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quarta-feira, janeiro 01, 2025

ENFIM, A RESPOSTA!

 THE DAY OF TURNING POINT

 

Alvíssaras! Este primeiro dia de janeiro, para mim e depois de mais de 70 anos, ficará marcado como o primeiro dia em que começo e comemoro o Ano Novo com, finalmente, minhas esperanças no mais alto grau de expectativa!

Os últimos 7 anos, para todos nós que partilhamos e exaltamos valores humanos – família, moralidade, liberdade, integridade intelectual e respeito irrestrito à individualidade e autodeterminação -, foram pautados por indignação, revolta e incompreensão, fatores que nos levaram, consciente ou inconscientemente, a nos fazer uma só pergunta: “o que move e sustenta um homem a agir diuturnamente contra uma Nação”?[1]

A pergunta buscou resposta durante todos estes anos, mas neste final de 2024, nos Estados Unidos, precisamente no dia 27/12/24, um homem, Mike Benz, em entrevista ao podcast de Joe Rogan, trouxe a público as razões e as respostas para a angústia de todos nós.  Desde que percebi a “sina”  implacável e insana do sistema – conhecido como “o establishment”[2] –, primeiro contra a possibilidade de eleição de Bolsonaro e, depois dele eleito, a favor de derrubá-lo do poder ou pelo menos não permitir sua reeleição, só encontrei duas fontes de justificativa: 1) chantagem a partir de retaliação moral pública e/ou 2) a partir de ameaça à vida do chantageado ou de entes queridos[3]. A primeira se justificaria se alguma “entidade” acima da soberania nacional (de origem interna ou externa) com o pagamento pecuniário direto, imediato, pelo comprometimento e comprovação do agir segundo “as ordens”, ou, então, pela promessa de poder e fortuna quando do atingimento da meta fundamental. Estas duas únicas alternativas justificavam (e ainda justificam) que um homem – agindo com poder delegado - representando os interesses imediatos de um grande aglomerado de instituições e cidadãos, permanecessem (e ainda permaneçam) unidos no silêncio aprovativo do estupro de uma Nação. Refletindo sobre as ações e razões de todas as pessoas com quem convivi por estes mais de 70 anos, não fui capaz de encontrar nada além destas duas alternativas que façam alguns cidadãos se submeterem de maneira tão servil, tão publicamente humilhante, como temos assistido nestes últimos anos. Pergunte-se: o que o faria se transformar em um verme?

Neste ponto, vou me interromper. Para entender o que ainda tenho a dizer você precisa assistir pelo menos a estas duas postagens: 1) à introdução/apresentação feita pelo jornalista Fernão Lara Mesquita (o conteúdo do link que ele fornece é muito longo e só vai ser relevante se você, ao final deste artigo, quiser se aprofundar em mais detalhes); 2) depois, e mais importante, assista ao post da juíza auto exilada nos Estados Unidos, Ludmila Lins Grillo[4], ressaltando trechos que mais interessam a nós, brasileiros, da entrevista do Mike Benz.

Fernão Lara Mesquita, no canal Vespeiro: https://www.youtube.com/watch?v=XPGF8lepB4I

Ludmila Lins Grillo, no canal TV Florida: https://www.youtube.com/watch?v=wu1hzJXRhOw                                

Em fim, a resposta! Agora você, meu Leitor, já a tem. Impressionante como o que Benz diz explica tudo aquilo com que temos nos indignado dia sim, outro também. A alternativa “1” é a inimaginada, inconcebível (quanto à intensidade e abrangência) e insana resposta que coloca tudo às claras, sob a luz das informações de quem esteve "dentro" do sistema. O “capo di tutti capi”, despido de seus trapos feitos de fios de hipocrisia, tramas de mentiras e cores borradas de intenções suspeitas, está nu em todas as "ágoras" públicas, digitais ou presenciais.

Considerando que o exposto publicamente, é, realmente, uma “bomba” no seio do “sistema”, que despedaça e expõe o núcleo de um projeto de psicopatas em conluio pela busca do phoder absoluto sobre o mundo ocidental (no mínimo); considerando que o entrevistado fez parte do primeiro governo Trump, e voltará a fazer parte agora; e considerando que Trump já deu declarações sinalizando que pretende agir para o total desmonte dessa maluquice política internacional, resta-nos imaginar e esperar pelas consequências a partir da posse do presidente eleito.

E o ciclo se renova. Voltamos a ter perguntas sem respostas, ainda:

1 – Que Nações se unirão – ou já estão se unindo - em uma reação a partir da indignação das elites não-agraciadas e deixadas de fora pelos “líderes” atuantes?

2 - Trump tomará posse?

3 – Trump será assassinado em algum momento de seu mandato?

4 – Trump será “legitimamente” afastado do governo?

5 – Quem vencerá esta queda de braços pelo phoder?

6 – E última e mais determinante: 20 de janeiro de 2025 ficará na história futura da humanidade como “the day of turning point”? Um verdadeiro “cavalo-de-pau” de 180º mudando a “nova ordem mundial” para a direção inversa?

Paulo Vogel

Neste meio, eu sou mensagem.

Jan/25 


 


P.S.: Fernão Lara Mesquita teve a pachorra de traduzir toda a entrevista. Leia aqui (role a tela até achar e é longo): https://vespeiro.com/2024/12/24/entrevista-mais-importante-da-decada/

 



[1] Uso “um homem” apenas como símbolo. Todos sabemos que “este homem” foi e é tão-somente um escolhido e nomeado representante de uma ideia a ser praticada por um enorme contingente de instituições e pessoas. Isto vai ficar claro mais à frente.

[2] No dicionário “Oxford Languages” temos os seguintes significados:” 1) a ordem ideológica, econômica, política e legal que constitui uma sociedade ou um Estado; 2) a elite social, econômica e política de um país”.

[3] Chantagem é um crime que envolve uma ameaça com a intenção de compelir uma pessoa a fazer um ato contra sua vontade ou tomar o dinheiro ou propriedade de uma pessoa. Na chantagem, uma ameaça pode ou não consistir em lesão física a uma pessoa ameaçada ou a alguém amado por essa pessoa.

