesso a quase tudo de relevante para nossa vida cotidiana com dois ou três cliques, tudo se descobre muito, muito mais cedo do que tarde. As pernas da mentiram nunca foram tão curtas!

Uma das marcas dos anos 1950 foi a febre da ufologia. Apareciam discos voadores por todo canto. No Brasil, o aparecimento mais famoso foi em maio de 1952, na Barra da Tijuca, documentado por uma dupla (jornalista e fotógrafo) da revista O Cruzeiro. Como veio a se confirmar, uma reportagem mentirosa relatando uma “aparição” criada para vender mais revista. Não deu cadeia pra ninguém. Até os militares embarcaram na mentira. Ou seja, mentir para atingir um dado objetivo, vem, provavelmente, dos tempos em que o homem das cavernas usava a mentira como expediente para justificar sua ida na caverna da vizinha!

E a falsidade! Há que voltarmos à definição que dei acima: é um relato que independe do conhecimento do fato, ou, o que ocorre com certa frequência, quem falseia não quer conhecer o fato sob o risco de se ver tachado como um mentiroso. A ignorância é uma realidade na história da humanidade pelo simples fato de que, se era impossível aos Neandertais saberem da existência dos homo Sapiens, muito, muito menos agora que a amplitude dos fatos é milhões e milhões de vezes maior que então. Tal complexidade veio a calhar como circunstância favorável para aqueles que a utilizam como proteção vantajosa por psicopatas, fracos e/ou mal intencionados. 

Precisamos ver uma outra questão. O que é “opinião”? Na internet, a “mãe dos ignorantes”, encontramos que é a manifestação de um “julgamento pessoal; parecer”. É, no popular, o tão proclamado “eu acho”. “Eu acho” que no STF só tem gente interessada em si mesma. Isso é uma suposição? Um julgamento pessoal? É uma falsidade? Você acha? É a sua opinião. Não é a minha! E agora? Se fosse preciso que você e eu provássemos nossas opiniões a partir de nossas percepções, então, consequentemente, perderíamos o direito de manifestar opinião sobre o que quer que nos apresentasse para um julgamento mundano. 

Toda opinião está impregnada de alguma “falsidade”. É uma condição inerente à percepção, sentimento que a sustenta. Percepção tem um cordão umbilical com suposição, pela simples realidade de não estar calcada no conhecimento dos fatos. Qual o principal ingrediente das fofocas cotidianas se não “opiniões” cheias de suposições,  falsidades, a partir dos interesses de quem as emite? A nova era, ao nos tornar a todos "eceptores", nos deu o poder de "carimbar" com o rótulo de "fake" toda notícia que eu não desejo ver compartilhada. Não é um algo que possa ser conceituado. É simplesmente um instrumento político a serviço, fundamentalmente, dos que são adeptos de uma visão distorcida, míope, neurótica, de como realmente se comporta a humanidade.

Exposto isto há que se perguntar por que diabos estamos envolvidos em uma discussão maluca sobre coisas tão óbvias?

Acontece que a expressão “fake news” veio ao encontro dos interesses táticos dos que desejam subjugar os povos a todo custo. Na base dos motivos e do perfil dos integrantes deste grupo, vamos encontrar: comunistas frustrados com a derrocada da União Soviética;  o movimento pendular das insatisfações populares; o globalismo invasor das autonomias das nações; o recrudescimento da intolerância religiosa; o advento da digitrônica; o consequente derretimento do sistema democrático como estruturado até aqui; chegando à reação visceral das oligarquias perdedoras de poder, em especial, das mídias tradicionais até então exclusivas e poderosas fontes manipuladoras da interpretação dos fatos sócio-político-econômicos.  

