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quinta-feira, abril 08, 2021

O PROCESSO

 "Não é medo, não há nada a temer. 

O que há é mais uma apreensão imensa e difusa, sem origem e sem causa." 

Personagem Eddie Willers no romance A Revolta de Atlas, de Ayn Rand.

Revendo, relembrando: se, por princípio, ninguém convence ninguém de coisa alguma e, portanto, o debate é inócuo, o não debate é essencial quando o outro se nega a ouvir seus argumentos. 

O que temos na política mundial neste início da 3ª década do 3º milênio, é resultado de um processo que ocorre no mundo ocidental há quase 2 séculos. Seu início se dá no pós revolução industrial que trocou monarquias por repúblicas, em tese democráticas, e criou o Estado-Nação definindo fronteiras e intensificando identidades culturais. O combustível para a explosão de "o Processo" ao final do século XX, foi e é o dinheiro de metacapitalistas (os antigos magnatas) ungidos, supremacistas da verdade, que é injetado no motor composto por organizações de todo tipo e mote - desde que comprometidas com a destruição da cultura ocidental como a vivemos até então. A maioria velhotes que se lixam para as consequências que deixarão como legado principal para a humanidade que será mal-formada porque estão "desconstruindo" a identidade de nossos filhos e netos em todas as instâncias. São déspotas no âmago, muito mais perversos que seus militantes esquerdopatas por eles manipulados.

No Brasil, "o Processo" ganhou contornos insanos graças à "feliz" chegada, para os agentes do caos, do Coronavírus, gerador de uma providencial pandemia. Nossos "socinistas" (1) perdedores assumiram, agora sem qualquer pudor, o que só era dito nas entranhas dos bastidores das conspirações, o discurso e a prática do "quanto pior, melhor" para viabilizar a tirada de Bolsonaro da presidência aplicando um golpe "legal" à la Van Dame ou Bruce Lee.

Não importa se Bolsonaro pretende ou não se candidatar à reeleição. Desde o primeiro dia de mandato isto passou a ser irrelevante e, pior, improvável, não por ele, mas porque todos os socinistas, os de carteirinha, os de ocasião, e os oportunistas, vão fazer de absolutamente TUDO para que isto não aconteça. Torço para que os crédulos liberais e/ou conservadores, que acreditavam nas boas intenções do "lobo", tenham entendido claramente o recado de Gabeira (2) antes que sejam devidamente sodomizados. O que está nas linhas e entrelinhas da confissão feita por ele, é o processo que os adeptos da "nova ordem social", da destruição da família, da implantação de uma libertinagem sexual, dos incentivos ao aumento dos preconceitos de todas as espécies pelo sistema de cotas em lugar do mérito, dos coletivismos à base da proposta marxista de "de cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades", chegando até o globalismo estatizante, conceitos agora praticados de maneira escancarada.

Não há, portanto, qualquer chance de diálogo. De negociação. De exercício da democracia. Entendam todos que Ciro Gomes vai continuar a defender seu direito de ser capacho do "bandido de nove dedos"; a amante vai continuar cuspindo asneiras petistas; José Dirceu não vai desistir de "tomar o poder com ou sem eleição(3); o PSOL vai impetrar novos recursos no STF contra qualquer coisa que Presidente propuser, fizer ou disser; os ministros "Supremacistas ungidos" continuarão queimando, um a um, os principais artigos da Constituição mesmo que em evidente contradição a outras decisões da "corte" desde que sirvam a seus propósitos inconfessos, além de insistir em impedir o Presidente de governar; o presidente do monopólio OAB se manterá longe dos filiados compulsórios e fiel a seus amigos esquerdistas; os sindicatos, minguados de verba, farão passeatas antifascistas com meia dúzia de pobres coitados sem direito a sanduíche; os grandes veículos de comunicação, famintos das verbas federais, beirando a falência e perda de concessão, cada dia mais intensamente, manipularão fatos, torcerão palavras, sempre na intenção de servir às intenções da Sociedade dos Perdedores Unidos (SPU); os "antas", em muitas notas de 3 linhas, vão manter sua direção sem rumo mas com conexão firme a mamatas de 8 milhões; o ex-condenado e ex-presidiário, fará discursos à distância (quero ver sair às ruas) enaltecendo mortos, fingindo honestidade sempre na maior cara-de-pau; o Senado vai dar um jeito de descartar os 2,6 milhões de assinaturas para o impeachment de Moraes; Arthur vai tocar na lira uma sonata para boi dormir enquanto espera o momento adequado para servir de instrumento golpista; governadores afeitos a uma ditadurazinha, insatisfeitos com apenas 4 mil óbitos por dia, praticarão mais e mais lockdowns para inflar os números e justificar o genocídio sempre atribuído a Bolsonaro; Agripino vai arriar as calças apertadas para os esquerdóides se isso for satisfazer sua personalidade neuro-psicótica; políticos de todo o espectro votarão, como sempre, tentando identificar qual deve ser a opinião a adotar que aumente suas chances de se manter no poder; petistas como Maria do Rosário, Gleise Hoffmann e Rui Falcão serão contra tudo o que for posto a votação na câmara; enquanto Jackes Wagner e Humberto Costa farão o mesmo no Senado; Mandetta manterá sua cara de paisagem para as consequências de sua criminosa determinação de "fique em casa"; Moro, o traidor mau-caráter, se manterá calado debaixo das saias de Mônica, escondido das intenções de Gilmar, até conseguir se candidatar a alguma coisa por qualquer partido; Hulk vai meter seu grande nariz onde não for chamado, até se ver abandonado pelos "amigos" na ilha de Caras ou nas praias do Caribe;  João Amoêdo, presidente do, agora, "partido velhaco", vai continuar publicando posts nas redes sociais sempre com o slogan "impeachment já", desapontando idiotas, como eu, que acreditaram no Novo; cartas, manifestos, notas radicais críticas a qualquer proposição dos ministérios serão divulgadas com estardalhaço pela "intelligentsia", enquanto, paralelamente, farão total silêncio para as realizações positivas do governo; muitas máscaras liberais cairão revelando empresários saudosos das benesses subsidiadas de um BNDES ou de um Estado corrupto onde "aplicar" um contrato cheio de vícios; o grupo Globo, enquanto a direção cuida de derrubar o Presidente antes da renovação de sua concessão, estimula seu jornalismo, através de suas Mirian's, Maju', Guga's e Willian's, a distorcer notícias, não divulgar ações do governo e manifestações pró Bolsonaro, tripudiar do sofrimento de trabalhadores informais, todos de quarentena gourmet no alto de seus apartamentos na zona sul; sociedades médicas se manterão dissociadas dos cidadãos, se recusando a reconhecer os tratamentos preventivos e precoces; catedráticos das universidades federais continuarão a estimular a libertinagem em todos os campi; professores irresponsáveis continuarão doutrinando nossas crianças na ideologia de gênero e promovendo práticas sexuais desde o maternal, alheios à vontade dos pais e de orientações em contrário determinadas pelo MEC; servidores públicos continuarão fingindo que o país não é com eles enquanto seus gordos salários estiverem sendo creditados todo final de mês; integrantes de guardas civis e até mesmo de policiais militares, impedirão trabalhadores de ganhar seu sustento, preferencialmente usando força bruta; cidadãos do mal esconderão vacinas, fingirão aplicar ou aplicarão um líquido inócuo, mas farão de tudo para minar a imunização da população; muitos outros encastelados no poder ou desejosos de a ele voltar ou integrar, farão coisas abjetas em nome da "democracia socinista", mas uma coisa ficará cada vez mais difícil para todos eles: andar na rua. Este é "O Processo". Um conjunto de ações intencionais, irracionais, insanas, incoerentes, às vezes ilegais, por muitas vezes mentirosas, realizadas por uma minoria da sociedade que não aceita um verdadeiro regime democrático, e não aceitará pacificamente não voltar ao poder. Para tal intento, usam de técnicas sofisticadas de manipulação (5) de nossas mentes que, resumidamente, podemos rotular de "negar, negar, negar e atacar".

