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segunda-feira, junho 21, 2021

COMENTÁRIO A DOIS TEMAS ATUAIS

PASSAPORTE DE VACINAÇÃO DA COVID-19

Rodrigo Constantino lembra, em artigo, o que Adrilles Jorge, jornalista, resumiu a respeito das intenções de criação de um passaporte de vacinação: "Toda ditadura nasce por uma imposição de sacrifício de liberdade em nome de segurança nacional. Toda ditadura nasce dividindo cidadãos de primeira e segunda classe (os que não obedecem ). 'É pro seu bem e bem de todos', diz o ditador bonzinho que quer castrar tua consciência". 

Sem reparo a tal síntese, e sem desprezar tal avaliação, faço a minha por um outro ângulo. Tal como a privacidade individual que foi incinerada pela era digitrônica, a autonomia do cidadão vem sendo corroída gradativamente desde a revolução industrial, momento histórico que marca a ênfase na evolução tecnológica, em minha humilde opinião. Desde o final do século XVIII, portanto,  a partir de noções de identidade cultural, língua e geografia, os Estados-Nações vieram sendo criados e as liberdade de escolha vieram sendo limitadas, ou suprimidas, em favor de pretensos valores coletivos. Onde quero chegar? A obrigatoriedade de vacinação é notícia velha. Qualquer mãe conhece a carteira de vacinação e sabe da importância de vacinar para a saúde de seus filhos, tanto quanto para a inserção deles no ensino básico, onde sua apresentação devidamente atualizada é obrigatória.

Dito o acima, é de se supor que sou a favor da proposta do passaporte. Pois sinto dizer que sou absolutamente contra. Contra este passaporte, neste momento. As vacinas de nossas crianças, só se tornaram obrigatórias depois de anos em que se pôde constatar, com altíssimos níveis de confiabilidade, que elas eram eficazes e absolutamente seguras. Não é o caso de nenhuma das vacinas atualmente no mercado.

Além disso há uma questão muito prática. Se as vacinas são obviamente diferentes, elaboradas por princípios farmacológicos diferentes, com resultados ainda a serem observados e avaliados, como estabelecer um critério mínimo de eficiência para tal passaporte? O que ele vai dar de retorno para a redução da propagação do vírus? Cada país vai privilegiar uma vacina segundo seus critérios e interesses? A OMS vai selecionar qual ou quais vacinas são "confiáveis"? Um viajante que tomou a vacina A vai poder entrar no país que escolheu a vacina B? Ou ele terá que se vacinar com as duas?

A vacinação obrigatória de crianças já está incorporada na maioria das nações e é uma das formas que nos é disponibilizada para a manutenção de nossa saúde. Entretanto, neste junho de 2021, é uma bobagem insana propor e, pior, aprovar a obrigatoriedade de tal instrumento controlador. O problema não é o passaporte, é "esse" passaporte, "neste" momento.

Enquanto, portanto, não se atingir o alto índice no binômio eficácia/segurança com as vacinas para a COVID-19 e qualquer outra virose que vier a nos atacar no futuro, NÃO ao "passaporte de vacinação".

Quanto ao alerta do Adrilles a respeito de "ditadura", contraponho um outro alerta: "olhe para os lados digitrônicos, a ditadura já é nosso presente e será para o futuro da humanidade". Infelizmente! 


AQUECIMENTO GLOBAL

Cerca de 2 anos atrás, mais ou menos, fui chamado a atenção para o fato de que o aquecimento global, se efetivo, seria do interesse dos países que têm áreas que  hoje apresentam temperaturas abaixo de zero em grande parte do ano.

Eis que em 18/6/21, e como em todas as sextas-feiras, me chega a edição digital da Revista Oeste, trazendo um artigo de Dagomir Marquezi de onde extraí dois trechos. Nos três primeiros parágrafos, o autor apresenta o problema e mostra quais países estão envolvidos. 

"Um ecossistema vital para o planeta está sob ameaça, assim como suas populações indígenas. Não é a Amazônia. É o Ártico, que aparentemente não tem tanto prestígio entre ONGs e astros de Hollywood."

"Mudanças climáticas (seja lá qual for a razão para elas) estão transformando radical e rapidamente a região ártica. E provocando uma inédita movimentação econômica e militar no topo do mundo. A região hoje ainda congelada pode virar em pouco tempo uma das mais explosivas zonas de conflito."

"O que define o Ártico? Tecnicamente é a região ao norte da latitude 66º30’N (o Círculo Polar Ártico), a partir da qual pelo menos uma vez por ano o dia dura 24 horas (no solstício de verão) e a noite idem (no solstício de inverno). Abrange 21 milhões de quilômetros quadrados, quase duas e meia vezes a área do Brasil. Engloba o território de oito países: a Dinamarca (por sua possessão da Groenlândia), a Noruega, a Suécia, a Finlândia, a Islândia, o Canadá, os EUA (pelo Alasca) e a Rússia."

E um pouco mais à frente o artigo corrobora a tese à qual eu já havia sido apresentado.

"Para a Rússia, o fato [derretimento do Ártico] é especialmente importante por três razões. Por um lado, possibilita um atalho para qualquer parte do Hemisfério Norte através do Pacífico e do Atlântico. Em segundo lugar, abre amplas perspectivas de exploração de produtos naturais, sobretudo gás, petróleo e metais raros. (Fora o crescente turismo.) De acordo com o governo norte-americano, o Ártico pode conter 13% das reservas mundiais de petróleo e 30% das reservas de gás natural."

Quando  você voltar a ter contato com argumentos para conter o aquecimento global, lembre que há a maldição da moeda que se aplica a tudo nesta malvada vida: há sempre dois lados em toda "realidade".


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quarta-feira, março 03, 2021

PERGUNTAS AOS HIPÓCRITAS PANDÊMICOS

FALTOU A OPÇÃO "TODOS".

