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quinta-feira, dezembro 12, 2024

A CIVILIZAÇÃO DO FUTURO - E está tudo bem!

 

O Leitor poderá pensar, com razão, que o título deveria ser “O Futuro da Civilização”, mas tal formulação levaria a uma percepção errada sobre as reflexões que vou apresentar. Quando me refiro à civilização do futuro estou considerando que o ocidente, neste primeiro quarto do século XXI, está em um processo de “involução civilizatória” que conduz ao fim dos parâmetros que a determinaram, portanto, ao fim desta civilização milenar. Evoluímos da barbárie às sociedades democráticas para, pelo que parece, iniciarmos um retorno à barbárie. O que a oligarquia quer nos impor é a substituição dos valores construídos ao longo de mais de 10 mil anos de guerras e muito sangue por outros que obedecem exclusivamente à “vontade de poder”[1] - melhor seria dizer “sana de poder” - sobre as massas serviçais, subjugando-as e manipulando-as com uso de todas as ferramentas à disposição para tanto: cerceamento da liberdade, ameaças de encarceramento, acusações sem provas e sem direito a defesa.

Repito algumas reflexões que, de um modo ou outro, já fiz aqui: 1) o tempo de tudo encurtou; 2) tem sempre “pato novo”; 3) a quantidade de patos, cujo crescimento é impossível de ser estancado, já atingiu um nível impossível de ser razoavelmente administrado; 4) a república democrática é uma criança, um sistema recente na nossa história - não tem mais que 250 anos –, mas adquiriu um câncer terminal que corrói as entranhas da burocracia estatal. Sua  deterioração galopante é estimulada pelas novas gerações – os tais patos novos - que chegam inventando a roda, pois não se servem do arcabouço dos ensinamentos extraídos das experiências históricas. Isto por um lado. De outro, está o desenvolvimento da tecnologia, especialmente as que justificam eu rotular nosso tempo como a era da “digitrônica”[2], cuja característica maior é o pacote volume/velocidade das informações que não nos deixa um mínimo prazo de “degustação”. O resultado sempre é uma péssima digestão, levando a uma incontrolável diarreia mental monumental de dejetos, expressa e explícita de percepções, opiniões e “verdades” absolutas, “todes mau cheiroses”.

A civilização ocidental está perfilada frente a um paredão branco de medo à espera do tiro de misericórdia. É razoável imaginarmos que nosso planeta tenha uma capacidade limitada quanto ao volume populacional administrável e que não há solução para o controle do seu crescimento. Nem todas as pandemias, guerras e catástrofes ambientais já registradas fizeram cócegas na taxa de crescimento.

Hipócritas, de todas as cores, gêneros e ideologias, discutem aquecimento global e destino de lixos tóxicos viajando mundo afora para fóruns “rega bofes” inúteis, mas confortavelmente acomodados  em jatinhos particulares, falando em celulares que serão descartados e substituídos na próxima versão a ser lançada.

Se haverá ou não um retrocesso por razões que não imaginamos, é uma aposta pessoal.

Até aqui só uma introdução para esquentar neurônios, pois o que estou trazendo só vai ficar mais preocupante.

Tenho a maior curiosidade em conhecer o que Tim Berners-Lee[3] está pensando quando assiste sua WWW sendo utilizada para fins inimagináveis  em março de 1989 quando propôs seu fantástico e inocente protocolo[4] para comunicação entre computadores de todo o mundo.

O Banco Central do Brasil criou um sistema de registro da maioria das transações financeiros chamado REGISTRATO (registrato.blog.br)[5].  Como ainda nem TODAS são alcançáveis, o BC está em final de desenvolvimento de uma moeda digital, o DREX[6], que fará o serviço que falta. A partir de  2025, o governo brasileiro dará início à jornada de convencimento[7] de todos nós para passarmos a transacionar apenas através de tal sistema, quando, então, da compra do pãozinho na padaria à venda de um bem qualquer, passando por todas as transferências de valor, ou seja, toda transação que você fizer no mercado financeiro estará registrada num grande banco de dados permitindo que o Estado tenha controle absoluto sobre sua vida[8]. O governo chinês, desde 2018, faz um controle da vida particular dos seus cidadãos através de um sistema que pontua o comportamento social[9] de modo a poder cercear seus direitos porque sua pontuação está abaixo do esperado. No nosso Brasil, pelo que parece, com o DREX estaremos bem à frente da China neste quesito.

Agora percebemos que a digitrônica foi a maior das “fake news”. O tão sonhado poder de nos expressarmos livremente para o mundo, se mostrou a grande ameaça às elites no phoder. A reação veio “a STF”. Questionar a oligarquia não pode nunca ser permitido. Ela tem sempre razão, mesmo quando não tem razão alguma. É só uma questão de manda quem pode, obedecem todos, independente de terem juízo ou não, ou a “espada da lei” cairá sobre sua cabeça. Nunca valeu tanto a regra “para os amigos tudo, para os inimigos a lei”! E a distorcem, manipulam e reinterpretam sem qualquer rubor e pudor.

Na história da humanidade não há registros de retrocesso. Quando utilizamos o termo “evolução” queremos apontar somente para uma tecnologia que tornou fazer algo mais fácil, mais cômodo, mais útil comparativamente. Dado este paço, não há mais como retroceder sem que pareçamos bárbaros. O homem que aprende a comer com garfo e faca não volta mais a comer com os dedos sob pena de ser ridicularizado ou merecer a desaprovação social com expressões de nojo. Assim foi e assim é a digitrônica. Uma era que não voltará jamais. As sociedades serão a cada dia mais e mais dependentes uns e zeros. Os cidadãos de todo o planeta serão a cada ano, a cada década, a cada século, mais e mais monitorados, robotizados, e digitalmente lobotizados.

A primeira pergunta, considerado o dito até aqui, é: no futuro próximo teremos uma nova civilização? Eu acredito que sim por uma razão: se nos milênios que nos antecederam a humanidade foi controlada pela força física, o phoder agora tem uma poderosa ferramenta para controlar a mente dos cidadãos-súditos[10]. Se no passado a servidão era voluntária, como identificou Étienne de Lá Boétie[11], nesta nova civilização a servidão é involuntária, obrigatória, a constar do registro de nascimento. Sim, portanto, é uma nova civilização que se anuncia.

