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domingo, outubro 14, 2018

LADDAD, O ABJETO

“Um senso fundamental de dignidade é concedido desigualmente às pessoas ao nascer.”
F. Scott Fitzgerald, escritor, roteirista e poeta norte-americano

No começo, era Luladdad, o Poste, a representação imagética que seu Criador escolheu para representá-lo perante "o povo", a massa inculta e ignorante de manobra (na perspectiva da esquerdopatia). Ocorre que a criatura se mostrou incompetente e não atingiu os objetivos esperados pelo seu criador que, em caindo a ficha, chutou-o de seus aposentos, digo, cela, deixando-o à própria sorte ou azar, já que só poderia contar com seus acólitos e lambe-botas do PT.  
 
Enquanto persona (2), Luladdad sempre se mostrou um sem-caráter. Não emitia uma opinião que não fosse ditada pelo Criador. Dia sim, dia não, se ajoelhava aos pés do criador pedindo seus conselhos, saber o que fazer e o que dizer. Até mesmo ao se levantar, antes mesmo de escovar os dentes, em voz alta (e até mesmo na TV) dava seu "Bom dia, meu criador".
 
Agora, ainda obediente e subserviente, assume uma nova persona, Laddad, o Abjeto. Para  merecer tal adjetivo, Laddad, faz de tudo:

1 - Se transmuta em social-democrata, por pouco não reivindica ser o principal fundador do PSDB, o esfacelado partido de FHC.  
 
2 - Se aproveita de um modo canalha da fragilidade do adversário que sobreviveu a uma tentativa de assassinato traiçoeira e covarde, acusando-o de fugir do debate em TV, quando todos sabem do risco de vida que ele ainda corre.
 
3 - Apaga de sua propaganda (onde foi possível) a imagem do seu criador. Tudo é válido desde que seja avaliado como "conveniente" ao projeto insano de poder a todo e qualquer custo. Os meios justificam os fins, principalmente, os fins mais inescrupulosos.
 
4 - Mente, principalmente, mente. Sobre si mesmo e sobre seu oponente. Mente sobre suas verdadeiras intenções se e quando estiver no poder.
 
5 - Finge renegar cláusulas pétreas do programa de governo do PT, como convocar nova Constituinte, como se tivesse alguma autoridade sobre os psicopatas no comando da quadrilha (Gleise Hoffmann, José Dirceu, Jackes Wagner,  Dilma Roussef, Lindbergh Farias, Rui Falcão etcaterva). Quem, com mínimo de inteligência, acredita na declaração de Laddad de que José Dirceu não faria parte de um improvável seu governo? Aliás, quem governaria efetivamente se eleito?

6 - Rasteja aos pés de todos os perdedores, inclusive dos partidos que compõem o centrão, prometendo cargos e sabe-se lá o que mais, desde que declarem apoio à sua farsa.
 
7 - Tendo o PT se reduzido a 29% de eleitores, Laddad vendo as propostas vencedoras de seu oponente, tenta assumi-las como se também fossem suas (respeitar a Constituição, aumentar o combate à violência, reduzir o Imposto de Renda para os salários mais baixos etc).
 
8 - Insistem, o Abjeto e o PT, em se atribuírem "democratas" e  "progressistas" verdadeiros, quando são exatamente o contrário, pois a única democracia que aceitam é aquela onde só eles mandam (vejam vídeo de Jacques Wagner abaixo), e cujas ações nos últimos anos nos levaram exatamente na direção contrária à do progresso.  Progressista é aquele que deseja o progresso. Como eles podem ser "progressistas" quando tudo o que eles fazem é levar o país em direção à idade média?
 
