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domingo, janeiro 29, 2017

COMENTÁRIOS DA SEMANA - DE 29/JAN A 4/FEV/17

04/02/17 - IMAGENS PARA A HISTÓRIA


Lula quase Ministro.


Temer leva condolências a Lula.

Moreira Franco nomeado Ministro.



01/02/17 - LÁ & CÁ

Há uma ideia flutuando na mídia e no meio político de que o STF se politizou, indevidamente, dizem os políticos, justificadamente, diz a mídia, além da conta, dizem ambos, acrescentando que a função do supremo seria tão somente de guardião da Constituição. 

Adicionalmente a isto, vimos, às vésperas da Ministra Carmem Lúcia homologar as delações da Odebrecht, e ainda hoje, nestes últimos momentos que antecedem a decisão da escolha do novo relator em substituição ao Ministro Teori Zavascki, uma excessiva (a meu ver) preocupação, ou mesmo um forte temor, quanto ao que poderá acontecer à Lava-Jato, dependendo de quem será o escolhido.

Simultaneamente, ou melhor, ontem, Donald Trump indicou Neil Gorsuch, um político conservador, constitucionalista, para Juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos. Um fato dá a dimensão da função política daquela instituição: o cargo estava vago há quase um ano e não foi ocupado por um indicado de Obama porque, simplesmente, o Senado, com maioria Republicana, impediu.

Lá e cá, as coisas são parecidas, mas diferentes.




31/01 - SEM PARAQUEDAS


Sei que é muito cedo para o que vou registrar aqui. Sei que muita água vai rolar por baixo das "pontes de Madison" e Nova York. Vou me jogar sem paraquedas, pois penso que o risco é calculado. 


Donald Trump não termina este seu mandato.

A conferir.

30/01 - DESEMBARQUE DA ILUSÃO


Aproveitando o desembarque, que acontece neste momento (10:22), de Eike Batista, no aeroporto Tom Jobim, ao som, provavelmente, de Samba do Avião ("Olha a pista chegando..."), com destino ao presídio Ary Franco, passando antes nas dependências da Polícia Federal, reproduzo o trecho mais importante do vídeo da participação do mega-fajuto-empresário no programa Manhattan Connection em 3/jul/2013. 





Diogo Mainardi, o único, pelo que parece, jornalista a não se deixar iludir pela hipocrisia reinante na mídia de ontem, de hoje e, quiçá, do amanhã. 


29/01 - HIPOCRISIA POLÍTICA


Considero fundamental que todos tenham em seus arquivos, mesmo que seja só o da memória, este vídeo:



domingo, novembro 13, 2016

COMENTÁRIOS DA SEMANA - 13 A 19/11/16


17 - CÂMARA E SENADO

Estão arquitetando uma anistia geral para os mal-feitos em caixa dois e propinas. Está na hora de irmos para as ruas dar o recado de que, se tentarem, o risco é grande de o caldo entornar.


SEM PERDÃO PARA OS CORRUPTOS. 

E FORO PRIVILEGIADO APENAS PARA ATOS DO EXERCÍCIO DO MANDATO.


15 - DILMA, FARC, BREXIT, TRUMP

Na ressaca pós vitória de Trump, me fixo em dois fatos que se conectam nos 4 eventos citados no título: a afirmação, pela mídia, de que os institutos de pesquisas erraram e a margem de vitória.

Quanto às pesquisas, sinto muito, mas não erraram. A margem de erro é que pendeu para o "lado errado" ou lado não desejado pela mídia e especialistas de todas as vertentes.

Quanto à margem de vitória, apertada em todos os casos, esta sim me incomoda. Nos 4 casos, uma minoria de cidadãos foi responsável por uma decisão de grave importância para o futuro de curto e médio prazos de suas nações, o que, em última instância, significa afetar seus próprios destinos individuais. Se levarmos em conta os altos índices de abstenção, temos um fato que incomoda bastante a democracia (em tese, o regime da maioria): a responsabilidade da decisão foi da minoria!!!

O que pode estar por trás dessas rupturas? Lembrando que Dilma foi eleita e deposta (uma ruptura com as ideias petistas). Esta democracia conduzida pela visão de curtíssimo prazo do homem-eleitor comum tende a nos levar para onde?

A inovação tecnológica e a rapidez em que estas nos são impostas está aumentando o fosso entre as populações das metrópoles e as demais?  Em que medida a globalização está sendo questionada e ameaçada? A perda dos empregos, em alguns países, a queda dos salários dos não-formados em outros, justificam esta tendência ao protecionismo e, consequentemente, ao agravamento de manifestações nacionalistas e xenófobas? O desenvolvimentismo, visto até aqui pelos economistas como única saída para a humanidade, se sustenta?

De volta às cavernas, ou à barbárie da sobrevivência do mais forte, ou há uma alternativa ainda não formulada?


Resultados do voto popular:

BRASIL: ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE (out/2014) - 51,64% x 48,46% (Aécio) - Diferença: 3,5 milhões de votos - Abstenção: 19%


GRÃ BRETANHA: BREXIT (jun/2016) - 51,9% (sim para saída da UE) x 48,1% (permanência) - Diferença: 1,8 milhão de votos - Abstenção: 28%

COLÔMBIA: FARC (out/2016) - 50,2% (não ao acordo) x 49,8% (sim) - Diferença: 60 mil votos - Abstenção: 62,6%

ESTADOS UNIDOS: ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE (nov/2016) (*) - 47,2% (Trump) x 47,9% (Hillary) - Diferença: 900 mil votos - Abstenção: Não encontrei dado correto, mas historicamente é perto de 50%

(*) Fonte: CNN - A vitória de Trump se deu no colégio eleitoral com 306 delegados a seu favor.

13 - RADICAIS

O problema dos radicais é que eles estão, por definição, sempre errados. Radicalismos só têm utilidade como tentativa de ruptura, de colapso, de morte do conhecido e nascimento do incógnito. O radical não tem proposta de solução. Seu horizonte de percepção não existe porque sua cegueira é congênita.

Isto me vem quando ouço sobre invasões de escolas (incentivadas, alimentadas e coordenadas por psicopatas desalojados de posições nas instâncias de poder estatal) a pretexto dos alunos serem contra a proposta - superficial, diga-se - de flexibilização do ensino médio.

Todos os alunos de uma escolha são contra? E só de algumas escolas que o grupelho, no caso, de esquerdistas, conseguiu se infiltrar? Quer dizer que os alunos, pretensamente contra, preferem ser obrigados a adquirir conhecimentos que jamais irão fazer uso, ao invés de terem a liberdade de investir mais no que suas genéticas e escolhas desejam? Eles são contra a flexibilização no exato momento em que as formas de transmissão do saber estão sendo avassaladoramente questionadas pelas novas tecnologias de acesso à informação? Ou apenas estão tão famintos de debate de ideias e de alimento que estão aceitando receber sanduíche de mortadela como recompensa pela servidão a que se sujeitam de serem massa de manobra para quem não quer ver vingar ideias alheias?


sábado, outubro 10, 2015

E AGORA CONGRESSO?

O Tribunal de Contas da União, que não é "tribunal", pois não é "lugar em que se realizam audiências judiciais e se fazem os julgamentos", porque, se julga, não condena nem absolve, apenas analisa e avalia, criou um problemão para o Congresso Nacional.