A segunda pergunta, consequente, é: os cidadãos-súditos aceitarão passivamente tal condição de vida? Mais uma vez, acredito que sim. A essência do ser humano ao longo dos milênios desde que desceu das árvores, passou a andar ereto e a fazer o fogo, tem um só valor a guiar suas decisões: a sobrevivência. É ela que explica a Alemanha Nazista, a Coreia do Norte barbaramente comunista, e todas as massas seguidoras de tiranos. Tudo é pela sobrevivência. O mote é “deixe-me viver”, de resto faça o que bem entender.

Tudo bem que, Você Estado, vá me impedir de viajar para onde eu quiser, pois você controlará o fluxo migratório de acordo com os interesses de sua economia planejada. Tudo bem se eu “pecar” ao não respeitar seus 99 mandamentos e Você venha a me punir me cancelando e me tirando o potencial de sustentar a mim e a minha família com minhas postagens. Tudo bem que eu tenha perdido pontos no sistema social porque me denunciaram por não ter gritado “Hi! Fuhrer!” no desfile militar. Tudo bem que meus pontos tenham sido tão baixos que Você foi “obrigado” a ser mais rigoroso comigo e me jogado em uma cela fria! Tudo bem! Só não me tire a vida. De resto, estará tudo bem.

Sim, estará tudo bem porque os humanos se provaram benditamente resilientes, malditamente subservientes. Queremos ser felizes, sim! Mas se ser feliz for incomodar o phoder, minha felicidade não tem importância.

Navegar não é preciso, viver é preciso.[12]

 



[1] Esta expressão foi formulada por Nietzsche indicando uma característica presente no ser humano. Como consta na Wikipedia: “é a principal força motriz em seres humanos — realização, ambição e esforço para alcançar a posição mais alta possível na vida”.

[2] “A microeletrônica define o mundo em que vivemos, orienta o foco da política internacional, a estrutura da economia global e o equilíbrio do poder militar.“ Fonte: Daily Digest.

[3] Timothy John Berners-Lee KBE, OM, FRS é um físico britânico, cientista da computação e professor do MIT.

[4] Protocolo: conjunto de regras para que dois interlocutores possam se entender. A língua nada mais é que um conjunto de regras de comunicação entre dois seres humanos.

[5] Para ter acesso você precisa estar cadastrado no GOV.BR.

[6] DREX: D de Digital; R de Real; E de Eletrônica; X de nada, é só uma moda.

[7] Assim como fez com o PIX.

[8] Junte isso com o sistema chinês e você poderá começar a imaginar o que significará “controle de sua vida”: o que você come, com que tipo de pessoa você gosta de se relacionar, qual sua cor preferida, quais seus ideais políticos etc. etc. etc.

[9] Sistema de Crédito Pessoal: “A partir de dados coletados na internet, em registros governamentais e por meio de reconhecimento facial, cada cidadão recebe uma pontuação. Se a pontuação for boa, a pessoa recebe algumas recompensas sociais. Já 1 crédito social ruim pode proibir que uma pessoa se matricule em uma boa escola ou seja contratada para uma boa vaga de emprego, por exemplo. Em 2018, segundo relatório divulgado pelo Centro de Informação do Crédito Público Nacional da China, 23 milhões de pessoas foram impedidas de viajar devido à pontuação baixa.” Fonte: www.poder360.com.br

[10] Aplico este termo para separar os cidadãos que se venderão, por diversas razões, a servir como braço executor das ações regulatórias, portanto, sustentadores e avalizadores do phoder, por isto “premiados” com benesses do Estado. Entre eles: servidores públicos de todas as instâncias e autarquias, elite financeira, elite intelectual, elite cultural e elite jurídica.

[11] Pensador Francês do século XVI em seu, hoje, clássico “Discurso da Servidão Voluntária”.

[12] Evidentemente estou me referindo à poesia de Fernando Pessoa, não só invertendo sua proposição como alterando totalmente seu significado. Se Pessoa utilizou “preciso” no sentido de “exatidão”, eu a uso no sentido de “necessidade”. Saiba mais aqui: 

https://www.pensador.com/navegar_e_preciso_viver_nao_e_preciso/ .

quarta-feira, fevereiro 07, 2024

PHODERCOPATIA

 

“Toda unanimidade não é burra, mas fruto de alguma esperteza,

de algum ardil, de alguma combinação de interesses poderosos.”

Mario Rosa, jornalista, ao opinar sobre o livro “Consenso Inc.”

 

O tema “conspiração” é a bola da vez sobre o veludo vermelho da mesa de sinuca onde phoderosos se revezam em tacadas que vão desde o espirro de taco a magistrais encaçapadas na disputa da partida final para definir quem vai levar o bolo arrecadado em apostas, perdão, impostos.

Como espectadores ignorantes das regras do jogo ou apenas estupefatos pelas habilidades demonstradas pelos jogadores, nos dividimos entre momentos de “Oooohhh!!!” – para jogadas que resultam em desastre – e “Gritinhos de bravo!!!” – para tacadas de inimaginável precisão. Mas como Ronnie O’Sullivan é tanto capaz de acertar a bola considerada impossível quanto errar a bola dada como morta, só nos resta atribuir os resultados das partidas a uma real conspiração dos astros. Dos astros da política por trás dos torneios.

Paula Schimitt é uma jornalista forjada no campo de batalha e não no ar-condicionado das redações militantes - é a única jornalista brasileira a entrevistar dois extremos da longa guerra no Oriente Médio: o secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, e o ex-diretor do Mossad Shabtai Shavit.

Ela é, atualmente, a bola da vez no jogo da informação que tem um de dois objetivos dependendo do jogador jornalista: informar para abrir nossos olhos e captar as intenções ou criar narrativas para embaralhar neuroticamente nossas mentes. Ganha quem chegar primeiro e bater na mesa política gritando: “Game over!!!”.

Acabei de ler, de sua autoria, “Consenso Inc. - O Monopólio da Verdade e a Indústria da Obediência”. É uma coletânea de artigos seus publicados em jornais como “Folha” e “Estadão” e em canais digitais como o “Poder 360”. Sua escrita é fluída, discorrendo sobre fatos[1] e pontuada por confissões de suas fraquezas e tiradas de humor sarcástico. Absolutamente imperdível para  quem tem um mínimo de interesse em se aprimorar na defesa de sua sanidade e na busca por alicerces de conhecimento que o coloquem em uma outra direção que não a da manipulada manada.

Considero tão fundamental a leitura de “Consenso Inc.” que não vou publicar o “extrato” como sempre faço. Você tem que ler o livro todo! E vai ser de um vezada só. Aposto.

