Mostrando postagens com marcador China. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador China. Mostrar todas as postagens

sábado, novembro 04, 2023

EXTIRPANDO A DEMOCRACIA – 5: Do “Laissez-faire” à Tirania

 

AS REPÚBLICAS DEMOCRÁTICAS

 

 “O homem nasce livre, mas por toda parte encontra-se acorrentado”.

Jean-Jacques Rousseau


Comecei esta série apresentando três modelos de processo de produção: laissez-faire – onde a decisão do que fazer é livre e individual -, autocrata – onde a decisão é de um líder -, e democrata – onde a decisão resulta do debate em busca de um consenso majoritário. Mas não é simples adaptá-los a sistemas políticos. O leitor que se dispuser a pesquisar, não vai entender nada, pois o que vai encontrar é uma confusão de conceitos[1]. Então, vou seguir um caminho próprio.

Começo por categorizar “Sistemas de Poder”, ou seja, qual é a natureza, a origem, do poder. Vejo estas três fontes: a hereditária – o direito de exercer o poder máximo é ganho por uma regra de relações familiares (monarquias e dinastias); a teocrática – o poder é exercido pela religião; e a republicana (presidencialismo e parlamentarismo) – o poder é exercido por alguém escolhido periodicamente através do voto da maioria dos eleitores. A democracia, sendo uma forma de processo de tomada de decisão, encontra seu melhor campo de uso nas Repúblicas. Isto não significa dizer que não possa haver uma certa dose de democracia nas monarquias, vide Inglaterra. Como também não é que processos democráticos sejam usados por teocracias, e que não existam regimes republicanos com forte pendência para a concentração de poder e acabam se tornam ditaduras. A China se denomina “república popular”, denotando aí a ideia de democracia, pois há um parlamento, mas onde líderes originalmente eleitos se perpetuam no poder como ditadores até que morram, quando um outro é “eleito democraticamente" para assumir o lugar vago.

O que observamos, portanto, é que existem outras considerações a serem feitas em relação à forma como o poder é exercido, seja ele hereditário, teocrático ou republicano. Nos três existe a figura de um líder máximo e aí precisamos perguntar: que princípios norteiam tal líder? Só deixo essa pergunta como provocação para o Leitor dar uma “passeada” mental pelos líderes mundo afora. Pode começar pelo Brasil e ver o modo peculiar de como o presidente atual obtém de nossa democracia a satisfação de seus desejos e intentos. E se nos dermos ao trabalho de estudar os sistemas de poder ao redor do mundo, creio que vamos encontrar tantos modelos diferentes quantas forem as nações.

Feito este preâmbulo, vou tratar a democracia como um modelo amenizador das relações entre Estado e Povo[2], ou entre poder e servidão. Para tanto, temos que fazer uma breve viagem ao fim do feudalismo[3], momento histórico que podemos considerar como o início de uma jornada civilizacional para longe das barbáries da idade Média. Por não ter conhecimentos para ir além desta humilde afirmação, o Leitor cético a ela deve dar uma olhada nestes últimos 500 anos e observar, principalmente, que os impérios foram gradativamente sendo fragmentados em nações, o que arrefeceu os ímpetos de conquista de territórios e contribuiu para o surgimento ou fortalecimento de muitos conceitos: autonomia dos Estados, nacionalismo, patriotismo, proliferação de modelos de poder, fim da escravidão, valorização de virtudes etc. Não é surpresa, portanto, que é exatamente no século XVI que os historiadores situam o início do período denominado de “humanismo”, quando os humanos passam a focar no conhecimento de si mesmos e se distanciam da predominância do jugo da religião católica, essencialmente.

Na segunda metade do século XVIII o poder absolutista, que desde os faraós egípcios se sustentava na ideia de escolhidos por entidades divinas, começa a ser questionado e destronado[4]. O marco principal é a independência das colônias norte-americanas do jugo britânico, proclamada no famoso 4 de julho de 1776, mas só reconhecida pelos ingleses em 1783. E em 1786 é promulgada a Constituição Americana que é o marco da transferência da origem do poder transcendental para o poder terreno ao iniciar com a expressão “We, the people...”. E já em 1789, os franceses, inspirados pelo que os americanos haviam feito, começam a questionar, tanto o poder da Igreja quanto o do regime liderado por Luis XVI, até que finalmente em 1791 a monarquia[5], deixando na sequência um rastro de sangue e morte, atingiu não só monarquistas, mas também aqueles que participaram da ruptura, mas não se opuseram às ideias dos que efetivamente haviam tomado o poder[6].

No Brasil a história foi diferente. Dois anos após a Independência, D. Pedro I outorga nossa primeira Constituição adotando 4 poderes (ele acrescentou o Poder Moderador), criando o Império do Brasil e preservando a monarquia por mais 67 anos, longevidade que retratava a aprovação dos brasileiros à Casa dos Bragança. A ruptura aqui não se deu a partir de anseios do povo, mas sim de gente que queria o poder pelo poder. Tais realidades, a do povo e a das elites, eram tão evidentes que os militares deram o golpe, sem qualquer justificativa revolucionária, em uma madrugada de 1889 por temor de uma possível revolta da população.