Enquanto isso, Bolsonaro vai continuar respeitando a Constituição, defendendo a democracia, lutando para acabar com as arbitrariedades de governadores e prefeitos; continuará sendo acusado de fascista, genocida, negacionista, de ser louco e do que mais puder ser inventado para jogar toda e qualquer instituição contra ele; continuará a ser saudado pela população enquanto visita cidades, passeia pelas ruas, cumprimenta eleitor, sempre bem recebido por milhares e milhares da parcela da sociedade que rejeita, por princípio moral, todo este "processo". Ele continuará a falar e discursar a seus apoiadores sempre que possível; e mostrará sua revolta, muitas das vezes de modo tosco ou chulo. Mas nunca deixando de ser franco e de estampar a hipocrisia dos desesperados.

Preste atenção às mensagens explícitas e subliminares a que você está exposto o tempo todo. Conscientize-se de que estamos cercados. Este é "O Processo". Entenda-o e mexa-se. Não há como debater, conversar, discutir, argumentar. Aceite o caráter doentio de "O Processo". Só os cidadãos unidos em manifestações públicas, clamando pela causa da subordinação de todas as instâncias do poder à Constituição e às demais Leis, será possível impedir que o atraso e a ditadura dos "Supremacistas Ungidos" venha a ser instaurada em algum momento entre hoje e a eleição de 2022.

 Porque, se for isso que nos derrotará, então a culpa terá sido toda e somente nossa.(4) 

E nos envergonharemos por não termos lutado.


 (1) Termo que proponho para unir os irmãos siameses: socialistas e comunistas.

 (2) Ver artigo de Gabeira em O Globo em 5/4/21

  (3) Declaração de José Dirceu:


(4)
 Adaptação para o presente de uma fala do personagem Hank Rearden, no romance A Revolta de Atlas, de Ayn Rand, uma obra sensacional de 1.200 páginas, escrita em 1957 e mais premonitória que 1984 ou Admirável Mundo Novo!!!

(5) Para os que têm interesse em saber mais sobre "manipulação" e outras questões impostas pela esquerdopatia reinante, indico "Várias Faces da Ordem Mundial", da Vide Editorial. Comprei através da livraria da Bárbara, Canal Te Atualizei.


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quinta-feira, novembro 12, 2020

MUNDO NOVO, ADMIRÁVEL OU ABOMINÁVEL? – A FASE PANTRÔNICA


A pandemia da COVID-19 introduziu, no processo de desenvolvimento da digitrônica, uma variável nova, não esperada, de amplitude global, e com um poder de transformação social e econômico ainda não dimensionado corretamente. Desconsideremos a origem do vírus, as razões que o levaram a se expandir e todas as teorias de conspiração. Vamos partir de um olhar sobre a inter-relação entre a digitrônica e esta pandemia, para chegar à projeção de um futuro próximo onde se imagina virmos a adotar novos padrões de comportamento na condução de nossas vidas.