Vou só deixar alguns “spoilers” para dar uma ideia do tanto que é exposto de safadeza e hipocrisia criminosa, tudo, evidentemente, fruto azedo da phodercopatia[2] – o poder quando exercido por mentes psicopatas. São frases pinçadas e agrupadas em temas.

JORNALISMO e IMPRENSA

Com o tempo, fomos todos muito bem informados do tipo de notícias que deveríamos cobrir. (...) vídeos com testemunhas “oculares” de ovnis e com pessoas que tinham críticas a Angela Merkel. (...) tínhamos que voltar à redação com críticas suficientemente negativas à chanceler alemã. O assunto da matéria era irrelevante, todos nós fomos orientados a guiar o entrevistado e obter a resposta que desejávamos como o chefe sênior, explicou.

Upon Sinclair, escritor norte-americano: “É difícil fazer um homem entender algo quando o seu salário exige que ele não entenda”.

FARMACÊUTICAS e VACINA

Madeleine Laszko: “se Donald Trump disser que eu deveria tomar a vacina, eu não vou tomar”.

Existem pessoas que preferem fazer mal a si mesmas do que concordar com o oponente.

A pandemia revelou algo mais pavoroso do que qualquer governo tirânico: um povo que obedece mais do que o tirano exige.

Em vídeo publicado pelo Project Veritas funcionários da Pfizer admitem privadamente que são contra a vacinação de adolescentes porque a imunidade natural funciona melhor do que a da vacina.

Hoje, imunidade das vacinas significa que os fabricantes estão imunes a processos legais por danos, doenças e mortes.

Tem um pedido oficial para revelação dos documentos da Pfizer sobre os estudos de segurança da sua vacina em poder do FDA. O órgão alegou que precisaria de 75 anos para cumprir esse pedido.

[No mercado das fármacos] “a cura faz mal para os negócios”, como cunhou Tae Kim, autor de uma reportagem sobre elas.

Documentos mostram que funcionários da Bayer optaram por vender o plasma contaminado [pelo HIV] a fim de se livrar “de grandes estoques de um produto que se tornava cada vez menos vendável nos Estados Unidos e na Europa”.

Um recorde da vergonha no Guinness é da Pfizer, que pagou a bagatela de 2,3 bilhões de dólares em 2009 por “marketing fraudulento”, segundo o site do departamento de justiça dos Estados Unidos.

Depois de fazer muito dinheiro com o analgésico MS contin, estava chegando a hora de a Pordue Pharma perder a patente do seu campeão de vendas. A empresa então fez o que muitos laboratórios fazem (...) inventa uma suposta “melhora” no produto.

CENSURA

A história nos mostra que a censura nunca foi implementada para coibir mentiras. Ao contrário, o alvo da censura foi sempre a verdade.

Para os donos do mundo (...) toda mentira a favor do rei é bem-vinda, e toda a verdade contra ele deve ser banida.

Que tipo de vácuo mental acomete uma pessoa que defende a ausência de debate?

OBSOLESCÊNCIA

Existe uma lâmpada que está acesa há mais de 115 anos, raramente desligada. (...) Uma das principais decisões do cartel de energia foi impor um limite para a durabilidade da lâmpada incandescente. [Este é] um dos primeiros exemplos do que hoje se conhece como obsolescência programada.

EUGENIA

Para Edwin Black, o conceito de uma raça nórdica branca loira de olhos azuis não se originou com Hitler, mas na Califórnia, o epicentro do movimento eugenista norte-americano. 

IDEOLOGIA e AFINS

A ideologia é uma desculpa mais nobre do que o mero interesse financeiro.

As contradições da ideologia identitária são tantas e tão absurdas que elas seriam risíveis - se não fossem tão nefastas.

É fácil controlar populações inteiras com apenas uns poucos soldados, bem como acontece num formigueiro. Vejamos estes itens:

·        1% das pessoas controlam o mundo.

·        4% das pessoas se vendem para os controladores.

·        5% das pessoas estão despertas e sabem o que está acontecendo.

·        90% das pessoas estão dormindo.

·        1% paga os 4% para não deixar que os 5% despertem os 90%.

SCIÊNSIA

Os cientistas devem escolher estudos e experimentos que validem o que querem validar e ignorar aqueles que os contradizem. Com essa seletividade pré-determinada, qualquer resultado é possível, inclusive o resultado falso.

[Desfazendo crenças:]

  • A de que revistas científicas só tem a ciência e o bem da humanidade como motivação. Que jamais trabalham para favorecer governos, empresas, financiadores e amigos.
  • A de que governos são formados por pessoas superiores de impecável retitude moral e que esses humanos quando em agências reguladoras ou com poder decisório e legislativo jamais trabalhariam em favor de financiadores de campanha, parceiros de mercados.
  • A de que cientistas, médicos e jornalistas são imunes ao poder financeiro e trabalham desinteressadamente pela verdade.

CONTROLE SOCIAL

O Holocausto foi possível porque seres humanos optaram por renunciar à sua consciência e terceirizar suas decisões morais.

Karl Rove, assessor de George W. Bush: nós somos um Império agora, e quando nós agimos, nós criamos a nossa própria realidade e enquanto você estuda essa realidade criteriosamente, nós vamos agir novamente, criando outras novas realidades.

Se houve manipulação no passado, não há razão para duvidar que ela esteja acontecendo no presente.

George Orwel em seu "1984": 


Quem controla o passado controla o futuro. 

Quem controla o presente, controla o passado.

 




[1] TODAS as notas de rodapé, um total de 284!!!!, são compostas exclusivamente de links para conteúdos das fontes que ela cita.

[2] A proposição do termo e seu significado é minha.


terça-feira, janeiro 17, 2023

DE HERÓIS A TERRORISTAS


O país em que nascemos não existe mais, pois para ser reconhecido como tal, é necessária a obediência a uma Constituição, a subordinação necessária e suficiente para unir milhões de cidadãos em torno da sustentação de uma identidade unificadora, a nacionalidade.

Durante mais de dois meses, centenas de milhares de cidadãos, em manifestações absolutamente pacíficas, se abnegaram sob sol e chuva à frente de unidades das FFAA clamando um SOS enquanto ainda acreditavam haver uma ação de salvação, de libertação do jugo de uma grupo de insanos que tomaram o phoder. Durante aquele período foram ignorados ou desprezados pela imprensa moribunda e corrupta, mas, inversamente, tratados como heróis, em todas as vias de comunicação alternativas, pelos que estavam (ainda estão?) convictos de que é só na intransigente defesa dos valores da família e das liberdades individuais é que os seres humanos podem buscar a felicidade, o maior dos direitos fundamentais dos seres humanos. 