Nestes dias de primeiro trimestre do ano de 2021 (cada um tem seu dia de preferência) em que comemoramos um ano de convívio tanto com nosso mais novo vírus de estimação, o Corona, quanto com a olímpiada da Globolixo, as fakes da Foice de São Paulo e outros de menor expressão que, em êxtase, proclamam a superação da barreira dos 250 mil óbitos atribuídos à ação da COVID-19, e enquanto a "massa" assiste à apologia ilegal, mas autorizada e protegida por nossa "justiça", ao uso de drogas feita por integrantes do BBB21 - Big Brasileiros Bestiais (1)  - quero deixar algumas perguntas aos nossos "Hui's" - Hipócritas ungidos de imbecilidades -, com a certeza de que posso esperar sentado por respostas, dado que se mantêm, feito avestruz, com a cabeça enfiada em buraco... cheio de merda.

1ª Pergunta:

Tese: Pessoas podem se contaminar em qualquer lugar, pelo menos é o que se deduz de um vírus que se espalha ao se expirar o ar por nossas vias respiratórias eventualmente contaminadas, processo que não se pode eliminar pois fundamental para a sobrevivência de seres vivos. No ambiente externo, naturalmente ventilado, a contaminação tende fortemente a ser leve, o que proporciona aos recursos naturais de nosso corpo terem mais sucesso no combate e recuperação da saúde eventualmente afetada. Considerada esta evidência científica, a dedução primeira é que muitas pessoas contraem o vírus "fora" de casa e, ainda sem se saber contaminadas, voltam para ambientes fechados, de trabalho, de lazer ou de moradia. A dedução segunda é que em ambientes fechados, carentes de circulação de ar, a contaminação é muito mais provável e o risco muito maior pelo fato das oportunidades de contágio serem mais frequentes e mais  intensas. Tal realidade tende a tornar a contaminação muito mais forte, com muito mais riscos para o infectado pois menores a chances do organismo dar conta.  

Pergunta:  Se nossos Hui's concordam que esta tese é minimamente razoável (são médicos e cientistas que a defendem), por que diabos continuam a nos mandar ficar em casa?

2ª Pergunta:

Tese: Ok, vou considerar que aglomeração, principalmente, em ambiente fechado, aumenta a possibilidade (ou seria probabilidade?) de transmissão/infecção. Os piores ambientes fechados são, sem dúvida, as unidades de transporte público, ônibus, metrô e táxi. Seus frequentadores são, acho que todos podem concordar, os principais agentes disseminadores do vírus. Todos se contaminam, condutores e passageiros, em menor ou maior grau e ao final retornam para seus ambientes fechados para contaminar todos os que ficaram em casa!!!

Perguntas: (1) Me explica então a razão para aceitar a aglomeração no transporte público onde a aplicação de medidas preventivas é, sim, difícil e complexa, mas absolutamente necessária? (2) Onde está a lógica que sustenta medidas de lockown que afetam lojistas e consumidores quando estes podem administrar com facilidade o acesso a locais fechados adotando medidas de distanciamento, álcool gel, temperatura corporal etc.? (3) Por que proibir o funcionamento de bares e restaurantes entre as 22h e as 5h? Será que o vírus fica inativo neste horário? (4) Por que manter proibido o acesso a praias, parques e jardins enquanto estas mesmas pessoas podem circular nas ruas? Por acaso o vírus obedece a uma lógica espacial que ainda não nos foi revelada?

3ª Pergunta:

Tese: O conteúdo deste vídeo:


Pergunta: Se, como demonstrado no vídeo acima que as máscaras mais amplamente usadas pela população (por uma óbvia questão de menor preço) não funcionam, por que diabos continuam a nos mandar usar máscara quando estamos de pé no restaurante, mas tudo bem se tivermos sentados?

4ª Pergunta:

Tese: Ainda o vídeo acima. Como demonstrado, a máscara N95 impede a passagem do ar de dentro pra fora mas, obviamente, diz a física, também impede a passagem do ar de fora pra dentro, dificultando o processo de inspiração do ar.

Pergunta: Admitindo que a N95 fosse distribuída gratuitamente por um Estado Protetor do Bem-Estar Social, como sonham algunscomo ficaria a nossa saúde com uma consequente baixa de oxigenação? 

5ª Pergunta:

Tese: Tenho 2 netos, 10 e 15 anos, morando na Flórida, Estados Unidos. Estão em aula presencial desde setembro/20, observando um protocolo que inclui medição de temperatura, uso de máscara, distanciamento, uso de álcool-gel e, principalmente, afastamento do aluno por 7 dias na observância de qualquer sintoma que possa ser associado à COVID.  Enquanto no Brasil sindicatos de professores que deveriam estar comprometidos com o desenvolvimento de nossas crianças, reivindicam continuar em casa recebendo seus salários ignorando os prejuízos psicológicos que já são relatados e que tendem a se agravar no futuro. Quanto a isto nada têm a dizer . 

Pergunta: Alguém, pelo menos, já foi pesquisar os índices de contaminação observados nas escolas da Flórida para continuar defendendo esse lockdown educacional que afetará negativamente uma geração para o resto da vida? Foram, pelo menos, verificar e comparar os índices de contaminação nas escolas com os demais ambientes?

6ª Pergunta:

Tese: Vide gráficos do dia 26/2/2021

Tem gente que, na falta de razoável inteligência emocional, faz acusações levianas principalmente em relação a ações do governo federal, ou imaginadas não-ações, ou de lentidão na implementação, mas sempre sem apresentar um mínimo de comprovação factual, apenas narrativas de cunho e interesse político. Nos gráficos aqui mostrados você pode ver como o Brasil está quanto: (1) posição no ranking de óbitos/milhão; (2) avaliar o resultado das políticas de restrição à vida tomadas pelo governo do Estado de São Paulo; e (3) comparar a vacinação no Brasil, país da América do Sul, frente a países do dito "1º mundo".

Perguntas: Considerando tais acusações, gostaria de fazer três perguntas. Como explicam o fato do Brasil aparecer na 24ª posição no ranking mundial de óbitos por milhão? Como explicam que São Paulo, o berço do lockdown inconsequente, ter um índice de mortes por milhão maior que a média brasileira? E por último, como explicam a realidade da aplicação da vacina nos colocar entre os 6 países que mais vacinaram até então?

7ª Pergunta:

Tese: Mandetta e seus fás, defenderam o "fique em casa" ao mesmo tempo em que proclamava aos quatro ventos que "só a imunidade de rebanho poria fim à  pandemia". Uma incongruência até hoje não explicada, pois "ficar em casa" praticamente elimina a possiblidade de se atingir tal imunidade. Pelo que me parece hoje, dado o silêncio quanto a esta questão, a imunidade não é mais desejada, obviamente para dar um senso de coerência às restrições que nos impõem. 