A par das reações da “grande mídia” para a qual não interessa o que é dito, mas sim por quem é dito, surgem as plataformas das mídias sociais censurando cidadãos e empresas, através do bloqueio de conteúdos, simplesmente porque estão fazendo o jogo de políticos e juízes de todas a instâncias, que se coordenam para defender um status quo ameaçado pela nova era. Para atingir seus intentos, adotam ações que afrontam a constituição, desrespeitam a hierarquia jurídica, invadem os limites da alçada de cada poder, criminalizam sem acusação a manifestação de opinião, chantageiam empresas com as ameaças que lhes estão à mão. Neste processo, tudo pode e deve ser rotulado como “fake news” se não for do interesse da “patota do selo azul” (expressão proposta por Rodrigo Constantino). A hipocrisia saiu do âmbito das relações interpessoais e de instrumento de políticos, para subir muitos degraus na escala de usos, e aboletou-se no trono da soberba, e, ditatorialmente, tenta determinar as percepções de todos nós. Eu espero que o silêncio que se abateu tanto sobre o “inquérito do fim do mundo”, quanto o projeto de lei das “fake news”, já aprovado pelo Senado e atualmente na Câmara, signifique que os envolvidos estão percebendo que são intenções autoritárias, ditatoriais e, portanto, nada pode ser mais antidemocrático do que reprimir os legítimos direitos dos cidadãos emitirem suas próprias opiniões e avaliações sobre nossas instituições e seus representantes, isto sem considerar a absoluta impossibilidade de se estabelecer o que possa ser uma simples opinião e o que possa ser uma opinião criminosa!!!

O que você acha disto: os “antifas” acusam (e oprimem) os não adeptos de... “fascistas”, numa evidente afirmação e ação... “fascista”!!! Radicais esquerdistas vão às ruas em manifestações "pacíficas" de violência, portando faixas proclamando estarem em “defesa da democracia"!!! E mais. Só existem “fake news” nas mídias sociais, enquanto as mídias tradicionais são unânimes em falsear as notícias ao bel prazer de seus orgulhos feridos e sem qualquer constrangimento ou escrúpulos, pois reacionários à perda do poder.

Não nos iludamos. A campanha de "Combate às notícias falsas" é uma "cortina de fumaça" utilizada por perdedores nos processos democráticos pois têm a convicção de que o "povo não sabe votar" e que a "verdade" está com eles. Em que parte da história política foi necessário "combater" com polícia e leis a emissão e transmissão de falsidades? Isto sempre foi uma tarefa do tempo e dos indivíduos em sociedade. Não do Estado. Nas exceções, foi ação de governos de exceção para impor suas "impróprias" mas adequadas "verdades"!!! Quais serão os critérios a serem utilizados pela agência de checagem criada pelo governo do Ceará cujo objetivo anunciado é o "estabelecimento da verdade (sic) em temas ligados à administração estadual"? Ou eu sou um idiota ou isto é um instrumento de regimes neofascistas! Existe uma outra campanha debilóide circulando que pede algo singelo: "Se for fake news, não transmita"Só pro macaco entender: 1) Como eu descubro se é uma notícia que eu não devo compartilhar? 2) Ah! Já sei, eu devo consultar antes o "sleeping giants" (1), ou alguma agência de checagem "tendenciosa de fatos" (2). Hum, agora entendi! Só não entendi se a OMS emitiu notícia falsa quando induziu os países a adotar o "fique em casa", inclusive os alunos em idade escolar, e agora defende a volta às aulas!!! 

Se a mentira ufológica foi um “must” dos anos 1950, “fake news” será um dos “trending topics” dos anos 2020. Não entre nessa, pois cada acusação ou rotulagem de qualquer notícia como "fake" que alguém faça, está colocando uma gota num copo que, inevitavelmente, vai transbordar. Só ainda não se sabe quando.