Ou não seremos humanos como os judeus não foram, os armênios não foram, ambos alvo da sana de poder que precisa de um alguém para colocar sua raiva "do bem". Exatamente como estão sendo usados os manifestantes do domingo, aí sim, criminosamente, para servirem de "exemplo" a quem ainda estiver pensando em se manifestar.

O que assistimos na última semana de dezembro de 2022, foram diversas manifestações de esperança através de ideias até mirabolantes de um “algo” estava para acontecer em prol daquele movimento. Os dias foram passando e a esperança se esvaindo, até que na primeira semana de 2023 a consciência do “perdeu mané” se instaurou no ânimo de todos levando-os, como ato derradeiro, convocar uma grande manifestação em Brasília para o povo tomar a posse simbólica das casas que, por direito político, é do povo, mas que por direito abjetamente usurpado, estão, hoje, invadidas pelos integrantes do pior e mais desqualificado grupo político que o país já houvera visto até então.

Uma manifestação que por diversas razões se prenunciava gigante, foi ignorada pelas “autoridades” recém constituídas, mas devidamente considerada por convenientes militantes radicais de esquerda que se infiltraram e promoveram os atos de vandalismo já tão amplamente praticados em outras ocasiões e que constituem o “modus operandi” de tais indivíduos.

Não descarto a possível, e até provável, participação nas depredações de radicais de direita, eles existem. Ocorre que e enquanto pessoas do bem pediam e gritavam para que não fosse praticado um quebra-quebra, outros de mente fraca, tomados pelo momento emocional que lhes tirava a razão, embarcavam na onda destruidora sem ter tempo de imaginar as consequências que poderiam advir. Mas daí a tratar os manifestantes como um todo sem rosto como foram tratados, vai um abismo de diferença. O pouco que ouvi entre Jovem Pan, Bandeirantes e CNN, me deu nojo do jornalismo brasileiro (como se não bastasse o que já fizeram). Mas o que me chocou sobremaneira, foram as declarações de Paulo Figueiredo e Rodrigo Constantino condenando de forma agressiva, veemente e absurda, sendo contra os manifestantes, acusando-os até de criminosos (Globo, SBT, Band e CNN chegaram a chamar a todos de "terroristas"), colocando "no mesmo balaio peixe fresco e peixe podre", não separando o quem é quem, cidadãos de bem de uma lado, vândalos de outro, estes sim, terroristas. Um nonsense completo, pois a absurda maioria são aqueles que até há poucos dias eram exaltados como HERÓIS e hoje estão amontados no ginásio-campo de concentração da "suprema justiça" tupiniquim. Eu gostaria de saber que, pelo menos estes dois profissionais que muitos de nós aprendeu a admirar a inteligência, se redimissem publicamente e refizessem suas avaliações que pecaram por falta de coerência.

Hoje, já entrados na segunda quinzena de janeiro, estamos assistindo à prática do nazismo raiz pelos novos democratas no phoder (tem certa lógica que depois dos experimentos vacinais, se chegue a este estado prisional) agredindo centenas de cidadãos brasileiros do bem, avós, pais e filhos, que saíram de suas casas no domingo 8, para celebrar o direito de estufar o peito e cantar o hino nacional como brado retumbante por seus direitos que deveriam ser inalienáveis.

Do sofá de nossas residências estamos indignados, solidários aos nossos irmãos, mas tremendo de medo em nossa impotência de reação, pois, se  nem mesmo as FFAA nos ouviram, a quem mais podemos recorrer? Das salas refrigeradas de todas as instituições civis e militares, sem uma exceção sequer, um silêncio macabro e cúmplice das atrozes arbitrariedades que estão sendo cometidas.

No que nos tange, até quando nos calaremos? No que toca àquelas, até quando aceitarão rastejar por nacos do poder? No que importa a todos, que desgraça precisará acontecer para que nos indignemos a ponto de nos revoltarmos a ponto de arriscarmos a própria vida?

 

 





sábado, setembro 24, 2022

DELEGANDO O VOTO

  

Existe uma parcela da população que, por razões diversas, forma o contingente de não-eleitores. Eles preferem se isentar da responsabilidade de fazer uma escolha, então votam em branco, ou anulam o voto, ou simplesmente ficam no sofá acompanhando a cobertura da TV com suas previsões distorcidas, digo, de torcida.

Neste pleito de 2022, temos como pano de fundo o mesmo de 2018, qual seja o de uma polarização entre o que se convencionou rotular de esquerda e direita, mas que, hoje no Brasil, quer dizer apenas lulismo e bolsonarismo, dado que a maioria dos cidadãos não tem a mínima ideia das diferenças entre os dois lados dessa moeda que vende ilusões e compra votos.

Ouço dizer de gente que se diz indecisa. Percebo que entre estes há os que o são por amnésia opcional, pois assistiram durante anos o que a Lava-Jato lhes esfregou na cara, mas, por alguma razão que não sou capaz de entender, optam por uma hipocrisia espiritualmente conveniente.

Há também os que o são por um entendimento rasteiro, superficial, do que deve ser a razão do voto. Apegam-se à aparência do candidato como se estivéssemos num concurso de misses, ou de quem fala mais bonito. Esquecem que as pessoas passam, mas não as consequências de suas ações, principalmente em se tratando das que afetam um país inteiro, no caso do Brasil, a mais de 212 milhões de seres humanos.

Há os que ficam em casa por covardia. Não têm opinião de nada, mas, não fazendo uma escolha, se sentirão livres para serem contrários a tudo que o eleito vier a defender, propor ou fazer, não importando quem ele seja. Jogar pedra é seu esporte favorito até o dia em que uma outra pedra, atirada por um seu “semelhante”, lhe atinja.

Existem motivações ainda piores, como a do infantil, imaturo, irresponsável, voto de protesto. Se seu voto é secreto, você pode me dizer quem saberá de seu protesto? E mais, qual a relevância dele para o resultado do pleito? Ainda pior talvez seja o quem brada não votar porque “não gosta de política” e então fica em casa esperando as consequências do voto dos que foram às urnas. Não percebe que não há como se eximir, pois as consequências recairão sobre todos os que delegarem seu voto. Isto é inexorável.

