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quarta-feira, agosto 11, 2021

ELES. E NÓS?

A expressão “nós e eles”, que pouco diz sobre quem são ELES e quem somos NÓS, é de uso frequente pelos adeptos do socinismo.  Esta postagem é minha contribuição para identificá-los e nos identificarmos. 

ELES[1],todos os dias, se dedicam nas redes sociais a manifestar intolerância, ódio, agredir, ameaçar, GRITAR chavões impositivos, para depois, gravar um print da tela e enviar para a patotinha de mesma índole com a mensagem: “vejam como sou lacrador!”. Não tendo recursos intelectuais melhores, ELES vão continuar a fazer isto. 

ELES, os estimulados a pão com mortadela, integram passeatas que “democraticamente” depredam patrimônio público e privado em autênticos protestos “antifascistas”. ELES vão continuar depredando. 

ELES, quando intelectuais do duplipensar, estimulam desavisados a proclamar um igualitarismo relativo, que, de um lado defende o “presidenta”, enquanto de outro, propaga a novilíngua do “todes”, ou “todis”, e outras propostas do mesmo gênero. Gênero? Em quantos mesmo eles se dividem? ELES vão continuar a dar novos significados (invertidos) a termos consagrados como estímulo ao duplipensar dos fracos e desavisados.

ELES controlam empresas jornalísticas caminhando em direção à falência anunciada pela perda de receitas para as plataformas de mídias digitais. E com tal processo acelerado pelo corte drástico das verbas públicas realizado por Bolsonaro, só lhes restou integrarem o exército dos perdedores que PRECISAM atacar o Presidente para ter a chance de voltar a mamar nas tetas de um governo corrupto e aliciador de “maiores abandonados”. ELES vão permanecer no ataque, pois estão desesperados e dependem de tirar Bolsonaro da corrida eleitoral.

ELES, os detentores de grandes fortunas oriundas de empresas que se fizeram gigantes devidamente protegidas em monopólios e cartéis garantidos pela política do Estado de Bem-Estar Empresarial. A maioria dos que agora as conduzem, ou são seus herdeiros, ou são profissionais do mercado. Tanto uns quanto outros, estão interessados em suas próprias vidas e ganhos presentes e, com suas condições privilegiadas devidamente ameaçadas pela perspectiva de vir a vigorar um regime de fato de livre mercado, sentem que têm que agir clandestinamente, pois não podem mostrar a verdadeira cara. Por isso, $ubsidiam políticos que estejam dispostos a solapar qualquer iniciativa neste sentido, na certeza de que não estarão mais por aqui quando seus adulados socinistas de hoje tirarem a máscara e mostrarem suas faces de tiranos. ELES, herdeiros, em sentido amplo, de conglomerados não construídos por ELES, dependem de que tudo volte a como sempre e, portanto, uns vão continuar a manifestar apoio a inviáveis “terceiras vias”, enquanto outros, mais realistas e pragmáticos, vão direto ao ponto: “Freedom for the Ninefingers”.

ELES, os metacapitalistas e os centralizadores do poder sobre as tecnologias de informação, estão ditando os rumos de nossa civilização. Os primeiros, detentores de recursos praticamente infinitos, financiam todo e qualquer indivíduo ou organização que tenha intenção e projeto para desconstruir tudo, não importa o que seja. Os segundos, detentores supremos sobre a os recursos de distribuição e circulação de informação, praticam a mais descarada censura a nossos mais básicos direitos de manifestação. E sem que nenhum governo até hoje tenha tomado qualquer medida para conte-los[2], ELES continuarão a fazer o que estão fazendo, pois assim continuarão a obter os mesmos resultados, quais sejam, os de contribuir para uma NOVA ORDEM SOCIAL, momento futuro em que imaginam submeter a humanidade a seus desejos, hoje, inconfessos.  

ELES, quando jornalistas submissos em defesa de seus empregos bem remunerado$, alguns poucos vivendo um sentimento hipócrita de culpa, a maioria sendo hipócritas convictos, desancam qualquer coisa que venha do governo eleito por quase 58 milhões de eleitores e divulgam narrativas a partir de “distorções” de fatos em total desacordo com o real. O ápice no uso desta “técnica” foi praticado pelo “jornalista” Vinicius Torres Freire em uma de suas colunas na Folha: “Economia dá mais sinais de despiora”. ELES vão continuar a deturpar os fatos em atendimento aos desígnios de seus chefes de redação porque não têm para onde ir, pois a maioria dos veículos tradicionais está na mesma vibe.