Alguém estimou recentemente que a pandemia acelerou o processo de expansão dos padrões digitrônicos em pelo menos 5 anos. É provável. A aceleração provocada pela velocidade de propagação do vírus, associada ao total desconhecimento sobre seus efeitos e inexistência de tratamento, trouxe para o debate em rede gente de todos os lados, nível de formação/conhecimento, matizes de pensamento, posicionamento político, correntes de pesquisa etc.

O surgimento de “youtubers” nestes últimos 8 meses foi explosivo. Em muitas áreas. O confinamento nos tirou dos espaços - praças, ruas, trabalho, bares, futebol etc. - onde nos reuníamos para nos informar, opinar e protestar, e nos limitou a uma tela – de celular, notebook, computador e/ou televisão –, apresentando um rosto, muitas vezes desconhecido até então, com o qual passamos a dialogar, discutir, e tomar como fonte primária de informação.

A pantrônica é a fase da digitrônica em que nos foi proposto/imposto um mundo confinado entre nossas próprias 4 paredes, condenados a um não-viver, sentenciados sem sentença, sem recurso, e sem um “Supremo” que nos salve. A pantrônica nos colocou em quarentena indeterminada e trabalhando em nossas instalações caseiras (e precárias para a maioria dos brasileiros), junto com nossos filhos apartados do acesso à formação e ao conhecimento, num convívio novo e difícil para pais e filhos. Ela nos tirou beijos, abraços, carícias, cumprimentos, inter-relações e proximidade. Se aumentou o convívio matrimonial, expôs rusgas, diferenças, desavenças, aumentou o número de divórcios, de suicídios e de agressões físicas. 

Por conta e ordem de governadores e prefeitos, boa parte da classe média formada pelos comerciantes de pequeno e médio porte ruiu, faliu, e, tendo dilapidado um patrimônio amealhado por anos, migrou para um ou mais degraus abaixo na escala socioeconômica. Destruiu quase que totalmente um setor inteiro, o de viagens (a trabalho e turismo). Consequentemente, os gigantes da indústria da aviação devem estar às voltas tentando descobrir para onde ir. Você já parou para imaginar quando vai ser preciso construir novos aviões tendo milhares parados em solo e demandando manutenção? Para não acusá-los de não serem equânimes, e já que não faziam mesmo parte da "força de trabalho" formal, jogaram a quase totalidade dos trabalhos informais nos programas assistenciais do governo federal. Nem catador de latinha ficou de fora.

A pantrônica expôs de um modo chocante a hipocrisia dos políticos, seus interesses escusos, a crueldade da corrupção que não arrefece nem quando se trata da saúde dos cidadãos, evidenciou a “guerra” entre nações e a intolerância religiosa perigosa e assustadoramente crescente.

A pantrônica nos oprimiu. Aos reagentes à detenção involuntária, por desobediência civil ou por necessidade de sobrevivência, nos impingiu o uso de uma máscara ineficaz quanto à proteção de nos infectarmos, mas que cumpre o papel de nos lembrar segundo a segundo que somos manipulados por um poder disseminado, distribuído por cidadãos cooptados pelo medo. Pelo medo, me sinto no direito de apontar o dedo, ou a voz, para aquele que não a está usando. Pelo medo de ser acusado como responsável por alguém ser contaminado, dirigentes de empresas contratam “fiscais da moral do comportamento social” para se postarem nas portas de suas instalações armados de spray com álcool e medidor de temperatura (ai de você se se negar a ser submetido!).

A pantrônica colocou nos “trading topics” das discussões políticas o que há décadas é discutido sem que se tenha um consenso: a renda mínima para a população dos excluídos da vida econômica moderna. Não só. As pessoas não tendo coisa melhor para fazer no enclausuramento forçado, voltaram debater sobre escola sem partido, ideologia de gênero fora e dentro das escolas, cotas raciais para tudo etc.

A pantrônica não vai terminar tão cedo por mais cedo que se tenha uma vacina amplamente testada, eficaz e segura. É só você fazer um exercício básico. Comece imaginando quando se iniciará um processo de retrocesso nas medidas autoritárias a que estamos submetidos. Depois, tende desenhar um plano para tal desarticulação (lembre-se das idas e vindas que já estamos assistindo em muitas cidades) e acrescente aquela variavelzinha sempre incômoda: o tempo. Não pare por aí. Vá juntando um fato científico aqui outro ali, para descobrir que imunizar 7,5 bilhões de indivíduos vai levar certo tempinho. E acrescente a cerejinha do “cupcake”: os debates acirrados sobre a aplicação voluntária ou compulsória da “vachina” ou que outro rótulo ela venha ganhar.

Finalizando. A “combo” promocional China-vírus-disseminação-políticos-pseudocientistas-medo-de-morrer, vai levar muitos anos para sair de oferta. Façam suas apostas.

Na próxima semana (acho que finalizo esta série) trato, finalmente, de como poderá vir a ser um mundo possível próximo: admirável ou abominável?

Este texto contribuiu para aprimorar sua visão sobre o tema? Se você tem um comentário, uma sugestão ou uma crítica a fazer, você pode usar meu whatsapp particular.  Por importante, serei grato pelo seu feedback.

quarta-feira, junho 10, 2020

NEBLINAS DE OUTONO

"Neblina baixa, sol que racha." 
Ditado popular

Aqui na minha terra, em outono, os dias amanhecem com muita neblina, que toca o chão e nada enxergamos além de... neblina. Não há o que fazer, exceto esperar que a sabedoria popular se confirme em algum momento futuro e o sol apareça nos iluminando o caminho e revelando a paisagem em toda a sua exuberante realidade.