Pergunta: Abandonada a imunidade de rebanho, aplicando vacinas com 50% de eficácia, sem ainda termos qualquer certeza sobre tempo de imunização e mesmo redução/eliminação do potencial de transmissão pelos vacinados, que nível de óbitos, números de leitos disponíveis, ou taxa de vacinação na população serão utilizados para determinar o fim das medidas restritivas?

8ª Pergunta:

Tese: Ao longo deste ano-pandêmico, o que mais ouvimos foi um desesperado e maluco discurso político contra o uso de medicamentos amplamente utilizados há décadas sem que tenham apresentado efeitos colaterais de alguma significância. Chegou-se ao ponto de ter uma entidade, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, que gerou um documento "condenando" a indicação preventivamente e mesmo profilaticamente de vários medicamentos, entre eles, a Ivermectina, a Hidroxicloroquina e até mesmo vitaminas (2) , num flagrante atentado ao juramento de Hipócrates (3) . Se considerarmos, como eu considero, que a relação médico/paciente envolve experiência clínica do médico, conhecimento histórico do paciente, compromisso com a vida e confiança mútua, fatores que tornam essa relação inviolável a ingerências externas, só a intenção política de indicar o não uso de fármacos numa pandemia de um vírus em que pouco dele ainda se conhece pode explicar tal desatino.

Perguntas: (1) Será que é por medo de os resultados virem a se mostrar positivos e isto atrapalhar os planos de poder de perdedores? Nenhuma inferência, só uma pergunta, lembre-se. (2) Se a comprovação só pode acontecer depois de mapeados os resultados do uso, não seria conveniente e desejável incentivar o uso e acompanhar e registrar tudo da melhor maneira possível? (3) Usar vacina com eficácia de 50% pode, sem cumprir as fases que garantem segurança pode, mas usar medicamento sem efeito colateral não pode?



Aguardo sentado.

P.S.: Publiquei esta postagem por volta de meio dia, e à noite assisti ao Pingo Nos Is e fiz uma edição da fala da Ana Paula Henkel que corrobora parte do que disse aqui. Assistam.



(1) Em Portugal o termo "bestial" tem o significado de bom, agradável. Não necessariamente no contexto desta postagem.

(2) A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) não recomenda tratamento farmacológico precoce para COVID-19 com qualquer medicamento (cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina, eritromicina, nitazoxanida, corticoide, zinco, vitaminas, anticoagulante, ozônio por via retal, dióxido de cloro), porque os estudos clínicos randomizados com grupo controle existentes até o momento não mostraram benefício e, além disso, alguns destes medicamentos podem causar efeitos colaterais. Ou seja, não existe comprovação científica de que esses medicamentos sejam eficazes contra a COVD-19.

(3) Na versão do juramento de 2017 você encontra os seguintes juramentos:

"– RESPEITAREI a autonomia e a dignidade do meu doente;"

"– PARTILHAREI os meus conhecimentos médicos em benefício dos doentes e da melhoria dos cuidados de saúde;"

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quarta-feira, junho 10, 2020

NEBLINAS DE OUTONO

"Neblina baixa, sol que racha." 
Ditado popular

Aqui na minha terra, em outono, os dias amanhecem com muita neblina, que toca o chão e nada enxergamos além de... neblina. Não há o que fazer, exceto esperar que a sabedoria popular se confirme em algum momento futuro e o sol apareça nos iluminando o caminho e revelando a paisagem em toda a sua exuberante realidade.

É assim que o Brasil amanhece todos os dias, coberto de uma espessa neblina que a tudo encobre e que tudo esconde de nossa compreensão. 

O que deseja o STF como instituição e desejam seus ministros individualmente quando são dúbios em suas decisões, tal como aquele que antes defendia com veemência o direito à manifestação de opinião mesmo a mais ácida até o dia em que a acidez lhe foi dirigida? Como se explica o outro que, sem apontar a prova, acusa o Presidente de ser dúbio quando este é o mais coerente e intransigente defensor da independência harmônica dos poderes e da plenitude do exercício democrático? Que interesses particulares, insólitos, autoritários, levam um decano a expor ao mundo uma reunião ministerial reservada abrindo um precedente perigosíssimo para a segurança do país?

Como entender que a quase totalidade da imprensa tradicional esteja em militância político-partidária-esquerdista empenhada em um flagrante ataque à democracia com o único objetivo de derrubar um governo legitimamente eleito por 58 milhões de eleitores? Que estratégia é essa de insistir em rotular o Presidente de fascista e antidemocrático apoiando manifestações fascistas e antidemocráticas, sem que se aponte ter ele cometido qualquer ato arbitrário e, ao contrário, defender diariamente as prerrogativas do legislativo, legislativo este empenhado em não deixá-lo governar engavetando todos os seus decretos? 

A neblina política está tão forte que não enxergo onde um ex e futuro candidato à presidência, depois de décadas atribuindo a um ex-presidente os piores e ofensivos atributos, aparecer em um debate chamando-o, agora, de "príncipe" e outros puxa-saquismos de ocasião!!!

Provavelmente por causa desta neblina, não estou enxergando nenhuma entidade empresarial vindo a público em favor de um governo claramente capitalista, a favor do livre-mercado, de um estado eficaz,  cujo Presidente é diariamente atacado e ameaçado de impedimento com os argumentos uns mais esdrúxulos que outros?

Eita! neblina espessa essa, pois não vejo nenhuma entidade representante de magistrados, ou advogados, ou promotores, ou enfim, qualquer daqueles encarregados de promover a justiça, virem apontar as agressões aos cidadãos brasileiros em total confronto com os mais caros direitos inseridos na Constituição?

O que será que se passa na cabeça, nas intenções, dos presidentes das duas casas legislativas que parecem ter entrado em "modo de espera", tal como o "stand by" de aparelhos eletrônicos? Que bote "antidemocrático" (também tenho o direito de usar a rodo a expressão da moda) estão eles tramando em conluio ou não com nossa mais alta corte?