ELES são os nossos “Supremos Tiranos da Farsa”[3] que dão trela a todas as demandas de judicialização impetradas por quaisquer dos partidos de esquerda, todas, sem exceção, visando a derrubada do governo. Não bastando, ignoram a Constituição (a Carta Magna que juraram defender) agindo arbitrariamente contra o Executivo e o Legislativo, sempre que algo não lhes agrada. Ameaçam, prendem[4] sem processo, soltam bandidos e corruptos condenados[5], julgam o que não podem julgar, anulam sentenças com respaldo em dribles jurídicos, sendo que a maioria destes atos são  intencionais e efetivas “ameaças à democracia”, mas sob a justificativa deslavada e hipócrita de estarem combatendo “ameaças à democracia”! Enfim, são aqueles que fazem uma justiça que pode muito bem ser expressa pelo lema “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”. A lei deles. ELES vão continuar a fazer o que estão fazendo, ou ainda pior, pois se sentem ameaçados com a possibilidade de seus comparsas não voltarem ao poder para re-estabelecer as “condições ideais” para o exercício do phoder. Ou, talvez, quem sabe, ELES estejam só realizando uma tarefa de transição, para no futuro delegarem a governança a quem lhes nomeou “supremos”?

ELES, no exercício de mandatos políticos, praticam a nobre arte de tudo fazer para se manter no phoder. Neste agosto/21, não importando em que ponto do espectro do pensamento político se identifiquem, todos estão empenhados em deixar buracos abertos no queijo suíço do processo eletrônico de apuração de votos, de tal modo que ninguém possa auditar os resultados obtidos de nossas urnas eletrônicas versão 1.0. E isto mesmo após o MMB (Magnânimo Ministro Barroso) ter admitido que um hacker “penetrou o sistema por 8 meses”, mas sem gerar nenhum feto, digo fato, que tenha causado preocupação ou alteração comprovada de votos [6]. ELES, tanto os que não têm outro emprego, quanto para os que o emprego é apenas uma atividade paralela para manter a proximidade vantajosa com o phoder, vão continuar agindo em prol da busca por uma reeleição em 22, 26, 30...

ELES, que integram órgãos da hierarquia do Estado na confortável e estável condição de servidores públicos - do TSE, por exemplo, considerando o caso da invasão do sistema de apuração -, em especial aqueles de caráter duvidoso que se deixam usar para perpetrar atos ignóbeis como o de “deletar” os registros, sumindo com rastro que permitiria, além de provar a invasão no sistema de apuração, verificar as consequências de tal ação[7]. São hipócritas que fingem não entender que o salário e benesses que recebem são oriundos dos acachapantes impostos que nós, contribuintes privados, pagamos e, portanto, tal como Atlas, através de nossas realizações, os sustentamos sobre nossos  ombros. ELES, pelo fato de protegidos por um regime de estabilidade – desde que não pisem no jiló – vão continuar prestando serviços a quem eles devem gratidão. Ou seria servidão?

ELES, os políticos perdedores das últimas eleições, longe do phoder que proporciona oportunidades de auferir vantagens indevidas e de receber verba$ mensais de gabinete imorais, mas devidas, tendo os saldos das contas bancárias “off shore” reduzidos dia-a-dia, e não tendo nada para fazer, proclamam “impeachment já” a cada chance de se manifestar em qualquer que seja o meio. Como tática adicional, ELES são contra toda e qualquer ação ou proposição que venha do governo, não importando quem esteja no poder, pois, enquanto ELES não “tomarem” o phoder, como anunciou Daniel, não descansarão – até em respeito à fama de brasileiro que não desiste nunca.

ELES, os liberais de oportunidade como Doria, psol kids (MBL), Amoêdo e os filiados do ex-NOVO que ainda não caíram fora da farsa, e os que, como diagnostica o Constantino, tucanaram para logo-logo cair no colo do partido das trevas, são porta-bandeiras do “Genocida”, “Fascista”, “Nazista” e outros rótulos pelo rótulo, onde razões factuais não são necessárias. ELES são também os que se concentram no lado rude, tosco, desbocado de Bolsonaro para justificar “o arrependimento” do voto em 2018. São pobres de espírito, é o que tenho de mais educado para lhes atribuir. Fingem não enxergar o que o governo está fazendo pelo país, apesar da grave pandemia, e ignoram toda a “despiora” da infra-estrutura, dos positivíssimos saldos na balança comercial, da redução persistente do desemprego e da redução do tamanho da máquina pública etc.  

ELES são todos os jovens doutrinados pelo marxismo em nossas escolas e universidades nos últimos 30 anos que sonham com um paraíso na Terra sem estudar um mínimo de história para descobrir que estão sendo usados como massa de manobra para uma elite política e intelectual que, depois de assumir o poder, irão despachá-los para campos de concentração, ou para o desterro em alguma região distante, ou simplesmente para o paredão, como Castro, Mao, Lenin e outros fizeram. Um ditado espanhol sentencia: “Asno de muchos lobos termina comido”.

A lista não termina aqui. ELES são muitos como se pode ver, mas basicamente, além dos socinistas praticantes ou iludidos, são todos os atingidos no bolso pelas decisões e ações do Presidente. Não se iluda, todos vão continuar agindo como vêm agindo, não importando que mal causem ao país, sabe por quê, meu caro leitor? Para todos ELES lembrados acima, é uma questão de phoder, ou de muito dinheiro, ou de phoder e muito dinheiro.