O que se passa, portanto, no mundo, é o questionamento que uma geração faz sobre os valores da sociedade ocidental construídos pós revolução industrial, duas guerras mundiais com dezenas de milhões mortos, algumas pandemias, um risco de guerra nuclear, fantásticas descobertas que duplicaram a expectativa de vida em 70 anos, e um pacote de soluções tecnológicas que melhoraram incrivelmente os índices de qualidade de vida em todo o mundo.  Tal geração de ignorantes da história compõem um movimento sem líderes buscando direção e unidade onde só há fragmentação de causas de minorias cujos anseios não são comuns e por isso não ganham liga, não se "colam". Sobra apenas um inconsistente discurso da "discriminação" que usa a discriminação para encontrar "culpados" de suas fraquezas psicológicas. Isto nada mais é do que a prática do "dividir, enfraquecer, dominar" (3). Para estes, a digitrônica veio a calhar. Fazendo de cada cidadão um produtor e distribuidor de informação (falsa, mentirosa, verdadeira, interesseira etc.) virou de ponta cabeça o mundo das grandes corporações de mídia. Permitindo tal distribuição e o "feedback" instantâneo, as consequências das notícias deixaram de habitar o admirável mundo da manipulação da opinião pública. Neste ambiente, tal como o Corona-vírus, o contágio se dá por clique-contato e a infecção intelectual varia desde a não percepção de sintomas até a internação em UTI, prévia da falência dos neurônios. Mas se não tem líderes, a Grande Rede está repleta de "celebridades" apoiadoras, uma elite que viveu (e vive) às custas de fontes de renda herdadas de seus ascendentes ou do Estado protetor, onde o uso da máscara de "humanitário" progressista é de uso obrigatório, pois esconde a hipocrisia das intenções só admitidas entre quatro paredes da Champs-Elysées. Não há proposição, apenas contraposição. Não querem construir, apenas destruir para ver no que vai dar. Mas é só dar uma olhada na história para se certificar e prever que quem vai pagar pela insanidade psiconeurótica dessa turma, serão os milhões de cidadãos-ovelhas que serão usados como bucha de canhão. Cruzo os dedos para que antes dessa hora tenhamos ganho, tal como desejado em relação ao Corona, imunização de rebanho.

Exposto isto, abandono eu, e sugiro que você abandone também, a utilização da mentira “fake news”, e utilize somente nossa tupiniquim “falsidade”. Com esta atitude fica mais fácil identificar o que realmente está acontecendo, imaginar o que pode vir a acontecer e se posicionar quanto ao que se vai fazer.

Espero, mais uma vez, tê-lo ajudado a evoluir em sua percepção sobre o que nos espera, e, adicionalmente, enxergar com certa dose de saudade como era nosso maravilhoso mundo velho!

(1) Atenção: ninguém sabe até agora (nov/20) quem são os responsáveis por trás desta "entidade" que emite lacrações de modo absolutamente anônimo, o que é proibido pela Constituição, e, no entanto, não foram incomodados pelo STF: https://twitter.com/slpng_giants_pt. Dê uma olhada nesta matéria da Gazeta do Povo.

(2) Agência Lupa, ligada à Folha, se intitula "a primeira agência fact-checking do Brasil" https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/

(3) Para uma ideia clara do que isto significa assista aos 3 episódios da série "As grandes minorias" produzidos pelo movimento Brasil Paralelo. Aqui o primeiro capítulo, "Os Antifascistas". Não faça isto depois de se alimentar pois o risco de vomitar é alto.

Livro  https/ecclesiae.com.br/inquerito-do-fim-do-mAuiundo


Olha só quem está em primeiríssimo lugar!!!

Mas esta é uma coisa que a "patota" quer evitar a todo custo! 

Este texto contribuiu para aprimorar sua visão sobre o tema? Se você tem um comentário, uma sugestão ou uma crítica a fazer, você pode usar o formulário de cpntato aí ao lado, ou, se souber, meu whatsapp particular.  Por importante, serei grato pelo seu feedback.

