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quinta-feira, novembro 26, 2020

A MENTIRA DAS “FAKE NEWS”


“Refletir é incomodar os pensamentos.”

Evaristo Miranda, diretor da Embrapa, em 2020.

 

Fake é falso e news é notícia. Conclusão: “fake news” significa “notícia falsa”. Ou seja, não significa “notícia mentirosa”. E será que existe diferença entre mentira e falsidade? Pesquiso e aprendo que há, sim, uma sutil diferença entre mentira e falsidade. Vamos ver esta questão antes de continuarmos.

No que interessa a este exercício de reflexão, a mentira é dita por quem sabe a verdade, enquanto a falsidade é uma fala desprovida do conhecimento do fato, ou seja, a falsidade existe basicamente por ignorância, enquanto a mentira encobre um fato que não se quer que outros saibam, mente-se, portanto, na intenção de se auto proteger.

O problema básico da mentira é que, para não ser desmascarada, ela precisa: primeiro, estar bem estruturada; segundo, que não surjam fatos novos que não se encaixem com a versão contada; e, terceiro, que surtam os efeitos desejados antes que haja  tempo e circunstâncias para que os fatos venham à luz. Era assim na era analógica em que as sociedades viviam. Não é tanto mais assim. Como a digitrônica nos dá acesso a quase tudo de relevante para nossa vida cotidiana com dois ou três cliques, tudo se descobre muito, muito mais cedo do que tarde. As pernas da mentiram nunca foram tão curtas!

Uma das marcas dos anos 1950 foi a febre da ufologia. Apareciam discos voadores por todo canto. No Brasil, o aparecimento mais famoso foi em maio de 1952, na Barra da Tijuca, documentado por uma dupla (jornalista e fotógrafo) da revista O Cruzeiro. Como veio a se confirmar, uma reportagem mentirosa relatando uma “aparição” criada para vender mais revista. Não deu cadeia pra ninguém. Até os militares embarcaram na mentira. Ou seja, mentir para atingir um dado objetivo, vem, provavelmente, dos tempos em que o homem das cavernas usava a mentira como expediente para justificar sua ida na caverna da vizinha!

E a falsidade! Há que voltarmos à definição que dei acima: é um relato que independe do conhecimento do fato, ou, o que ocorre com certa frequência, quem falseia não quer conhecer o fato sob o risco de se ver tachado como um mentiroso. A ignorância é uma realidade na história da humanidade pelo simples fato de que, se era impossível aos Neandertais saberem da existência dos homo Sapiens, muito, muito menos agora que a amplitude dos fatos é milhões e milhões de vezes maior que então. Tal complexidade veio a calhar como circunstância favorável para aqueles que a utilizam como proteção vantajosa por psicopatas, fracos e/ou mal intencionados. 

Precisamos ver uma outra questão. O que é “opinião”? Na internet, a “mãe dos ignorantes”, encontramos que é a manifestação de um “julgamento pessoal; parecer”. É, no popular, o tão proclamado “eu acho”. “Eu acho” que no STF só tem gente interessada em si mesma. Isso é uma suposição? Um julgamento pessoal? É uma falsidade? Você acha? É a sua opinião. Não é a minha! E agora? Se fosse preciso que você e eu provássemos nossas opiniões a partir de nossas percepções, então, consequentemente, perderíamos o direito de manifestar opinião sobre o que quer que nos apresentasse para um julgamento mundano. 

Toda opinião está impregnada de alguma “falsidade”. É uma condição inerente à percepção, sentimento que a sustenta. Percepção tem um cordão umbilical com suposição, pela simples realidade de não estar calcada no conhecimento dos fatos. Qual o principal ingrediente das fofocas cotidianas se não “opiniões” cheias de suposições,  falsidades, a partir dos interesses de quem as emite? A nova era, ao nos tornar a todos "eceptores", nos deu o poder de "carimbar" com o rótulo de "fake" toda notícia que eu não desejo ver compartilhada. Não é um algo que possa ser conceituado. É simplesmente um instrumento político a serviço, fundamentalmente, dos que são adeptos de uma visão distorcida, míope, neurótica, de como realmente se comporta a humanidade.

Exposto isto há que se perguntar por que diabos estamos envolvidos em uma discussão maluca sobre coisas tão óbvias?