E NÓS, quem somos? Somos os inocentes tolerantes[8] liberais, conservadores ou não, praticantes de uma democracia de fato, tão verdadeiramente quanto é prova o silêncio da “direita” desde a constituinte de 1988. Nosso silêncio, nossa tolerância, permitiram que chegassem onde chegaram pois fruto de nosso respeito ao resultado das urnas, mesmo que tenham sido fraudados, como hoje desconfiamos. NÓS, portanto, fomos verdadeiramente democratas ao aceitar que os socinistas ocupassem e exercessem o phoder sem serem incomodados. Até que a corrupção desavergonhada, o roubo descarado dos impostos dos contribuintes, viesse à tona. Hoje NÓS somos o último baluarte, a última trincheira, os últimos defensores da fronteira entre a definitiva implantação do arbítrio por um Estado totalitário e a defesa do livre-arbítrio, da liberdade de expressão, do livre mercado, valores a serem garantidos por um Estado liberal e conservador. Se não somos culpados, no sentido de que LHES abrimos o caminho ao termos respeitado um princípio básico da democracia, somos responsáveis por não termos exercido o direito de mostrar nossa oposição quando isso foi preciso, quando se percebeu a imoral tentativa de desconstrução da cultura ocidental, da família, da integridade psicológica de nossos filhos, através da imposição de uma filosofia que ignora a diversidade humana em prol da criação de um ser humano de laboratório, produzido nos tubos de ensaio de uma intelligentzia composta de psicopatas.

E NÓS, o que faremos? Em primeiro lugar me permita dizer o que não podemos fazer. Não podemos acreditar que há uma “terceira via”, pois não há. Só existe uma pessoa capaz de aglutinar as ideias à direita do espectro do pensamento político. E este é Bolsonaro. E votar em 2022 em qualquer outro é reduzir as chances das ideias liberais e conservadoras permanecerem no poder. E isto vale para todos os demais cargos eletivos. Todos, repito, todos os demais postulantes atuais ou vindouros pertencem à esquerda deste mesmo espectro. Ou você está com Bolsonaro, ou é a favor da implantação dos ideias gramscistas que pautam a esquerda brasileira em particular. E se você não sabe quais são, você precisa se inteirar um mínimo sobre elas (no final relaciono alguns autores e obras). Você pode até achar bonitinhas algumas delas, mas não creio que você vá querer deixá-las no todo como legado a seus netos. Para tanto, você precisa entender a realidade na qual estamos inseridos, se livrar da armadilha do discurso sobre a tosquicidade de Bolsonaro, você precisa, urgentemente, se informar para rever suas posições, pois nossos descendente, muito mais que NÓS, dependem do que NÓS faremos quando formos instados a deixar nosso voto na urna.

O problema fundamental da esquerda brasileira hoje é que se Bolsonaro vencer em 22, a perspectiva é que ele eleja o seu sucessor por mais 8 anos. Isso significaria a direita no poder por mais 12 anos, realidade que acabaria com o projeto do “PTdoG”[9] de “tomada” de poder.

Enquanto bobocas ficam acreditando e proclamando que Bolsonaro é fascista, que ele vai dar o golpe, fingem que não viram que o golpe já foi dado[10], a ruptura institucional já aconteceu. Hoje, agosto de 2018, estamos vivendo sob um regime de exceção implantado e exercido por ministros do STF.

Não podemos simplesmente contar que as redes sociais serão suficientes para segurar o tranco. A manifestação nas redes sociais é necessária, mas não suficiente. É preciso ir para as ruas em todas as oportunidades que surgirem, mesmo depois da derrota pelo voto impresso. Como disse o jornalista Oswaldo Eustáquio, preso sem acusação, torturado na prisão da Papuda[11]: “o conteúdo é maior que o meio”. É preciso fazer perguntas incômodas para os que estão do outro lado, pois eles não têm resposta, apenas narrativas sem conteúdo, sem base.

Estamos em uma guerra de guerrilha[12] onde as armas do exército inimigo são as narrativas para acusar de fake news toda fala liberal, dado que tal expressão significa “não gostei do que você falou/escreveu e vou cancelá-lo, pois não quero que ninguém mais a leia/ouça”. O juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, Antonin Scalia (já falecido), disse: “Eu não quero viver em um país governado por 9 juízes vitalícios”. E você, quer viver em um país governado por 11 juízes vitalícios e “iluminados”?

