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quinta-feira, abril 21, 2022

O MUNDO EM QUE VIVEMOS

[1]

“A impressão que se tem, pelos fatos ocorridos em público até agora, é que o STF dará, sim, um golpe de Estado para impedir um segundo mandato de Bolsonaro — caso chegue à conclusão que pode dar esse golpe, ou seja, se tiver certeza de que todo mundo vai baixar a cabeça se os ministros virarem a mesa.”

 J. R. Guzzo, em “Estão Querendo Virar a Mesa”, revista Oeste de 15/4/22


Há quase um ano, as pessoas mais próximas a mim, me ouvem dizer que não chegaremos às eleições deste ano percorrendo um caminho normal. Guzzo, no artigo citado, fazendo um paralelo entre os desejos dos perdedores de 2018 quanto a Bolsonaro e o que se propagava quanto à candidatura de Getúlio a Presidente em 1950, lembra a fala de Carlos Lacerda: “Não pode ser candidato. Se for candidato, não pode ser eleito. Se for eleito, não pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar”. Este é o retrato de nossa fragilíssima “democracia”.

De minha parte, em relação a Bolsonaro nestes pouco mais de 3 anos, dá para fazer uma inversão, pois impedido de governar ele já o foi desde o primeiro dia. Se alguém imagina impedi-lo de tomar posse se eleito, não está em juízo perfeito, não tem o menor compromisso com as consequências para o país, é o mínimo a se dizer. Candidato ele o será se nada lhe obstar. Portanto, só restam a seus oponentes duas alternativas: não deixar que seja candidato ou fraudar a contagem dos votos se as pesquisas prognosticarem sua vitória.

Qual o nível de certeza que tenho sobre esta “previsão”? Cem por cento! Justifico.

Desde a primeira atitude de Alexandre de Moraes[2] contra a Constituição Brasileira, eu me pergunto: o que motiva um juiz da Suprema Corte a agir contra a Nação sem qualquer receio de ter suas decisões revidadas, invalidadas, ou minimamente questionadas por instituições que se proclamam defensores da Lei? Uma primeira resposta é atribuir a alguma pressão externa não revelada. Através de ameaças à sua vida e/ou de seus familiares[3] (algo do tipo faça o que estamos lhe mandando ou...!), tal ação teria sequestrado a capacidade de agir e de julgar do referido Ministro. Para quem desconsiderar tal hipótese faço uma proposição. Tente se imaginar estando em uma posição de poder qualquer (não precisa ser no âmbito de funções da justiça) e se pergunte: que razões o fariam agir contra suas convicções morais e contra seus mais caros valores? Que forte razão seria esta que lhe faria capaz de enfrentar o desprezo provável de sua esposa/marido, seus filhos, seus amigos sem entrar em profunda vergonha? Se não viu, veja os vídeos que mostram as opiniões de Moraes no passado e no presente sobre liberdade de expressão. Tem alguma coisa muito estranha na transição de um momento para outro! Será só desvio de caráter? Oportunismo? É só uma pergunta.


Ok, vamos ignorar isso e buscar outra fonte de razões e para tanto vou recorrer a Geraldo Alckmin, o “Picolé de Chuchu” transmutado em “Pimentão Murcho Vermelho de Vergonha”. O que você acha que sustenta o novo “Geraldo Alquimista Amoral”? Você consegue imaginar o que o faz se tornar um “Lambe-9Fingers”, jogar no esgoto suas relações mais preciosas, sua carreira política, mesmo que ela tenha sido pautada por atos escusos, não republicanos, corrupção etc.? Eu não consigo. Tem algo muito, muito forte, eu diria até dramático, por trás do que ele optou por se tornar. Veja os dois vídeos de ex-Alckmim, o "antes" e o "depois", caso precise refrescar a memória. 