Lembro que TODAS as eleições recentes vencidas por representantes do socinismo[i] o foram graças aos 30% ou mais de “isentões” que ou não foram votar, ou votaram em branco, ou anularam o voto.

Mas ainda há os que se isentam optando por votar em que não tem a mínima chance de vencer neste momento. Este não será um pleito em que vários candidatos estão em um mesmo patamar de chances. Há um abismo de intenção de votos entre os que aparecem em 1º e 2º lugar e os que aparecem a partir do 3º. E não importa quanto tendenciosas sejam as pesquisas, pois os fatos diários são incontestáveis. É um direito inalienável o eleitor votar em quem ele bem entenda. Ele apenas deve estar consciente de que esta é uma eleição de caráter plebiscitário e seu voto em uma “fracassada 3ª via” é tão nulo quanto o efetivo voto nulo. Há que se acrescentar o efetivo risco de fraude que paira como nuvem negra no processo eleitoral deste ano e, cada voto não avaliado sob a ótica do que apresento aqui, poderá significar uma contribuição para um resultado que não espelhe a “verdade” das urnas.

Esta não é uma eleição para presidente onde se avalia se gosto ou se não gosto de A ou de B, mas sim para qual futuro vamos dar nossa contribuição. As ideias e propostas dos dois candidatos são diametralmente opostas. Suas personalidades não têm a mínima relevância. Eles são representantes – e agentes – de um contingente de interesses nobres ou não que assumirão todas as instâncias do Estado brasileiro. Nossa ação ou inação será a opção entre, de um lado, princípios de liberdade de opinião, democráticos, liberais e capitalistas, e de outro, o desejo de censurar o direito de opinião, de nos colocar mordaças de todo tipo, de implantação de uma ditadura do proletariado, de tirania, de controle do Estado, do fim da propriedade privada, do comunismo enfim. Tanto nós quanto o eleito e seus asseclas e discípulos, passarão, mas nossas decisões integrarão os registros da história que será contada. Que herança política queremos tentar deixar para nossos descendentes? É disso que se trata. Precisamos desviar o olhar da ponta de nossos pés e o direcionarmos para o horizonte. Nesta manhã de 2 de outubro de 2022 qual será a cor do céu que estaremos vendo? 


[i] Socinismo é o termo que criei para sintetizar os preceitos políticos do socialismo e os preceitos econômicos do comunismo.


sábado, agosto 13, 2022

7/SET/22 - 200 ANOS DEPOIS UM NOVO DIA DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

 

As comemorações deste ano do 7 de setembro têm como mote estarmos completando 200 anos da libertação da Coroa Portuguesa e da consequente criação da nação brasileira. O Presidente Bolsonaro está convocando todos que queiram ajudar o Brasil a continuar trilhando o caminho da prosperidade, a ir às ruas para dar um novo grito de independência, o da independência da tirania do STF, do fim do calaboca, das censuras de toda ordem, de uma possível manipulação dos votos e da imposição de uma nova ordem mundial que tem como lema falso e ficcional o de que “você não terá nada e será feliz”!

Minha intenção aqui é trazer à sua avaliação um conjunto de mensagens a serem proclamadas nas passeatas que expressem nossas principais reivindicações de modo claro, sucinto e objetivo. Não é o caso da proposta de mensagem que me chegou há poucos dias pelo Whatsapp: “Voto impresso já”. A adotarmos tal impossibilidade estaremos cometendo um erro fatal. O momento de reivindicarmos tal recurso para auditagem do processo eleitoral já passou. Além de não haver tempo para sua realização (supondo que a proposta fosse acatada), ela já foi derrotada quando da interferência de ministros do STF sobre as prerrogativas de Deputados Federais, motivando a mudança de votos na Comissão de Constituição e Justiça. Nesta questão, resta-nos aceitar as urnas como são e nos concentrarmos na fiscalização, tanto no que possa ocorrer nas seções eleitorais (o que bastará uma atitude atenta ao que lá estiver acontecendo), quanto ao que possa vir a ocorrer no processo e ambiente de totalização (responsabilidade de instituições como as FFAA, entre outras).

Se quisermos que tais manifestações tenham um valor de pressão sobre as decisões dos que detêm o poder e, em especial, o controle do processo eleitoral, devemos bradar mensagens que consideremos absolutamente relevantes para o momento atual e que sejam críticas e viáveis quanto à sua coerência, aceitação e implementação.

Observando as redes sociais, creio que a maioria irá concordar que os seguintes temas estão no “trending tops” de nossas preocupações: liberdade (em sentido amplo), liberdade de expressão, opinião e crítica sem mordaça antecipada ou postecipada, fim da tirania do STF com criação e manutenção de processos ilegais, combate à intenção de eleitores em não votar (especialmente os mais velhos), políticos covardes que se recusam a nos representar, e necessidade de vigilância quanto à integridade dos votos e totalização das urnas.

Partindo destes pontos, ofereço uma lista de palavras de ordem a serem expressas no 7 de setembro. Escolha a sua (ou se inspire nelas para criar outras) e faça o seu cartaz ou faixa.

Evidentemente não estou descartando as manifestações em prol do apoio à reeleição do Presidente Jair Bolsonaro, pois toda manifestação pró 22, pró mais 4 anos, pró Brasil, nem se discute!

No barra de menu deste blog, clique em “7/set/22” e tenha acesso às artes com mensagens.

Ainda no menu, clique em “O Voto em 2022”. Tem muita coisa interessante para lhe ajudar a votar com mais coerência com seus valores. 



sexta-feira, junho 24, 2022

A PSICOPATIA VISTA POR OLAVO DE CARVALHO

Encontrei em meu baú de guardados um artigo de Olavo de Carvalho publicado em 5 de novembro de 2013 em seu blog "Mídia Sem Máscara". O texto foi uma resposta a acusações que ele recebera de 2 jornalistas. O título "Psicopatas" deixa claro o que ele pensava sobre seus detratores. Por considerar oportuno dado o que diariamente ouvimos e vemos das falas e ações de alguns personagens da vida pública atual, é que reproduzo aqui um extrato do que o professor pensava, contendo o que imagino ser de valor para qualquer pessoa que queira entender a personalidade dos atores da encenação política  e que, em suas sinas de preservação do phoder, tratam o povo como marionetes em suas mãos para se portarem de modo à satisfação de seus interesses.