Mas se eu ficasse por aqui daria a impressão de que podemos ir levando em banho-maria até outubro de 2022. Não, a coisa é muito mais grave. Quando uma CPI sem razão e noção decreta a quebra de sigilo de pessoas e empresas que fazem ou dizem algo que os senadores não gostam, ou nem isso, apenas quando são entidades que proclamam ideias e ideais liberais-conservadores, quando meios de comunicação analógicos ou digitais assumem funções dignas de uma KGB, de uma DIP, de um órgão qualquer de repressão de um Estado totalitário, a dimensão do que está acontecendo no phoder está a léguas de distância do que se poderia chamar de normalidade institucional. Não, meu caro, NÓS já estamos vivendo sob um regime de exceção onde o phoder foi “tomado” pelo poder judiciário, capitaneado por todos os ministros do STF, tanto os ativistas quanto os que se calam (por “timidez” ou sprit de corp). O “golpe” já foi dado em termos intencionais. De máscara COVID e sob ordens  de “CALA A BÔCA” - que havia morrido, como nos contou Carmem Lúcia, mas parece ter ressuscitado das cinzas dos "anos de chumbo" - proferidas a cada por por mais fontes autoritárias, o que nos faz imaginar (e temer) que só falta “executar” os inimigos. NÓS. EU. VOCÊ.

Boas reflexões!

 

SUGESTÕES DE LEITURA

De Olavo de Carvalho

- A Nova Era e a Revolução Cultural

- O Mínimo que você Precisa Saber para não Ser um Idiota

Rodrigo Constantino

- Os Pensadores da Liberdade

- Esquerda Caviar

Thomas Sowell

- Os Intelectuais e a Sociedade

 - Conflito de Visões

Friedrich Hayek

- O Caminho da Servidão

Michel de Montaigne

- Ensaios

Para acessar extratos destes e outros livros, visite paulovogel.blog.br e clique na aba EXTRATOS.


[1] A proposta dos socinistas (um termo que proponho para agrupar os que estão juntos, socialistas e comunistas) parte da divisão entre “nós”, e “eles”, sendo “eles” todos os não-socinistas.

[2] Quando encerrava este texto, tive a notícia de que o Presidente está prestes a enviar um projeto ao legtislativo que tem a intenção de, no mínimo, regular a atuação censora das plataformas. Aguardemos.

[3] Não bastando ter descumprido a Constituição que proíbe explicitamente juizes atuarem politicamente como Barroso o fez reunindo-se na madrugada com dirigentes partidários, ele confessou qual é seu principal objetivo, veja este vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Ua0h7YTAzzY

[4] Fiz uma edição da entrevista do jornalista Oswaldo Eustáquio ao Pânico, com 7:44" de duração, sobre sua prisão decretada por Alexandre de Moraes. Assista aqui:

http://www.sendme.com.br/PanicoEustaquio.mp4

[5] Acesse aqui uma relação de quem o STF prendeu, soltou ou engavetou processos: https://www.jornalpassaporte.com.br/2021/04/confiram-relacao-de-produtividade.html

[6] Na noite do dia 10/8/21, a Câmara enterrou a PEC das urnas para o voto impresso que permitiriam uma auditoria se questionamentos de resultados viessem a surgir.

[7] Feliz coincidência, estou editando o extrato de “A Nova Era e Revolução Cultural”, de Olavo de Carvalho, e cheguei em um artigo publicado em outubro de 2000, onde ele “avisou”: “A Justiça Eleitoral existe, como o próprio nome o diz, para que as eleições sejam justas. Mas ela se compõe de funcionários públicos e (...) essa classe vem se tornando cada vez mais suspeita de estar interessada em tudo, menos em eleições justas”.

[8] É de Dostoievski a percepção de que: “A tolerância chegará a tal ponto que pessoas inteligentes serão proibidas de fazer qualquer reflexão para não ofender os imbecis.”

[9] Para saber o significado da sigla PTdoG, acesse https://ferinodemais.blogspot.com/2021/07/roger-scruton-e-o-ptdog-19442020.html

[10] Fingem porque o golpe atual foi dado por uma instituição “parceira”, o STF, e o golpe que ELES acusarão será a reação que obrigatoriamente haverá do atual governo, esta é a estratégia.

[11] Ver vídeo por mim editado, com 7:44”, da entrevista que ele deu ao Pânico, da Jovem Pan, contando como foi recebido no presídio em: http://www.sendme.com.br/PanicoEustaquio.mp4.

[12] Para saber mais sobre as táticas de guerrilha, assista ao programa Direto ao Ponto, de Augusto Nunes, do dia 9/8/21: https://www.youtube.com/watch?v=Ua0h7YTAzzY

terça-feira, março 09, 2021

SUPREMO TRIBUNAL DA FIRULA

 Firula: substantivo feminino

1. Rebuscamento da fala para enunciar algo simples; circunlóquio, rodeio.

2. No futebol, demonstração de virtuosismo com a bola.

No futebol, a firula acontece, principalmente, quando o jogador precisa dar um drible no adversário com criatividade, seja por simples demonstração de habilidade, seja porque sua única saída é usar suas habilidades. É neste sentido de "drible criativo" que renomeei o STF para entender esta decisão esdrúxula que anula as condenações do ex-presidente. Mas isto não exclui o significado que o termo tem de "rebuscamento", "rodeio", ou seja, mascarar o que realmente se quer dizer. Hipocrisia, portanto.