 

Prosseguindo. Vamos dar uma olhada na parcela silenciosa dos perdedores. O que estará fundamentando o silêncio em relação às arbitrariedades do STF, instituições  como OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), ABI (Associação Brasileira de Imprensa, a própria imprensa em sua quase totalidade, a silenciosa covardia subserviente da câmara dos deputados e do Senado, e muitas outras instituições? O que respalda rotular como fascista e antidemocrático um Presidente que fala e age vigorosamente em defesa das liberdades individuais e do total respeito à Constituição sem que tenha tomado qualquer atitude autoritária, mas tendo adversários que agem diuturnamente para o cerceamento das liberdades e aplaudem as arbitrariedades do STF, em público ataque aos princípios mais básicos da democracia? Quem são os que nos acusam do que eles fazem?[4]

Hoje tenho a convicção de que a tecnologia digitrônica capacitou cada cidadão do planeta Terra - independente de classe social, de nacionalidade e de nível de instrução - a expressar suas opiniões e formar imensos grupos em defesa de desejos e necessidades comuns, corrompendo de forma inesperada, rápida e drástica, a estrutura do modelo democrático e hipócrita sob o qual vivemos a partir da revolução industrial. O modelo “elite e povo” até então era explícito, claro: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. A formulação “todo poder emana do povo e por ele será exercido” é a primeira e máxima hipócrita das constituições. Não só da nossa. Ninguém há de imaginar que lá constasse algo como “todo poder emana das elites e em seu nome será exercido para exploração e submissão do povo”. Mas esta é a incômoda realidade. O problema é quando o tal “povo” pode se manifestar com razoável força e, portanto, pode mandar. Mas quem deverá obedecer? Obviamente deveriam ser os mandatários do povo eleitos pelo voto. Eis a incômoda questão fundamental. Estamos, portanto, inseridos em um movimento de corrupção dos valores da civilização ocidental com uma força de destruição que nunca foi possível em nossa história.

A mão do leviatã estatal está queimando e o cheiro de carne tostada impregna os cérebros dos detentores do phoder. A dissonância cognitiva[5] nas mentes oligarcas, provocou uma ruptura de tal magnitude que os conceitos mais elementares têm seus significados invertidos. Quem fala em garantir a liberdade, manda prender quem o critica. Quem defende a democracia, ataca-a com decisões antidemocráticas. Quem fala em direitos individuais, agride, até fisicamente, quem dele discorda. Quem deveria se limitar a falar nos autos, discursa publicamente e no até no exterior, se proclamando do bem e agindo contra os do mal, você. Quem defende o respeito às Leis e à Constituição, é acusado de autoritário e fascista. Comunistas são do bem, holodomor[6] e holocausto são fake news da extrema direita, e prometem, se eleitos, um mundo como Pasárgada, onde Manuel Bandeira imaginou ser “um refúgio de delícias”. Como nada é sem significado e intenção, tudo é em nome do desespero pela perda do monopólio da informação e da boa e fácil agora antiga forma de manipulação das massas através dos convenientes serviços dos veículos servis de imprensa tradicionais.

Não nos iludamos, nem sejamos esperançosos quanto aos acontecimentos políticos dos próximos 6 a 9 meses. Será uma escalada tal qual a erupção de um vulcão: ela só terminará quando a energia que a sustenta tiver sido totalmente consumida. Há como impedi-la sem trauma? Não. Resta-nos resistir, pois toda escalada tem seu ápice seguido do inevitável declínio quando tudo se desgasta e quando a realidade faz caírem as máscaras das narrativas falaciosas. Então terá chegado o momento para forças contrárias ganharem suas batalhas. Por falar em batalhas, podemos ver tal processo como uma guerra. Elas não terminam com a aniquilação total dos inimigos, elas terminam quando um dos lados levanta a bandeira branca em reconhecimento, não da força do inimigo, mas da fraqueza e desgaste de suas próprias forças frente à capacidade de resistência encontrada.

Assumindo a similaridade metafórica com uma guerra entre exércitos, um deles é formado pelos “vitimistas”, os vitimados pela perda das eleições de 2018. São todos os defenestrados do poder em consequência das decisões do Presidente tomadas em total observância às suas promessas de campanha. Identificá-los, portanto, é fácil. Para saber o que torna um “vitimista” raivoso que diz odiar Bolsonaro, basta identificar qual foi a teta que ele mamava e secou. De outro lado estão os “estoicos”, aqueles que em lugar de aceitar uma cota de “quentinhas” do socinista de plantão, preferem ir à luta, enfrentar as vicissitudes e ir atingir seus objetivos com seu próprio esforço e mérito.  Para identificá-los, basta descobrir sua fonte de renda, se é de um encosto em algum mecanismo (benesse) estatal ou se é da determinação e do trabalho.