Disse Olavo:


"Todo psicopata é, por definição, psicologicamente invencível. Por mais que você lhe mostre seus erros e prove os seus crimes, ele continuará não só proclamando inocência, mas cantando vitória.

O psicopata não sente culpa, não sabe o que é o arrependimento interior, mas foge da vergonha exterior com uma obstinação inflexível, defendendo com a ferocidade de mil leões o único patrimônio moral que possui: o amor próprio. Aquele mesmo amor próprio que o cristão destrói sistematicamente todos os dias ao confessar seus pecados num tribunal interior (...). Mesmo pego em flagrante, exibida ante os olhos do mundo a prova do seu crime, ele jamais admitirá: “Pequei, necessito do perdão.” Ele jamais sofrerá interiormente por ter feito o mal, por ter prejudicado um inocente, por ter lesado um irmão, por ter arruinado um amigo ou atacado covardemente um inimigo pelas costas. Em vez disso, produzirá do nada os mais extraordinários subterfúgios e racionalizações, (...) para não dar o braço a torcer. Nenhuma lágrima de arrependimento correrá sobre a sua face, nenhum sincero pedido de perdão brotará da sua boca.

Essa é a reação normal de um ser humano, mesmo sem fé religiosa. A religião pode aprimorar a consciência moral, mas só quando esta existe antes disso.

(Os psicopatas) não têm sentimentos morais, mas percebem os dos outros e sabem manipulá-los em vantagem própria. Isso acontece porque, diante de situações que normalmente deveriam tocar os seus corações, (...) com a maior facilidade, eles dissolvem a percepção moral alheia numa pasta confusa de subterfúgios verbais que bloqueiam a certeza intuitiva e a substituem por dúvidas e desconversas  desesperadoramente artificiosas.

Ver os seus sentimentos morais mais pessoais e autênticos ser remexidos, contestados, esfarelados com as artes de uma lógica infernal é, para a quase totalidade das pessoas, uma experiência atemorizante. Daí que, se não conseguem evitar a companhia dos psicopatas mediante uma precaução instintiva, podem acabar cedendo e se submetendo ao domínio da mente mais agressiva, mais veloz, mais maliciosa e mais hábil.

Se identifico no meu interlocutor algo de mais grave, não uma simples doença mental, uma neurose ou psicose, e sim uma psicopatia em sentido estrito, é preciso algo mais do que interromper um debate. É preciso advertir à plateia de que estamos todos na presença de um criminoso."

 

sexta-feira, junho 17, 2022

UM OÁSIS NO BRASIL


Há esperança para os brasileiros se a maioria de nós chegar ao Oásis BP e saciar a sede de liberdade bebendo de suas águas.

Existem na nuvem das redes sociais inúmeros guerreiros da resistência aos insanos ataques de lideranças socinistas – e seus inocentes úteis militantes - contra os valores da civilização ocidental construídos ao longo de milênios, com o único objetivo de destruí-los por completo. Não são poucos como alguns pensam[1], mas sim muitos e que se mantêm no anonimato.

Entre estes muitos guerreiros que bradam diariamente nas redes sociais as bandeiras da lucidez, da defesa das liberdades individuais, da integridade/honestidade intelectual, há os que ainda precisam resistir às ações absurdamente inconstitucionais realizadas por ministros do STF, ou respaldados por eles, tais como censura da palavra, cancelamentos, exclusão de canais, desmonetização, arresto de receitas e impedimento do exercício profissional, a ponto de alguns ter que se asilar em outro país por serem perseguidos políticos.

Mas há um oásis onde podemos encontrar e beber de uma água inodora, incolor, livre de impurezas e excelente tônico para a manutenção da saúde cognitiva. Para os brasileiros que viajam por nossas atuais estradas da mente repletas de estupradores da razão, assaltantes de coerência, criminosos intelectuais de toda espécie, é essencial, não só uma parada, mas uma longa estadia à beira do oásis chamado Brasil Paralelo.

A Brasil Paralelo [2] é uma empresa de comunicação criada por jovens que têm o sonho de contribuir para um Brasil próspero e inclusivo. Não proclama o vitimismo, combate a desinformação com mais informação, mais fontes de referência, mais diversidade e menos mimimi. De todos os conteúdos que você lá encontra, não há um que seja irrelevante para o aprimoramento do entendimento do que realmente está por trás dos fatos que presenciamos diariamente no Brasil.

Esta postagem foi estimulada por 4 vídeos que você deveria assistir. Você pode começar por qualquer um deles, o importante é a complementaridade que você vai perceber e pela síntese que vai extrair sobre a realidade do que ocorre, principalmente, nos diversos setores da cultura disseminadores de valores morais.


O Programa Conversa Paralela entrevistou os irmãos André Alba e Gabriel Spider, dois youtubers que vão contar fatos aterrorizantes sobre o que está acontecendo, especialmente, entre as HQs, os Animes e as reconfigurações da personalidade dos heróis que povoaram nosso imaginário que estão sendo realizadas em filmes clássicos  até mesmo pela Disney em “obediência” à esquerdopatia da ideologia de gênero.


Na seção “Originais BP” você encontra a séria “A Sétima Arte”, uma séria de 7 documentários sobre a história e a influência do cinema na cultura ocidental. Aconselho, em especial, o 3º episódio, “O Parasita”, não há problema em começar por ele. 





Na mesma seção, assista “A Face Oculta do Feminismo” e compreenda muito do que está por trás do movimento e suas reais intenções.


E na seção “Insight”, assista “As Ideias Governam o Mundo?”. A resposta talvez seja: depende de quem governa as ideias que, com o uso dos modernos recursos tecnológicos, a cada dia manipulam mais facilmente o que nós, quando espectadores passivos, somos manipulados quanto ao que pensar, opinar e fazer.

  

É isso. Não se deixe marionetar tão facilmente. Resista. Venha para o oásis BP e se integre à resistência.

P.S.: Não tenho nenhum intere$$e na BP, mas todo o interesse em ajudar os que me cercam e me são caros a permanecerem mentalmente sãos e ter certeza de que não estão loucos nem vendo fantasmas.