A neblina parece não pairar sobre Washington, pois Trump enxergou coisas muito suspeitas nesta OMS, presidida por um amigo do ditador chinês e chegado, ao que parece, a alguns drinks, dadas suas declarações sobre a COVID-19 que ora segue em uma direção, ora em outra, parecendo ser um bêbado equilibrista na corda bamba da presidência de uma entidade, hoje, questionadíssima em sua integridade?

Falando em pandemia, que silêncio nebuloso é este sobre os dados estatísticos tanto das causa mortis quanto em relação aos perfís dos que foram a óbito (idade, sexo, atividade profissional, classe social, cormobidades etc.) por conta do corona-vírus? Onde estão, se é que estão sendo coletados, tais dados?

Antes da neblina, me foi possível enxergar que as decisões do Presidente incomodaram mais que 100 elefantes, e incomodaram muita, mas muita gente que foi lesada em seus vergonhosos privilégios ou escandalosos atos de assalto ao Estado. Mas por que estão calados os que formam o enorme contingente dos  que não participaram do butim dos esquerdopatas e seus inocentes úteis?

Não se pode esquecer a neblina que envolve e cega governadores e prefeitos que vão e voltam, dizem e se contradizem em suas decisões, não sabendo nem mais como se aproveitar da situação em proveito próprio, tão perdidos estão. Como também este "russo" que invadiu hospitais e secretarias de saúde induzindo-os a se recusarem a receitar medicamentos existentes no mercado a décadas, sem qualquer restrição (até mesmo sem necessidade de receita), pelo motivo... motivo... qual motivo mesmo?

Espero o tempo passar e esperançoso me mantenho de que a sabedoria popular vá se confirmar ao fim deste outono e a luz do sol venha iluminar nosso entendimento sobre tudo o que nos rodeia e nos conduz.

P.S.: Deixo algumas imagens e vídeos como complemento a esta minha prosopopéia na intenção de lhe provocar reflexões, independente de se tais conteúdos são falsos, verdadeiros, apócrifos ou, simplesmente,se  são só criativas fake news.


















sábado, maio 16, 2020

A DECEPÇÃO COM BOLSONARO

Tenho encontrado eleitor de Bolsonaro que agora se manifesta decepcionado e dizendo estar retirando o apoio ao Presidente com argumentos, no mínimo, frágeis. Como tal posicionamento me soa muito estranho, muito mal justificado, parei um tempo para encontrar fatos, razões plausíveis, para tal "desvoto". 

Bolsonaro é um dos raros políticos, se não o único, a ocupar o cargo de chefe do executivo, que desde o dia de sua posse vem fazendo exatamente o que prometeu em campanha, promessas estas que foram a razão fundamental do voto daqueles que hoje se dizem, de um modo ou de outro, decepcionados com ele. Vamos recordar uma poucas destas promessas, as decisões e as consequências resultantes.

Ele prometeu acabar, ou pelo menos combater, o que se convencionou chamar de "governo de coalizão", especialmente não usando o "toma lá, dá cá" como tática para obter apoio às propostas do executivo a serem encaminhadas ao legislativo. Para tanto, desde sua campanha, convocou e convoca a classe política a colocar o "Brasil acima de tudo", mensagem que sintetiza um desejo de ver a todos priorizando os interesses da nação ao invés de mesquinhos, quiçá, imorais, interesses particulares e corporativos. Fiel a este princípio, obteve dois grandes sucessos enfrentando forte oposição: aprovando a reforma da previdência e dando um certo grau de flexibilidade às relações trabalhistas. Entretanto, tem sido sistematicamente derrotado na Câmara dos Deputados que não vota os decretos da Presidência no prazo determinado em lei, deixando-os caducarem e perderem eficácia. 

Ele prometeu acabar com as nomeações políticas para cargos de primeiro, segundo e terceiro escalão nas empresas estatais, ministérios e secretarias de governo, fazendo as escolhas com base em curriculo profissional e conduta ilibada. Promessa até aqui vem sendo cumprida com determinação e resultando em um número que bem expressa uma das consequências (outra é o fim do roubo causado pela corrupção): 70% de aumento no lucro das estatais em 2019 comparado com 2018.


Ele prometeu afastar do poder e de toda a estrutura administrativa do Estado o petismo e seus correlatos. Vem cumprindo a promessa editando decretos que extinguem cargos em diversas instâncias e áreas da administração pública. Acrescento aqui uma realidade que a maioria das pessoas não se dão conta. Desaparelhar o Estado depois de mais de 20 anos de governo de esquerda (FHC, Lula e Dilma) não é tarefa para alguns meses, nem mesmo para alguns poucos anos. O vírus comunista, socialista, esquerdista, como queiram, é, hoje, endêmico nos órgãos públicos, tal como será a Covid-19 na sociedade pelas próximas, provavelmente, décadas. Isto significa dizer que, por exemplo, dentro da Policía Federal, é muito provável que existam servidores alinhados à esquerda do espectro político que não têm qualquer interesse em atuar para o sucesso de decisões de Bolsonaro, muito pelo contráripo, haja vista os reclamos do Presidente quanto à investigação da tentativa de assassinato que recebeu e da muito mal explicada história do porteiro do condomínio. E só pra lembrar, reportemo-nos ao que vêem fazendo ministros do STF.

A consequência macro da atuação do Presidente ao longo desses quase 17 meses, foi a quebra das colunas de sustentação de uma oligarquia que estava no poder cujo tapete vermelho sob o qual se apoiavam foi puxado da noite para o dia. E quem é que gosta de perder as benesses e os privilégios que o poder proporciona, os republicanos e os não tanto, sem reagir com todas as forças que ainda se tenha à mão? Bolsonaro vem enfrentando, a seu modo exageradamente franco, uma óbvia resistência e reação daqueles que perderam a eleição e não se conformam com um vencedor que não aceita fazer acordo com os perdedores como sempre foi feito na história do Brasil. Não era esse o combinado!

E, cereja do bolo, um tão eficaz presidente, um tão obstinado presidente, vem recebendo investidas diárias principalmente de governadores e prefeitos que passaram a usar da pandemia - que ameaça 211 milhões de brasileiros -, para, em primeiro lugar, sugarem os recursos do governo federal o máximo que possam, de modo a inviabilizar a governança a tal ponto que possam usar do artifício do impeachment para derrubá-lo. Sem falar nos tantos decretos de calamidade pública com o descarado objetivo de se refastelarem com compras sem licitação.