Acontece que a expressão “fake news” veio ao encontro dos interesses táticos dos que desejam subjugar os povos a todo custo. Na base dos motivos e do perfil dos integrantes deste grupo, vamos encontrar: comunistas frustrados com a derrocada da União Soviética;  o movimento pendular das insatisfações populares; o globalismo invasor das autonomias das nações; o recrudescimento da intolerância religiosa; o advento da digitrônica; o consequente derretimento do sistema democrático como estruturado até aqui; chegando à reação visceral das oligarquias perdedoras de poder, em especial, das mídias tradicionais até então exclusivas e poderosas fontes manipuladoras da interpretação dos fatos sócio-político-econômicos.  

A par das reações da “grande mídia” para a qual não interessa o que é dito, mas sim por quem é dito, surgem as plataformas das mídias sociais censurando cidadãos e empresas, através do bloqueio de conteúdos, simplesmente porque estão fazendo o jogo de políticos e juízes de todas a instâncias, que se coordenam para defender um status quo ameaçado pela nova era. Para atingir seus intentos, adotam ações que afrontam a constituição, desrespeitam a hierarquia jurídica, invadem os limites da alçada de cada poder, criminalizam sem acusação a manifestação de opinião, chantageiam empresas com as ameaças que lhes estão à mão. Neste processo, tudo pode e deve ser rotulado como “fake news” se não for do interesse da “patota do selo azul” (expressão proposta por Rodrigo Constantino). A hipocrisia saiu do âmbito das relações interpessoais e de instrumento de políticos, para subir muitos degraus na escala de usos, e aboletou-se no trono da soberba, e, ditatorialmente, tenta determinar as percepções de todos nós. Eu espero que o silêncio que se abateu tanto sobre o “inquérito do fim do mundo”, quanto o projeto de lei das “fake news”, já aprovado pelo Senado e atualmente na Câmara, signifique que os envolvidos estão percebendo que são intenções autoritárias, ditatoriais e, portanto, nada pode ser mais antidemocrático do que reprimir os legítimos direitos dos cidadãos emitirem suas próprias opiniões e avaliações sobre nossas instituições e seus representantes, isto sem considerar a absoluta impossibilidade de se estabelecer o que possa ser uma simples opinião e o que possa ser uma opinião criminosa!!!

O que você acha disto: os “antifas” acusam (e oprimem) os não adeptos de... “fascistas”, numa evidente afirmação e ação... “fascista”!!! Radicais esquerdistas vão às ruas em manifestações "pacíficas" de violência, portando faixas proclamando estarem em “defesa da democracia"!!! E mais. Só existem “fake news” nas mídias sociais, enquanto as mídias tradicionais são unânimes em falsear as notícias ao bel prazer de seus orgulhos feridos e sem qualquer constrangimento ou escrúpulos, pois reacionários à perda do poder.

Não nos iludamos. A campanha de "Combate às notícias falsas" é uma "cortina de fumaça" utilizada por perdedores nos processos democráticos pois têm a convicção de que o "povo não sabe votar" e que a "verdade" está com eles. Em que parte da história política foi necessário "combater" com polícia e leis a emissão e transmissão de falsidades? Isto sempre foi uma tarefa do tempo e dos indivíduos em sociedade. Não do Estado. Nas exceções, foi ação de governos de exceção para impor suas "impróprias" mas adequadas "verdades"!!! Quais serão os critérios a serem utilizados pela agência de checagem criada pelo governo do Ceará cujo objetivo anunciado é o "estabelecimento da verdade (sic) em temas ligados à administração estadual"? Ou eu sou um idiota ou isto é um instrumento de regimes neofascistas! Existe uma outra campanha debilóide circulando que pede algo singelo: "Se for fake news, não transmita"Só pro macaco entender: 1) Como eu descubro se é uma notícia que eu não devo compartilhar? 2) Ah! Já sei, eu devo consultar antes o "sleeping giants" (1), ou alguma agência de checagem "tendenciosa de fatos" (2). Hum, agora entendi! Só não entendi se a OMS emitiu notícia falsa quando induziu os países a adotar o "fique em casa", inclusive os alunos em idade escolar, e agora defende a volta às aulas!!! 

Se a mentira ufológica foi um “must” dos anos 1950, “fake news” será um dos “trending topics” dos anos 2020. Não entre nessa, pois cada acusação ou rotulagem de qualquer notícia como "fake" que alguém faça, está colocando uma gota num copo que, inevitavelmente, vai transbordar. Só ainda não se sabe quando.