[4] Punida com aposentadoria compulsória "por ter feito manifestações de cunho político nas redes sociais".






segunda-feira, maio 09, 2022

RUPTURA INEXORÁVEL


A inesperada vitória de Bolsonaro foi um grito de independência de parcela de brasileiros em reação ao domínio político-cultural de 16 anos comandado pelo lulismo e sustentado pelas práticas marxistas e gramscistas dos petistas úteis por 20 anos infiltrados na máquina estatal. Foi uma ruptura na certeza de vitória de quem, já se imaginando no podium com a mão na taça e tomando banho de champanhe, se viu ultrapassado e derrotado pelo concorrente mal avaliado. Como isto pôde acontecer!? se perguntaram. Na busca de explicações, espiaram erros e desatenções, mas não abdicaram da soberba de quem tem “a” verdade, afinal eles têm certeza de serem melhores, superiores, de serem os bons e magnânimos apesar de seus malfeitos que se justificam pelos fins utópicos prometidos (e nunca entregues). O direito de roubar e assaltar os cofres da Nação (melhor dizer, o bolso de toda a população) é a recompensa pelo altruísmo do sacrifício que julgam realizar em nome do “povo”.

 

O que se viu, e se vê, desde a posse de Jair Bolsonaro na presidência da República até hoje, é uma sequência de atos coerentes com suas propostas de campanha e obediência ao compromisso maior assumido com seus eleitores de banir do poder todos os agentes do socinismo[1] e de fechar todas as torneiras que alimentavam seus apoiadores desde que atendidos em seus interesses financeiros. Irmanados pela perda das benesses de um Estado leviatã, formam, hoje, a massa dos “perdedores”.

 

Nestes 40 meses, os “perdedores” de boquinhas estatais (sem descartar os que temem perdê-las) se uniram em defesa de suas vidas pífias e/ou corruptas. Para tal adotaram diversas estratégias, entre elas: acusar o Presidente de qualquer coisa sem necessidade de conexão com fatos; ser contra qualquer coisa que ele fale ou seu governo faça; fazer acusações indiscriminadas a qualquer pessoa que não se alinhe em suas fileiras histéricas; praticar o duplipensar sempre que suas “verdades” não forem convenientes para os interesses imediatos (p. ex.: se proclamar democrata e praticar a repressão à liberdade de expressão[2]; acusar de tirano que age em absoluto respeito à Constituição; etc).

 

Nestes 40 meses, eles fizeram várias tentativas. Iniciaram com acusações diversas a Bolsonaro e, por tabela, a todos os estoicos[3]. Primeiro o chamaram de “autoritário”, “fascista” e “nazista”[4]. Não pegou. Com a pandemia aproveitaram para acusa-lo de “genocida”. Não pegou. Ingressaram com pedidos de impeachment alegando motivos rasteiros. Não pegou. Criaram uma CPI para arranjar alguma coisa que o comprometesse, mas escondendo os desvios dos recursos enviados pelo governo federal para estados e municípios. Não pegou contra ele, mas desviou o foco das atenções para longe de governadores e prefeitos. Criaram um inquérito (sem fim, mas “do fim do mundo”[5]) construído sobre ilegalidades e arbitrariedades para tentar calar (com cancelamento, prisão e desmonetização) a divulgação de “inconvenient news” e “ataques” à democracia ou atos antidemocráticos sem nunca especificar tais “atos”[6]. São ações em curso, mas ainda sem dar o resultado desejado. Na possibilidade cada dia mais real de Bolsonaro se reeleger, e como preparativo para um “plano B”, “convidaram” institutos de pesquisa para fazer aferições periódicas para “informar” os eleitores quem é o candidato que lidera a opinião pública (ou do “consórcio”, é a mesma coisa) e, paralelamente, criminalizaram qualquer questionamento à vulnerabilidade das urnas eletrônicas inclusive com ação de interferência de ministros do supremo em processos dentro do legislativo sobre o tema. Não bastando, o TSE tornou sigiloso o documento que aponta falhas e sugere medidas protetivas elaborado pelas Forças Armadas. Para saber o resultado vamos ter que esperar mais alguns meses. No momento tem ministro no STF procurando “pelo em ovo” para impedir que Bolsonaro se candidate. Imaginaram fazer isso alegando que a motociata seria campanha antes do prazo, mas aí o Lula fez a besteira de chamar a Daniela para um showmício onde ela fez a besteira de fazer campanha pró Lula antes do prazo. Foi mal!

 

Tem muito mais, apenas citei alguns fatos para evidenciar o processo dos perdedores. Mas existe uma outra estratégia como pano de fundo, qual seja a de divulgar a narrativa de que Bolsonaro está armando um golpe (Atenção: fazer de tudo para derrubá-lo não é golpe!!!). A primeira ação tática desta estratégia foi o STF impedindo o Presidente de exercer seu direito constitucional de designar o Diretor da Polícia Federal[7]. A esperança era (e continua a ser) de que tal ação provocaria uma reação drástica e explosiva do Presidente que seria tratada como tentativa de golpe. Esta esperança de reação continua a ser alimentada com o perdão dado por Bolsonaro ao deputado Daniel Silveira que está permitindo ao (na verdade, estimulando o) Xerife Mor da Nação a esticar mais a corda para ver se Bolsonaro cai na armadilha.

 

A mais nova (mas sendo esquentada em banho-maria desde a fala de Gilmar Mendes em Lisboa em 2021) é a da mudança do sistema de governo para um negócio não explicado que chamam de semipresidencialismo[8]. A “ideia” ganhou nos últimos dias a adesão inconteste de Rodrigo Padilha, o protetor das imoralidades e ilegalidades que alguns ministros do Supremo cometem dia sim e outro também. Qual é a jogada? Não há como derrotar Bolsonaro? Simples, a gente deixa ele se eleger como um “semi” presidente, um Rei Bobo da Corte, corte essa que será, evidentemente, ocupada pelos praticantes do phoder financiados pelos banqueiros tupiniquins e metacapitalistas da Nova Ordem Social.

 

Creio que você já pode notar que as táticas são muitas e veem de muitas frentes e fontes, não só do judiciário ou da “pequena grande” mídia em “consórcio”. As big techs estão sendo estimuladas a entrar no jogo com a promessa de terem seus mercados e ganhos preservados se colaborarem com movimento pró-perdedores. Cancelamentos, desmonetizações e até mesmo o extremo de banir da plataforma ativistas estoicos, impedindo-os de exercer o direito incontestável de trabalhar e obter sustento.

 

Depois da 1ª ruptura realizada pela eleição de Bolsonaro quebrando a hegemonia do pensamento marxista no centro do poder e trazendo o país de volta ao caminho da livre iniciativa e da defesa dos valores duramente conquistados pela civilização ocidental, estamos em uma escalada inexorável para a 2ª ruptura. Não vejo qualquer alternativa: ou Bolsonaro chega ao pleito de 2022 soterrando todas as tentativas de derrubá-lo (o que exigirá rupturas para chegar lá), ou a tirania "informal" das instituições corrompidas assumirão definitivamente o poder que, do mesmo modo, só será conquistado com rupturas no processo.