9 - Mas Laddad às vezes escorrega, não se controla e diz o  que eles realmente pensam: criar uma democracia com liberdade de expressão de todo o funcionalismo estatal (depois virão os outros) estará condicionada à opinião deles. Ou minha interpretação desta declaração que ele deu em 17 de setembro de 2018 é equivocada? 
"Hoje se fala o que se quer porque não há uma hierarquia. Quem estiver na hierarquia no futuro governo, tem que defender a democracia." A democracia deles evidentemente. "Quem estiver sob o comando da presidência da República, vai ter que defender a democracia. Não vai ter acordo com quem quer sabotar a democracia no Brasil. Não teremos discussão sobre isso. Isso aqui é um Estado Democrático de Direito, que não deve ser questionado nem com gestos, nem declarações, nem nada." Stalin e Mussolini estão ansiosos para ressuscitar e fazer parte do governo de Laddad. Ele fecha com esta ameaça ao funcionalismo: "Não se brinca com a democracia. Vai pra rua no dia seguinte, com ato disciplinar. Divergências democráticas tudo bem". Funcionários públicos, vejam lá em quem vão votar!

10 - O PT-Laddadismo tem a desfaçatez de pretender os votos do nordeste, a região mais abandonada pelos governos do PT, bastando, para comprovar, olhar os índices de analfabetismo, próximos de 22% nos estados do Maranhão e Piauí, e de 17% nos demais estados. Manter o povo inculto e pobre, foi e é a grande tática que eles praticaram por 14 anos e pretendem manter para a eternidade.  

11 - Até onde irá esta monumental farsa PT-Laddadista? As 20 horas do próximo dia 28, saberemos.
 
Laddad, tal como seu criador, é um sem-caráter (3). É um tapete gasto a ser pisoteado pela história. Um sem escrúpulo. Laddad, como seu criador,  é lobo em pele de cordeiro. Uma pergunta fica martelando: por quais motivos, por quais interesses eles querem tanto o poder? Ou, de onde vem tanto medo de não se eleger que faz alguém se colocar tão baixo, tão reles, tanto moralmente quanto eticamente? E por que eleitores que não admitiriam tal comportamento de seus amigos, parentes, filhos, fazem vista grossa no caso  dele, do criador e do PT?
 
Se falsidade ideológica é crime, porque o MPF ainda não ajuizou ação contra a sociedade entre PT, a quadrilha dos irmãos "Ponto 30" (metralhadora é pouco), e Laddad, o Abjeto? A sociedade PT-Laddad é tão nociva ao país, que seus integrantes não têm qualquer vergonha em abandonar seus tão "sagrados" símbolos (vermelho, estrela, foice e martelo) e adotar os símbolos do adversário para com ele se confundir e confundir o eleitor desavisado. 
 
Acha que estou exagerando? Não subestime o terror que os quadrilheiros estão sentindo pela proximidade da derrota neste segundo turno. O dinheiro que desviaram saqueando as empresas públicas e os cofres do Tesouro Nacional e, muito mais ainda, desviaram do BNDES para suas republiquetas amigas do Foro de São Paulo e além-mar, é uma espada sobre suas cabeças. Para se livrarem da cadeia, só há uma saída: vencer estas eleições ou "tomar o poder" nas palavras de José Dirceu(4), seja lá o que signifique esta ameaça. E para isso eles estão sendo capazes de tudo. Por exemplo: depois de perder de forma acachapante no primeiro turno com uma campanha estruturada para eleger o criador através da persona da criatura, eles não têm a menor vergonha de, no segundo turno, tentar desvincular a criatura do criador. Uma tentativa ridícula de passar uma borracha imaginária na história e nas mentes dos cidadãos!!!

A mente humana ainda é uma caixa de surpresas. Desconhecemos os mecanismos mentais por trás de muitas ações de nossos semelhantes. Principalmente do que é capaz uma massa em movimento. Tenho certeza que eu, todos  nós, teremos muito a refletir e aprender com o resultado do dia 28/10/18. Temos um processo eleitoral como jamais visto e, creio, jamais voltaremos a ver dada a porrada na cara que todos estamos levando pelos processos, ações e movimentos permitidos pelas novas mídias sociais (para o bem e para o mal). Uma coisa é certa, nenhum outro povo(5) - no sentido correto da palavra -  do mundo está se desenvolvendo tanto politicamente quanto o brasileiro.
 