À vista do exposto, não me parece ter qualquer lógica tirar o apoio a Bolsonaro quando o seu governo é pautado pelo cumprimento de suas promessas que foram aprovadas por 58 milhões de pessoas que nele votaram. Mais do que em qualquer momento passado de seu governo, Bolsonaro precisa hoje não só do apoio de todos os seus eleitores, como de todos aqueles que percebam que não apoiá-lo é fazer o jogo, principalmente dos grandes grupos controladores da imprensa, de que "quanto pior, melhor".

Ah! Ia esquecendo. Por favor, não vale tirar o apoio com o argumento de que ele fala mal, fala demais, é rude etc. etc. É sim, mas isso não é uma razão "politicamente correta". 














quarta-feira, abril 08, 2020

NO DIA DEPOIS... - 2

Nos dias depois, quando pudermos voltar, de alguma maneira, a um jeito de viver minimamente produtivo sócio-economicamente considerado, muita coisa será diferente, muitas atividades desaparecerão, ou serão negativamente afetadas, ou levarão muito tempo para atingir um patamar que valha a pena mantê-la. A lista que começo a construir aqui - e agradeço contribuições -, é um exercício sobre o futuro de muitos setores de negócios e de hábitos da vida cotidiana. Para muitas situações, só tenho perguntas e nenhuma ideia de como será! O horizonte de tempo a considerar depende de quando cada um de 3 fatores se tornará uma realidade em nível mundial de cobertura próximo a 100% da população: 1) existência de kits para testar a presença do vírus 2) tratamento farmacológico comprovadamente eficaz; 3) uma vacina preventiva. Posto isto, convido você a fazer uma avaliação de cada item listado a seguir, estabelecendo um prazo para a recuperação total, parcial, ou morte, de cada um deles (junto a cada uma eu coloco a minha previsão). O objetivo é cada um construir uma perspectiva do dia depois de amanhã que, com absoluta certeza, não será mais como o dia de antes de ontem. Este exercício nos ajudará a tomar melhores decisões hoje quanto a uma provável realidade futura, seja no âmbito pessoal e familiar, seja quanto à proteção do patrimônio (quem ainda o tem), seja quanto a que caminho tomar para manter um nível mínimo de renda (independente da fonte), seja, por fim, que decisões de governo devemos cobrar e apoiar.


- O peso de cada nação no cenário mundial do comércio sofrerá alterações radicais. Estados Unidos já anunciaram que envidarão esforços para reduzir fortemente a dependência de produtos chineses. Uma consequência provável será o incentivo a nações parceiras para produção substituta (via oferecimento de tecnologia e financiamento). (A conferir em 2 anos.)

- Enquanto a China não provar ao resto do mundo que abandonou de vez hábitos alimentares que estão sendo considerados como origem desta e outras pandemias, irá perder mercado em função das restrições que as populações ao redor do mundo colocarão ao consumo de qualquer coisa que venha de lá. (Processo a se intensificar nos próximos meses.)

- A redução da atividade econômica tem como consequência a redução da arrecadação. Menos imposto, menos recursos para o Estado, implicando na alteração das prioridades de investimento. Arrisco-me dizer que o setor de saúde deverá subir alguns degraus, enquanto infra-estrutura de estradas terá projetos adiados. (Durante os próximos 5 anos.) 

- A desvalorização horizontal, para usar um termo dos tempos de COVID-19, das empresas listadas em bolsa vai levar a um rearranjo dos controles acionários em escala mundial. (Processo em andamento e pelo próximo ano e meio.) 

- O setor de viagens, seja a trabalho ou lazer, que já está paralisado, não se recuperará tão cedo (em março perda mundial estimada em R$ 14 bilhões). Companhias aéreas irão à falência brevemente; o mesmo acontecerá com o setor de) hotelaria (iremos ver com frequência prédios abandonados que antes abrigavam hotéis de 4 e 5 estrelas); todo o micro e pequeno comércio que até aqui vivia em função do turismo, simplesmente acaba; a indústria aeronáutica não terá encomendas por muitos anos (o que fazer com a atual frota de aeronaves que está no chão?). O que será de Dubai? Um deserto desabitado? (Processo em andamento e pelos próximos 5 a 10 anos.)

- Quando a indústria do entretenimento, hoje completamente aniquilada, retomará gradativamente as atividades? Quando uma Disney voltará a acolher hordas de visitantes como nas últimas décadas? Depois de a digitrônica ter dizimado a indústria fonográfica, que soluções artistas da música encontrarão para sobreviver sem a possibilidade de realizar shows ao vivo? (Talvez a partir de daqui a 3 anos.)

- A proibição de abertura do comércio está deixando uma enorme parcela da classe média brasileira absolutamente sem renda. Hoje, lojas em todas as cidades submetidas a quarentena, estão fechadas, com pequenos empresários tendo que cumprir compromissos trabalhistas, custos de instalação e dívidas com fornecedores, situação que levará parcela significativa a perderem a capacidade de recuperação/reabertura num futuro ainda incerto. Assumindo que este quadro venha a se tornar realidade, podemos imaginar os milhões de pequenos empreendedores que perderão sua fonte de sustento e que integrarão o contingente à procura de emprego que hoje já é de 12 milhões de cidadãos. (Processo em andamento.)

- O comércio eletrônico terá um crescimento relativo, dado que, se por um lado aumenta a demanda em função de se priorizar a compra pela internet, por outro a demanda de certos produtos se reduz em função da eliminação de algumas das razões de compra (p.ex., pra quê sapato novo se você não tem aonde ir?). (Já em andamento, veja este relatório com números de março/20.

- Se o e-commerce cresce, a contrapartida será (já é) a redução da participação do pequeno comércio local no volume total das transações comerciais. (A conferir no final dos próximos 2 anos.) 

- Além de virem a integrar o contingente de desempregados, qual o destino das famílias que até aqui viviam do trabalho informal diretamente ligado/dependente dos setores de lazer, turismo e entretenimento? (Processo em andamento.)

- Muitas indústrias de equipamentos, cuja demanda se reduz (ou acaba) por conta das pessoas sitiadas em casa (ou pela paralisação de algumas atidades, como já apontado acima), tentam redirecionar/adaptar seus recursos para, principalmente, a produção de equipamentos hospitalares. (Processo em andamento.)