O que se passa, portanto, no mundo, é o questionamento que uma geração faz sobre os valores da sociedade ocidental construídos pós revolução industrial, duas guerras mundiais com dezenas de milhões mortos, algumas pandemias, um risco de guerra nuclear, fantásticas descobertas que duplicaram a expectativa de vida em 70 anos, e um pacote de soluções tecnológicas que melhoraram incrivelmente os índices de qualidade de vida em todo o mundo.  Tal geração de ignorantes da história compõem um movimento sem líderes buscando direção e unidade onde só há fragmentação de causas de minorias cujos anseios não são comuns e por isso não ganham liga, não se "colam". Sobra apenas um inconsistente discurso da "discriminação" que usa a discriminação para encontrar "culpados" de suas fraquezas psicológicas. Isto nada mais é do que a prática do "dividir, enfraquecer, dominar" (3). Para estes, a digitrônica veio a calhar. Fazendo de cada cidadão um produtor e distribuidor de informação (falsa, mentirosa, verdadeira, interesseira etc.) virou de ponta cabeça o mundo das grandes corporações de mídia. Permitindo tal distribuição e o "feedback" instantâneo, as consequências das notícias deixaram de habitar o admirável mundo da manipulação da opinião pública. Neste ambiente, tal como o Corona-vírus, o contágio se dá por clique-contato e a infecção intelectual varia desde a não percepção de sintomas até a internação em UTI, prévia da falência dos neurônios. Mas se não tem líderes, a Grande Rede está repleta de "celebridades" apoiadoras, uma elite que viveu (e vive) às custas de fontes de renda herdadas de seus ascendentes ou do Estado protetor, onde o uso da máscara de "humanitário" progressista é de uso obrigatório, pois esconde a hipocrisia das intenções só admitidas entre quatro paredes da Champs-Elysées. Não há proposição, apenas contraposição. Não querem construir, apenas destruir para ver no que vai dar. Mas é só dar uma olhada na história para se certificar e prever que quem vai pagar pela insanidade psiconeurótica dessa turma, serão os milhões de cidadãos-ovelhas que serão usados como bucha de canhão. Cruzo os dedos para que antes dessa hora tenhamos ganho, tal como desejado em relação ao Corona, imunização de rebanho.

Exposto isto, abandono eu, e sugiro que você abandone também, a utilização da mentira “fake news”, e utilize somente nossa tupiniquim “falsidade”. Com esta atitude fica mais fácil identificar o que realmente está acontecendo, imaginar o que pode vir a acontecer e se posicionar quanto ao que se vai fazer.

Espero, mais uma vez, tê-lo ajudado a evoluir em sua percepção sobre o que nos espera, e, adicionalmente, enxergar com certa dose de saudade como era nosso maravilhoso mundo velho!

(1) Atenção: ninguém sabe até agora (nov/20) quem são os responsáveis por trás desta "entidade" que emite lacrações de modo absolutamente anônimo, o que é proibido pela Constituição, e, no entanto, não foram incomodados pelo STF: https://twitter.com/slpng_giants_pt. Dê uma olhada nesta matéria da Gazeta do Povo.

(2) Agência Lupa, ligada à Folha, se intitula "a primeira agência fact-checking do Brasil" https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/

(3) Para uma ideia clara do que isto significa assista aos 3 episódios da série "As grandes minorias" produzidos pelo movimento Brasil Paralelo. Aqui o primeiro capítulo, "Os Antifascistas". Não faça isto depois de se alimentar pois o risco de vomitar é alto.

Livro  https/ecclesiae.com.br/inquerito-do-fim-do-mAuiundo


Olha só quem está em primeiríssimo lugar!!!

Mas esta é uma coisa que a "patota" quer evitar a todo custo! 

Este texto contribuiu para aprimorar sua visão sobre o tema? Se você tem um comentário, uma sugestão ou uma crítica a fazer, você pode usar o formulário de cpntato aí ao lado, ou, se souber, meu whatsapp particular.  Por importante, serei grato pelo seu feedback.

quinta-feira, junho 25, 2020

EU E MEUS AMIGOS FASCISTAS


A receita de torta "mata-fome"(*) política, sem autor identificado, mas cujo gosto está merecendo aprovação de um contingente de seres supraterrestres (porque se acham acima de "nosoutros"), leva ingredientes da digitrônica, da modernidade líquida, do politicamente correto (sic), da pós-verdade, das narrativas invertidas, de psicopatia crônica e de canalhice sem qualquer pudor em se mostrar.

Eu e meus amigos... "fascistas", achamos que as bases da democracia precisam ser revistas com o propósito de que boa parte de seus princípios dogmáticos sejam analisados sob a luz e lupa da digitrônica. Nós achamos que não dá para se ter estabilidade de governança em uma era em que a vontade de grupos radicais tem canais de manifestação capazes de perturbar a condução do país de tal modo que resulta em uma imobilização do poder executivo, paralisando a nação, prejudicando irremediavelmente a grande maioria da população, em única subserviência ao objetivo da retomada do poder por terem seus interesses escusos contrariados.