Quanto ao "povo" (no sentido populista do termo) do Brazil(6), não há dúvida de que têm claro entendimento dos caminhos que temos como opção. Somos uma ilha de prosperidade nesse imenso continente Brasil. E aqueles que  mais precisam de uma liderança que os conduzam para o desenvolvimento - único caminho para a redução da miséria -, será que enxergarão além da ponta do dedo do pé e perceberão a verdadeira alma desses hipócritas psicopatas da união PT-Laddad a tempo de identificá-los como tais? A resposta só teremos ao final do dia 28.


(1) Abjeto: adjetivo substantivo masculino - que ou o que é desprezível, baixo, ignóbil.

(2) Persona: substantivo feminino - na teoria de C.G. Jung, personalidade que o indivíduo apresenta aos outros como real, mas que, na verdade, é uma variante às vezes muito diferente da verdadeira.

(3) Caráter: substantivo masculino - é um conjunto de características e traços relativos à maneira de agir e de reagir de um indivíduo ou de um grupo. É um feitio moral. É a firmeza e coerência de atitudes. O conjunto das qualidades e defeitos de uma pessoa é que vão determinar a sua conduta e a sua moralidade, o seu caráter. 

(4) José Dirceu: "(...) é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição", afirmou ao jornal El País.


(5) substantivo masculino - conjunto de pessoas que falam a mesma língua, têm costumes e interesses semelhantes, história e tradições comuns.


(6) Uso Brazil com "z" para me referir a todos nós que o acaso e o esforço pessoal agraciou com oportunidades para alcançarmos o nível de vida que todos deveriam poder almejar. 

 

segunda-feira, novembro 28, 2016

COMENTÁRIOS DA SEMANA - DE 27/11 A 3/12/2016

29 - "O DIA D DOS LADRÕES"

Indico a leitura da coluna de Jabor, de hoje, em O Globo.


28 - FIDEL, O PAI DELES DOS ÚLTIMOS ANOS

A "revolução cubana" de 1959, teve como mote tomar o poder em nome do restabelecimento da "democracia" (o entre aspas é explicado mais adiante).

Confesso que conheço pouco da história política mundial, mas tenho a sensação (ou conclusão do que observei ao longo da vida) que toda revolução de extrema esquerda se vale deste argumento, as variações são apenas de discurso, na prática o fundamento é o mesmo. Tomado o poder, todas elas se tornaram ditaduras de fato e/ou de direito. Tal como as revoluções de extrema direita. As diferenças estão na base. A direita se revolta, não em defesa da democracia, mas para salvar o país do totalitarismo de um comunismo radical. Ambas se sustentarão no poder promovendo uma "limpa" geral e restrita exterminando todo e qualquer dissidente, discordante ou não simpatizante.





 

Fidel, como Stalin, como Mussoline, como Hitler, como os militares no Brasil, na Argentina, enfim, como tantos outros, só sustentam suas "grandes verdades utópicas" porque reconhecem, mas não admitem, que elas são utópicas e grandes mentiras. Aboletados no poder, só lhes resta a saída de eliminar os que têm "grandes outras verdades utópicas" que possam atrapalhar suas trajetórias psicopatas em direção à perpeturação do poder. A democracia vai pro saco, ou melhor, a democracia boa é quando quem manda sou eu, seja à direita ou à esquerda do espectro de alternativas, quando todos obedecem aos meus ditâmes, sem oposição.

Mas a opressão não se perpetua sem que se estabeleça uma justificativa institucional. Assim, tal como o homem criou Deus, no plano espiritual, para estabelecer uma negociação com a força opressora - a natureza indomável, inexplicável e temida -, o cidadão cria o "Pai", o "Comandante", o protetor a quem reverenciam enquanto alguém está olhando, mas que abominam no escuro do quarto com a cabeça no travesseiro.