 

Evandro Pontes, jurista, em entrevista a Ana Paula Henkel, foi incisivo ao afirmar que “O golpe já foi dado. Tudo o que decorrer dele é mera consequência de um golpe (...). Já estamos na marcha da história para recobrar o sistema que já foi rompido por iniciativa clara e descabida do STF (...)”.

 

Desde que identifiquei algumas características da nova era digitrônica, chamo atenção para o fato de o modelo que praticamos até aqui de exercício da democracia estar desassociado das novas formas e meios de propagação da informação e do conhecimento. O professor Alex Fiúza de Mello[9] disse em entrevista ao jornalista Tito Barata[10]“O modelo político brasileiro é um modelo fracassado”[11]. A relação de poder da elite oligárquica com a massa de cidadãos manipulados em favor de seus intere$$e$ deixou de ser intermediada pelo poder centralizado dos órgãos de impren$a, a chamada Grande Mídia. A oligarquia dominante até 2018 foi defenestrada do poder porque não percebeu que não há mais possibilidade de intermediação controlada, engessada, pasteurizada. Cada cidadão se comunica diretamente com o poder e, enquanto existir resistência teremos à disposição uma tecnologia que nos faz cidadãos mais livres, manifestando opinião livre, aberta, enfática, determinada, sem máscara e sem mordaça. Para os “perdedores” isto é inaceitável!!! Volto ao professor Alex se referindo ao Presidente: “O Bolsonaro tem condição de denunciar a lama que é o Brasil”, mas o próprio professor entende que isto colocaria em risco sua reeleição que é o desejo do Presidente.

 

Enquanto o dia do voto se aproxima, a espiral evolui. As Forças Armadas, até então quietas, parecem não estar gostando da atuação de alguns representantes de instituições relevantes no processo eleitoral. No Valor Econômico (órgão do “consórcio”) encontramos duas notícias: a primeira de que “Ministros do STF sinalizam ao Planalto insatisfação com Moraes” (Será o fim do corporativismo na Suprema Corte e o início do “cada um por si”?); a segunda de que “Ministro da Defesa se reúne com Bolsonaro e comandantes das FFAA” (pouco depois instou o TSE a divulgar as sugestões das FFAA).  Como cereja deste bolo, o próprio Presidente afirmou em sua live que “as FFAA não terão papel de espectador nas eleições”.

 

De ambos os lados, todos de mãos dadas. Ninguém larga da mão de ninguém!!! Nem um passo atrás, pois o orgulho, os interesses, os desejos confessos e inconfessos, os ditos que não podem ser desditos, os feitos que não podem ser desfeitos, obrigam  todos a caminhar para seus destinos inexoráveis.

 

É aguardar para a espiral atingir seu ápice.

 

 P.S.: Alguns dias depois tomei conhecimento do vídeo a seguir.





[1] Socinismo é a expressão que uso para rotular o conjunto das ideias e ações do comunismo e do socialismo.

[2] Se você puder ter acesso não deixe de ler o artigo de J. R. Guzzo na revista Oeste de 6/5/22, “Os inimigos da palavra livre”. Cito este trecho que tem relação com o duplipensar a que me refiro. Diz Guzzo em relação ao uso do termo “desinformação” pela elite iluminada: “Ela serve a um duplo propósito. É um traço de união, ou palavra de ordem para a campanha, entre os adversários da candidatura do presidente da República. É, também, o pé de cabra mais utilizado para se arrombar a porta que protege a liberdade de expressão”. E tendo acesso à Oeste, leia também o artigo de Augusto Nunes, "A Constituição Estuprada".

[3] Como Fiúza, também não concordo com a rotulagem de direita e esquerda. Entretanto, diferente dele, acho obrigatório que se tenha alguma rotulagem para que se possa separar dois espectros do pensamento quando, principalmente, se tem apenas o espaço de um artigo, ou até menos, para se apresentar uma opinião. Neste sentido é que prefiro utilizar os termos “estoico” (em substituição aos que se identificam com  democracia, capitalismo, liberalismo e conservadorismo) e “vitimista” (em substituição aos que se identificam com o comunismo, socialismo, ditadura do proletariados etc.)

[4] Relembro um fato que já contei em outro artigo. Depois de ouvir de um “vitimista” a acusação feita com ênfase de Bolsonaro ser um “autoritário”, fiz a pergunta simples e óbvia: cite um ato autoritário que ele tenha praticado? A resposta, depois de segundos de silêncio, veio enfática: “Não vou lhe responder. Não vou lhe responder.”

[5] Rótulo dado ao inquérito pelo recém aposentado ministro Celso de Mello.

[6] Como vítimas deste inquérito estão, entre outros: Daniel Silveira, Roberto Jefferson, Allan dos Santos, Bárbara, e Oswaldo Eustáquio.

[7] Naquele momento fui crítico à decisão de Bolsonaro de recuar, influenciado pelos que estavam à sua volta. Hoje entendo que poderia ensejar uma reação dos perdedores que teriam “justificativas” para ataca-lo.

[8] O termo é o que se pode chamar de “criação criativa” dado que não podem chamar de parlamentarismo, pois este, além de já ter sido rejeitado em plebiscito, seria de difícil ingestão pela população mais informada de hoje.

[9] Professor Titular (aposentado) de Ciência Política da Universidade Federal do Pará (UFPA). Mestre em Ciência Política (UFMG) e Doutor em Ciências Sociais (UNICAMP), com Pós-doutorado em Paris (EHESS) e em Madrid (Cátedra UNESCO/Universidade Politécnica). Reitor da UFPA (2001-2009), membro do Conselho Nacional de Educação (2004-2008) e Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Pará (2011-2018). 

[10] Assista a entrevista completa neste link: https://www.youtube.com/watch?v=P25wFOqCgXc

[11] A esta declaração faço apenas uma ressalva. Não se trata do “modelo político brasileiro” de democracia, mas sim do modelo de democracia, não importa de que país.




quinta-feira, abril 21, 2022

O MUNDO EM QUE VIVEMOS

[1]

“A impressão que se tem, pelos fatos ocorridos em público até agora, é que o STF dará, sim, um golpe de Estado para impedir um segundo mandato de Bolsonaro — caso chegue à conclusão que pode dar esse golpe, ou seja, se tiver certeza de que todo mundo vai baixar a cabeça se os ministros virarem a mesa.”