Eu e meus amigos... "fascistas", temos um entendimento de que eleições são, até aqui, o principal instrumento para identificar a vontade de uma maioria em um determinado momento através de um processo eleitoral cujo resultado deve ser respeitado pelo tempo aprazado legalmente e de antemão. Nós acreditamos que, até as próximas eleições, é lícito que os derrotados em um pleito se organizem em grupos de oposição e ofereçam alternativas de solução de problemas sempre que as ideias e ações do governo empossado  estejam em desacordo com suas crenças, utopias e convicções. Mas é fundamental aceitar que a democracia é um regime que lida em sua essência com a alternância de poder. Aqueles que não aceitam essa condição devem abrir mão de discursos "a favor da democracia" e, sem hipocrisia, proclamar em suas faixas o desejo real de implantação de uma regime ditatorial, quiçá totalitário. 

Por falar em convicções, eu e meus amigos... "fascistas", temos a firme convicção de que a "independência harmônica" dos três poderes, é cláusula pétrea de nossa Constituição, mesmo ela sendo de viés estatista, socialista e anti-liberal, características que não a invalidam como Carta Magna a que todos devemos nos submeter até que algumas PEC's ou nova Assembleia Constituinte a venha alterar ou substituir.

Meus amigos e eu, "fascistas" que somos, mesmo uns e outros ateus de prática ou discurso, cremos fervorosamente que um governante eleito só possa ser impedido de exercer seu mandato se cometer um ato absolutakente inconstitucional e, mesmo assim, depois de todo um processo legalmente conduzido. Eu disse um ato, nunca um pensamento, nunca uma ideia manifesta, nunca por uma frase fora de contexto, muito menos por uma "intenção" atribuída pela interpretação de um adversário. Não aceitamos as arbitrariedades, aqui sim, anti-democráticas de supressão da expressão de opinião, num verdadeiro "cala boca" hoje praticado pelo STF. 

Nós, "fascistas" por rotulagem hipócrita dos que odeiam a diversidade, defendemos uma imprensa livre, sem mordaças, sem rabo-preso, sem dependência de verbas estatais, sem orientação (sic) ideológica a seus repórteres, jornalistas e articulistas, na confecção de seus textos, matérias ou análises das circunstâncias (**).  

Do mesmo modo, pelo mesmo princípio, e ainda sob a obediência à Constituição vigente, somos "fascistas" intransigentes na defesa da liberdade de opinião e manifestação pacífica, seja em ambiente restrito ou público, independente de meio de divulgação, de qualidade do linguajar, limitações morais ou de qualquer outra espécie.

Para nós, "fascistas" sem carteirinha, sem filiação partidária, não obrigados a fazer rachadinha prevista em estatutos de partidos, ou não, professamos que um novo sistema para a escolha dos integrantes do Supremo Tribunal Federal seja criado com base em escolhas de juristas de notório saber não só da Constituição em vigor, como do direito em amplo senso, e, principalmente, cidadãos de conduta comprovadamente ilibada. 

Nós, eu e meus amigos, "fascistas" não praticantes de atos de vandalismo, de agressão física ou mesmo verbal, que acreditamos que o único caminho é o da diversidade de opinião para a construção de acordos que garantam a todos os indivíduos (integrantes de maiorias ou minorias) o direito e a liberdade de conduzirem suas vidas com a única, e absolutamente necessária, proteção do Estado quanto ao exercício dos direitos da plena cidadania que deveriam ser inalienáveis e inquestionáveis. 

Para nós, fascistas de ocasião por interesse de esquerdistas, a torta está pronta, quentinha e sendo servida para quem estiver com o nariz entupido e não percebendo o cheiro esquisito de receita que desandou, e que em vez de mata-fome parece estar causando um desarranjo cerebral. Mas o nosso olfato não está predudicado, pois nós entendemos que no mundo da pós-verdade, onde o que é não é, o que não é talvez seja, não sei; que no mundo da modernidade líquida onde tudo flui tal como água em correnteza de rio, o que hoje seria, já foi, não é mais; que nesta realidade inventada, aumentada, estuprada, não sabemos onde foi parar a ética, a moral, os sentimentos pelo outro (em todas as dimensões que "outro" possa ser considerado); que neste ambiente onde psicopatas crônicos que viveram nas tetas do Estado, mas escondidos nas trevas, nas sombras, no escuro, agora têm uma voz que nunca tiveram; que aqui, agora, somos todos poeira no vento, sem destino, sem controle, sem autonomia, sem vida que possa ser vivida!