Persistir em nossas convicções, ter a consciência de que respeitar e lutar pela admissão de que cada um de nós é único, que nossas diferenças têm que ser protegidas e garantidas, e que qualquer que seja a melhor solução política para o equilíbrio da vida em sociedade, a natureza humana tem que ser o sustentáculo para uma vida digna. Esta simples, mas decisiva postura é o passaporte para o ingresso neste exército de estoicos.

Abaixo, uma edição (o vídeo completo está aqui: https://www.youtube.com/watch?v=Pq-Hk32T7lE) feita por mim com recortes do vídeo, gravado no mesmo dia 20/abr/22, de Rodrigo Constantino tratando das mesmas questões deste artigo.

Eu não partilho da possibilidade que o jornalista J. R. Guzzo aventa de “que todo mundo vai baixar a cabeça” e dar salvo-conduto para um golpe dos perdedores. Mas isso só se eu e você nos mantivermos nas fileiras da resistência estoica. Só se ninguém reagir à condenação de Daniel Silveira feita hoje pelos 10[7] (Ameaçados? Raptados?) ministros do STF neste dia em que escrevo.

Fique esperto. Fique determinado. Erga sua voz. A servidão voluntária não é uma boa saída.

Encerrando deixo o depoimento do pastor luterano Martin Niemöller (1892–1984), na Alemanha nazista:

"Quando os nazistas vieram buscar os comunistas, eu fiquei em silêncio; eu não era comunista. Quando eles prenderam os socialdemocratas, eu fiquei em silêncio; eu não era um socialdemocrata. Quando eles vieram buscar os sindicalistas, eu não disse nada; eu não era um sindicalista. Quando eles buscaram os judeus, eu fiquei em silêncio; eu não era um judeu. Quando eles me vieram buscar, já não havia ninguém que pudesse protestar."

 



[1] Quando estava no 2º ginasial, um professor que me deixou boas lembranças,  nos indicou para ler “O Mundo em que Vivemos”. Devia ter umas mil páginas, nunca o li, mas, na esperança de um dia o ler, o mantive comigo por uns 20 anos. Informação inútil, apenas dando vazão a uma saudade.

[2] Não só ele, Barroso, Fachin e Lewandovski são seus melhores seguidores.

[3] Lembro que rolou nas redes uma ligação de Moraes com o PCC. Ok, as agências de checagem dizem que é falso. De qualquer forma esse artigo aqui acrescenta algumas informações importantes sobre Moraes.

[4] Reportemo-nos aos recentes casos da agressora de Jundiaí a uma funcionária da HAVAN e à procuradora  do Maranhão esfaqueando um boneco representando Bolsonaro.

[5] Um pequeno exemplo desta “dissonância cognitiva” você pode ver aqui.

[6] Holodomor é como ficou conhecido o genocídio pela imposição da fome comandado por Stalin nos anos 1932 e 1933. Por coincidência vi há dois dias um bom filme (não lembro o título) na Netflix sobre a Rússia de Stalin, com Robert Duval no papel principal.

[7] Até André Mendonça, indicado por Bolsonaro, votou pela prisão de Daniel Silveira!!! 



sexta-feira, janeiro 08, 2021

A VELHA E AS NOVAS DICOTOMIAS


"As ideologias pressupõem sempre que uma ideia é suficiente para explicar tudo no desenvolvimento da premissa."

Hannah Arendt

Que a dicotomia direita/esquerda já não explica mais nada, muita gente já sabe mas ainda vai levar um certo tempo até que percebamos e adotemos uma outra que nos dê alguma noção, tanto das motivações dos movimentos políticos dos últimos 60 anos, quanto do que está por vir após a nação mais próspera do planeta se aventurar na intensificação de uma opção pelo socialismo em sua pior formulação (se é que isso é possível).

Os rótulos dicotômicos nos são úteis para super sintetizar um conjunto complexo de motivos e processos que sem eles, nossa vida seria impossível, ou, pelo menos, um inferno incompreensível. A velha dicotomia trazia toda a complexidade político-econômica para uma formulação simples: direita e esquerda. Entre os primeiros, os capitalistas gananciosos, entre os segundos, os comunistas estatizantes. Sob este rótulo, viveram os cidadãos do século XX entre tantos trancos, barrancos e guerras.