 J. R. Guzzo, em “Estão Querendo Virar a Mesa”, revista Oeste de 15/4/22


Há quase um ano, as pessoas mais próximas a mim, me ouvem dizer que não chegaremos às eleições deste ano percorrendo um caminho normal. Guzzo, no artigo citado, fazendo um paralelo entre os desejos dos perdedores de 2018 quanto a Bolsonaro e o que se propagava quanto à candidatura de Getúlio a Presidente em 1950, lembra a fala de Carlos Lacerda: “Não pode ser candidato. Se for candidato, não pode ser eleito. Se for eleito, não pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar”. Este é o retrato de nossa fragilíssima “democracia”.

De minha parte, em relação a Bolsonaro nestes pouco mais de 3 anos, dá para fazer uma inversão, pois impedido de governar ele já o foi desde o primeiro dia. Se alguém imagina impedi-lo de tomar posse se eleito, não está em juízo perfeito, não tem o menor compromisso com as consequências para o país, é o mínimo a se dizer. Candidato ele o será se nada lhe obstar. Portanto, só restam a seus oponentes duas alternativas: não deixar que seja candidato ou fraudar a contagem dos votos se as pesquisas prognosticarem sua vitória.

Qual o nível de certeza que tenho sobre esta “previsão”? Cem por cento! Justifico.

Desde a primeira atitude de Alexandre de Moraes[2] contra a Constituição Brasileira, eu me pergunto: o que motiva um juiz da Suprema Corte a agir contra a Nação sem qualquer receio de ter suas decisões revidadas, invalidadas, ou minimamente questionadas por instituições que se proclamam defensores da Lei? Uma primeira resposta é atribuir a alguma pressão externa não revelada. Através de ameaças à sua vida e/ou de seus familiares[3] (algo do tipo faça o que estamos lhe mandando ou...!), tal ação teria sequestrado a capacidade de agir e de julgar do referido Ministro. Para quem desconsiderar tal hipótese faço uma proposição. Tente se imaginar estando em uma posição de poder qualquer (não precisa ser no âmbito de funções da justiça) e se pergunte: que razões o fariam agir contra suas convicções morais e contra seus mais caros valores? Que forte razão seria esta que lhe faria capaz de enfrentar o desprezo provável de sua esposa/marido, seus filhos, seus amigos sem entrar em profunda vergonha? Se não viu, veja os vídeos que mostram as opiniões de Moraes no passado e no presente sobre liberdade de expressão. Tem alguma coisa muito estranha na transição de um momento para outro! Será só desvio de caráter? Oportunismo? É só uma pergunta.


Ok, vamos ignorar isso e buscar outra fonte de razões e para tanto vou recorrer a Geraldo Alckmin, o “Picolé de Chuchu” transmutado em “Pimentão Murcho Vermelho de Vergonha”. O que você acha que sustenta o novo “Geraldo Alquimista Amoral”? Você consegue imaginar o que o faz se tornar um “Lambe-9Fingers”, jogar no esgoto suas relações mais preciosas, sua carreira política, mesmo que ela tenha sido pautada por atos escusos, não republicanos, corrupção etc.? Eu não consigo. Tem algo muito, muito forte, eu diria até dramático, por trás do que ele optou por se tornar. Veja os dois vídeos de ex-Alckmim, o "antes" e o "depois", caso precise refrescar a memória. 

 

Prosseguindo. Vamos dar uma olhada na parcela silenciosa dos perdedores. O que estará fundamentando o silêncio em relação às arbitrariedades do STF, instituições  como OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), ABI (Associação Brasileira de Imprensa, a própria imprensa em sua quase totalidade, a silenciosa covardia subserviente da câmara dos deputados e do Senado, e muitas outras instituições? O que respalda rotular como fascista e antidemocrático um Presidente que fala e age vigorosamente em defesa das liberdades individuais e do total respeito à Constituição sem que tenha tomado qualquer atitude autoritária, mas tendo adversários que agem diuturnamente para o cerceamento das liberdades e aplaudem as arbitrariedades do STF, em público ataque aos princípios mais básicos da democracia? Quem são os que nos acusam do que eles fazem?[4]

Hoje tenho a convicção de que a tecnologia digitrônica capacitou cada cidadão do planeta Terra - independente de classe social, de nacionalidade e de nível de instrução - a expressar suas opiniões e formar imensos grupos em defesa de desejos e necessidades comuns, corrompendo de forma inesperada, rápida e drástica, a estrutura do modelo democrático e hipócrita sob o qual vivemos a partir da revolução industrial. O modelo “elite e povo” até então era explícito, claro: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. A formulação “todo poder emana do povo e por ele será exercido” é a primeira e máxima hipócrita das constituições. Não só da nossa. Ninguém há de imaginar que lá constasse algo como “todo poder emana das elites e em seu nome será exercido para exploração e submissão do povo”. Mas esta é a incômoda realidade. O problema é quando o tal “povo” pode se manifestar com razoável força e, portanto, pode mandar. Mas quem deverá obedecer? Obviamente deveriam ser os mandatários do povo eleitos pelo voto. Eis a incômoda questão fundamental. Estamos, portanto, inseridos em um movimento de corrupção dos valores da civilização ocidental com uma força de destruição que nunca foi possível em nossa história.

A mão do leviatã estatal está queimando e o cheiro de carne tostada impregna os cérebros dos detentores do phoder. A dissonância cognitiva[5] nas mentes oligarcas, provocou uma ruptura de tal magnitude que os conceitos mais elementares têm seus significados invertidos. Quem fala em garantir a liberdade, manda prender quem o critica. Quem defende a democracia, ataca-a com decisões antidemocráticas. Quem fala em direitos individuais, agride, até fisicamente, quem dele discorda. Quem deveria se limitar a falar nos autos, discursa publicamente e no até no exterior, se proclamando do bem e agindo contra os do mal, você. Quem defende o respeito às Leis e à Constituição, é acusado de autoritário e fascista. Comunistas são do bem, holodomor[6] e holocausto são fake news da extrema direita, e prometem, se eleitos, um mundo como Pasárgada, onde Manuel Bandeira imaginou ser “um refúgio de delícias”. Como nada é sem significado e intenção, tudo é em nome do desespero pela perda do monopólio da informação e da boa e fácil agora antiga forma de manipulação das massas através dos convenientes serviços dos veículos servis de imprensa tradicionais.

Não nos iludamos, nem sejamos esperançosos quanto aos acontecimentos políticos dos próximos 6 a 9 meses. Será uma escalada tal qual a erupção de um vulcão: ela só terminará quando a energia que a sustenta tiver sido totalmente consumida. Há como impedi-la sem trauma? Não. Resta-nos resistir, pois toda escalada tem seu ápice seguido do inevitável declínio quando tudo se desgasta e quando a realidade faz caírem as máscaras das narrativas falaciosas. Então terá chegado o momento para forças contrárias ganharem suas batalhas. Por falar em batalhas, podemos ver tal processo como uma guerra. Elas não terminam com a aniquilação total dos inimigos, elas terminam quando um dos lados levanta a bandeira branca em reconhecimento, não da força do inimigo, mas da fraqueza e desgaste de suas próprias forças frente à capacidade de resistência encontrada.