O que mudou na civilização capaz de provocar o turbilhão de rupturas[7] nos modelos de poder alicerçados em centralização em grupos restritos? A resposta está naqueles dois elementos que já citei: aumento populacional e redução drástica no tempo de circulação da informação. O absolutismo, não importa a forma, se serviu da impossibilidade dos descontentes se unirem e, minimamente organizados, se constituir em uma massa capaz de provocar uma ruptura. Mas a balança civilizacional pendia para o outro lado. As vestes do Rei perderam sua opacidade protetora e se tornaram transparentes, expondo sua nudez. Os conceitos de democracia, adormecidos no pensamento dos gregos[8], são reanimados por pensadores da época. Entre eles, Montesquieu que propõe a divisão em 3 poderes, princípio que é adotado por todas as novas Repúblicas Democráticas surgidas no rastro da Revolução Francesa.

Não é que o absolutismo fosse tão ruim. Nem mesmo se sabia se a república traria melhoras. A questão é que a partir dali o poder podia ser questionado e outros com outras ideias e desejosos também de poder, podiam juntar forças e romper com o status quo. Ah! Sim! Tem o povo[9], estava esquecendo.

Até a próxima semana.




[1] Só para justificar minha afirmação copio e colo três exemplos. 1) República é um regime de governo onde o Chefe de Estado e o Chefe de Governo são escolhidos através de eleições diretas ou indiretas. 2) Regimes políticos contemporâneos: Democracia, Autoritarismo e Totalitarismo.3 ) Existem três sistemas de governo: presidencialista, semipresidencialista e parlamentarista.

[2] Uso “povo” no sentido de conjunto de cidadãos sustentadores da máquina estatal, do Leviatã.

[3] As mudanças na Europa entre os séculos XI a XV desestabilizaram a estrutura social da Idade Média. O renascimento das cidades, do comércio e cultural promoveu a crise que levou ao fim do feudalismo no Ocidente.

[4] Em “1984”, Geroge Orwell sentencia que: “Só há quatro modos de um grupo governante abandonar o poder. Ou é vencido de fora, ou governa tão ineficientemente que as massas são levadas à revolta, ou permite o aparecimento de um grupo médio forte e descontente, ou perde a confiança em si e a disposição de governar”.

[5] Revolução Francesa causou a queda de uma monarquia, o enfraquecimento da Igreja e o fim da aristocracia. Entretanto, essa foi apenas uma das revoluções que ocorreram no mundo entre os séculos XVIII e XIX, mas é considerada um marco da história mundial.

[6] Obviamente, querendo saber mais sobre este fato histórico marcante na civilização ocidental, a internet tem farto material.

[7] Diz Nietzsche: “Posições extremas não são resolvidas por moderadas, mas sim, por sua vez, por extremas, mas inversas”.

[8] Yuval Noah Harari, observou que: “Apesar de toda a sua glória e influência, a democracia ateniense foi um experimento ambíguo que mal sobreviveu duzentos anos num pequeno canto dos Bálcãs.”

[9] Sobre “povo” Nietzsche diz: “Como em todo rebanho há manipulação, o “poder do povo”, observa Nietzsche, não existe. O que há são relações de forças em que ou se domina ou se é dominado”.



quinta-feira, setembro 23, 2021

RECEITA DO SOCINISMO: HIPOCRISIA COM CINISMO

 

Há cerca de três anos virei um aposentado. Vendi minhas participações nas empresas e só não botei o pijama porque não o tenho. Desde então me dedico a tentar entender esse nosso tempo, tanto no que toca às consequências da digitrônica em nosso modelo de vida e trabalho, quanto nas questões relacionadas ao pacote que podemos identificar como a grande Nova Ordem Mundial. E desde então vivo com meu equipamento perceptivo em suspenso, à espera de um novo susto. Explico.

Eu e muitos dos que me lêem estivemos por umas 4 décadas mergulhados na tarefa de carregar sobre as costas, como Atlas, o mundo das obrigações profissionais e familiares. Outros leitores ainda estão envolvidos com estes fardos, e digo isso sem fazer quaisquer  considerações morais ou de valor. Ou seja, nossa atenção para temas periféricos era nenhuma ou quase nenhuma. Votamos por impulsos ralos; em lugar de representantes elegemos “personalidades” que alçaram desconhecidos ao Congresso[1]; ignoramos o tal de Paulo Freire e o que estava se passando nas salas de aula de nossos filhos e netos; tratamos como inofensivas “performances” pretensamente “artísticas” que atacavam valores da família; consumimos em larga escala produtos “Made in China”; só fomos descobrir o Foro de São Paulo e seus objetivos muito recentemente; e só com a disseminação das redes sociais passamos a dar alguma atenção à política e a ter alguma noção da necessidade de termos que nos unir para impedir que déspotas venham a assumir o poder no Brasil em futuro próximo.

Nesta postagem, trago uma coletânea de afirmações, avaliações e reflexões de diversos pensadores sobre as utópicas e tirânicas propostas do socinismo[2]. É mais um passo no sentido de construirmos uma visão absolutamente clara, límpida, do que é o PTdoG, em que “filosofias” seus dirigentes e seus “intelectuais” estruturam suas falas, suas intenções e suas ações. Neste e em próximas postagens, vou apresentar informações que ajudem o Leitor a entender, pelo menos um pouco melhor, o significado que palavras como democracia, direitos, igualdade, liberdade de opinião e outras têm para seus (deles) partidários (assista o nonsense total no caso da demissão de Alexandre Garcia da CNN). Espero que ao final você tenha a convicção de que o comunismo no poder será uma prática que contrariará a teoria proclamada, pois a pretensão quando no phoder será o controle total e absoluto sobre os cidadãos.