É assim que o Brasil amanhece todos os dias, coberto de uma espessa neblina que a tudo encobre e que tudo esconde de nossa compreensão. 

O que deseja o STF como instituição e desejam seus ministros individualmente quando são dúbios em suas decisões, tal como aquele que antes defendia com veemência o direito à manifestação de opinião mesmo a mais ácida até o dia em que a acidez lhe foi dirigida? Como se explica o outro que, sem apontar a prova, acusa o Presidente de ser dúbio quando este é o mais coerente e intransigente defensor da independência harmônica dos poderes e da plenitude do exercício democrático? Que interesses particulares, insólitos, autoritários, levam um decano a expor ao mundo uma reunião ministerial reservada abrindo um precedente perigosíssimo para a segurança do país?

Como entender que a quase totalidade da imprensa tradicional esteja em militância político-partidária-esquerdista empenhada em um flagrante ataque à democracia com o único objetivo de derrubar um governo legitimamente eleito por 58 milhões de eleitores? Que estratégia é essa de insistir em rotular o Presidente de fascista e antidemocrático apoiando manifestações fascistas e antidemocráticas, sem que se aponte ter ele cometido qualquer ato arbitrário e, ao contrário, defender diariamente as prerrogativas do legislativo, legislativo este empenhado em não deixá-lo governar engavetando todos os seus decretos? 

A neblina política está tão forte que não enxergo onde um ex e futuro candidato à presidência, depois de décadas atribuindo a um ex-presidente os piores e ofensivos atributos, aparecer em um debate chamando-o, agora, de "príncipe" e outros puxa-saquismos de ocasião!!!

Provavelmente por causa desta neblina, não estou enxergando nenhuma entidade empresarial vindo a público em favor de um governo claramente capitalista, a favor do livre-mercado, de um estado eficaz,  cujo Presidente é diariamente atacado e ameaçado de impedimento com os argumentos uns mais esdrúxulos que outros?

Eita! neblina espessa essa, pois não vejo nenhuma entidade representante de magistrados, ou advogados, ou promotores, ou enfim, qualquer daqueles encarregados de promover a justiça, virem apontar as agressões aos cidadãos brasileiros em total confronto com os mais caros direitos inseridos na Constituição?

O que será que se passa na cabeça, nas intenções, dos presidentes das duas casas legislativas que parecem ter entrado em "modo de espera", tal como o "stand by" de aparelhos eletrônicos? Que bote "antidemocrático" (também tenho o direito de usar a rodo a expressão da moda) estão eles tramando em conluio ou não com nossa mais alta corte?

A neblina parece não pairar sobre Washington, pois Trump enxergou coisas muito suspeitas nesta OMS, presidida por um amigo do ditador chinês e chegado, ao que parece, a alguns drinks, dadas suas declarações sobre a COVID-19 que ora segue em uma direção, ora em outra, parecendo ser um bêbado equilibrista na corda bamba da presidência de uma entidade, hoje, questionadíssima em sua integridade?

Falando em pandemia, que silêncio nebuloso é este sobre os dados estatísticos tanto das causa mortis quanto em relação aos perfís dos que foram a óbito (idade, sexo, atividade profissional, classe social, cormobidades etc.) por conta do corona-vírus? Onde estão, se é que estão sendo coletados, tais dados?

Antes da neblina, me foi possível enxergar que as decisões do Presidente incomodaram mais que 100 elefantes, e incomodaram muita, mas muita gente que foi lesada em seus vergonhosos privilégios ou escandalosos atos de assalto ao Estado. Mas por que estão calados os que formam o enorme contingente dos  que não participaram do butim dos esquerdopatas e seus inocentes úteis?

Não se pode esquecer a neblina que envolve e cega governadores e prefeitos que vão e voltam, dizem e se contradizem em suas decisões, não sabendo nem mais como se aproveitar da situação em proveito próprio, tão perdidos estão. Como também este "russo" que invadiu hospitais e secretarias de saúde induzindo-os a se recusarem a receitar medicamentos existentes no mercado a décadas, sem qualquer restrição (até mesmo sem necessidade de receita), pelo motivo... motivo... qual motivo mesmo?

Espero o tempo passar e esperançoso me mantenho de que a sabedoria popular vá se confirmar ao fim deste outono e a luz do sol venha iluminar nosso entendimento sobre tudo o que nos rodeia e nos conduz.

P.S.: Deixo algumas imagens e vídeos como complemento a esta minha prosopopéia na intenção de lhe provocar reflexões, independente de se tais conteúdos são falsos, verdadeiros, apócrifos ou, simplesmente,se  são só criativas fake news.


















quinta-feira, maio 21, 2020

A FALA QUE BOLSONARO AINDA NÃO FEZ À NAÇÃO

Brasileiros de todos os sexos, etnias, cores e utopias,

Venho a público com o espírito aberto e profundamente preocupado com o destino de todos nós. Nenhum de nós, na mais criativa das novelas de terror, teria imaginado o que estamos vivendo e o que se avizinha se nós, os governantes, continuarmos a agir como temos agido, porque continuaremos a obter os mesmos resultados. E os resultados até aqui não são minimamente satisfatórios para maioria de nós, cidadãos brasileiros.