Capa do livro sobre a obra de Sowell

Assistindo as crônicas do Rodrigo Constantino, descobri Thomas Sowell, americano, negro, economista, professor universitário, filósofo político, escritor de dezenas de livros, um dos mais respeitados pensadores da atualidade, e em plena atividade aos 90 anos. Para organizar suas análises, ele apresenta duas ideias. A primeira, propõe que todos temos "visões" sobre a natureza humana, e ela é de duas categorias: a visão restrita - que considera e reconhece as limitações da natureza humana -, e a visão irrestrita - a que tem a convicção que a natureza humana pode ser aperfeiçoada, modificada. Basicamente, na minha interpretação, Sowell defende que a diversidade é a mola propulsora da evolução civilizatória e a melhor maneira de possibilitar ao indivíduo a busca pela felicidade, pois não há receita padrão para a felicidade na medida em que desejos e necessidades são únicos e, portanto, individuais.

Sowell também faz uma outra proposição. Esta é mais direta, mas popular, de fácil entendimento, qual seja a dos "ungidos" - aqueles que se autoproclamam como sendo "portadores da missão de guiar os outros para a realização de uma vida melhor" -, e a dos "ignorantes" - todos os demais identificados como incapazes de gerir as próprias vidas. Para a "elite ungida", liderada pelo subgrupo da intelligentsia, encastelada nas universidades, em toda a estrutura do ensino público (mas não só), nos sindicatos, partidos políticos e ONGs de toda espécie, "os males da sociedade são vistos fundamentalmente como um problema de ordem moral e intelectual, para a extinção dos quais os intelectuais estão especialmente equipados (...)". Eles não param por aí. No delírio dos ungidos, cabe até a capacidade de "poder resolver problemas psicológicos das pessoas, como os estigmas sociais e os traumas de guerra".

Instigado a refletir, moldei uma outra proposição para satisfazer nossas angústias de entendimento da realidade, em particular, brasileira. Partindo da constatação de que existe por aqui uma "elite" política que perdeu as últimas eleições; cujas campanhas foram financiadas por grandes empresas nacionais que acabaram por sofrer um revés significativo em suas intenções, desejos e lucros; de que muitos de seus proeminentes políticos estão na cadeia ou em casa de tornozeleira; e que tal conjunto de consequências motivou a aliança de todos em torno de um projeto de não aceitação da perda de poder, achei de criar um novo rótulo dicotômico: o dos "negacionistas" (*) - aqueles que negam, além da própria condição de imperfeição da natureza humana, negam tudo o que venha daqueles que foram eleitos, sejam opiniões, ações, decisões, propostas, projetos etc -, e os "aturdidos" -, todos nós que, a cada minuto, a cada hipocrisia no noticiário da "grande mídia", estamos nos perguntando: onde diabos isto vai parar!!!



(*) É evidente que estou me contrapondo à aplicação do rótulo "negacionista" como conceituado pelos tais perdedores e seus inspiradores e financiadores internacionais, ou seja, que negacionistas somos todos nós que não concordamos com as teses deles. Ex.: eu, particularmente, não concordo com a tese do aquecimento global, portanto, sou um negacionista por mais argumentos que eu tenha.

domingo, dezembro 13, 2020

SOROS, YOUTUBE, STF E... NÓS?

"Esse - acrescentou sentenciosamente o Diretor - é o segredo da felicidade e da virtude - gostar daquilo que se tem de fazer. Esse é o propósito de todo o condicionamento: fazer as pessoas amarem o destino social do qual não podem escapar." 
Aldous Huxley, em Admirável Mundo Novo.


Junte uma boa dose de digitrônica, acrescente a reação dos comunistas frustrados pós fim da URSS e esprema o líquido amargo de uma conveniente pandemia facilitadora da expansão de arbitrariedades. Não chacoalhe agora, pois esta mistura é perigosamente explosiva para a cultura ocidental. Repare que uma fumaça feito reação de gelo seco em coquetel de barman em hotel 5 estrelas começa a se expandir, invadir o seu ambiente e a envolvê-lo graciosamente. Esta reação química revela que aqueles 3 ingredientes são apenas a síntese de muitos componentes não perceptíveis aos leigos e inocentes úteis. Tentemos identificá-los.