Assumindo a similaridade metafórica com uma guerra entre exércitos, um deles é formado pelos “vitimistas”, os vitimados pela perda das eleições de 2018. São todos os defenestrados do poder em consequência das decisões do Presidente tomadas em total observância às suas promessas de campanha. Identificá-los, portanto, é fácil. Para saber o que torna um “vitimista” raivoso que diz odiar Bolsonaro, basta identificar qual foi a teta que ele mamava e secou. De outro lado estão os “estoicos”, aqueles que em lugar de aceitar uma cota de “quentinhas” do socinista de plantão, preferem ir à luta, enfrentar as vicissitudes e ir atingir seus objetivos com seu próprio esforço e mérito.  Para identificá-los, basta descobrir sua fonte de renda, se é de um encosto em algum mecanismo (benesse) estatal ou se é da determinação e do trabalho.

Persistir em nossas convicções, ter a consciência de que respeitar e lutar pela admissão de que cada um de nós é único, que nossas diferenças têm que ser protegidas e garantidas, e que qualquer que seja a melhor solução política para o equilíbrio da vida em sociedade, a natureza humana tem que ser o sustentáculo para uma vida digna. Esta simples, mas decisiva postura é o passaporte para o ingresso neste exército de estoicos.

Abaixo, uma edição (o vídeo completo está aqui: https://www.youtube.com/watch?v=Pq-Hk32T7lE) feita por mim com recortes do vídeo, gravado no mesmo dia 20/abr/22, de Rodrigo Constantino tratando das mesmas questões deste artigo.

Eu não partilho da possibilidade que o jornalista J. R. Guzzo aventa de “que todo mundo vai baixar a cabeça” e dar salvo-conduto para um golpe dos perdedores. Mas isso só se eu e você nos mantivermos nas fileiras da resistência estoica. Só se ninguém reagir à condenação de Daniel Silveira feita hoje pelos 10[7] (Ameaçados? Raptados?) ministros do STF neste dia em que escrevo.

Fique esperto. Fique determinado. Erga sua voz. A servidão voluntária não é uma boa saída.

Encerrando deixo o depoimento do pastor luterano Martin Niemöller (1892–1984), na Alemanha nazista:

"Quando os nazistas vieram buscar os comunistas, eu fiquei em silêncio; eu não era comunista. Quando eles prenderam os socialdemocratas, eu fiquei em silêncio; eu não era um socialdemocrata. Quando eles vieram buscar os sindicalistas, eu não disse nada; eu não era um sindicalista. Quando eles buscaram os judeus, eu fiquei em silêncio; eu não era um judeu. Quando eles me vieram buscar, já não havia ninguém que pudesse protestar."

 



[1] Quando estava no 2º ginasial, um professor que me deixou boas lembranças,  nos indicou para ler “O Mundo em que Vivemos”. Devia ter umas mil páginas, nunca o li, mas, na esperança de um dia o ler, o mantive comigo por uns 20 anos. Informação inútil, apenas dando vazão a uma saudade.

[2] Não só ele, Barroso, Fachin e Lewandovski são seus melhores seguidores.

[3] Lembro que rolou nas redes uma ligação de Moraes com o PCC. Ok, as agências de checagem dizem que é falso. De qualquer forma esse artigo aqui acrescenta algumas informações importantes sobre Moraes.

[4] Reportemo-nos aos recentes casos da agressora de Jundiaí a uma funcionária da HAVAN e à procuradora  do Maranhão esfaqueando um boneco representando Bolsonaro.

[5] Um pequeno exemplo desta “dissonância cognitiva” você pode ver aqui.

[6] Holodomor é como ficou conhecido o genocídio pela imposição da fome comandado por Stalin nos anos 1932 e 1933. Por coincidência vi há dois dias um bom filme (não lembro o título) na Netflix sobre a Rússia de Stalin, com Robert Duval no papel principal.

[7] Até André Mendonça, indicado por Bolsonaro, votou pela prisão de Daniel Silveira!!! 



sábado, setembro 11, 2021

EU, NÃO, A-CRE-DI-TO! EU, NÃO, A-CRE-DI-TO! (*)

 

Podem fazer as análises que quiserem. A favor ou contra o arrego de Bolsonaro. Podem acreditar na moderação de Heleno e Mourão. Em toda a lógica passapanista de apoiadores frustrados. Nós não fomos induzidos, convidados, a ir para as ruas no 7 de setembro para isto. Podem tergiversar quanto quiserem, mas Bolsonaro de há muito vem sendo claro: “eu farei o que vocês me pedirem”. E em resposta uma parcela significativa da sociedade brasileira disse, em síntese: “limpe o STF” e “implante o voto auditável”. Simples assim.

Eu não acredito na existência de qualquer possibilidade de negociação democrática quando se está numa guerra[1] pela tomada do phoder, por razões históricas, psicológicas, e da simples observação do que estou assistindo. E seria leviandade e arrogância minhas julgar o Presidente sem ter o menor conhecimento do que acontece em meio às paredes dos principais prédios da República. Eu sempre imagino como deve ser difícil estar naquela cadeira lidando com pressões por intere$$e$ desejados (mesmo que republicanos) e, no caso dele, tantos intere$$e$ prejudicados (mesmo que republicanos). Basta lembrar: políticos, partidos, sindicatos, entidades como MST, MTST, ONGs cujos interesses nunca são claros, empresários amigos do Rei, verbas publicitários a veículos da mídia que sumiram, ameaças de perda de concessão, os possíveis afetados por uma reforma administrativa (“desde que eu não perca meus privilégios e ‘direitos adquiridos’”), empresas temerosas de uma reforma tributária (que só é boa se “me beneficiar”) etc. etc. etc.

A História mostra que como resultado de qualquer embate, haverá, ao final, um vencedor e um perdedor. Quem acredita num recuo de Moraes está se enganando, está cego para o fato evidente de que ele está a serviço de “alguém”, ou, no mínimo, de uma “causa”. Se de alguém, até agora não se sabe de quem. Se de uma causa, está claro que não é a da democracia, nem da liberdade de expressão, muito ao contrário, sua intenção é de ELIMINAR qualquer dissonância com os propósitos socinistas[2]. Moraes não vai parar. No momento ele só contemporizou para não ser ingrato com Temer, seu tutor e quem o nomeou para o STF. É só esperar para ver.