  

[1] Conheça alguns dos Estoicos da Resistência à Corrupção da Inteligência, na lista aqui ao lado

[2] Se você ainda não é assinante, assine, serão os 10 reais mensais mais bem gastos que você pode fazer. É um preço muito baixo para você se manter na resistência e não se deixar levar por mentiras, narrativas e inversão de valores.


segunda-feira, maio 09, 2022

RUPTURA INEXORÁVEL


A inesperada vitória de Bolsonaro foi um grito de independência de parcela de brasileiros em reação ao domínio político-cultural de 16 anos comandado pelo lulismo e sustentado pelas práticas marxistas e gramscistas dos petistas úteis por 20 anos infiltrados na máquina estatal. Foi uma ruptura na certeza de vitória de quem, já se imaginando no podium com a mão na taça e tomando banho de champanhe, se viu ultrapassado e derrotado pelo concorrente mal avaliado. Como isto pôde acontecer!? se perguntaram. Na busca de explicações, espiaram erros e desatenções, mas não abdicaram da soberba de quem tem “a” verdade, afinal eles têm certeza de serem melhores, superiores, de serem os bons e magnânimos apesar de seus malfeitos que se justificam pelos fins utópicos prometidos (e nunca entregues). O direito de roubar e assaltar os cofres da Nação (melhor dizer, o bolso de toda a população) é a recompensa pelo altruísmo do sacrifício que julgam realizar em nome do “povo”.

 

O que se viu, e se vê, desde a posse de Jair Bolsonaro na presidência da República até hoje, é uma sequência de atos coerentes com suas propostas de campanha e obediência ao compromisso maior assumido com seus eleitores de banir do poder todos os agentes do socinismo[1] e de fechar todas as torneiras que alimentavam seus apoiadores desde que atendidos em seus interesses financeiros. Irmanados pela perda das benesses de um Estado leviatã, formam, hoje, a massa dos “perdedores”.

 

Nestes 40 meses, os “perdedores” de boquinhas estatais (sem descartar os que temem perdê-las) se uniram em defesa de suas vidas pífias e/ou corruptas. Para tal adotaram diversas estratégias, entre elas: acusar o Presidente de qualquer coisa sem necessidade de conexão com fatos; ser contra qualquer coisa que ele fale ou seu governo faça; fazer acusações indiscriminadas a qualquer pessoa que não se alinhe em suas fileiras histéricas; praticar o duplipensar sempre que suas “verdades” não forem convenientes para os interesses imediatos (p. ex.: se proclamar democrata e praticar a repressão à liberdade de expressão[2]; acusar de tirano que age em absoluto respeito à Constituição; etc).

 

Nestes 40 meses, eles fizeram várias tentativas. Iniciaram com acusações diversas a Bolsonaro e, por tabela, a todos os estoicos[3]. Primeiro o chamaram de “autoritário”, “fascista” e “nazista”[4]. Não pegou. Com a pandemia aproveitaram para acusa-lo de “genocida”. Não pegou. Ingressaram com pedidos de impeachment alegando motivos rasteiros. Não pegou. Criaram uma CPI para arranjar alguma coisa que o comprometesse, mas escondendo os desvios dos recursos enviados pelo governo federal para estados e municípios. Não pegou contra ele, mas desviou o foco das atenções para longe de governadores e prefeitos. Criaram um inquérito (sem fim, mas “do fim do mundo”[5]) construído sobre ilegalidades e arbitrariedades para tentar calar (com cancelamento, prisão e desmonetização) a divulgação de “inconvenient news” e “ataques” à democracia ou atos antidemocráticos sem nunca especificar tais “atos”[6]. São ações em curso, mas ainda sem dar o resultado desejado. Na possibilidade cada dia mais real de Bolsonaro se reeleger, e como preparativo para um “plano B”, “convidaram” institutos de pesquisa para fazer aferições periódicas para “informar” os eleitores quem é o candidato que lidera a opinião pública (ou do “consórcio”, é a mesma coisa) e, paralelamente, criminalizaram qualquer questionamento à vulnerabilidade das urnas eletrônicas inclusive com ação de interferência de ministros do supremo em processos dentro do legislativo sobre o tema. Não bastando, o TSE tornou sigiloso o documento que aponta falhas e sugere medidas protetivas elaborado pelas Forças Armadas. Para saber o resultado vamos ter que esperar mais alguns meses. No momento tem ministro no STF procurando “pelo em ovo” para impedir que Bolsonaro se candidate. Imaginaram fazer isso alegando que a motociata seria campanha antes do prazo, mas aí o Lula fez a besteira de chamar a Daniela para um showmício onde ela fez a besteira de fazer campanha pró Lula antes do prazo. Foi mal!

 

Tem muito mais, apenas citei alguns fatos para evidenciar o processo dos perdedores. Mas existe uma outra estratégia como pano de fundo, qual seja a de divulgar a narrativa de que Bolsonaro está armando um golpe (Atenção: fazer de tudo para derrubá-lo não é golpe!!!). A primeira ação tática desta estratégia foi o STF impedindo o Presidente de exercer seu direito constitucional de designar o Diretor da Polícia Federal[7]. A esperança era (e continua a ser) de que tal ação provocaria uma reação drástica e explosiva do Presidente que seria tratada como tentativa de golpe. Esta esperança de reação continua a ser alimentada com o perdão dado por Bolsonaro ao deputado Daniel Silveira que está permitindo ao (na verdade, estimulando o) Xerife Mor da Nação a esticar mais a corda para ver se Bolsonaro cai na armadilha.

 

A mais nova (mas sendo esquentada em banho-maria desde a fala de Gilmar Mendes em Lisboa em 2021) é a da mudança do sistema de governo para um negócio não explicado que chamam de semipresidencialismo[8]. A “ideia” ganhou nos últimos dias a adesão inconteste de Rodrigo Padilha, o protetor das imoralidades e ilegalidades que alguns ministros do Supremo cometem dia sim e outro também. Qual é a jogada? Não há como derrotar Bolsonaro? Simples, a gente deixa ele se eleger como um “semi” presidente, um Rei Bobo da Corte, corte essa que será, evidentemente, ocupada pelos praticantes do phoder financiados pelos banqueiros tupiniquins e metacapitalistas da Nova Ordem Social.

 

Creio que você já pode notar que as táticas são muitas e veem de muitas frentes e fontes, não só do judiciário ou da “pequena grande” mídia em “consórcio”. As big techs estão sendo estimuladas a entrar no jogo com a promessa de terem seus mercados e ganhos preservados se colaborarem com movimento pró-perdedores. Cancelamentos, desmonetizações e até mesmo o extremo de banir da plataforma ativistas estoicos, impedindo-os de exercer o direito incontestável de trabalhar e obter sustento.