É claro que eles têm que conviver com o fim da URSS, com a realidade da Venezuela, de Cuba e da Coréia do Norte. Mas a hipocrisia cínica da esquerdopatia se agarra à proposta básica de, se o socinismo não vingou, há que se destruir o capitalismo.

Boas reflexões!

 


ALAIN BESANÇON (1932/...)
- Historiador francês, ex-simpatizante do comunismo

O comunismo consegue ser pior que o nazismo, pois, ao contrário deste, soube como ninguém tingir o seu mal especifico com as cores do bem; disfarçar a amoralidade (ou nova moralidade) revolucionária sob o vocabulário da moral “burguesa” ordinária (justiça, igualdade, liberdade etc.); parasitar e perverter o senso de caridade e o amor ao próximo.  (...) induzindo as boas almas a transigir com o mal (...). 

ALEXIS DE TOCQUEVILLE (1805/1859) – Pensador político, historiador e escritor francês.

A democracia amplia a esfera da liberdade [dizia ele em 1848], o socialismo a restringe. A democracia atribui a cada homem o valor máximo; o socialismo faz de cada homem um mero agente, um simples número.


AYN RAND (1905/1982)[3]Escritora russa naturalizada americana.

[No socinismo][4] Os que produzem se tornam escravos dos que necessitam.

Atualmente acredita-se que meu próximo pode me sacrificar de qualquer modo que ele bem entender para atingir qualquer objetivo que considere bom para si, desde que ache que pode se apossar da minha propriedade simplesmente porque precisa dela.

Bastou a primeira assembleia pra gente descobrir que todo mundo tinha virado mendigo. (...) O jeito era chorar miséria, porque era a sua miséria, e não o seu trabalho, que agora era a moeda corrente de lá. (...) Não há maneira melhor de destruir um homem do que obriga-lo (...) a se esforçar por fazer o pior possível dia após dia.

O homem agora se elevará por obra dos esforços que não fez, será honrado pelas virtudes que não demonstrou ter, será pago pelos bens que não produziu.

[O pensamento socinista quer] Culpar a vítima de um assalto por corromper a integridade do marginal.

Quem é você para pensar? (...) Quem é você para saber? Os burocratas é que sabem. Quem é você para protestar? Todos os valores são relativos!

A força, a fraude e o saque, é só o que eles [socinistas] conhecem!

BENITO MUSSOLINI (1883/1945) – Político italiano que liderou o Partido Nacional Fascista.

As massas simplesmente seguirão e se submeterão.


BENJAMIM FRANKLIN (1706/1790) –  Um dos líderes da Revolução Americana, conhecido por suas citações e suas experiências com a eletricidade.

Aqueles que se dispõem a renunciar à liberdade essencial em troca de uma pequena segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança.

DEIRDRE McCLOSKEY (1942/...)    Economista americana.

Capitalismo deveria ser chamado de “inovismo”. E socialismo deveria se chamar “coercionismo”

Ela considerou que] se formos nos afastar do universo das ideias e nos concentrar na guerra, é claro que os países socialistas são melhores na guerra do que os capitalistas. Mas eu desgosto tanto das palavras que usamos, da palavra que começa com “s” e da palavra que começa com “c”. Elas são enganosas, ambas cunhadas por inimigos da liberdade.

Claro que o socialismo é literalmente o uso do monopólio dos governos da coerção física para forçar as pessoas a fazer o que, de outra forma, elas não decidiriam fazer.


FLÁVIO GORDON (1979/...)
– Antropólogo, colunista do jornal Gazeta do Povo

É importante observar a existência de um capitalismo subterrâneo em vigor na URSS, onde se criou uma brutal divisão social pela qual os altos membros do governo, do partido e do funcionalismo público tinham acesso, via mercado negro e corrupção a produtos importados e exclusivos, enquanto o restante da população vivia na escassez das mercadorias locais.

Há duas coisas que o comunismo fez em escala industrial: denunciar e matar.

A sociedade utópica dos esquerdistas é uma “promessa autoadiável”.

Resta que alguns brasileiros estão a postos para impedir que a farsa prospere.

Gordon indica para leitura "URSS: a sociedade corrupta – o mundo secreto do capitalismo soviético, de Constantin Simis".

FRÉDÉRIC BASTIAT (1801/1850) – Economista e jornalista francês.

Para os socialistas existe um estado natural de abundância. Nunca compreenderam a escassez, a existência de recursos limitados.


FRIEDRICH A. HAYECK (1899/1992) – Economista e filósofo austríaco, prêmio Nobel de Economia de 1974.

Fomos aos poucos abandonando aquela liberdade de ação econômica sem a qual a liberdade política e social jamais existiu no passado.  (...) Embora (...) nos advertissem de que socialismo significa escravidão, fomos continuamente avançando em direção ao socialismo.

Socialistas democráticos [??] eram considerados por Hayek indivíduos genuinamente humanos sem a “crueldade” necessária para atingir seus objetivos sociais, mas também eram vistos por ele como pavimentadores do caminho para outros – incluindo fascistas e comunistas – que concluiriam a destruição da liberdade depois de minar irremediavelmente os princípios de igualdade perante a lei e as limitações no poder político na busca da “ilusão da justiça social”.

Racionalismo construtivista: O socialismo parte da ingênua visão de que a racionalidade humana pode desenhar a sociedade perfeita.