sábado, outubro 20, 2018

NOSSO DESPREZO E O PTSESPERO

Nós, que fazemos parte do Brazil, nós, que pertencemos aos 0,5% dos lares brasileiros que assistem a GloboNews, nós que estamos tentando entender o momento deste país para votar em seu futuro, nós que conhecemos a "filosofia" por trás das manchetes e reportagens do jornal Folha de São Paulo, nós que ficamos vendo e repassando mensagens a favor de Bolsonaro e contra o Laddad, nós que acompanhamos a Lava-Jato na caça aos mentores deste colossal processo de assalto aos cofres públicos, nós que estamos engajados em mandar o PT para a cova, nós sabemos perfeitamente o desespero dos dirigentes desta agremiação e dos políticos acobertados por ela. Nós, por isso, compreendemos que só lhes restam pedir a cassação de Bolsonaro, antes do pleito, antes da posse ou mesmo depois, do contrário muitos terão o mesmo destino de seu "grande líder": a cadeia. Mas e este imenso Brasil? E os brasileiros que estão acordando às 4 da matina para embarcar em 3 horas de trens, ônibus, carroças, lombo de burro, ou mesmo de pé no chão, para chegar ao trabalho (os que ainda o têm), será que sabem? 

Minha resposta é um grito de SIM a plenos pulmões, pois um número é inquestionável:

79,8% dos eleitores brasileiros desprezam o PT.



O "povo", que o PT se arvora em ser o único defensor, é composto de, no máximo, 21,3% dos brasileiros. 

Mas para os que eventualmente questionem este argumento tão cabal, cito uma pesquisa do instituto DataFolha, empresa que mesmo integrando o grupo Folha, constatou que "69% dos eleitores de Jair Bolsonaro o apoiam porque ele não é o PT".

Negar, negar, negar. Negar que sabia. Negar que roubou. Negar os mal feitos. Negar erros políticos. Negar responsabilidade sobre os 13 milhões de desempregados. Negar a recessão. Negar corrupção, ou, pior, justificá-la pelos fins.  Negar pelo poder a qualquer custo. A negação é assim definida pela psicologia freudiana: "É um mecanismo de defesa que basicamente é recusar-se a reconhecer que um evento ocorreu. A pessoa afetada simplesmente age como se nada tivesse acontecido, se comportando de maneira que outros podem ver como bizarro. (...) a pessoa simplesmente 'faz vista grossa' para uma situação desconfortável".(1)

Paralelamente acusar, acusar, acusar. Neste processo valem acusações falsas, quanto mais falsas, melhor, pois estas levarão muito tempo para serem comprovadas como tal. Até lá é a intenção e desejo deles já terem cooptado, comprado, corrompido agentes da justiça para estabelecer suas "verdades". 

Repetir, repetir, repetir as acusações. Até que, por insistência, os descrentes comecem a ter dúvidas. 

Tais comportamentos estão na base dos indivíduos psicopatas.(2) Só psicopatas têm desprezo inato por outros seres humanos. Só mentes doentias são capazes de realizar com tamanha intensidade e determinação tal empreitada.

A transmutação de Laddad é a prova mais cabal do nível de calhordice, canalhice que já se viu. Não vou me alongar, pois já escrevi o que penso sobre alguém tão abjeto. Alguém que se deixou transmutar em um não-de-si-mesmo com o único propósito de salvar toda a cúpula petista e seus "companhêros" por uma egoísta razão: salvar a própria pele, e por isto, por apenas isto, vale tudo. Só sendo não-Laddad(3) explica alguém aceitar entrar para a história como o maior capacho humano que este país já produziu.

O desprezo pelo petismo já está registrado na história do país. Mas ainda não nas urnas. Portanto, não se iluda, de hoje até dia 28, o ptsespero irá viver 24 horas por dia na busca de construir qualquer narrativa (e ações radicais) que possam contribuir para tirar Bolsonaro da vitória. Como eles mesmos já nos preveniram no passado: nós não sabemos dos que os dirigentes e militantes radicais do PT são capazes de fazer. Todos, agora, em pânico.



(1) Fonte: Site Psicoativo
(2) Ver aqui o significado psicopata
(3) Editorial do Estadão do dia 20/10/2018 em resposta às acusações feitas pela Folha.