 

Depois da 1ª ruptura realizada pela eleição de Bolsonaro quebrando a hegemonia do pensamento marxista no centro do poder e trazendo o país de volta ao caminho da livre iniciativa e da defesa dos valores duramente conquistados pela civilização ocidental, estamos em uma escalada inexorável para a 2ª ruptura. Não vejo qualquer alternativa: ou Bolsonaro chega ao pleito de 2022 soterrando todas as tentativas de derrubá-lo (o que exigirá rupturas para chegar lá), ou a tirania "informal" das instituições corrompidas assumirão definitivamente o poder que, do mesmo modo, só será conquistado com rupturas no processo.

 

Evandro Pontes, jurista, em entrevista a Ana Paula Henkel, foi incisivo ao afirmar que “O golpe já foi dado. Tudo o que decorrer dele é mera consequência de um golpe (...). Já estamos na marcha da história para recobrar o sistema que já foi rompido por iniciativa clara e descabida do STF (...)”.

 

Desde que identifiquei algumas características da nova era digitrônica, chamo atenção para o fato de o modelo que praticamos até aqui de exercício da democracia estar desassociado das novas formas e meios de propagação da informação e do conhecimento. O professor Alex Fiúza de Mello[9] disse em entrevista ao jornalista Tito Barata[10]“O modelo político brasileiro é um modelo fracassado”[11]. A relação de poder da elite oligárquica com a massa de cidadãos manipulados em favor de seus intere$$e$ deixou de ser intermediada pelo poder centralizado dos órgãos de impren$a, a chamada Grande Mídia. A oligarquia dominante até 2018 foi defenestrada do poder porque não percebeu que não há mais possibilidade de intermediação controlada, engessada, pasteurizada. Cada cidadão se comunica diretamente com o poder e, enquanto existir resistência teremos à disposição uma tecnologia que nos faz cidadãos mais livres, manifestando opinião livre, aberta, enfática, determinada, sem máscara e sem mordaça. Para os “perdedores” isto é inaceitável!!! Volto ao professor Alex se referindo ao Presidente: “O Bolsonaro tem condição de denunciar a lama que é o Brasil”, mas o próprio professor entende que isto colocaria em risco sua reeleição que é o desejo do Presidente.

 

Enquanto o dia do voto se aproxima, a espiral evolui. As Forças Armadas, até então quietas, parecem não estar gostando da atuação de alguns representantes de instituições relevantes no processo eleitoral. No Valor Econômico (órgão do “consórcio”) encontramos duas notícias: a primeira de que “Ministros do STF sinalizam ao Planalto insatisfação com Moraes” (Será o fim do corporativismo na Suprema Corte e o início do “cada um por si”?); a segunda de que “Ministro da Defesa se reúne com Bolsonaro e comandantes das FFAA” (pouco depois instou o TSE a divulgar as sugestões das FFAA).  Como cereja deste bolo, o próprio Presidente afirmou em sua live que “as FFAA não terão papel de espectador nas eleições”.

 

De ambos os lados, todos de mãos dadas. Ninguém larga da mão de ninguém!!! Nem um passo atrás, pois o orgulho, os interesses, os desejos confessos e inconfessos, os ditos que não podem ser desditos, os feitos que não podem ser desfeitos, obrigam  todos a caminhar para seus destinos inexoráveis.

 

É aguardar para a espiral atingir seu ápice.

 

 P.S.: Alguns dias depois tomei conhecimento do vídeo a seguir.





[1] Socinismo é a expressão que uso para rotular o conjunto das ideias e ações do comunismo e do socialismo.

[2] Se você puder ter acesso não deixe de ler o artigo de J. R. Guzzo na revista Oeste de 6/5/22, “Os inimigos da palavra livre”. Cito este trecho que tem relação com o duplipensar a que me refiro. Diz Guzzo em relação ao uso do termo “desinformação” pela elite iluminada: “Ela serve a um duplo propósito. É um traço de união, ou palavra de ordem para a campanha, entre os adversários da candidatura do presidente da República. É, também, o pé de cabra mais utilizado para se arrombar a porta que protege a liberdade de expressão”. E tendo acesso à Oeste, leia também o artigo de Augusto Nunes, "A Constituição Estuprada".

[3] Como Fiúza, também não concordo com a rotulagem de direita e esquerda. Entretanto, diferente dele, acho obrigatório que se tenha alguma rotulagem para que se possa separar dois espectros do pensamento quando, principalmente, se tem apenas o espaço de um artigo, ou até menos, para se apresentar uma opinião. Neste sentido é que prefiro utilizar os termos “estoico” (em substituição aos que se identificam com  democracia, capitalismo, liberalismo e conservadorismo) e “vitimista” (em substituição aos que se identificam com o comunismo, socialismo, ditadura do proletariados etc.)

[4] Relembro um fato que já contei em outro artigo. Depois de ouvir de um “vitimista” a acusação feita com ênfase de Bolsonaro ser um “autoritário”, fiz a pergunta simples e óbvia: cite um ato autoritário que ele tenha praticado? A resposta, depois de segundos de silêncio, veio enfática: “Não vou lhe responder. Não vou lhe responder.”

[5] Rótulo dado ao inquérito pelo recém aposentado ministro Celso de Mello.

[6] Como vítimas deste inquérito estão, entre outros: Daniel Silveira, Roberto Jefferson, Allan dos Santos, Bárbara, e Oswaldo Eustáquio.

[7] Naquele momento fui crítico à decisão de Bolsonaro de recuar, influenciado pelos que estavam à sua volta. Hoje entendo que poderia ensejar uma reação dos perdedores que teriam “justificativas” para ataca-lo.

[8] O termo é o que se pode chamar de “criação criativa” dado que não podem chamar de parlamentarismo, pois este, além de já ter sido rejeitado em plebiscito, seria de difícil ingestão pela população mais informada de hoje.

[9] Professor Titular (aposentado) de Ciência Política da Universidade Federal do Pará (UFPA). Mestre em Ciência Política (UFMG) e Doutor em Ciências Sociais (UNICAMP), com Pós-doutorado em Paris (EHESS) e em Madrid (Cátedra UNESCO/Universidade Politécnica). Reitor da UFPA (2001-2009), membro do Conselho Nacional de Educação (2004-2008) e Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Pará (2011-2018). 

[10] Assista a entrevista completa neste link: https://www.youtube.com/watch?v=P25wFOqCgXc

[11] A esta declaração faço apenas uma ressalva. Não se trata do “modelo político brasileiro” de democracia, mas sim do modelo de democracia, não importa de que país.