É mais importante remover os obstáculos com que a insensatez humana obstruiu o nosso caminho e liberar a energia criadora dos indivíduos, do que inventar novos mecanismos para “guiá-los” e “dirigi-los”.

GEORGE ORWEL (1903/1950) – Escritor, autor de 1984, jornalista e ensaísta político inglês.

O socialismo é a promessa do paraíso sem esforço.

Os socialistas não amam os pobres, eles simplesmente odeiam os ricos.


JEAN-FRANÇOIS REVEL (1924/2006) – Filósofo, escritor e jornalista francês.

Se o fascismo e o comunismo só tivessem seduzido os imbecis, teria sido mais fácil livrar-se deles. 

O comunismo promove a perda de liberdade sem qualquer ganho do lado social. 

A esquerda sofre da ilusão de que existe alguma variedade de comunismo além da versão stalinista. 

É sempre a alegação de que tudo é parte de um processo necessário para um futuro radiante e igualitário chegar.

Se eventuais erros são reconhecidos estes o são atribuídos à execução, nunca da liderança ou dos princípios adotados.

[O esquerdopata] sempre sai ganhando, independente do fato de vencer ou perder a luta pelo poder. Se vencer, ou seja, instalando-se um regime socinista, ele integrará a oligarquia que assume o poder - é, pelo menos, sua esperança -, se perder, continuará a viver e exercer seu modo oposicionista tolerado por uma sociedade livre, sem qualquer risco, mantendo seu prestígio de ser um não-conformista,  e isto num sistema econômico livre, deleitando-se com as benesses do sistema capitalista. 

O comunismo promete abundância e cria miséria; promete liberdade, e impõe a servidão; promete a igualdade, e termina com a mais desigual das sociedades, uma classe de nomenclatura cujos privilégios chegam a um patamar desconhecido até nas sociedades feudais. 

O comunismo explora o motivador utópico perene da nossa espécie.

KARL POPPER (1902/1994) – Filósofo e professor austro-britânico.

Marx, que não era proletário, arrogava-se a capacidade de pensar por toda uma classe à qual ele não pertencia.


LENIN (pseudônimo de Vladimir Ilyich Ulianov) (1870/1924) - Revolucionário comunista, político e teórico político russo. 

É chegada a hora de levarmos adiante uma Batalha cruel e sem perdão contra esses pequenos proprietários, esses camponeses abastados.

LUDWIG VON MISES (1881/1973) – Economista teórico austríaco.

[Para Marx e seus adePTos] o pensamento é determinado pela classe social da pessoa. [Daí que para ele] As ideologias devem ser desmascaradas através da denúncia da posição da classe, a origem social de seus autores.


MILLÔR FERNANDES (1923/2012) – Desenhista, humorista, dramaturgo, escritor, poeta, tradutor e jornalista brasileiro.

Comunismo é uma religião igualzinha às outras. Pra quem acredita, não precisa explicação. Pra quem não acredita, não adianta explicação.


ROGER SCRUTON (1944/2020) – Filósofo e escritor inglês. [Sartre, mesmo depois de saber sobre os campos de concentração na União Soviética] urgiu seus compatriotas a “julgarem o comunismo por suas intenções, e não por suas ações”.

O marxismo destrói a realidade em favor de uma ideia.

Doses de pessimismo são cruciais para se evitar catástrofes. Pessoas escrupulosas misturam um pouco de pessimismo às suas esperanças, reconhecendo que a vida possui limites, não apenas obstáculos. Há uma forma de vício na irrealidade que cria uma das formas mais destrutivas de otimismo, o desejo de substituir a realidade por um sistema de ilusões.

THOMAS SOWELL (1930/...) – Economista e escritor.

Termos como “responsabilidade social” ou “contrato social” são usados para descrever o que terceiros querem que seja feito, desconsiderando se outros concordaram ou não em fazê-lo.

“Propósito público” pode significar quase que qualquer coisa.

YUVAL NOAH HARARI (1976/...)   Professor israelense de História e escritor.

Pode-se discutir se é melhor fornecer às pessoas uma renda básica universal (o paraíso capitalista) ou serviços básicos universais (o paraíso comunista). Ambas as opções têm vantagens e desvantagens. Mas não importa qual paraíso você escolha, o problema real está em definir o que “universal” e “básico” realmente significam.


ZYGMUNT BAUMAN (1925/2017) – Sociólogo e filósofo polonês.

Segurança sem liberdade equivaleria à escravidão (...) e liberdade sem segurança desataria o caos.


Dia após dia, milhões de homens e mulheres em milhares de aeroportos de todo o mundo, pressurosos por embarcar em seus voos, fazem longas filas com atitude dócil, ou mesmo entusiástica, para se submeter a controles pessoais e revistas corporais que antes teriam qualificado como mais uma manifestação sinistra e humilhante das aspirações totalitárias atribuídas aos poderes vigentes.


A liberdade e a segurança não podem sobreviver uma sem a outra, por assim dizer, mas tampouco podem conviver em paz. (...) O movimento pendular é o resultado dessa aporia [situação insolúvel].


Embora transformando seres amedrontados em escravos das ordens divinas, essa extraordinária transformação do Universo em Deus foi também um ato de empoderamento humano indireto. De agora em diante, os seres humanos teriam de ser dóceis, submissos e condescendente (...) para garantir que as horrorosas catástrofes que temiam passassem por eles sem atingi-los (...)

 

Pelo simples expediente de serem dóceis, as pessoas podiam forçar Deus a ser benevolente.