Num momento como este, todos aqueles que querem bem ao país, que desejam ver a sua vida social e econômica restabelecida, só estão contando com uma resposta de nós, políticos, de todos poderes: ações e determinações que ajudem cada cidadão a tomar decisões que, em função de sua situação individual e particular, minimizem os danos à si próprio, à sua família e à sua comunidade. 

Infelizmente um ou outro governador, e até prefeito, insiste em tomar decisões arbitrárias, ditatoriais e claramente antidemocráticas, colocando forças de segurança contra os cidadãos,  batendo e prendendo integrantes de manifestações pacíficas de opinião, ou de estarem exercendo o direito constitucional de ir e vir, com o infame argumento de estar protegendo a ordem pública ou evitando a propagação da virose. Isto não pode se repetir sob pena de resultar em justa revolta popular.

O que os cidadãos de bem desejam - para si e para o país -, é ver o poder judiciário e o poder legislativo unidos em um debate de ideias que contribuam para que o Presidente, a autoridade máxima do poder executivo, governadores e prefeitos, possam tomar as melhores medidas pois elas terão sido desenvolvidas pelos melhores homens e mulheres que integram os tres poderes.

Eu convoco todos os integrantes em todos os níveis de todos os poderes: façamos uma quarentena, pelo tempo que for necessário para nos livrarmos desta pandemia, e fiquemos proibidos de circular pela ruas do embate político, pela vielas das derrotas eleitorais, que evitemos nos aglomerar em locais que a discórdia, a vingança, a inveja e a mentira prevaleçam. A população brasileira não  merece ser tratada como lixo, ou simplesmente como massa de manobra de interesses egoístas, escusos por demais das vezes, criminosos em algumas delas. Deixemos isso, misericordiamente, para um futuro pós-pandemia.

E peço respeito, não a mim, mas aos 211 milhões de brasileiros, independente de em quem votaram nas eleições de 2018. Será um genocídio se continuarmos a fazer da pandemia uma oportunidade política. Sim, genocídio. Genocídio de sonhos, de patrimônios, e até mesmo de vida, o que rogamos a Deus não aconteça. Os pequenos empresários, do comércio, dos serviços e mesmo da indústria, os informais, os profissionais liberais, em sua total maioria estão perdendo todo o investimento de uma vida. Além da evidente falência de milhares de empresas, a poupança para o sonho da faculdade dos filhos está sendo minado pela necessidade de usar o recurso para pagar a comida, a luz, o gás e o aluguel. E ainda temos que lembrar o sonho da casa própria que  ficou ainda mais distante.

Aos abonados da vida, aqueles que conquistaram o privilégio de poder não se preocupar com o imediato, que podem arcar com certo nível de perda de patrimônio, e, principalmente, aqueles que fazem lives à beira da piscina e em situações de evidente riqueza, eu peço que reflitam, reflitam muito, sobre o que estão transmitindo. Vocês me parecem estar em outro planeta e não aqui, na nossa Terra. E descolados da realidade brasileira. Para vocês que têm recursos, peço que ajudem aqueles que lhe vinham servindo por tanto tempo, não necessariamente por misericórida, por pena, mas por interesse egoísta pois, provavelmente, ao fim desta crise, você poderá tê-los perdido.

Por fim, brasileiros, vocês que verdadeiramente desejam um Brasil acima de tudo, eu rogo a Deus que ele permaneça acima de todos.

Boa noite!


  

















sábado, maio 16, 2020

A DECEPÇÃO COM BOLSONARO

Tenho encontrado eleitor de Bolsonaro que agora se manifesta decepcionado e dizendo estar retirando o apoio ao Presidente com argumentos, no mínimo, frágeis. Como tal posicionamento me soa muito estranho, muito mal justificado, parei um tempo para encontrar fatos, razões plausíveis, para tal "desvoto". 

Bolsonaro é um dos raros políticos, se não o único, a ocupar o cargo de chefe do executivo, que desde o dia de sua posse vem fazendo exatamente o que prometeu em campanha, promessas estas que foram a razão fundamental do voto daqueles que hoje se dizem, de um modo ou de outro, decepcionados com ele. Vamos recordar uma poucas destas promessas, as decisões e as consequências resultantes.

Ele prometeu acabar, ou pelo menos combater, o que se convencionou chamar de "governo de coalizão", especialmente não usando o "toma lá, dá cá" como tática para obter apoio às propostas do executivo a serem encaminhadas ao legislativo. Para tanto, desde sua campanha, convocou e convoca a classe política a colocar o "Brasil acima de tudo", mensagem que sintetiza um desejo de ver a todos priorizando os interesses da nação ao invés de mesquinhos, quiçá, imorais, interesses particulares e corporativos. Fiel a este princípio, obteve dois grandes sucessos enfrentando forte oposição: aprovando a reforma da previdência e dando um certo grau de flexibilidade às relações trabalhistas. Entretanto, tem sido sistematicamente derrotado na Câmara dos Deputados que não vota os decretos da Presidência no prazo determinado em lei, deixando-os caducarem e perderem eficácia. 

Ele prometeu acabar com as nomeações políticas para cargos de primeiro, segundo e terceiro escalão nas empresas estatais, ministérios e secretarias de governo, fazendo as escolhas com base em curriculo profissional e conduta ilibada. Promessa até aqui vem sendo cumprida com determinação e resultando em um número que bem expressa uma das consequências (outra é o fim do roubo causado pela corrupção): 70% de aumento no lucro das estatais em 2019 comparado com 2018.