- A educação que já vinha sendo questionada, criticada, por ainda não ter encontrado o novo papel do professor (imaginando que ele ainda terá algum papel) na nova era digitrônica, agora não terá mais desculpa. O ensino à distância, a formação fora das salas de aula, será a realidade, independente do que docentes conservadores ainda achem. (A conferir daqui a 3 anos.)

- O que está reservado ao futuro de nossos filhos e netos? Por quanto tempo ficarão presos dentro de casa, por horas conectados em atividades educativas ou "prejudicativas" na Rede? O que resultará do convívio com os pais 24/7? Que adultos serão depois das consequências desta pandemia enclausuradora? (Processo em andamento e enquanto durar o confinamento.)

- Não tenho dúvida de que a implantação, hoje obrigatóra, do trabalho em "home office" - tele-trabalho -, deixará como saldo a perda dos receios e restrições que até aqui impediam a adoção desta alternativa tecnológica. Portanto, uma redução significativa no trabalho presencial deverá ser observada, afetando em consequência a redução dos aluguéis de salas comerciais. (A conferir nos próximos 2 anos.)

- A infra-estrutura de comunicação, via cabo e satélites, vai receber investimentos para dar conta do incremento exponencial da demanda por mais banda. (Ao longo dos próximos 3 anos.)

- O uso obrigatório de máscara, tanto no convívio social, quanto no convívio público geral, seja em ambientes abertos ou fechados, é o principal fator de redução do índice de contaminação geral, seja deste COVID-19, seja de um eventual, mas provável, novo vírus de similar letalidade. Mas como vamos resolver nossos encontros com amigos para um encontro no restaurante, ou na laje, no final de semana? Como faremos nossas consultas médicas? Nossos exames de rotina? Quando os hospitais voltarão a nos dar assistência para os tantos males que hoje estão relegados a 5º plano? (Processo em andamento.)

- No âmbito individual a adoção intensa de hábitos de higiene pessoal, irá reduzir a propagação de outras viroses, resultando, portanto, em queda no número de atendimentos hospitalares por conta das mais vairadas infecções. (Conscientização em andamento. A conferir ano a ano.)

- Os acidentes (e as mortes) nas estradas se reduzirão em grande proporção como resultado da diminuição do tráfego já que viajar será restrito a motivos de absoluta necessidade. Mais uma consequência positiva para o sistema de saúde. (A conferir ano a ano.)

- Talvez academias sejam trocadas por equipamentos em casa, ou tele-aulas, ou por outras atividades que não impliquem em aglomeração. (A conferir no futuro próximo.)

- E os esportes, se e quando os eventos voltarem a ser realizados, por quanto tempo aguentares que sejam praticados em arenas e estádios fechados ao público? E como poderemos torcer e explodir em um grito monumental quando Gabi Gol, ou Everton Ribeiro, ou Bruno Henrique colocar a bola no fundo da rede em jogada sensacional!!!??? (Mengoooooo!!!). Desculpe, não resisti! (Próximos 12 meses.)

- As empresas de transporte de passageiros (táxi, ônibus, metrô, trem, avião, navio, ferryboats) serão obrigados a adotar procedimentos de higienização antes que seus veículos saiam das garagens para atenderem a população. (A partir de já.)

- Como se adequarão prestadores de serviços como: cabeleireiros e barbeiros, instaladores de equipamentos caseiros, garçons, marceneiros, pintores, dentistas, médicos clínicos em geral e tantos outros? (A conferir nos próximos meses.)

- Então, ficamos assim, com ou sem máscara e até que as condições voltem a permitir,  proibido abraçar, beijar, dar as mãos, dançar, manifestar a fé nos templos, confraternizar com amigos, colegas da escola, do trabalho, praticar esportes em equipe etc. etc. etc.  

- ...
Antes de me qualificar como arauto do apocalipse, tente imaginar sua vida e a da maioria dos humanos durante o tempo em que vamos nos sentir inseguros para agirmos como sempre agimos (lembre que isto perdurará enquanto não houver kit teste, medicação eficaz e vacina preventiva). Reflita, pense, avalie se há alternativas para o todo ou partes desta fotografia dos dias depois de hoje. Diga-me onde e por que estou errando. Ou me lembre de algo importante que esqueci de mencionar.

Mas não saia de casa SEM MÁSCARA. Não atenda clientes sem luva. Higienize tudo, sempre. Antes de consumir produtos horti-fruti, lave-os bem com sabão. Antes de manipular qualquer embalagem, passe álcool nas mãos e na própria embalagem. O novo mundo exige que você adquira novos hábitos. Para a sua sobrevivência e a minha. Até que um maravilhoso mundo nova possa ser compartilhado entre todos nós.

As máscaras nos vídeos abaixo são recursos para a falta daquelas cirúrgicas produzidas de acordo com as Normas Técnicas vigentes. Enquanto você não as encontra elas são algo muito, muito melhor do que nenhuma.





MÁSCARA DE PAPEL TOALHA, SIMPLES E RÁPIDA.


3 MODELOS DE MÁCARAS DE TECIDO DE ALGODÃO.


MÁSCARA DE JEANS LAVÁVEL.




sábado, abril 04, 2020

NO DIA DEPOIS...

Tive que sair para comprar álcool em gel. Coloquei a máscara que eu mesmo fiz e fui de carro à rua principal do comércio. Passei por mais de duzentas pessoas e apenas 3 usavam máscara.

Fui à farmácia e nenhum dos atendentes, inclusive as caixas, não usavam nem máscara, nem luvas (M&L). Passei pelo posto e nenhum frentista usava máscara, pelo menos.

Enquanto isso Bolsonaro e Mandetta se bicam sobre o imediato e ambos não se dão conta de que há uma realidade que irá se impor independente do que pensam, do que acreditam, do que fazem, do que discordam. Enquanto o Ministro se concentra em evitar o caos na estrutura hospitalar, o Presidente se preocupa com a paralisação da economia. Se bicam quando se complementam, pois se qualquer delas se efetivar, milhões e milhões de brasileiros serão drasticamente afetados.