Encerrando, me permita incluir duas reflexões minhas e duas notas.

1 - A incongruência ao associar democracia a socinismo está no simples fato de que se alguém detém a verdade - no caso a verdade política - é óbvio que ela não precisa da democracia, ou, mais corretamente, os valores democráticos ainda vigentes são o obstáculo a ser eliminado.

2 - Os "engenheiros sociais" são ungidos que imaginam poder moldar o indivíduo submisso a normas que visam uma utópica, incongruente e, portanto, impossível sociedade perfeita.

3 – No dia 22/09/21, assistindo o programa “Pingo Nos Is”, fico sabendo dos esquerdopatas que praticam sua “democracia” postando mensagens de “desejo de morte” ao Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que contraiu COVID!!!

4 – E também no dia 22, fico sabendo da greve de fome do jornalista Wellington Macedo, preso por Alexandre de Moraes, que já dura 18 dias, cuja debilidade sua mulher avalia lhe dar mais poucos dias de vida.


[1] Ver esta matéria que traz os números sobre o assunto.

[2] Por considerar que muitos conceitos são comuns tanto ao comunismo quanto ao socialismo, venho usando “socinismo” para referenciar o “pacote” das utopias dos dois sistemas.

[3] As citações atribuídas a Ayn Rand são falas ou reflexões dos personagens do romance A Revolta de Atlas.

[4] Entre colchetes são inserções minhas.

NOTA: Para mais ideias da maioria dos autores citados, visite paulovogel.blog.br e acesse a aba "Extratos".

quarta-feira, setembro 08, 2021

CAPITALISMO, LIBERALISMO, MERITOCRACIA E PRECONCEITO

Motivado por opiniões postadas num grupo de Whatsapp que evidenciaram algum entendimento errôneo de alguns conceitos, o que é normal, vou procurar dar alguma contribuição sobre eles.

CAPITALISMO E LIBERALISMO

A maioria das pessoas (minha avaliação) faz uso destes dois termos como se fossem sinônimos. Não são. O conceito de capitalismo diz respeito à formação de capital para aplicação com o objetivo de obter retorno financeiro, preferencialmente, acima da inflação. Tal aplicação pode ser na criação de empresa para a produção de bens, ou para o comércio de bens, ou para a prestação de serviços específicos, ou como investimento em outras empresas. Quando falamos sobre capitalismo, estamos envolvidos, basicamente, com temas como propriedade, risco, produtividade, rentabilidade, crescimento, competição de mercado, identificação de tendências de demanda, lucro ou prejuízo.

Outro erro normalmente observado é quando as pessoas colocam em oposição capitalismo e comunismo, o que não é correto. Um dos melhores exemplos da atualidade é a China, um país de regime totalitário, partido único, um Estado no qual impera uma ordem social estruturada sobre as ideias de igualitarismo, propriedade comum e na ausência hipócrita de classes (ou alguém é inocente útil que acredita nisso?), quadro que define o que seja comunismo, onde o Estado é o planejador da economia, mas onde o capitalismo, ou seja, o direito de empreender através da acumulação de capital pelo lucro obtido em uma atividade qualquer, é o mecanismo realizador do que o governo deseja ver implantado. No Brasil atual, o melhor exemplo do capitalismo chinês são empresas que estão comprando propriedades (terras, imóveis e vencendo leilões de privatização) e não o Estado Chinês.

Quando contrapomos capitalismo e comunismo, estamos colocando de um lado a liberdade do cidadão de fazer/empreender aquilo que “lhe der na telha”, e de outro a submissão/servidão ao Estado que é o responsável pode dizer o que ele “deve” fazer. Em um próximo texto vou tratar de estatismo, uma consequência deste sistema político, comparado ao liberalismo econômico.

Feita esta distinção, podemos tratar agora de liberalismo. O capitalismo é um sistema[1] econômico com princípios, regras, leis, penalizações (tanto do Estado quanto do próprio mercado) etc. que visa regular as interações dos inúmeros agentes de modo, principalmente, a (1) evitar ou amenizar os efeitos de monopólio e cartéis, e (2) deixar a estes agentes a busca do equilíbrio entre fartura e escassez. Já o liberalismo é uma doutrina baseada na defesa da liberdade individual, ou seja, o direito dado ao cidadão, normalmente pela própria Constituição, para conduzir sua vida pessoal e profissional de acordo com sua vontade, seus desejos e interesses. As normas, quando existem, são morais, dinâmicas (estão em constante ajuste às realidades vividas) e diferentes em cada sociedade, pois dependem dos valores culturais nela praticados. Pode-se, portanto, inferir que liberalismo não é um sistema, nem mesmo diz respeito a capital, ele é o conceito que define o nível de liberdade que um cidadão tem dentro de uma sociedade. Politicamente, o liberalismo é tão somente o direito de se manifestar, opinar, escrever, publicar, votar sem coação, e o dever de respeitar este mesmo direito naqueles que não partilham das mesmas opiniões.

MERITOCRACIA E PRECONCEITO

Um método é uma maneira de se fazer alguma coisa. Uma expressão muito ouvida é “ele não tem método”, isto ou aquilo “não tem metodologia”. A meritocracia é um método para avaliar comparativamente o desempenho entre duas ou mais pessoas. A Olimpíada, assim como toda e qualquer competição entre humanos para atingir alguma meta, só existe porque o método para estabelecer quem vence, é a meritocracia: vence aquele que teve mais mérito, vence aquele cujo esforço e determinação empreendidas lhe permitiram fazer melhor que os demais[2]. Sei que acabo de dizer o óbvio, mas é que a coisa não para por aí, pois precisamos analisar o que ou quem define o vencedor.