A firula jurídica que o Ministro Fachin criou é de considerar inválido todo o processo de anos contra nosso "ladrão de 9 dedos" mais estimado, sob o argumento de que... tudo foi realizado em uma jurisdição indevida, ou, algo como alegar um "erro de origem". A firula se dá porque a tese não passa pelo crivo de poucos segundos de reflexão. A operação "Lava-Jato" completaria 7 anos no próximo dia 17, não tivesse seu fim promovido pela PGR em 1/2/21. Ou seja, a Justiça aceitou a legalidade e propriedade das instâncias envolvidas por todos estes anos. Até ontem. Ao anular tudo, Fachin deixa claro que sua ação é uma farsa política a serviço de suas próprias ideias de para onde o Brasil deve se dirigir. Foram milhões de reais gastos para conduzir todos os processos que condenaram mais de uma centena de pessoas que praticaram os mais diversos atos de corrupção passiva e ativa. Fica, então, uma outra questão: quer dizer que o resultado de um julgamento depende de onde ele é realizado e quem são os julgadores? Coloquemos nosso nariz de palhaço.

Ao avaliar que negar a culpa depois do acusado ter sido condenado em duas instâncias seria uma afronta à própria estrutura da Justiça, PT-Fachin usa de uma firula, dá um drible de letra da lei, valendo-se de um detalhe processual para se sobrepor a todo um processo legal, pois o argumento é legal, previsto nos códigos de processos, mas ignorando totalmente os aspectos morais inerentes ao caso.

Já apontei para a escalada das tenções a que nossa vida política está subordinada. Chamo sua atenção para uma realidade ainda não percebida pela maioria. Estamos sob o domínio do poder de uma elite intelectual de esquerda. Em minha visão, a mais relevante razão de voto em Bolsonaro foi o desejo de defenestrar do poder a utopia esquerdista, praticada pelo PT. Ao elegê-lo, passamos a acreditar que tal objetivo tinha sido alcançado. Ledo engano. Trocamos apenas o representante maior do poder Executivo. Legislativo e Judiciário estão sob a vontade e mando de uma corrente de pensamento que vê na limitação da liberdade dos cidadãos o caminho para um globalismo moral jamais imaginado possível de ser alcançado. 

Já apontei para a escalada das tenções a que nossa vida política está subordinada. Chamo sua atenção para uma realidade ainda não percebida pela maioria. Estamos sob o domínio do poder de uma elite intelectual de esquerda. Em minha visão, a mais relevante razão de voto em Bolsonaro foi o desejo de defenestrar do poder a utopia esquerdista, praticada pelo PT. Ao elegê-lo, passamos a acreditar que tal objetivo tinha sido alcançado. Ledo engano. Trocamos apenas o representante maior do poder Executivo. Legislativo e Judiciário estão sob a vontade e mando de uma corrente de pensamento que vê na limitação da liberdade dos cidadãos, na destruição da família e da integridade psicológica dos indivíduos, os alicerces necessário para pavimentar o caminho para um globalismo moral jamais imaginado possível de ser alcançado.

O poder Judiciário, seguindo uma corrente mundial, abandonou seu papel de garantidor da Constituição, e passou a praticar uma justiça ativista, manipuladora da interpretação da lei maior para atender ações políticas, usurpando tanto as atribuições do poder Executivo quanto as do Legislativo. Basta lembrar o caso da nomeação do diretor da Polícia Federal, o inquérito das Fake News, ou inquérito do fim-do-mundo, e a prisão do deputado Daniel Silveira.

O Legislativo, por seu turno, regido sob o manto dos interesses particulares de senadores e deputados em se perpetuar no Poder, se subjugam ao Judiciário pois, se entre todos os que votaram a favor da manutenção da prisão de Silveira alguns até acreditavam ser a prisão a ação correta, a maioria deles o fez a favor de si mesmos, de serem "protegidos" em eventual situação negativa futura que vierem a se envolver (ou que já se envolveram), uma sinalização algo como "olha Ministro, lembre que votei direitinho como Vossa Excelência orientou!".

Acrescentemos aos 3 poderes outros 2, Forças Armadas e grande mídia, e temos um pacotaço dificílimo de desembrulhar. No caso dos militares, uma parte significativa é formada pelos "melancias", verdes por fora e vermelhos por dentro. Como já disse, elas estão divididas com certeza, não se sabe em que proporção, mas dali, de onde muitos esperavam alguma coisa, é de onde não vai sair nada mesmo. E a imprensa tradicional militante, com maior peso no noticiário televisivo, e menor, nos antes denominados, jornais impressos, hoje devidamente digitalizados e inseridos também nas redes sociais, vão continuar a clamar pela volta de um governo corrupto que as ampare financeiramente neste momento de transformação, em que suas audiências,  a cada evento jornazistamente manipulado, vão migrando para mais longe delas. Para tal objetivo, não medem esforços antiéticos.