Ele prometeu afastar do poder e de toda a estrutura administrativa do Estado o petismo e seus correlatos. Vem cumprindo a promessa editando decretos que extinguem cargos em diversas instâncias e áreas da administração pública. Acrescento aqui uma realidade que a maioria das pessoas não se dão conta. Desaparelhar o Estado depois de mais de 20 anos de governo de esquerda (FHC, Lula e Dilma) não é tarefa para alguns meses, nem mesmo para alguns poucos anos. O vírus comunista, socialista, esquerdista, como queiram, é, hoje, endêmico nos órgãos públicos, tal como será a Covid-19 na sociedade pelas próximas, provavelmente, décadas. Isto significa dizer que, por exemplo, dentro da Policía Federal, é muito provável que existam servidores alinhados à esquerda do espectro político que não têm qualquer interesse em atuar para o sucesso de decisões de Bolsonaro, muito pelo contráripo, haja vista os reclamos do Presidente quanto à investigação da tentativa de assassinato que recebeu e da muito mal explicada história do porteiro do condomínio. E só pra lembrar, reportemo-nos ao que vêem fazendo ministros do STF.

A consequência macro da atuação do Presidente ao longo desses quase 17 meses, foi a quebra das colunas de sustentação de uma oligarquia que estava no poder cujo tapete vermelho sob o qual se apoiavam foi puxado da noite para o dia. E quem é que gosta de perder as benesses e os privilégios que o poder proporciona, os republicanos e os não tanto, sem reagir com todas as forças que ainda se tenha à mão? Bolsonaro vem enfrentando, a seu modo exageradamente franco, uma óbvia resistência e reação daqueles que perderam a eleição e não se conformam com um vencedor que não aceita fazer acordo com os perdedores como sempre foi feito na história do Brasil. Não era esse o combinado!

E, cereja do bolo, um tão eficaz presidente, um tão obstinado presidente, vem recebendo investidas diárias principalmente de governadores e prefeitos que passaram a usar da pandemia - que ameaça 211 milhões de brasileiros -, para, em primeiro lugar, sugarem os recursos do governo federal o máximo que possam, de modo a inviabilizar a governança a tal ponto que possam usar do artifício do impeachment para derrubá-lo. Sem falar nos tantos decretos de calamidade pública com o descarado objetivo de se refastelarem com compras sem licitação.

À vista do exposto, não me parece ter qualquer lógica tirar o apoio a Bolsonaro quando o seu governo é pautado pelo cumprimento de suas promessas que foram aprovadas por 58 milhões de pessoas que nele votaram. Mais do que em qualquer momento passado de seu governo, Bolsonaro precisa hoje não só do apoio de todos os seus eleitores, como de todos aqueles que percebam que não apoiá-lo é fazer o jogo, principalmente dos grandes grupos controladores da imprensa, de que "quanto pior, melhor".

Ah! Ia esquecendo. Por favor, não vale tirar o apoio com o argumento de que ele fala mal, fala demais, é rude etc. etc. É sim, mas isso não é uma razão "politicamente correta". 














sábado, abril 25, 2020

NOVES FORA HIPOCRISIAS...

Tenho poucas qualificações além de ser um observador da vida, dos seres humanos e cultivador de um gosto especial por projetar consequências futuras de fatores e atos do presente. Isto posto e, portanto, do alto da minha ignorância do que se passa nas alturas do poder, vou registrar minha tese sobre o imbróglio Bolso/Moro ou Moro/Bolso, como prefiram.

Desde os primeiros dias da era digitrônica, quando ela ainda engatinhava nos idos da década de 90, já mostrava seu potencial de interferir no modus operandi das relações humanas e dos humanos com as "entidades" da civilização em todos os níveis de atuação. Um dos exemplos disto é a profunda alteração na dinâmica política em função do "encurtamento dos tempos" que ocorreu nestes últimos 30 anos. Quando antes tudo demorava um tempo favorável à digestão dos acontecimentos, hoje o tempo que dura é apenas uma questão de quão larga é a banda de transmissão medida em gigabits por segundo. Sendo mais específico, a demora na circulação da comunicação, nos dava certa garantia de que a informação, antes de provocar reações, tinha grande probabilidade de ser ingerida, gerida e dela extraído um extrato menos venenoso, menos danoso, e mais fortalecedor de nossas próprias ideias e princípios.

Em nossa era digitrônica, o Ministro faz uma coletiva de imprensa em que antes mesmo de seu término já se espalham por todas as mídias interpretações, considerações e projeções tão díspares quanto os interesses de seus propagadores - cidadãos, políticos, empresários, jornalistas (principalmente), blogueiros, etc.

Somadas as falas, as contra-falas, as fofocas, as fake news e outros ingredientes midiáticos duvidosos, escusos, e tirados os noves, até aí o resto que sobra é sempre o mesmo: uma grande hipocrisia.

As questões relevantes, o que realmente compõe o arcabouço dos acontecimentos, as reais motivações de cada ator neste grande jogo de poder não-digital, sem heróis pré-configurados, sem armas totalmente conhecidas, sem regras de pontuação e sem saber o que determina o como e quando o jogo acaba, simplesmente não são postas à evidência do maior número de cidadãos. Seria contra-produtivo!

Quais então seria tais questões? Temos nós, incautos e manipulados cidadãos-eleitores, possibilidade de conhecê-las? Possível é, mas não é fácil. Por isso vou expor algumas observações para organizar meu pensamento e tentar ajudar meu leitor a fazer mesmo.