Presidente e ministros, principalmente os da Saúde, da Economia, da Infra-estrutura e da Educação, ainda não perceberam, ou, se perceberam ainda não estão agindo para nos antecipar à nova realidade que se estabelecerá no dia depois desta pandemia. Uma prova desta miopia é a campanha que acaba de ser lançada pelo governo para ensinar à população a fazer máscara caseira. Chegaram atrasados. Nas redes sociais há dias circulam vídeos mostrando as mais variadas formas delas serem feitas. Isto todos nós podemos fazer. O que a cegueira não deixa ver é que nós não temos força para obrigar o uso de M&L a todos os que desejam ou precisam ir às ruas, e os que trabalham atendendo o público. Só as instituições que detêm legalmente o poder de polícia é que o podem. Os chineses já sabem o valor do uso de máscara há muito tempo, basta ver o vídeo ao final deste post.

E a razão para a ação dos governos de todos os níveis em fazer cumprir tal obrigação é muito simples: no dia depois da pandemia uma nova vida se imporá, com novos padrões de higiene pessoal, com uma estrutura hospitalar muito mais bem preparada e, queiramos nós ou não, o uso de M&L será o melhor instrumento que teremos para enfrentar os próximos COVIDs, porque isto é o mais eficaz para a redução da transmissão do vírus.

As consequências que esta pandemia irá causar na humanidade serão tão devastadoras para a continuidade da vida dos sobreviventes que a discussão sobre quarentena, vertical ou horizontal, será considerada como um delírio de um passado a ser esquecido. 

Simplesmente o mundo levará alguns anos para recuperar o nível médio de qualidade de vida que existia até dezembro de 2019, independente de qual ele era. Ou somos instados pelo Estado a obedecer a determinados padrões de conduta em ambientes públicos, ou iremos assistir os miseráveis e desassistidos sendo enterrados em valas comuns; a ver regiões pobres ficando mais pobres; ricos vendo parcela de seus patrimônios virando pó; taxas de desemprego atingindo patamares jamais alcançados; falência de negócios (micro, pequenos, médios e grandes) varrendo o mundo; países que até aqui tinham no turismo internacional um importante gerador de renda nacional, tendo suas atrações antes repletas de gente, transformadas em locais desertos. Isto e outras consequências provocarão a mais profunda depressão econômica. A paralisação provocada pela quarentena como está posta, está afetando o mais básico fundamento da economia de mercado: a quantidade de transações monetárias em um dado sistema, ou seja, quanto menor o total de transações, mais pobre é uma sociedade. Onde não há uma dinâmica de troca de serviços e mercadorias todos perdem mesmo aqueles que no período de crise são enganosamente beneficiados, pois terão o patrimônio desvalorizado, seja em ações em bolsa de valores, em imóveis etc., tal como todos nós.

Esta é uma constatação, não uma crítica a qualquer estratégia. A tomada de decisão em situações críticas e, pior, quando envolve vida ou morte de cidadãos, é dificílima (assistir as aulas de Michael Sandel no YouTube). Chamo a atenção para a necessidade do reconhecimento de que outros vírus nos acometerão no futuro e que não poderemos estar tão despreparados, tão sem táticas de prevenção e proteção, como estivemos até aqui, pois não podemos ter uma outra crise econômica como a que enfrentaremos nos próximos meses. Uma resultante paralisação das atividades em todos os setores da economia simplesmente não poderá se repetir. 

A atual alternativa de quarentena só se justifica, grosso modo, porque: 1) a infra-estrutura de saúde não tinha (e ainda não tem) capacidade para lidar com o volume de casos que demandam assistência hospitalar; 2) a indústria de insumos para produção de equipamentos está nas mãos de pouquíssimos fornecedores; 3) a população não tem hábitos de higiene pessoal e de práticas de interrelacionamento e convívio social capazes de reduzir as chances individuais de infecção; e 4) a falta, no nosso caso, de saneamento básico para mais de 50% dos brasileiros.


O que esperar de todos nós, cidadãos e Estado, no futuro imediato? Como indivíduos teremos que incorporar como padrão novos hábitos de higiene: frequência em lavar as mãos com sabão, uso de M&L sempre que formos às ruas ou receber alguém em casa, lavar legumes e frutas ao chegar com as compras, colocar a roupa para lavar imediatamente, usar luvas de látex sempre que for manusear qualquer coisa quando fora de casa, evitar aglomerações tanto quanto possível, aumento da distância entre pessoas nas instalações das empresa, aumento do trabalho e da educação à distância, etc. etc. etc. E isto independente da existência de uma medicação eficaz e da descoberta de uma vacina. Assista ao vídeo feito pelos japoneses mostrando o que acontece quando não se usa máscara,

Se a minha descrição sobre nosso futuro cotidiano tem algum sentido, muito mais lógico e necessário que ficar em casa (relativamente poucos podem), é nos obrigarmos já ao uso de M&L, na rua, no trabalho, no convívio social. Errados estão todos que insistem em circular e trabalhar sem máscara como constatei hoje. Errados estão todos os empregadores que não disponibilizam M&L para seus funcionários conforme a característica de cada atividade. Errados estão os governantes que, como o Prefeito daqui, acaba de bloquear todos os acessos à cidade, sem ter, obviamente, a menor noção do dano que está causando a mais de 300 mil pessoas.

Em algum dia depois do COVID-19 virá o COVID-20 ou qualquer novo vírus com novo mnemônico. Nos dias depois, portanto, teremos que estar preparados e habituados às novas regras deste que será um mundo novo, cabendo a nós decidir se será maravilhoso ou ...


COMO AGEM OS CHINESES DE HONG KONG

OS TESTES QUE OS JAPONESES FIZERAM

DEBATE NA CNN EM 7/4/20

quinta-feira, março 12, 2020

PANDEMÔNIO

Pandemia, pan-neurose. O mundo está bolado, dirá meu neto. Um mundo, que nunca teve pé nem cabeça, está virando de ponta-cabeça, digo eu. Tal movimento de inversão mal começou. Muito há por vir nas próximas horas, dias, semanas e meses. 