Repito, estamos hoje sob um governo de direita, conservador, liberal, capitalista, mas sob o "poder" de uma máquina pública - o tal establishment - esquerdista, estatista, progressista, socinista (1), e que não vai abrir mão de fazer "de tudo" para "tomar o poder" em 2022, ou mesmo antes, como é desejo anunciado de José Dirceu.

A ação Pt-fachinosa é somente um passo neste sentido e ela ainda está sujeita a ser revertida se a PGR entrar com uma ação de "agravo regimental", o que levaria a decisão para ser validada ou revogada em julgamento na 2ª turma, onde estão Mendes, Lewandovsky e o próprio Fachin (2). Ou seja, sem chance de reversão. O sapo-barbudo, como o chamava Brizola, está livre, leve e solto para atuar em defesa da falência do país.

Que ninguém se iluda. Estimulados pelo que aconteceu na eleição presidencial nos Estados Unidos, essa massa de "servidores" de si mesmos vai pintar e bordar até outubro/22. Entre muitas outras ações, poderemos ter "pesquisas" com as mais inusitadas previsões de resultados, distribuição de informação e contrainformação pelas redes sociais, dossiês fajutos, manchetes tendenciosas da mídia, mais pedidos de impeachment de Bolsonaro, boicote, não só às reformas, mas a qualquer projeto originado no Executivo etc., até chegar, se for preciso, a executar ações que corrompam as urnas. 

Dois movimentos serão absolutamente fundamentais para enfrentar esta fúria destruidora da intelligentsia ungida: o apoio da população aos paladinos do espectro centro-direita que estão se expondo e se arriscando em mostrar a hipocrisia cínica dos perdedores e esta mesma população exigindo nas ruas um "basta".


1) Socinistas - Corruptela que proponho para empacotar socialistas e comunistas em um só conceito. Corruptela é a "deformação de palavras (...) de forma proposital, como forma de eufemismo (...)". Fonte: Wikipédia

2) Veja mais detalhes nesta matéria da BBC.

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sábado, maio 16, 2020

A DECEPÇÃO COM BOLSONARO

Tenho encontrado eleitor de Bolsonaro que agora se manifesta decepcionado e dizendo estar retirando o apoio ao Presidente com argumentos, no mínimo, frágeis. Como tal posicionamento me soa muito estranho, muito mal justificado, parei um tempo para encontrar fatos, razões plausíveis, para tal "desvoto". 

Bolsonaro é um dos raros políticos, se não o único, a ocupar o cargo de chefe do executivo, que desde o dia de sua posse vem fazendo exatamente o que prometeu em campanha, promessas estas que foram a razão fundamental do voto daqueles que hoje se dizem, de um modo ou de outro, decepcionados com ele. Vamos recordar uma poucas destas promessas, as decisões e as consequências resultantes.

Ele prometeu acabar, ou pelo menos combater, o que se convencionou chamar de "governo de coalizão", especialmente não usando o "toma lá, dá cá" como tática para obter apoio às propostas do executivo a serem encaminhadas ao legislativo. Para tanto, desde sua campanha, convocou e convoca a classe política a colocar o "Brasil acima de tudo", mensagem que sintetiza um desejo de ver a todos priorizando os interesses da nação ao invés de mesquinhos, quiçá, imorais, interesses particulares e corporativos. Fiel a este princípio, obteve dois grandes sucessos enfrentando forte oposição: aprovando a reforma da previdência e dando um certo grau de flexibilidade às relações trabalhistas. Entretanto, tem sido sistematicamente derrotado na Câmara dos Deputados que não vota os decretos da Presidência no prazo determinado em lei, deixando-os caducarem e perderem eficácia. 

Ele prometeu acabar com as nomeações políticas para cargos de primeiro, segundo e terceiro escalão nas empresas estatais, ministérios e secretarias de governo, fazendo as escolhas com base em curriculo profissional e conduta ilibada. Promessa até aqui vem sendo cumprida com determinação e resultando em um número que bem expressa uma das consequências (outra é o fim do roubo causado pela corrupção): 70% de aumento no lucro das estatais em 2019 comparado com 2018.