A psicologia, que trata de entender as nuances da mente humana, mostra que reconhecer um erro é mais do que uma dificuldade que temos como indivíduos, e é, na maioria das vezes, uma total impossibilidade[3]. Mas quando se chega à beira da derrota, não há outro fim a não ser a da derrota por nocaute, pois, se entregar, nunca está nos planos daquele que se encontra combalido.

Já a observação dos acontecimentos da vida me mostra, todos os dias, todas as horas, em todas as situações, que na ação humana o que predomina é o interesse particular, é a genética egoísta - estudada e explicada por Richard Dawkins -, que nos conduz (e não como um imperativo moral). Esta constatação é que me leva a deixar as tantas perguntas incômodas para as quais ainda não temos respostas minimamente satisfatórias:

  1. O que justifica um “eminente” jurista, elevado a Ministro do STF, declarar em discurso na suprema corte que “quem não quer ser criticado que fique em casa” e pouco tempo depois ser autor do “inquérito do fim-do-mundo” que, por qualquer crítica feita em redes sociais a ele ou a seus pares, autoriza prisões a arrepio da Constituição?
  2. O que justifica outro “eminente” advogado, também integrante do STF, em solene evento de apresentação da urna com voto impresso auditável tenha declarado que “Na vida, a gente deve trabalhar para minimizar o risco de problemas e não para aumentá-los. A sabedoria não é vencer os problemas, mas evitá-los quando possível”. Entretanto, agora, quando o Presidente Bolsonaro propõe a implantação de tal recurso, ele se agarra ferrenhamente à posição de ser contra tal processo auditável, chegando a ponto de dizer que a "garantia” da inviolabilidade das urnas e da legitimidade da totalização é expressa num "podem confiar em mim"!!!???
  3. Qual a fortíssima razão para que o STF, através de um ato de um de seus ministros, prende um deputado em flagrante atentado à imunidade parlamentar prevista na Constituição e em absurdo desrespeito pelo poder Legislativo? E, em decorrência, o que sustenta a não reação do Congresso?
  4. Como entender as tantas quebras inconstitucionais de sigilo bancário e telemático de empresas de atuação na mídia digital, sem qualquer e mínima acusação, enquanto negam até hoje a quebra destes mesmos sigilos de Adélio e seus advogados? Será que tem mandatário do atentado que não pode ser descoberto?
  5. ... Você pode seguir com a lista de exemplos tomados da ação de outros “Supremos”; prisões de jornalistas, dona-de-casa, cantor sertanejo, líder de caminhoneiros etc.

Eu fico por aqui, pois meu objetivo é imaginar onde atos como esses vão nos levar, porque, não duvide, eles vão continuar a acontecer. Eles vão continuar a atacar qualquer coisa que o governo faça e Bolsonaro fale. Os partidos de oposição vão continuar a judicializar qualquer decisão do Congresso. A imprensa continuará a falsear desavergonhadamente os fatos mesmo que imagens a desmintam. A “intelligentsia” nacional e internacional esquerdopata vai continuar a usar a novilíngua para desqualificar tudo e a todos. Empresários que progrediram encostados nas benesses do Estado petista, vão continuar a desejar e apostar na volta do “ancien régime”, com 9Fingers ou com “terceira via”.

Antes de terminar, quero apresentar um outro raciocínio que vou deixar para o Leitor avaliar se é o que acontece por trás dos véus negros que impedem uma visão realística do que acontece no planalto central e, se sim, qual a relevância para o processo eleitoral de 2022.

Pensem comigo. As facções criminosas têm em Bolsonaro (ou em qualquer governo que apoie valores conservadores) o maior inimigo. Seja porque eles não querem ver aprovadas leis que permitam a posse e o porte de armas para o cidadão de bem se defender, seja porque a ideologia “progressista” protege bandidos sob o argumento de que são “vítimas” da sociedade, não é razoável supor que os grandes chefões do crime e do tráfico nacional e internacional de drogas estejam MUITO interessados no processo político-eleitoral? E se aceita esta tese, não é óbvio imaginar que estejam “investindo” recursos para terem seus interesses atingidos? E não é possível imaginar ainda que tais atuações, não conhecidas, possam estar sendo de pressão (até de ameaças à vida) sobre agentes aparelhados dentro do Estado para mexerem “pauzinhos” aqui e ali para contribuir com o plano geral? É só uma pergunta.

A multidão avassaladora de uns “poucos mil”[4] pelo Brasil afora no 7 de setembro e em datas anteriores, é fundamental para a resistência dos que não aceitam se tornar escravos de uma “ditadura do proletariado[5]. Teremos que ir às ruas mais vezes sempre que percebermos necessário, e lembrando que não basta fazer o melhor que podemos, temos que conseguir o que queremos[6].  Mas não coloco um centavo de real na aposta de um acordo que permita o país voltar a uma normalidade institucional e na possibilidade de Bolsonaro chegar às eleições de 2022 sem uma forte ruptura. Os intere$$e$ prejudicados pelos atos do governo Bolsonaro são muitos e grandes. Há uma quantidade enorme de perdedores de 2018 além do PT. A corda vai continuar a ser esticada e a normalidade desejada por nós só virá quando ela finalmente arrebentar deixando agentes caídos por todos os lados, dos dois lados. É por isto que...

EU, NÃO, A-CRE-DI-TO! EU, NÃO, A-CRE-DI-TO!

(Ler com a entonação que o povo dá nas ruas.)

(*) Acompanhe a nova página/aba LOG 7/9 onde vou procurar manter a cronologia dos atos relativos e consequentes às manifestações do dia 7/9/21. 


[1] Sobre a mensagem do Presidente, está na pauta em parte da netmídia a fala de Churchill sobre o acordo celebrado por Chamberlain:  "Entre a desonra e a guerra, escolheste a desonra, e terás a guerra".

[2] Socinistas e socinismo, são expressões que venho usando para identificar o pacote, na maioria das vezes, indistinguível entre socialismo e comunismo, entre socialistas e comunistas.

[3] Recuar não possível, ou recuar é para tomar impulso, ou recuar é um ato de heroica dignidade?

[4] Veja e compare imagens, declarações e títulos de matérias nas redes sociais com as da mídia tradicional.

[5] Só uso a expressão “ditadura do proletariado” porque esta é a que os fãs de Marx e Gramsci usam para sintetizar seus objetivos.

[6] Ideia similar é atribuída a um discurso de Winston Churchill. Para muitas frases deste estadista, ver https://www.pensador.com/frases_de_winston_churchill/

quinta-feira, agosto 13, 2020

NOSSO STFH

Muitos já apontaram, mas aqui vou fazer um apanhado das provas de que nossa mais alta corte é, na realidade, o Supremo Tribunal Federal da Hipocrisia, para dizer o mínimo, mas que pretendo mostrar que alguns de seus integrantes são inquestionáveis produtores de fake news, quiçá psicopatas de alto grau. Vejamos os feitos dos principais atores.