Num jogo de futebol recente, o equipamento do VAR[3] deu problema exatamente na hora de um lance polêmico. Tanto o juiz em campo, quanto o próprio equipamento, quanto os juízes auxiliares que avaliam as imagens, foram agentes para a formulação da decisão final dada. Ok, não é um caso típico de meritocracia, uso apenas para mostrar que toda metodologia (juiz e VAR são aplicadores de um método) está sujeita a interpretações e subjetivismos. E é aí onde a coisa pega.

Tomando o exemplo acima, há quem é de opinião que se deveria acabar com o VAR. Outros, talvez, prefiram acabar com o juiz de campo. E talvez, os não aficcionados por futebol, queiram apenas que não se jogue mais futebol dadas as tantas “injustiças” que acontecem durante um jogo. Mas parece que a maioria gosta tanto dos momentos e sentimentos que o esporte lhes proporciona, que não se importam com erros eventuais na aplicação do método.

Uma situação frequente que sempre nos deparamos quando em nossas  relações humanas é a de julgamento do outro, por qualquer motivação que seja. É destas situações que surge o preconceito. Desde o homo sapiens habitante das cavernas, vivendo em pequenos grupos nômades, a necessidade de ter uma percepção rápida das suas circunstâncias se instaurou na gênese de nossos ancestrais como habilidade para a sobrevivência e perpetuação da espécie. Estamos aqui graças a isto.

O preconceito (conceito formado antes do conhecimento dos fatos) é como a libido; é instintivo. Não se acaba com uma como não se acaba com o outro por vontade utópica de terceiro, por decreto, pela ameaça de cadeia, pela força física ou pelo “paredão” – neste caso não sobraria ninguém para ter proveito do resultado[4]. Tal como a hipocrisia, é um dos recursos para os seres humanos explicarem o mundo à sua volta e tocaram o seu dia-a-dia. Mas ele está em todos nós, em todos os lugares e, principalmente, quando o método em pauta não é seguido com absoluta honestidade e obediência aos critérios do método na avaliação de quem vence e quem perde.

Mesmo quando o método foi corretamente aplicado, a interpretação do resultado feita pelo prejudicado, ou perdedor, ou preterido, ou vaiado, ou desconsiderado, frequentemente é impregnada pela frustração própria ou dos sonhos e desejos de familiares, amigos, mestres, treinadores, educadores etc.

Até aí, creio que todos podem estar razoavelmente em acordo de que tais situações são da vida, aquela que não é justa, nem injusta. Apenas é. O problema é quando pessoas normalmente impregnadas de utopia – aquilo que imaginamos como mundo ideal a partir do que nós achamos ser o ideal e que a psicologia coloca como “modelos para suportar a realidade” – passam a querer curar a humanidade das dores das tantas injustiças que enfrentamos desde a nossa concepção[5]. Quando tal frustração não leva para a formulação de teorias de controle da heterogeneidade da espécie humana, leva para uma atitude de vitimização, onde a pessoa passa a se considerar perseguida por outro, seja com base em suas características individuais, seja pelo resultado frustrante de suas tentativas em alcançar um ou outro objetivo. É de Michel de Montaigne a observação de que "condenamos tudo o que nos parece estranho e também o que não compreendemos". Analisar tudo sobre preconceito não é cabível aqui, apenas chamo a atenção sobre o papel que tem na sociedade. 

Eu procuro tirar minhas “verdades” da observação das minhas circunstâncias, da vida ao meu entorno, das conclusões que tiro sobre como se deu tal ou qual evento, que princípios estavam em jogo, que valores estavam sendo preservados ou atacados. E se aprendi algumas coisas que trago como realidades para uma boa civilização, são estas: cada ser humano é uno, indivisível e inigualável; a liberdade é o que nos permite realizar nossos sonhos; se eu por mim não fizer, quem o fará?; a pior das agressões à integridade do ser, é a  opressão que poucos fazem exigindo a servidão de muitos para ter como proveito tudo que seja em proveito próprio.

Até mais!


[1] Sistema, para o que nos interessa neste texto, é o conjunto de métodos interligados para solução de problemas/demandas a partir de um certo grau de complexidade.

[2] De Roger Scruton, destaco este texto: [Algumas pessoas insistem em que seja um método melhor] julgar o sucesso humano pelo fracasso de alguns. Isso sempre lhes fornece uma vítima a ser resgatada. No século XIX, eram os proletários. Nos anos 60, a juventude. Depois, as mulheres e animais. Agora, o planeta.”

[3] A Federação Internacional de Futebol (Fifa) implantou um sistema eletrônico de apoio à arbitragem conhecido pela sigla em inglês VAR (Video Assistant Referee). 

[4] Cabe aqui lembrar a afirmação da Ministra Damares Alves: "Erotização não combate preconceito".

[5] Este conceito é o que respalda uma parcela da população ser contra o regime de cotas, por exemplo. Cito o jornalista Ali Kamel, em artigo de abril de 2004: “Cotas, facilitando artificialmente o acesso à universidade, criarão mais desigualdade e frustração. O cotista, por definição menos preparado, passará mais tempo na universidade ou dela sairá antes da formatura. E porá a culpa no “racismo” dos brancos. O perigo é transformar a nossa sociedade multicor e tolerante numa sociedade bicolor, com ressentimentos mútuos”. Só não sei se ele, agora comprometido com a emissora amiga dos progressistas, mantém a mesma opinião. Afinal até Ministro do STF que pensava uma coisa antes, agora pensa e pratica o oposto...!!!!