George Soros (1), 90 anos (2020), é um neurótico psicopata que se traveste de filantropo, e através de sua Open Society Foundation, já distribuiu mais de 32 bilhões de dólares (!!!) para incentivar a fragmentação das "demandas sociais" (2). Agora perca alguns minutos de reflexão e justifique que, em contraposição a este "investimento", ele doou 20 milhões para a campanha dos democratas em 2018. Eu faço a conta: isto significa que ele fez um carinho a militantes diversos mundo afora 1.600 vezes mais "adulador" para indivíduos radicais e ONGs travestidas do que para um partido político!!! Soros é um arrogante destruidor covarde. Ele evita a participação política enquanto manipula segmentos da sociedade para o cumprimento de seu objetivo de aniquilar a cultura ocidental. Ele (e outros capitalistas menos abastados, vide DAVOS e a proposta de um "GREAT RESET" mundial), em função do resultado financeiro das circunstâncias de sua vida ambiciosa (vide ganhar 1 bilhão de dólares quebrando  a Libra), deduz-se como um ser acima de todos os demais seres humanos e, portanto, tem o "dever" de tentar impor ao mundo as suas "verdades". Não se engane. Ele não é comunista. Seu desprezo por Rússia e China é o mesmo. Ele simplesmente quer, devidamente protegido pelo biombo da hipocrisia de uma elite, quando não corrupta, intencionalmente hipócrita, impor uma nova sociedade baseada na total anarquia de valores. Liberdade para Soros (e seus fãs) é o fim do Estado. O fim dos conceitos éticos e morais, de modo a permitir a livre manifestação dos mais básicos instintos de nossa espécie, desde a supressão da liberdade do outro até a aprovação da pedofilia, sem deixar de dar uma passada pela destruição da família como núcleo fundamental da construção dos indivíduos para conviver em sociedade. Com 90 anos ele assiste a tudo com a esperança de ter plantado o caos, e a certeza de que não vai estar aqui para ver as consequências. 

Obviamente não é em um parágrafo escrito por um ignorante observador que você vai entender a dimensão do problema. Apenas serve para deixar os desatentos mais "ligados". 

Passemos para o YouTube, o mais aguerrido dos novos "leviatãs", entidades supratudo que intentam controlar o mundo. Na primeira semana de dezembro assisti parte do vídeo de uma live de mais de uma hora e meia do Constantino com o médico Alessandro Loiola. Poucos dias depois, não sei precisar, me deparo com um vídeo do jornalista comentando as mensagens recebidas do YT "justificando" terem excluído da plataforma o vídeo da entrevista, alegando que as opiniões do Loiola contradiziam as orientações da OMS!!! Minha reação foi de estupefação e acabei por me manifestar assim em mensagem ao Rodrigo: "A exclusão pelo YT de sua live com o Loiola é o anúncio do apocalipse. Eu explico. Uma plataforma privada internacional criada e disponibilizada para aceitar publicar as manifestações livres de expressão, se posta acima da Constituição e das Leis brasileiras ao CENSURAR conteúdos que não estão "de acordo com suas próprias opiniões". Isto não aconteceu nem mesmo no pior momento dos militares no poder. E o silêncio do STF? Da OAB? De tantas e tantas entidades profissionais do direito? E do legislativo? E até mesmo do executivo? Então ficamos assim: se não vamos nos levantar contra esta usurpação da autonomia de uma nação, de hoje em diante quem manda na nossa consciência são as plataformas de redes sociais chefiadas pelo YT!!! É isso mesmo?" Entretanto, alguma coisa aconteceu entre aquele dia e hoje quando escrevo. Procurei pelo vídeo que anunciava a exclusão, não encontrei. Procurei pelo vídeo da entrevista e ele está publicado na íntegra (3) no YT!!!???  

Independente de ter havido um possível acordo entre o Constantino e o "leviatã" condicionando o retorno do vídeo da entrevista à plataforma à retirada do vídeo da denúncia da exclusão, a plataforma tem hoje, inquestionavelmente, uma equipe censora, que não deve ser pequena, contando com a ajuda de um aplicativo que exclui parte ou a íntegra de vídeos com base na detecção de "palavras-chaves" constantes no INDEX do Youtube (hoje, recordar a inquisição, é viver sob o regime da lacração). Para comprovar o que digo, veja o que acontece no vídeo (ação denominada de "strike") da entrevista do Gentilli com o Lacombe  (4) e tente entender o que pode ter vindo a incomodar a tão brava "equipe". E você também pode tentar entender porque o jornalista Claudio Lessa foi "desmonetizado" e  passou a ser obrigado a fazer duas edições diferentes de seu CL NEWS, uma para ser publicada no YT e outra para ser inserida nas plataformas que "ainda" não o estão cancelando. 