GILMAR MENDES
Indicado por Fernando Henrique Cardoso

ANTES, em 2016 no plenário do Supremo:

"Praticamente não se conhece no mundo civilizado um país que exija o trânsito em julgado." 


E DEPOIS, em 2019, também no plenário do Supremo:

"Ninguém poderá ser preso se não (...) em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado (...)." 

Muito mais, portanto, do que uma escorregada de hipocrisia, uma autêntica produção de fake news. A dúvida que fica é se foi falsa a justificativa de voto de antes ou de depois, ou, provavelmente em ambas ocasiões, pois as duas devem ter sido proferidas a serviço de interesses particulares e inconfessáveis em proveito próprio ou de amigos do "phoder".

Para mim, bastariam esses dois votos para que Gilmar Mendes declarado impedido e defenestrado do STF por tratar com desprezo e escárnio os brasileiros, demonstrando flagrante incapacidade para ser ministro da mais alta corte do país, responsável, portanto, por defender a Constituição.

Vou apenas lembrar que a isso podemos acrescer os atos que justificaram ele ser alcunhado de "laxante de prisioneiro".


Para conhecer um pouco mais sobre Gilmar Mendes, assista este vídeo da série 11 SUPREMOS produzido pelo Brasil Paralelo.


ALEXANDRE DE MORAES
Indicado por Michel Temer

ANTES, em 2017, na sabatina no Senado Federal:

"Reafirmo minha independência, meu compromisso com a Constituição e minha devoção às liberdades individuais. (...) Roubar a liberdade de um homem é tirar-lhe a essência de sua humanidade (...). Digo eu, desaparecendo a liberdade, desaparecerão o debate de ideias, a participação popular nos negócios políticos do Estado, quebrando-se o respeito ao princípio da soberania popular." 

Como avaliar tal discurso ao se comparar com as decisões que ele tomou de invadir residências e prender (e manter presos) cidadãos sem qualquer acusação formal e impedindo advogados de terem acesso aos autos? 

E DEPOIS, em 2018, no plenário do Supremo em outro processo ligado à tentativa de amordaçar a opinião em períodos eleitorais:

"Só há oposição democrática se houver livre acesso às informações, se houver a opção de cada um de, a partir de todas as informações possíveis, criar o seu pensamento crítico e exercer a sua cidadania. No Estado Democrático de Direito, não cabe ao poder público previamente escolher ou ter ingerência nas fontes, nas ideias ou nos métodos de divulgação de notícias. (...) O funcionamento eficaz da democracia representativa, exige absoluto respeito à liberdade de expressão, possibilitando a liberdade de opinião, de criação artística, a proliferação de informações, a circulação de ideias, garantindo-se, portanto, os diversos e antagônicos discursos: moralistas e obscenos, conservadores e progressistas, científicos, literários ou jornalísticos, ou humorísticos, ou satíricos, pois no dizer de Hegel, é no espaço público de discussão que a verdade e a falsidade coabitam. A liberdade de expressão permite que os meios de comunicação optem por determinados posicionamentos, exteriorizem seu juízo de valor, bem como autorizem programas humorísticos, charges, sátiras, realizados a partir de trucagem, montagem, ou outro recurso de áudio e vídeo como costumeiramente se realizam, e, volto, insisto, nas últimas 4 eleições isso normalmente foi realizado sem nenhum prejuízo ao exercício do voto ou exercício da democracia, não havendo nenhuma justifivativa constitucional razoável para a interrupção durante o período eleitoral.  

Mais adiante: 

"São inconstitucionais, portanto, quaisquer leis ou atos normativos tendentes a constranger ou inibir a liberdade de expressão a partir de mecanismos de censura prévia (...).

E a pérola vem no final do voto: 

"Quem não quer ser criticado, quem não quer ser satirizado, fique em casa. Não seja candidato, não se ofereça ao público, não se ofereça para exercer cargos políticos. Essa é uma regra que existe desde que o mundo é mundo. Querer evitar isso por meio de uma ilegítima intervenção estatal na liberdade de expressão, é absolutamente inconstitucional.

Entretanto, DEPOIS, em 15 de abril de 2019, como relator indicado do processo aberto por Dias Toffolli (o "inquérito do fim-do-mundo"), censurou a revista Crusoé pela matéria sobre "o amigo do amigo do meu pai" (codinome de Toffolli nas planilhas da Odebrecht) alegando

"Haver claro abuso no conteúdo da matéria veiculada."

E mais, DEPOIS, em 2020, atenta contra tudo e todos mandando vasculhar residências e prender cidadãos por manifestarem em redes sociais opiniões que classificou ofensivas, oriundas de um suposto "gabinete do ódio" - isto sem apontar quais foram tais declarações.

O princípio fundamental da democracia, que em nossa constituição está expresso no parágrafo único do artigo 1º como "Todo o poder emana do povo (...)" foi, jogado na lata do lixo por Alexandre de Moraes que, em busca de atingir a suprema tirania do STF, atinge o ápice de seus delírio em agosto de 2020 dando a seguinte declaração:

"Quando houver conflito entre a maioria e as minorias, conflitos decorrentes de uma predição (?) do direito, de uma garantia fundamental, há necessidade de um árbitro, há necessidade de um órgão parcial (sic) para analisar. Madison, aquele que foi o 4º presidente dos Estados Unidos, um dos articulistas (sic) dos federalistas, Madison dizia [é o que ele afirmou] "toda tirania deve ser afastada [menos a dele, óbvio] inclusive a tirania da maioria".

Fica evidente, portanto, se tratar de um indivíduo psicopata e bipolar, a reger seus votos no supremo tribunal e a exemplo de Gilmar Mendes, deve ser impedido de fazer partge do STF.

Para conhecer um pouco mais sobre Alexandre de Moraes, assista este vídeo da série 11 SUPREMOS produzido pelo Brasil Paralelo.