Eu e meus amigos "fascistas" tínhamos a certeza, até poucos meses atrás, de que éramos democratas no fundo de nossas almas. Acreditávamos que respeitar e aceitar o decidido era uma consequência dos valores em um Estado Democrático de Direito. Jamais poderíamos imaginar que um dia os sentidos de direção seriam invertidos, onde ser liberal e conservador em geral, passou a ser pensamento fascista, e atacar a propriedade privada, se recusar a aceitar o resultado de eleições livres e tentar por todos os meios derrubar um governao, se tornaram valores de democratas!

Triste momento!

P.S.: Para não pensar que só acontece no Brasil, leia este artigo.

(*) A torta mata-fome é uma lembrança da minha infância. Na confeitaria da família, ao final do dia, sobravam unidades de pães, doces, tortas, cucas etc., que eram todas, ou quase todas (nunca tive conhecimento da receita) colocadas numa misturadeira, onde acrescentavam-se alguns ingredientes, e produzia-se uma massa que ia ao forno virando uma torta cujas fatias eram vendidas a 1 "dinheiro", e faziam a alegria da garotada na hora do recreio.

(**) A CNN, num arroubo hipócrita que eu creio vá para os anais do jornalismo televisivo, criou um quadro chamado "Grande Debate" para esconder o seu total alinhamento esquerdista, onde a apresentadora precisa introduzir o quadro sempre com o seguinte "alerta": "O tema desse quadro é apresentar temas relevantes com visões diferentes sobre o mesmo assunto. Tudo pra que você construa, então, sua  opinião, sua forma de pensar". Tão hipocritamente bonitinho/bonitinha!!!










sábado, julho 08, 2017

IGNORAR AS CAUSAS É MAIS FÁCIL PARA CONQUISTAR VOTOS

Faz algum tempo que parte de nós vem recebendo vídeos do Bolsonaro, já em campanha para 2018. De minha parte, não repasso coisas que considero inúteis para a construção de um país melhor, e, por achar que não vale a pena, também não retorno com minha opinião. Desta vez, porém, este que vai abaixo, passou dos limites e me força a mostrar a hipocrisia desse militar, hoje na reserva, tentando ampliar sua base eleitoral, até aqui essencialmente oriunda dos quartéis.


Não percamos tempo em comentar o palavreado chulo, apenas imaginar este sujeito dando declarações como presidente da República!!!

No evento mostrado, em resposta a alguém que lhe pergunta sobre as desumanas condições das celas super-super-lotadas, dá a seguinte solução: "É só você não matar, não estuprar, não cometer latrocínio que tu não vai pra lá, ...". O primarismo do raciocínio é de assustar, pois esquece que nossas celas estão cheias de presos sem processo, sem julgamento, sem sentença!!!

Evidente que se não há criminoso não há crime!!!! Qual a novidade disso? A primeira réplica que me ocorre é saber como ele pretende mudar a natureza humana. Sim, pois existe uma parcela de humanos que nascem e crescem com um gene que os faz psicopatas. Uns, por terem nascido em berços de mais "qualidade", se tornam políticos corruptos, outros, os que nascem no chão frio do barraco, tendem a ficar à margem da sociedade dita civilizada, por isso são chamados de "marginais".


O pré-candidato em pauta, precisa explicar o que devemos esperar quando o Estado brasileiro não consegue dar escola, a saúde é o caos que vemos todo dia no jornal da manhã, e falta trabalho para 14% da população brasileira economicamente ativa. O que esperar de um Estado cuja justiça trabalha prioritariamente para resolver os conflitos das camadas mais abastadas, e colocar na cadeia qualquer transgressão de pequena monta?

E já que ele foi militar por boa parte da vida, deveria saber que cuidar das fronteiras é uma atribuição exclusiva de exército, marinha e aeronáutica. Entretanto, diferente da quase totalidade dos países que enfrentam o tráfico, os nossos traficantes recebem diariamente novos armamentos, armamentos estes fabricados para uso em guerra!!!

O que esperar, portanto, do indivíduo, psicopata ou não, privado "do tudo de bom que a vida oferece" como é mostrado freneticamente pela publicidade em todas as tantas telas a que temos acesso várias vezes ao dia? Será que Bolsonaro já ouviu falar no sentimento de frustração causado pelo reconhecimento da incapacidade de conquistar uma mínima parcela do que vê e ouve pelos caminhos "corretos"?