Desde muito certas coisas vindas de Moro me incomodam. Como acontece quando nos identificamos com o que faz/pensa alguém, somos psicologicamente induzidos a fingir que não relevamos coisas que... hum... "é melhor não pensar nisso". Lembra da divulgação da conversa entre Lula e Dilma sobre a nomeação para ministro da Casa Civil? Não ficou um cheirinho de merda no ar? E a omissão recente de Moro sobre a obstrução do direito de ir e vir cometidas em obediência a ordens de governadores e prefeitos? Outros "eventos" estranhos ocorreram, mas saí de minha cegueira voluntária depois da forma imoral que ele escolheu para marcar a comunicação de seu pedido de demissão. Enquanto ele cobrava do Presidente uma razão "técnica" para exonerar o Diretor Geral da PF, ao mesmo tempo ele não dava sua real razão para intencional e claramente criar uma crise política com graves consequências para o país. Qual sua intenção? Por que simplesmente não se concentrou em sintetizar os resultados de sua gestão, o que seria absolutamente justo, em lugar de fazer insinuações sobre pretensos interesses escusos de Bolsonaro? Para esse tipo de atitude, quando acontece conosco, classificamos o sujeito taxativamente como um tremendo mau-caráter.

O segundo aspecto importante a que devemos dedicar especiais reflexões é quanto ao grande, monumental feito realizado por Bolsonaro a partir de seu primeiro dia de governo: o desmonte do establishment (*), anglicanismo horroroso que Paulo Guedes gosta de usar. Chamo sua atenção para avaliar com extremo cuidado e à luz de princípios de uma democracia plena, a atuação de Ministros do STF que têm se arvorado iniciativas de completo ataque à Constituição, como, por exemplo, Celso de Melo interpelando Rodrigo Maia sobre as razões de não colocar em pauta os tantos pedidos de impechment que foram protocolados na Câmara. Respondi assim, em rede social, a comentário manifestando a retirada de apoio a JB: "Só a coragem destemperada de JB para revirar o status quo da política então vigente. Quem o acusa está esquecendo que há um jogo político de alta resistência que: 1) faz tudo o que pode para minar o poder de ação do governo federal; 2) fazem de tudo para se refestelarem com as verbas que deveriam estar a serviço do país; e 3) não estão nem aí para todos nós". E acrescentei um "lembrem-se":
Mas aqui vou deixar uma outra pergunta: como estaria sua integridade moral, psíquica, fisiológica, mental, se estivesse no lugar dele, passando pelas mesmas pressões?

Um terceiro aspecto tem a ver com o valor pessoal que Bolsonaro me parece ter como sendo o maior que preza: a família. Não sem razão, portanto, levou para o Planalto seus 4 filhos, sendo que 3 deles políticos eleitos, cada um em uma esfera, cada um com responsabilidades de atuação na estrutura do poder executivo federal. Proteger qualquer um deles é o que ele faz e é o que a maioria de nós faria. Pelo menos até onde os preceitos morais de cada um não fosse ferido de morte. Dito isto, me acompanhe com vagar, porque vou fazer uma suposição a partir do fato incontestável de que o inquérito sobre "rachadinhas" no Rio de Janeiro, cujo protagonista principal é Fabrício Queiroz, um amigo pessoal de Flávio e Jair Bolsonaro, não anda, não chega a nenhuma conclusão final. 

É do "conhecimento" popular desde áureos tempos que a maioria dos assessores nomeados por políticos de cargos eletivos ou não, destinam, em princípio, 30% de seus salários para o político que o nomeou. Arrisco-me a deduzir que esta prática é uma, ou talvez a principal razão para que os salários de servidores públicos sejam na média o dobro dos salários da iniciativa privada para as mesmas funções e qualificações. Isto é razoável supor porque, do contrário, ninguém toparia ganhar 30% menos no serviço público quando poderia ganhar os 100% na iniciativa privada!!! Esta seria, na minha hipótese, uma prática que ao longo do tempo foi ganhando ares de "normalidade", a ponto de que novos integrantes, mesmo que íntegros como madre Tereza, com o passar dos meses e ganhando um salário não condizente com sua "abnegação pelo povo", cheguem à conclusão de que os "mais antigos" têm toda razão em praticar a "rachadinha" como justo complemento de renda. Na minha hipótese, portanto, talvez o problema do papai seja que entre os integrantes do poder isto sempre tenha sido normal, até que alguém use tal "desvio moral" como pretexto para atacá-lo. Dar uma gorjeta para o guarda é prática normal até o dia em que você é publicamente exposto tendo praticado tal ato. Sacou? No caso em pauta, como defender agora tal prática em tempos passados? Supondo, obviamente, que nos dias atuais a prática tenha sido no mínimo suspensa temporariamente.

Antes de encerrar, deixo a opinião de que a democracia precisa ser reinventada para lidar com os desafios impostos pela era digitrônica. Em particular aquelas que, como a brasileira e a americana, têm mandatos de 4 anos, com eleições intercaladas a cada 2 anos, dinâmica que impede projetos de longo prazo e favorecem a constante disputa pelo poder, levando, inevitavelmente, a pedidos de impeachment, independente de quem seja eleito, de quanto apoio tenha o governante, de quais seus níveis de acerto etc. É impossível um país ter estabilidade para se desenvolver se não puder agir com objetivos e metas de longo prazo. É inconcebível que a quase 3 anos da próxima eleição presidencial, esteja hoje em pauta em todas as mídias a doisputa de 2022!!! É insano ter diversos governadores que, em plena pandemia, estão em flagrante campanha para Presidente da República!!! 