Para Adam Smith as diferenças entre um filósofo e um porteiro 

resultam simplesmente da educação.



sexta-feira, março 05, 2021

COLOCANDO O PINGO NOS IS DO NEGACIONISMO


A sentença "acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é" é atribuída a Lênin como um dos itens do seu rol de diretrizes para chegar ao poder e um bom exemplo da advertência feita por Orwel.

A prática deste princípio pelos socinistas(1), como proponho identificá-los, nestes últimos 100 anos, tem sido intensa e, na última década, a aplicaram atribuindo o rótulo de "negacionista" a todos os que não pensam como eles e rejeitam suas teses alarmistas. A justificativa mais usada para terem escolhido tal rótulo é a existência de cientistas que não aceitam a explicação de que o planeta está aquecendo por ação exclusiva do homem capitalista - a poluição gerada pela  China, evidentemente, não é mencionada - e procuram mostrar que aquecimento e resfriamento são cíclicos por razões complexas, pois existem fatores muito mais relevantes - por exemplo, as interações gravitacionais dos planetas dentro do nosso sistema solar - do que simplesmente a queima de combustíveis fósseis e outros argumentos - bandeiras e brados com slogans simplistas expostos pela "esquerda burrinha" como a ela se refere o jornalista Celso Lessa. Enfim, se você se der o trabalho de pesquisar sobre o tema via Google, é isto que vai encontrar: o negacionista primeiro foi quem negou o aquecimento global causado pela ação humana. Mas o significado foi abduzido pelas mentes socinistas para separar os humanos em dois grupos: os seus adeptos, os "ungidos" e todos os que com eles não concordam não importando do que se trate.

Um NEGACIONISTA de raiz, original, pela minha ótica, é aquele que começa por negar que é NEGACIONISTA pela simples e "incontestável" evidência de que ELE, tal como seus bajulados "ungidos" ideólogos, detêm a "verdade", não importa do que se trate, e se você não aceita isto, você é o  NEGACIONISTA!!! Simples assim? Sei não! Meio confuso, pois NEGACIONISTA para esse tipo de indivíduo é aquele que nega as "verdades" dele, normalmente narrativas que negam fatos históricos, presentes, e a própria realidade das coisas, da cultura, da psique, da vida e do mundo. 

A gente percebe que está diante de um NEGACIONISTA quando ele começa a expor as tais "verdades" irrefutáveis, inegáveis, mas que se nos apresentam como enormes, gigantescas falácias discursivas, que não resistem às mais básicas perguntas, perguntas estas que os fazem encerrar o papo com uma atitude de cancelamento ou lacração como está na moda, pois NEGACIONISTA que honra as calças, não aceita embate de ideias, argumentos contrários, perguntas incômodas. É então que se revela em toda a sua nudez hipócrita como um real e autêntico NEGACIONISTA

Infinitas, portanto, são as afirmações de um NEGACIONISTA praticante, mas para justificar minha proposição de atribuir o termo a quem realmente o merece, dou alguns exemplos.

Eles negam a biologia, pois ecoam a proposição de uma psicopata(2) que convenceu alguns magnatas a financiar indivíduos e entidades ao redor do planeta que se disponham a propagar o conceito de gênero em lugar de sexo, de forma a respaldar a narrativa de que sexo é uma construção social, pois não nascemos home ou mulher, e devemos passar a nos referenciar como "pessoa com pênis" ou "pessoa com vagina".

Eles negam desejar implantar uma ditadura enquanto defendem os movimentos "antifascistas democráticos" e pacifistas à "moda caralho", como diz um amigo, pois invadem, depredam e subjugam pessoas como fizeram manifestantes antirracistas em um restaurante em Washington, ou seja, negacionismo da liberdade do indivíduo em uma das mais puras manifestações de intolerância fascista.

Negam o direito dos pais de educar seus filhos com base em valores morais e religiosos que acreditam e praticam, pois, para um bom NEGACIONISTA, é do Estado a obrigação de moldar as crianças, da creche à universidade, para que se tornem adultos crentes e praticantes de uma só verdade, a verdade deles, com o objetivo final de igualar a todos pelo único critério possível demonstrado 

Negam a família e sua importância na construção de uma estrutura e valores que dará sustentação para a integridade psíquica para um ser humano chegar à idade adulta e poder fazer escolhas livres e saudáveis. Para este tipo de NEGACIONISTA, um provável solitário e/ou mal-amado e/ou psicopata e/ou provavelmente agredido física e/ou psicologicamente em um ambiente familiar desestruturado, é esta exceção - que para tudo existe - a razão para justificar seus desvios cognitivos.

Mas é este mesmo tipo de NEGACIONISTA  que nega a fragilidade psicológica da criança defendendo uma educação sexual ideológica nas escolas desde a tenra infância, com a meta de "desconstruir" sua identidade biologicamente formada, não se importando com os danos - pois não admite que existam - destas ações na vida adulta futura deste ser humano, não desconstruído, mas DESTRUÍDO.