Dando amplitude à lógica, creio que Bolsonaro gostaria mesmo é de colocar a todos frente um pelotão de fuzilamento. Assim, os contribuintes não precisariam arcar com o custo médio de 2 mil reais por mês, por preso. Isso sem contar o benefício do salário reclusão!!!

Mas se tais propostas podem ser atribuídas a um pensamento de extrema direita, me chega um outro vídeo que explora uma das tantas propostas da extrema esquerda politicamente correta (sociologicamente incorreta). Assistam. E você vai entender um pouco mais sobre as causas do que acontece hoje, principalmente, no Rio. Fico por aqui.



P.S.: Roberto Motta se atribui um pensamento e militância de esquerda.



Descubra, por exemplo, que no Partido Novo suplentes e vices...

"...são escolhidos em convenção, de modo independente da candidatura ao cargo principal.."


sexta-feira, junho 09, 2017

E AÍ, DECIDES O QUÊ?

A verdade não existe. Tudo é relativo à intenção de tornar universal alguma particular verdade. A realidade é falsa ou apenas uma questão de percepção? Mas se a percepção é individual, portanto única, há tantas realidades quanto indivíduos? Se a política não corrompe, o poder sim. De qualquer forma, sempre estarão de mãos dadas. Políticos, exceção à parte que confirmam a regra, são psicopatas e, por condição necessária, têm um mau caráter. Questionados, nada sabem, nunca ouviram. Se confrontados, negarão indefinidamente, pois a prova cabe a quem acusa. Toda informação recebida está contaminada com um interesse privado provavelmente escuso. Os oligarcas induzem a mídia a transmitir mensagens confusas para eliminar certezas incômodas. A mídia seletiva, portanto controversa, tira todo e qualquer sentido em se atribuir o que quer que seja a algo como "a mídia" pois elas são muitas. Se qualquer um pode divulgar nas redes sociais suspeitas infundadas sobre qualquer um, e eu e você somos qualquer um, como separar o fato-fato do fato-fake? Como resgatar uma reputação destruída conexão a conexão se não há como deletar as mensagens postadas, whatsapps distribuídas, e cuja existência estará para todo o sempre guardada em back-ups na nuvem? Se, literalmente, tudo se tornou passageiro e fugaz, onde está o valor? Ou, pior, há valor a ser encontrado? Se estamos afogados em informação, sem tempo para reflexões mínimas, vamos simplesmente seguir o líder? Qualquer líder? Sob qualquer bandeira? Neste mundo pós-moderno e líquido, qual a sua chance? Já pensou nisso? Já? Não? Não importa nossa resposta, só precisamos decidir o que vamos fazer quando conclamados a nos manifestar? E aí, decides o quê?





quinta-feira, março 30, 2017

OLIGARQUIA EM DECOMPOSIÇÃO

"Oligarquia, literalmente, 'governo de poucos'. É a forma de governo em que o poder político está concentrado num pequeno número pertencente a uma mesma família, um mesmo partido político ou grupo econômico ou corporação." (1)

Faltou acrescentar "ou uma corja de psicopatas".





O poder sempre é oligárquico. Em qualquer sistema. Principalmente, enraizadamente, em sistemas políticos.

A oligarquia tem suas regras próprias de auto-preservação. Uma oligarquia não se pune. Expulsa quem não age conforme suas regras não escritas, não ditas. Que ninguém acredite que Temer, ou Lula, ou qualquer insider vá fazer alguma coisa. O sistema é maior que qualquer indivíduo. O todo sempre será maior que a soma das partes.

Uma oligarquia só pode ser quebrada, defenestrada do trono, por um processo de ruptura. Normalmente violento. Majoritariamente, por uma revolução, quase sempre sangrenta. Quase nunca de modo pacífico. Dificilmente por processos eleitorais nos moldes atuais. Mas esperançosamente por algum processo alicerçado em princípios democráticos.

No Brasil de hoje, os membros de nossa oligarquia política estão nos noticiários. A grande maioria dos protagonistas dos escândalos em pauta são velhos conhecidos. Jucá, Padilha, Temer, Moreira Franco, Collor, , Sarney, Mercadante (onde ele está escondido?) e tantos outros no nível federal, e muitos, muitos mais nos níveis estadual e municipal (estes, nossos vizinhos de porta).