Ele prometeu afastar do poder e de toda a estrutura administrativa do Estado o petismo e seus correlatos. Vem cumprindo a promessa editando decretos que extinguem cargos em diversas instâncias e áreas da administração pública. Acrescento aqui uma realidade que a maioria das pessoas não se dão conta. Desaparelhar o Estado depois de mais de 20 anos de governo de esquerda (FHC, Lula e Dilma) não é tarefa para alguns meses, nem mesmo para alguns poucos anos. O vírus comunista, socialista, esquerdista, como queiram, é, hoje, endêmico nos órgãos públicos, tal como será a Covid-19 na sociedade pelas próximas, provavelmente, décadas. Isto significa dizer que, por exemplo, dentro da Policía Federal, é muito provável que existam servidores alinhados à esquerda do espectro político que não têm qualquer interesse em atuar para o sucesso de decisões de Bolsonaro, muito pelo contráripo, haja vista os reclamos do Presidente quanto à investigação da tentativa de assassinato que recebeu e da muito mal explicada história do porteiro do condomínio. E só pra lembrar, reportemo-nos ao que vêem fazendo ministros do STF.

A consequência macro da atuação do Presidente ao longo desses quase 17 meses, foi a quebra das colunas de sustentação de uma oligarquia que estava no poder cujo tapete vermelho sob o qual se apoiavam foi puxado da noite para o dia. E quem é que gosta de perder as benesses e os privilégios que o poder proporciona, os republicanos e os não tanto, sem reagir com todas as forças que ainda se tenha à mão? Bolsonaro vem enfrentando, a seu modo exageradamente franco, uma óbvia resistência e reação daqueles que perderam a eleição e não se conformam com um vencedor que não aceita fazer acordo com os perdedores como sempre foi feito na história do Brasil. Não era esse o combinado!

E, cereja do bolo, um tão eficaz presidente, um tão obstinado presidente, vem recebendo investidas diárias principalmente de governadores e prefeitos que passaram a usar da pandemia - que ameaça 211 milhões de brasileiros -, para, em primeiro lugar, sugarem os recursos do governo federal o máximo que possam, de modo a inviabilizar a governança a tal ponto que possam usar do artifício do impeachment para derrubá-lo. Sem falar nos tantos decretos de calamidade pública com o descarado objetivo de se refastelarem com compras sem licitação.

À vista do exposto, não me parece ter qualquer lógica tirar o apoio a Bolsonaro quando o seu governo é pautado pelo cumprimento de suas promessas que foram aprovadas por 58 milhões de pessoas que nele votaram. Mais do que em qualquer momento passado de seu governo, Bolsonaro precisa hoje não só do apoio de todos os seus eleitores, como de todos aqueles que percebam que não apoiá-lo é fazer o jogo, principalmente dos grandes grupos controladores da imprensa, de que "quanto pior, melhor".

Ah! Ia esquecendo. Por favor, não vale tirar o apoio com o argumento de que ele fala mal, fala demais, é rude etc. etc. É sim, mas isso não é uma razão "politicamente correta". 














quarta-feira, setembro 20, 2017

O QUE DECIDEM OS POLÍTICOS: SOLUÇÃO DIRETA OU INDIRETA?

O novo modelo de comportamento humano e dos relacionamentos deste com tudo que o cerca (gente e coisas) como resultado da globalização tecnologicamente evoluída, definido por Zygmunt Bauman como "modernidade líquida" pelo seu caráter extremo de fluidez, inclui entre suas características, uma inevitável superficialidade no processo perceptivo e consequente construção do arcabouço das opiniões, visões e, mais grave, das convicções pessoais.

O entendimento, razoavelmente correto, do que se apresenta no hoje (sobre o que quer que seja), depende, obrigatoriamente, de um esforço para a busca de informação histórica, multidisciplinar e, invariavelmente complexa, que alguns não estão dispostos a despender.

Sendo o exposto uma proposição genérica, abrangente, quero tratar de um assunto particular e presente na atualidade da discussão política no Brasil: a bandeira da volta dos militares ao poder erguida parte de alguns segmentos da sociedade.

Recebi nesta semana dois vídeos. O primeiro, um pequeno trecho de uma entrevista do jornalista Alexandre Garcia com o ex-presidente João Figueiredo feita a 51 dias de deixar o poder, em janeiro de 1985. A fala de Figueiredo explica, quase que didaticamente, quão longe deve o militar se manter distante do poder político de uma nação. Diz ele:

"Eu pensei que pudesse agir fora do quartel como eu agia dentro do quartel. Aí é que eu me dei mal. A gente com quem eu ia lidar era completamente diferente. No quartel só se falava em cumprir o dever, bandeira, defender o Estado, viva a pátria, era o dia inteiro isso. E aqui fora você só via o interesse particular. A última coisa que eu ouvia falar era em Brasil. A ponto de eu perguntar uma determinada vez a um político: e o Brasil? Ora, presidente!"

Nesta resposta pode-se perceber o reconhecimento de que os princípios que norteiam as condutas do mundo militar são incompatíveis com princípios básicos e elementares de um regime democrático e, consequentemente, aqueles que com eles se identificam não são portadores das habilidades exigidas ao mundo civil, principalmente, na política (*). A democracia é, por essência, o regime dos interesses particulares (de pessoas, empresas, organizações de todos os tipos e objetivos). É o conflito, o embate de ideias e interesses contrários, que determina os caminhos a seguir, enquanto nos cartéis acatam-se ordens, sem discussão. Não há outra conclusão, portanto, a não ser a de que aqueles que clamam uma solução militar estão, simplesmente, clamando por uma ditadura. 