Ninguém sabe é nada. Nos chegam declarações, afirmações, suposições, das mais altas autoridades nos dando conta de diagnósticos opostos, incertos, imprecisos, inócuos

Proibem-se viagens, aglomerações, torneios, aulas, beijos e abraços, como se fosse tão simples, tão normal, tão óbvio. Nunca mais o padre dirá "pode beijar a noiva". Quem sabe dirá "podem se acotovelar"!? Transporte público, nem pensar. Compre seu carro - para alegria da indústria automobilística (alguém tem que sair ganhando além dos fabricantes de máscaras e álcool gel). A realidade dura e crua é que ninguém sabe como este vírus se comporta. Como se dissemina? Qual o seu ciclo de vida? Que temperaturas suporta? Uma vez infectado e curado, me torno imune? Todos os governos estão como cegos, à noite, em meio de uma floresta. Caos total.

Muito vai mudar. Quase tudo. A começar pela circulação de papel moeda que é, talvez, o principal disseminador de vírus que existe (para nossas autoridades econômicas e sanitárias ainda não caiu esta ficha).  O lado "bom", é que provavelmente esta realidade será o empurrãozinho que faltava para o seu fim como instrumento monetário. O pequeno lojista, para quem até hoje receber à vista em espécie era a preferência, passará a dar desconto para quem pagar no cartão, de débito ou crédito, não importará, tudo menos dinheiro! Vade retro, Satanás!!!

Não vamos mais ao cinema. Não vamos mais visitar a vovó, ou a filha, ou a amada, ou o amigo, que mora à distância de um vôo. Viajar? Nem pensar! Toda a indústria e serviços de viagens, hospedagem e alimentação estão sendo arrasados!!!O que será de Hollywood? De Bollywood? Dos teatros e artistas? O que será do meu Mengão jogando em estádios vazios? Enquanto não vier uma vacina e um tratamento eficaz, como você pensa que a coisa toda acontecerá? Você tem ideia de se e quando virão tais medicamentos?

As bolsas despencam. E despencam. E continuam a despencar. Comprar na baixa? E quem há de saber em quantos mil pontos o fim do abismo está? Quem comprou ontem como está se sentindo hoje (12/3/20) com a queda de 14%? De qualquer forma capitalistas capitalizados estão babando na gravata à espera do momento de dar o bote e abocanhar a preço de banana em fim-de-feira altas percentagens de ações de empresas, sabe-se lá quais sejam?, que ainda podem gerar lucro. A certeza é que controles acionários mudarão de mãos como mudam de mãos cartas de baralho. Quem produz petróleo a 9 dólares está dando as cartas, e proposital e intencionalmente, quer quebrar quem produz a mais de 30 (o Brasil e seu lula-pré-sal?).

O comércio eletrônico terá um grande impulso, pois ninguém quer mais saber de sair de casa para nada, muito menos ir a lojas e supermercados comprar o que quer que seja. Aos carteiros, entregadores de encomendas, exigir-se-á que se apresentem com luvas e máscara. Antes de pegar na encomenda, uma borrifada de algum produto da Procter & Gamble criado especialmente para desinfetar pacotes entregues pelo correio. Os marqueteiros de plantão tentarão descobrir "oportunidades" na crise como insistem alguns em repetir, repetir, repetir. Será? Ou crise é apenas uma phoda em 99% em proveito de 1%?

Se ninguém compra, ninguém vende. O ciclo vicioso se estabelece. Derrocada geral. Falências em toda esquina. Todas as relações internacionais serão alteradas. O poder mundial mudando de protagonistas. O que antes valia, não valerá mais. O que antes era ouro, será pó. E o inverso emergirá. O peso de cada nação no cenário mundial será outro. Nenhum país sairá ileso, nem minimamente afetado. A porrada será um gancho de direita na ponta do queixo. Nocaute. Game is over!

Pandemônio! Mas quem é o demônio? Para quem leu meus textos publicados em 2019, sabe que cunhei o termo "era digitrônica" numa tentativa de rotular, sintetizar, as mudanças que estamos vivendo, principalmente, nestes últimos 10 anos. Pandemias não são novidade na humanidade. O que é novo, então? A velocidade, a universalidade da disseminação da informação sobre um fato e as infinitas versões sobre ele distribuídas pelas redes sociais. Voltemos 50 anos e imaginemos o mesmo vírus, na mesma China, na mesma Wuhan. Sem a digitrônica o vírus mataria algumas pessoas, tal como o Aedes e similares, por exemplo. As autoridades tomariam as medidas de praxe, semanas depois algum chinês infectado iria para a Itália, transmitiria para um italiano desavisado, e um mês depois diversos velhinhos teriam morrido, exceto um que não morreu e veio visitar a neta no Brasil e o resto seria história de mais uma pandemia mundial como tantas outras.

As pessoas não se importam de morrer. Elas estão em pânico pela hipótese remota de virem a falecer por causa do Covid-19!!! Pelo menos é o que deduzo vendo a reação das pessoas à minha volta. Não se importam de morrer de acidente de automóvel (a cada 1 hora 5 pessoas morrem em acidente de trânsito, ou seja, 60 pessoas por dia no Brasil). Em 2019, foram 1109 mortes por gripe!!! Em 2018 foram 157 homicídios por dia neste nosso país varonil!!! Aqui, em média, 15 pessoas morrem por desnutrição por dia! Ah! Mas isso não me atinge!!! Não vale.

Se você está pensando que estou aqui anunciando o apocalipse, ou, como acreditam algumas pessoas, que o fim do mundo está próximo como previsto na Bíblia (é o que dizem, não sei, não li), não é culpa sua, e sim, minha, proposital. Minha intenção é provocar a reflexão sobre o que é razoável, sobre o que tirar de proveito desta merda toda. Quer ver uma? Toda essa campanha de lavar as mãos, se realmente isso for eficiente contra a disseminação de vírus, a médio e longo prazos teremos uma redução incrível no número de infectados por viroses!!! Coronavírus é ruim, mas isso é bom!

Finalizando, não tenho a mínima dúvida de que o mundo será outro. Muitos e muitos padrões reinantes até aqui nas relações entre humanos e nações será profundamente alterado. Tenho 70 anos. Estou na faixa de altíssimo risco (mais de 20% sucumbem à virose). Mas não vou deixar de viver cada dia desta vida que é algo absolutamente fantástica!

Premonição de Raul Seixas
(Obrigado meu irmão Mauricio Nogueira)