Bono Vox cantou algo como "as guerras são promovidas por aqueles que não vão lutar". E as leis são elaboradas pelo poder para proteger, em primeira instância, a oligarquia - que não as respeitará -, em segunda instância, para obrigar a "patuleia" a pagar a conta da roubalheira.

A atual oligarquia brasileira, atacada por um paladino(2), protegida sob o manto do foro privilegiado, articula sua sobrevivência tentando aprovar mudanças para ter mais do mesmo: manter o status quo. De preferência, com ainda mais impunidade.

Os projetos para limitar os poderes dos juízes de primeira instância e dos promotores do Ministério Público, e o de reforma eleitoral, instituindo o voto em lista fechada, são armas sendo calibradas e lubrificadas.

Instituir a lista fechada significa abandonar por completo o voto direto do eleitor. Votar em partidos é votar no nada, haja vista que os mais de 40 partidos brasileiros são, apenas, legendas medidas pelo valor patrimonial no horário eleitoral. Voto em lista fechada, significa oferecer uma armadura ainda mais dura para proteger a cacicagem, o coronelismo e a impunidade.

Limitar os poderes da justiça faz par com a manutenção do foro privilegiado, uma união para dar ainda mais perenidade à oligarquia política.


O futuro do Brasil, sem retórica, está em nossas mãos, vozes e pés em passeatas pelo país. Nenhum oligarca fará nada pelo Brasil. São psicopatas. Não se importam com ninguém a não ser consigo mesmos. Só há um caminho: exigir a renúncia de todos para criarmos a oportunidade de começar de novo. Com todos os riscos.







(1) Definição extraída da Wikipedia.


(2)  Tem um cara, Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária, que, além de achar que nenhum dirigente do PT pode ser preso (os que já estão devem ser soltos imediatamente), ele acha que o Moro "é um vigarista que trabalha para potências estrangeiras".

quarta-feira, junho 22, 2016

O MAU CHEIRO E O DELÍRIO COMPULSIVO!!!

O mau cheiro do caso Oi Telecom se espalha como se espalha pelo Brasil a rede de telefonia fixa que a empresa detém em concessão.

Se você meter o nariz nas relações da empresa com o governo petista, fede.

Se você meter o nariz na origem do jogo de notícias plantadas na mídia ao longo dos últimos anos, fede.

Se você meter o nariz nos aportes que a empresa recebeu de, principalmente, BNDES e Fundos de Estatais, fede.

Se você meter o nariz nas razões do silêncio da CVM, fede.

Se você meter o nariz para saber como uma empresa consegue chegar a uma dívida de R$ 65 bilhões, fede, valor este próximo ao que Levy, em passado recente, anunciou como sendo o rombo nas contas do... Brasil!!!!!

Se você meter o nariz para descobrir as relações de Lula e Lulinha com a Oi, fede.

Fiz uma pesquisa na rede e coletei algumas manchetes que listo cronologicamente, algumas acrescidas de comentário meu.



"A operação para a fusão entre Brasil Telecom e Oi é um evento cercado de informações não-oficiais, de declarações em off e de muitas dúvidas. Quando um ministro finalmente tenta dar uma informação oficial, como fez Hélio Costa, é logo desmentido pelas empresas e repreendido pelo governo. O governo, que por um lado é apontado pela grande imprensa como o grande fomentador do negócio, não se pronunciou. O BNDES, que parece ser o pilar financeiro da operação, não detalha as diretrizes que está seguindo. As empresas confirmam, oficialmente, apenas conversas. Então, para contribuir para o debate, sugerimos uma relação de perguntas a serem feitas às autoridades responsáveis por permitir ou não a fusão, aos fundos de pensão, ao BNDES e aos acionistas das duas empresas."

[A coisa já fedia em 2008. Não andou. Ficou em banho-maria até 2013, a dívida crescendo obviamente.]


[Não deu certo. Em 2014, voltaram à carga. Dilma, com certeza não sabia de nada.]


"A Oi é fruto de uma história repleta de absurdos. A montagem do consórcio que comprou a Telemar no processo de privatização foi chamada, pelo próprio ministro que coordendou a venda, de “rataiada”. Durante muito tempo, BNDES, Previ e Petros foram seus principais acionistas, mas, por motivos desconhecidos, renunciaram ao direito de dirigir a empresa em prol de dois sócios privados: Carlos Jereissati (irmão de Tasso Jereissati, liderança tucana) e Sérgio Andrade (da construtora Andrade Gutierrez e um dos principais financiadores das campanhas de Lula). O governo alterou o Plano Geral de Outorgas (PGO) exclusivamente para permitir que a Telemar comprasse a Brasil Telecom, se transformando na atual Oi. E, aos poucos, os sócios estatais foram se retirando da empresa, em condições ainda não totalmente esclarecidas, e em benefício dos dois sócios privados nacionais e da Portugal Telecom. Uma história de escândalos que só fazem aumentar."