Noves fora a hipocrisia, portanto, sobra o restolho, o inevitável lixo do jogo político, jogo do qual só participamos como gândulas, apanhadores de bola-fora de jogadas mal executadas! Entendeu a ironia?


(*) Significa "todos os que compõem a elite no poder".





terça-feira, abril 21, 2020

DEMOCRACIA ADA-PT-ADA

Tenho um certo estremecimento mental quando ouço alguém dizer que "é preciso ter bom-senso", ou que "está faltando bom-senso" ou outras manifestações de pretensas propostas de equilíbrio. Na minha percepção, sempre "falta bom-senso" naquele que não concorda com o que se deseja. Tal "egoísmo filosófico" observo entre todos os que se dizem democratas autênticos, de raiz, quando se manifestam a respeito de opiniões e ações de oponentes. Parece haver uma democracia para cada situação.

Bolsonaro, no domingo 19/4/20, foi a uma manifestação de cidadãos brasilienses entre os quais esteve presente uma turma de radicais de direita pedindo desde fechamento do STF até golpe militar, edição 2020. De minha parte, não comungo este desejo, nem poderia, pois vivi minha juventude universitária entre 1969 e 1973. Da parte das forças armadas, já em 2017, o General Mourão respondia a jornalistas sobre elas afirmando, entre outras razões, que não é papel do Exército ser "um fator de instabilidade". Desde, portanto, de antes de alguns generais assumirem posições na estrutura do poder executivo pela eleição legítima de Bolsonaro, e até hoje, não houve mínima sugestão da parte deles em romper com os preceitos constitucionais. Entretanto, desde a posse em janeiro de 2019, setores da sociedade que saíram perdedores no jogo de poder e que, mês a mês, passaram a ver seus escusos interesses veementemente negados, obstruídos, pelo Presidente, insistem no discurso da "democracia ameaçada" por um autoritarismo imaginado, sonhado, desejado, mas nunca manifestado. Para os "incomodados", proclamar o desejo de uma intervenção militar é um ato "contra a democracia" e precisa ser reprimido e incentivadores devem ser identificados e presos, mas bradar e apoiar "impeachment já", não. 

Na minha democracia, qualquer manifestação pacífica de opinião, individual ou em grupo, é um ato legítimo e garantido pela constituição, artigo 5º, IV: "É livre a manifestação do pensamento sendo vedado o anonimato." Mas parece que o Procurador Geral da República não leu, ou se leu, não entendeu, esta norma constitucional. Basta ver o noticiário de hoje dando conta que o Procurador entrou com um pedido de inquérito no STF sobre o evento alegando que o "Estado brasileiro admite única ideologia que é a do regime da democracia participativa. Qualquer atentado à democracia afronta a Constituição e a Lei de Segurança Nacional”. Sou forçado a perguntar como devemos entender "democracia participativa" se proclamar opinião "afronta a Constituição"? O Procurador ainda acrescenta que "nesses momentos podem surgir oportunistas em busca de locupletamento a partir da miséria e da perda da paz que podem resultar em graves comoções sociais". E aí eu deixo outra pergunta ao senhor Aras: por que os frequentes pedidos de impedimento do Presidente baseados nos mais banais argumentos não constituem tentativas de "oportunistas" de causar "a perda da paz"? Quero lembrar também ao excelentíssimo que o "povo" tem o poder só de manifestar suas tendências opinativas nas ruas. Quem consegue "desestabilizar", derrubar um governo são os que têm posição e força para minar a ordem institucional. Estes são os tantos que de dentro da máquina pública, vêem o Estado como propriedade particular. O que infelizmente vem acontecendo. 


E quanto a governadores que extrapolam da autoridade agredindo, literal e fisicamente, o direito, mais um, constitucional, do cidadão de ir e vir? Alguém sabe de alguma ação do Procurador Geral? Sobre o mesmo fato - e outros similares - como se pronunciou o Presidente do Supremo Tribunal Federal? Onde está a  indignação da mídia esquerdista? O que disse a OAB em defesa dos cidadãos e cidadãs covardemente agredidos? Etc. Em que se respaldam governadores que fazem ameaças de prisão e multa para quem desrespeita o que, em última análise, é apenas uma das visões de estratégia de combate à epidemia entre tantas outras existentes?


Estamos em um conturbado momento democrático mundial, mas que no Brasil tem sons e cheiros especiais e originais. O advento da era digitrônica ainda não foi absorvido, entendido, por ninguém, sejam políticos, historiadores, analistas ou cidadãos. As transformações, apesar de em andamento, são tratadas com pílulas de medicações vencidas, o que, como sabemos, não devem ser ingeridas sob pena de nos causar ainda males maiores. Precisamos de uma ciência da democracia que descubra novas formas de gerir as sociedades. 

Finalizando, no título, "Democracia Adaptada", ressaltei a letras P e T, que juntas formam a mais famosa - no mau sentido - sigla de agremiação política do Brasil, por considerar o PT o maior utilizador da técnica de ADAPTAR convicções e "verdades" aos interesses de quando está no poder e de quando está na oposição. Para o PT foi golpe tirar a Dilma do poder. Para o mesmo PT, para o Procurador e para o Presidente do STF, parece não ser golpe fazer campanha "fora Bolsonaro". 

Esta é a "democracia adaptativa" específica e original de nossa nação tupiniquim.