Passemos ao STF. Tem incauto acreditando que a decisão resultante do plenário quanto à constitucionalidade da Constituição foi um indicativo de que as "coisas" estão mudando naquela instituição. Não estão. O que aconteceu, e que veio à clareza pública, de modo até mesmo agressivo, é: em primeiro lugar, que não temos um supremo, mas vários; em segundo, que o órgão ao qual é atribuída constitucionalmente o dever primeiro de "defender" a Constituição, não a defende; e por último, que ele está hoje constituído por 4 ministros defensores de interesses próprios e comuns, por um ministro "vaselina", por um ministro "velhinho maluquinho" e por 2 ministras e 3 ministros que formam o grupo dos QTTM (Quem Tem, Tem Medo). As arbitrariedades observadas ao longo destes 2 anos de mandato do Presidente Bolsonaro, não deixam dúvida de que o STF não está subordinado à Constituição, não está a serviço de garantir o ordenamento jurídico do País e, muito pelo contrário, fez, faz e continuará fazendo para desestabilizar um governo legitimamente eleito.

E nós, como ficamos neste novo abominável mundo? Não sei. Temo pelas possibilidades. Todas as regras que conhecemos e praticamos ao longo da era industrial, pós abandono do feudalismo, da criação do Estado-Nação e das tantas e diversas declarações de "direitos humanos", estão sob bombardeio, questionamento, revisionismo histórico e radicalismos em todas as áreas de manifestação da sociedade e da cultura. Como já disse em outro texto, não temo por mim, 99% de chance de não estar mais aqui. Que meus filhos e netos encontrem a porta para uma sociedade de humanos verdadeiramente mais humana.

(1) Para um pouco mais sobre Soros: https://infomoney.com.br/perfil/george-soros/

Acrescente o que grandes capitalistas estão imaginando para os próximos passos: https://blogs.correiobraziliense.com.br/ofuturojacomecou/2020/11/24/a-nova-ordem-mundial-great-reset/

Entendo que Olavo de Carvalho instiga ódio e paixão. Mas deixe isso de lado por uma hora e assista-o nesta palestra onde não poderia ter sido mais claro: https://www.youtube.com/watch?v=JSUrJgdiIRs

Black Lives Matter: https://www.youtube.com/watch?v=o_TEF3fsz6Y

Mulher pressionada pelo Black Lives Matter: https://www.youtube.com/watch?v=jP2iMCBUXBE

(2) Por "fragmentação das demandas sociais" aponto para a consequência mais enfática da digitrônica sobre o sistema político, em sentido o mais amplo possível. O projeto de Soros foi viabilizado exatamente pelo poder de fragmentação/distribuição de mensagens e recursos financeiros. A digitrônica permite a Soros estimular demandas individuais que agregam incautos, crédulos, ignorantes e mal-intencionados, sem necessitar de uma orquestração ou liderança. O outro lado desta moeda, é que se torna quase impossível combater tal onda de "demandas sociais" pois não há "um inimigo" a ser visado, combatido. Como exemplo dessa liberdade de manifestação, veja: https://www.youtube.com/watch?v=SinfgFb7rdo


 (3)  Constantino e Loioloa: https://www.youtube.com/watch?v=0BmRGeRDMk8

O que significa "strike":


terça-feira, novembro 10, 2015

DE ELITE, DE CRISE E DE FEMINISTAS

Em O Globo de hoje, 10/11/15, nas páginas de opinião, 3 artigos para não se deixar de ler.

Disparado, o mais importante deles é "A máfia e o cartel", do jornalista José Casado, de quem me tornei fã pelo alto nível de seu trabalho.

O segundo é do Marcio Antonio Villa, "A crise tem nome: Lula", tratando, principalmente, sobre a ascendência que ainda tem sobre seu "poste" e expondo o porquê deste indivíduo, que apesar de decadente, continua a ter ter um papel danoso na política brasileira.

E o terceiro é para relaxar. O Rodrigo Constantino se afasta da seriedade costumeira mas não de sua verve humorística, no instigante artigo "Feministas igualitárias".

Bom proveito!