[A "merda" começou a se espalhar envolvendo outras empresas.]



[Aí a coisa começou a se concentrar na TIM. Manipulação na cotação das ações. CVM em silêncio.]



BRASIL 247 - 01/01/15 - OI FOI O GRANDE MICO DA BOLSA EM 2014

[A CVM? Em silêncio. Quanto à pretensa operação, micou também.]



"Tele ainda não assinou acordo com LetterOne , que desistiu de abrir escritório no país após crise no BTG."


[LetterOne é um Fundo Russo e, se envolve bilionários russos, a coisa não deve ser séria.]




[CVM em completo silêncio.]


[Então, o mercado já sabia, mas CVM, governo e outras entidades de mercado ficaram... em silêncio]



"No Brasil, não há perspectiva de mudanças no controle da TIM, disse uma pessoa ligada à operação brasileira."

21/6/16 - O Antagonista - CHANCE DE FUSÃO OI-TIM


"Na visão de um experiente analista de telecom de um banco europeu, uma eventual união com a Tim estaria entre as razões que motivaram os portugueses a pedir recuperação judicial da Oi. Em uma situação dessas, os reguladores brasileiros dificilmente seriam contrários ao negócio. As ações da Oi despencam 20%, enquanto as da Tim têm leve alta."

Algumas informações a mais você tem no artigo de opinião de O Globo, de 22 de junho de 2016, "Delírios estatistas e corrupção na quebra da Oi".

E ao mesmo tempo, disputando o melhor lugar na primeira página dos jornais, a descoberta de mais uma tática de nossa pior empreiteira:


E a cereja do bolo da corrupção:



SEM ACORDO DE LENIÊNCIA. A ODEBRECHT TEM QUE SER FECHADA, ENTERRADA.

Os psicopatas do Brasil entraram em delírio geral, irrestrito e compulsivo, e nós, cidadãos razoavelmente "normais", só agora estamos nos dando conta!!!


NUNCA É TARDE!


Em complemento, indico dois links:

1) o vídeo gravado pelo Francisco Madia que faz uma comparação entre o caso Oi e o caso do supersônico Concorde.

2) Alguns fatos graves por trás da entrada da Portugal Telecom na OI/Telemar, narrados por Aurélio Valporto, vice-presidente da Associação Nacional de Proteção dos Acionistas Minoritários 


terça-feira, março 15, 2016

ESCÁRNIO! ESTÃO CUSPINDO NA NOSSA CARA!

Escrevo esta mensagem no momento em que os jornais deste 15/03/16 nos comunicam a probabilidade em andamento, quase realidade,  da mais sórdida trama "jamais feita antes na história desta nação": Lula ministro. É esta a grande reação do governo ao 13 de março? Lula ministro com Superpoderes!!!??? Lula SuperMinistro!!!??? Na economia e na política!!!??? De quem foi a ideia? Quem são os apoiadores? Um monte de políticos postados de quatro, obedientes às ordens dos psicopatas maiores que se instalaram no poder executivo? E esta é a resposta à incontestável manifestação das ruas do domingo 13?


Escárnio!

Sem considerar que nossa presidenta (sic), grande guerrilheira, que afirma sorridente e com orgulho que não renuncia - foda-se o país e seus cidadãos - se deixa desmoralizar com tamanha naturalidade e satisfação: "maior orgulho" em ter o ex-presidento como seu (?) ministro. 

Escárnio!

Enlouqueceram de vez? Um vírus desconhecido que provoca insanidade imediata atacou todos os políticos ao se verem ameaçados de serem expulsos do poder, quiçá remetidos em camburão para uma cela na Papuda?


terça-feira, janeiro 13, 2015

JE SUIS HIPÓCRITA

Je suis hipócrita porque sou um líder muçulmano que acredita que a única verdade é o islamismo, gostaria de ver o mundo submisso ao islã, mas finjo que não, condeno as ações dos radicais depois delas cometidas, mas não faço absolutamente nada para desestimulá-las e evitá-las.

Je suis hipócrita porque sou um líder ocidental cristão que acredita que a única verdade é o cristianismo, imponho minha visão invadindo países de religião islâmica, seja em ações de invasão territorial, seja invadindo as mentes através dos meios de comunicação ou da propaganda direta de informação manipulada.