Quem será capaz de trazer outras explicações razoáveis para os discursos de horas de Fidel e seu "paredón" - jeito prático de se livrar de incômodos -, das manifestações de raiva de Hitler nos discursos e nas práticas contra os judeus, ou das ameças nucleares de King Jong-Un?



"A Ilha", um Estado de pequenas dimensões que, como ilha, protegido da interferência de vizinhos, foi facilmente controlado durante alguns anos. Na virada das décadas de 80 para 90, quando perdeu o escamoteador da "verdade verdadeira" por trás do discurso, a Sierra Maestra começou a desmoronar. Quem acredita na excelência do ensino cubano onde a promessa para estudantes universitários é ser motorista de táxi ou balconista de bar? Quem, no domínio de sua sanidade, acredita na excelência da medicina num país que controla o alimento da população através da distribuição de vales semanais ou mensais para troca no empório do Estado?

Todos esses líderes são psicopatas alimentando seus egos doentios. O chamado "povo" é apenas a grande massa de manobra. O que teremos no futuro? Sendo a política fundamental para a existência minimamente estável da vida em sociedade, será que conseguiremos construir mecanismos que nos livrem dessas mentes geneticamente concebidas para causar o mal? Será que os razoavelmente sãos poderão um dia servir aos seus semelhantes apenas pelo servir?

E restringindo ao tema do dia: qual a sua aposta para o futuro de Cuba no médio e longo prazos?



27 - SE NÃO QUER PARTICIPAR, NÃO ENTRE.

Marcelo Calero é um ponto fora da curva. Ele saiu do seu quadrado. Pisou na bola e chutou o balde.

Sempre tive a convicção de que as regras do meio se impõem sobre o indivíduo. Sou sempre tímido quando entro em um ambiente novo, não me exponho, me mantenho atento, observador a tudo o que vejo e acontece à minha volta. Quando percebo que já sei o suficiente, convicto de já saber os princípios e normas que ali prevalecem, então decido se permaneço - significa que concordo - ou pego meu boné e me retiro, pois sei que não terei forças, ou interesse, para mudar o meio.

Enfrentar o meio é possível, mas não é aconselhável pela alta taxa observada de insucessos. Sozinho, o reagente será nocauteado com golpes duros na boca do estômago e ganchos fulminantes na ponta do queixo que serão dolorosos por longos anos, quiçá pelo resto da vida. O espírito de corpo age raivosamente em defesa do grupo, não mede ações, tudo vale desde que corte a ameça pela raiz, independente do mal que cause. Calero está sentindo o peso da reação do poder afrontado, questionado. Foi corajoso, aparentemente cuidadoso. Se salvará ileso? Duvido muito. Com sequelas? Muito provavelmente. 

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Sérgio Moro não é um solitário Calero. Moro é síntese, é a face midiática de uma super-força tarefa que começou composta por dezenas de profissionais de uma geração de jovens que propuseram à nação um novo caminho e, em consequência, ganhou a aprovação e o apoio de milhões e milhões de cidadãos brasileiros. Mesmo assim, todos estamos assistindo diariamente às tentativas do poder (todos os 3 poderes) em arranjar uma saída para o desmonte da oligarquia atualmente no comando do país.

Dito isto, e aproveitando o dito, defendo a tese de que não há saída para o Brasil exceto esta:

1 - renúncia de todos os políticos hoje no Congresso;
  
2 - convocação, pelo executivo, de eleições para uma nova Constituinte exclusiva que tenha como alicerce, em todo o seu teor, o novo mundo emergido pós globalização e novas tecnologias de comunicação/manifestação, e que tenha prazo de 120 dias para encerrar o trabalho;

3 - convocação de eleições gerais para o legislativo e o executivo conforme as regras da nova Constituição. 

Isto não é muito, é pouco para o que temos pela frente. Mas é o essencial para um começo minimamente promissor. É mais ou menos por isto que hoje existe uma convocação geral para irmos às ruas no dia 4 de dezembro próximo.