São NEGACIONISTAS tão estúpidos que negam as evidência biológica das diferenças estruturais da construção e funcionamento dos corpos sem que fiquem minimamente corados ao afirmarem em fenomenal hipocrisia que homem e mulher são construções sociais, mas gays, lésbicas, trans etc. já nascem biologicamente construídos!!!


O NEGACIONISTA nega ser preconceituoso enquanto carrega a bandeira do "Black Lives Matter" (BLM), levantando um braço com seu punho fechado, e postando mensagens desejando a morte de quem não concorda com ele.

O NEGACIONISTA nega as individualidades de cada ser humano em favor de coletivos que geram segregação por cotas que, ao invés de reduzir preconceitos, têm a flagrante consequência de estimular injustiça e preconceito.

Um bom NEGACIONISTA não gosta de história, por isso não sabe que o desenvolvimento da civilização é um processo de movimento pendular que, a partir da ação ego-centrada de todos os agentes da natureza, plantas, insetos, animais, seres humanos e eventos da física e da química, foram, são e serão o fundamental princípio de evolução e diferenciação dos seres e das sociedades. Por se apegar a esta ignorância, é defensor ferrenho da implantação de um regime ditatorial de governança mundial que intenta implantar um comportamento humano igualitário para e assassino da liberdade de se ser o que cada um está fadado a ser.

Um NEGACIONISTA ungido, nega a imperfeição da reprodução genética - o jeito que a Natureza encontrou de criar a diversidade das espécies e dos indivíduos, entre elas a humana - e defender o aborto dos "imperfeitos" como tática para conduzir um processo de "eugenia do bem" em direção a uma futuro onde todos serão "iguais", ou, mais provavelmente, como em Admirável Mundo Novo, onde uns serão "mais iguais" que outros.

Este mesmo NEGACIONISTA sem coragem suficiente para sustentar seu intento de eugenia, defende o aborto como um "direito" da mulher sobre o próprio corpo quando, de fato, nada mais está fazendo do que defender o direito da mulher assassinar um filho. 

NEGACIONISTA na pandemia nega haver alguma eficácia em medidas precoces para combate ao coronavírus alegando não haver comprovação científica de eficácia para medicamentos que, comprovadamente por décadas, não causam efeitos colaterais, ao mesmo tempo, cobra do governo federal a urgente vacinação de toda a população com qualquer vacina, todas sem terem cumprido todas as etapas para um desenvolvimento e, portanto, apresentam um evidente risco em sua aplicação, risco esse admitido no contrato de fornecimento ao constar que o laboratório produtor não terá qualquer responsabilidade no caso de efeitos colaterais futuramente registrados.

NEGACIONISTAS no poder, pertencentes ao espectro da "esquerda caviar", de dentro de seus isolamentos gourmets, ou livres, leves, soltos em praias paradisíacas, negam, a toda uma população, os direitos de ir e vir, de trabalhar (fonte de sustento), de lazer (fonte de saúde mental e física) em nome de um "fique em casa" em ambiente fechado, de baixa circulação de ar, enquanto fingem não ver que as fontes principais de contaminação estão nas aglomerações nos meios de transporte públicos, nos hospitais, nas favelas onde não há possibilidade de distanciamento social em casebres de poucos metros quadrados.

Já os NEGACIONISTAS políticos brasileiros perdedores da última eleição para Presidente, negam as realizações de um governo legitimamente eleito se concentrando em repetir incansavelmente um lema importado que atribui a desafetos a retórica do "racista, sexista, 
homofóbico, fascista e genocida" pois não se conformam com o fato de estarmos em uma democracia e terem que esperar 4 anos para tentar voltar ao poder (ou tomar o poder, como proclamou José Dirceu), mas, com falta de argumentos de sustento de suas críticas, bradam ao vento "impeachment já". 


O NEGACIONISTA de fato, real, ungido e vivente "em outro nível" intelectual, bem acima de todos nós, em essência, nega fatos e defende com veemência radical, NARRATIVAS que, de tanto repeti-las, acredita que um dia vingarão e o elevarão aos píncaros da glória. E do poder, óbvio.




Nota final: Afirmar que a Terra é plana, não é coisa de NEGACIONISTA, é apenas um chiste criado por um gozador que, com certeza está a rir a gosto e se perguntando como tantos idiotas ainda falam nisso. Não, o NEGACIONISTA é um provável ser ungido que, na falta do que fazer, nega que alguns humanos tenham posto o pé na Lua.



Assino a revista digital semanal OESTE. Logo após ter terminado a edição deste post, recebi o emeio com o link para a edição desta semana. O editorial chama a atenção para o artigo da Ana Paula Henkel com o título " O novo Estado onipotente e o reino transgênero" e que nos dá conta de um decreto de Biden que agora só depende de 60 votos no Senado para sua aprovação. Aviso para os que se interessarem em ler: é ASSUSTADOR!



1) Socinistas - Corruptela que proponho para empacotar socialistas e comunistas em um só conceito. Corruptela é a "deformação de palavras (...) de forma proposital, como forma de eufemismo (...)". Fonte: Wikipédia

2) Sobre a distopia da ideologia de gênero veja o vídeo da juíza Andréa Barcelos.





E você, já encontrou um lugar na sua consciência para a lealdade intelectual com você mesmo?

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Comente, se não conseguir fazê-lo aqui, faça no Grupo do Blog Hipocrisia, no Whatsapp ou no Telegram, ou mesmo no particular. É fundamental receber sua opiniões, comentários, críticas e sugestões. Obrigado desde já.