Kin Jon-Un
Mugabe


Mugabe

Dito isto, conclamo os desejoso de um regime militar como panaceia para os graves problemas do Brasil que, com base em governos militares (ou sustentados pelas Forças Armadas) do presente e do passado mundo afora, construam duas listas: aqueles países que podem ser considerados minimamente desenvolvidos (considerando nível de bem-estar dos cidadãos) e aqueles que estão ou estiveram entre os mais sub-desenvolvidos. Algumas sugestões: Cuba de Castro, Alemanha de Hitler, Venezuela de Chaves e Maduro, Coreia do Norte de Kim Jong-un, Argentina de Viola, Chile de Pinochet, Zimbábue de Robert Mugabe, Tailândia  de Prayuth Chan-ocha, Sudão de Omar Hassan-al-Bashir etc.

Volto a Figueiredo. Ao ser questionado por Alexandre Garcia "se foi fácil" conduzir a abertura política e a devolução do poder aos políticos, diz:

"Não, não foi fácil. Só foi fácil por causa da compreensão dos companheiros das Forças Armadas, que apoiaram e acharam que estava na hora da revolução provar que de fato queria a democracia. E nesse aspecto todos me ajudaram."

Releiam, pois é uma confissão do reconhecimento de todo o corpo das Forças Armadas de de que o lugar do militar era, e continua a ser, "cumprir o dever, cuidar da pátria, defender o Estado". Acima de tudo, eu diria, defender a democracia.

Ao final da entrevista, Figueiredo, desiludido com as pessoas que encontrou ao longo de seu governo, implicitamente reconhecendo a incompatibilidade dos valores militares com os valores da política, diz sobre o futuro reservado a Tancredo:

"Eu tenho pena do Tancredo porque ele vai passar pelo que eu passei."

O segundo vídeo, é de um evento em uma loja maçônica de Brasília, no dia 15 de setembro de 2017, quando o General Antonio Hamilton Mourão, responde a um questionamento sobre a possibilidade do exército fazer uma intervenção militar. Eis sua resposta atribuindo-a a uma visão do Alto Comando do Exército:



"O nosso comandante desde o começo da crise, definiu um tripé para a atuação do Exército (estou falando aqui na forma como o Exército pensa). Ele se baseou, número 1, na legalidade; número 2 na legitimidade que é dada pela característica da instituição e pelo reconhecimento que a instituição tem perante a sociedade; e número 3, não ser o Exército um fator de instabilidade (...)."

E adverte:

“Ou as instituições solucionam o problema político retirando da vida pública os elementos envolvidos em todos os ilícitos ou então nós teremos que impor uma solução“. 

Ou:

“Os poderes terão que buscar uma solução. Se não conseguirem, temos que impor uma solução. E essa imposição não será fácil. Ela trará problemas. Pode ter certeza”. 

Não vejo absolutamente nada de surpreendente nesta fala. Ou alguém pensa que os militares no âmbito da caserna, não estão, tal como nós, civis, em nossas casas, discutindo o que se passa na política? Mais. Alguém acredita que os militares ignoram os gritos de parte da sociedade que reclama uma pretensa solução autocrática? É óbvio, natural, coerente, que os membros da instituição estejam, tal como em todas as demais, avaliando as circunstâncias para decidir por quê, como, quando e onde agir, e, até mesmo, se necessário agir. 

Muito me tranquiliza a fala do General, pois absolutamente equilibrada e realista. É reveladora da consciência que os atuais componentes do Alto Comando têm sobre suas responsabilidades com o país. Assim ele termina:

"A minha geração (...) é marcada pelos sucessivos ataques que a nossa instituição recebeu de forma covarde (...) de forma não coerente com os fatos que ocorreram (...) isso marcou a geração (...) Existem companheiros que até hoje dizem "pôxa nós procuramos fazer o melhor e levamos pedrada de todas as formas. (...) Quando a gente olha o juramento que nós fizemos,nosso compromisso é com a nação, com a pátria, independente de sermos aplaudidos ou não." 


O futuro da democracia está onde sempre esteve: nas mãos daqueles que se dedicam à política. O caminho pode ser direto, pelas decisões tomadas no Congresso, ou, indireto, passando por um interregno conduzido por uma tomada temporária do poder pelas Forças Armadas. Esperemos para ver qual será a solução escolhida pelos atuais congressistas. 

Eu recomendo assistir a íntegra da entrevista de Figueiredo e o vídeo da fala do General Mourão.

(*) É lendo Bauman que aprendemos que a política é a capacidade de decidir prioridades enquanto o poder é capacidade de realizar.