LUÍS ROBERTO BARROSO
Indicado por Dilma Rousseff

ANTES, em 30/7/20, em live que o "magistrado" se dispôs a fazer com o "imitador de foca" e "perversor de menores", afirmou que: 

"O judiciário só residualmente consegue enfrentar as fake news. Por 3 razões.  A primeira: a  simples qualificação do que seja fake news é difícil e o judiciário não pode e não deve querer ser o censor do debate público. (...) O segundo problema é que os ritos do judiciário são incompatíveis com as velocidades que as notícias circulam na rede social, portanto a gente não conseguiria chegar a tempo. Em terceiro, muitas vezes as notícias fraudulentas vêm de servidores de computadores que estão fora do Brasil e a gente não tem jurisdição extra-territorial. (...) O principal protagonista do enfrentamento das fake news tem que ser as mídias sociais e os próprios aplicativos usando mecanismos tecnológicos que podem enfrentá-las sem controle de conteúdo. Pode enfrentar os comportamentos inautênticos, usos abusivos de robôs, uso de perfis falsos, uso de (???) ilícitos. (...) O segundo protagonista deve ser a imprensa profissional capaz de separar fato de opinião e filtrar essa grande quantidade de barbaridades que circulam. E em terceiro lugar (...) é a conscientização da sociedade (...).

DEPOIS, em 12/8/20, não sei motivado por que, declara:

"Não podemos fechar os olhos para milícias digitais."

E deu a seguinte explicação:

"A propagação das “fake news” coloca em risco o sistema democrático brasileiro. A liberdade de expressão é um valor essencial e que deve ser preservado, mas não podemos fechar os olhos para as campanhas orquestradas e financiadas de destruição das instituições por milícias digitais, por terroristas verbais quando não por simples psicopatas que são incapazes de conviver com o debate público feito de argumentos e precisam se valer da ameaça, da violência e da criação de uma rede de notícias fraudulentas que compromete o direito de informação e a formação da opinião de todas as pessoas”.

Barroso é seletivo quando aponta apenas o que ele chama de "milícias digitais" que atacam as instituições, mas não se incomoda com as "milícias" que infestam as redações da grande mídia, impressa, televisiva e radiofônica.


Para conhecer um pouco mais sobre Luís Roberto Barroso, assista este vídeo da série 11 SUPREMOS. produzido pelo Brasil Paralelo.



CELSO DE MELLO (em seu lugar entrou Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro)
Indicado por José Sarney

ANTES, em 2018, no plenário do Supremo, sendo ele o relator do processo:

“Nenhuma autoridade, mesmo a autoridade judiciária, pode prescrever o que será ortodoxo em política ou em outras questões que envolvam temas de natureza filosófica, ideológica ou confessional, nem estabelecer padrões de conduta cuja observância implique restrição aos meios de divulgação do pensamento”. E mais adiante: "O riso e o humor são transformadores, são renovadores, são saudavelmente subversivos, são esclarecedores, são reveladores. É por isso que são temidos."

DEPOIS, em 22 de maio de 2020, libera, sob argumentos não claramente revelados, libera a quase totalidade da gravação da reunião ministerial de 23 de abril, na clara pretensão de ver o circo pegar foto. O tiro saiu pela culatra como o Brasil inteiro pode constatar e para infelicidade e decepção dos esquerdopatas.

Só há uma razão por trás de tal desatino de um ministro da Suprema Corte: prejudicar politicamente o Presidente da República. Na minha terra atitudes desse teor a gente chama de "canalhice".

Não satisfeito, logo DEPOIS, em 31 de maio de 2020, compara o Brasil à Alemanha de Hitler, fingindo não perceber que o autoritarismo com inspiração fascista graçava, e graça no STF através do inquérito SIGILOSO das fake news. Disse ele:

"Intervenção militar", como pretendida por bolsonaristas e outras lideranças autocráticas que desprezam a liberdade e odeiam a democracia, nada mais significa, na novilíngua bolsonarista, senão a instauração, no Brasil, de uma desprezível e abjeta ditadura militar!!!"

Que "bolsonaristas" são estes? Quais são essas "outras lideranças autocráticas"?

É evidente a intenção de misturar tudo numa grande sopa para que as partes não sejam identificadas. Isso fica claro ao acusar "lideranças autocráticas que desprezam e odeiam a democracia" que ele não identifica.

O mais antigo ministro do STF (reverenciado como "decano"), finge, em seu interesse político, não distinguir reais ameaças de palavrório simplório de gatos pingados radicais, mas de manifestação direta da insatisfação, e mesmo desprezo, que boa parte dos brasileiros sente em relação à quase totalidade dos ministros da suprema corte.


Para conhecer um pouco mais sobre Celso de Mello, assista este vídeo da série 11 SUPREMOS produzido pelo Brasil Paralelo.

CARMEM LÚCIA
Indicada por Lula.

A ministra merece uma consideração de minha parte antes de apontar uma certa incoerência. Quanto à liberdade de expressão, até aqui ela se manteve íntegra. Vejam dois momentos passados.

ANTES, em 2018, presidindo a sessão plenária, e após o encerramento do voto de Alexandre de Morais (relatado acima), e em apoio às argumentações dele, acrescenta: 

"Antes de passar a palavra, faço a observação de que se a crítica fosse só na rua... mas, por exemplo, na minha casa minha família critica mais que todo mundo. (...) E não é saindo de casa que alguém vai se resguardar de crítica."

DEPOIS, em abril de 2019, se associando à nota de Celso de Mello condenando (sim, ele teve esse arroubo) a censura imposta à revista Crusoé por Alexandre de Moraes (a mando de Dias Toffolli, lembremos), disse:

"A censura é a mordaça da liberdade. Quem gosta de censura é tirano. Quem gosta de censura é ditador."

Até aí, portanto, a ministra parece compor a minoria (junto com Marco Aurélio de Mello) que se mantém crítica aos autoritarismos de Mendes, Toffolli e Moraes. Entretanto, no caso do julgamento da prisão em segunda instância, percebo uma certa incoerência na decisão tomada logo 15 dias após o julgamento, quando entendo ela deveria ter se declarado impedida: 

ANTES, em 7 de novembro de 2019:

"A eficácia do direito penal afirma-se, na minha compreensão, pela definição dos delitos e pela certeza do cumprimento das penas. Se não se tem a certeza de que a pena será imposta, de que será cumprida, o que impera não é a incerteza da pena, mas a certeza ou pelo menos a crença na impunidade." 

Mas DEPOIS, em 22 de novembro de 2019:

Determina "ao Tribunal Regional Federal da Quarta Região" que "analise, imediatamente, todas as prisões decretadas por esse Tribunal (...) e a coerência delas com o novo entendimento deste Supremo Tribunal, colocando-se em liberdade réu cuja prisão tiver sido decretada pela aplicação da jurisprudência, então prevalecente e agora superada."

Ou seja, tendo sido voto vencido como apoiadora da prisão em 2ª, entendo eu que, moralmente, ela deveria ter se abstido de fazer tal determinação ao TRF-4.

Para conhecer um pouco mais sobre Carmem Lúcia, assista este vídeo da série 11 SUPREMOS. produzido pelo Brasil Paralelo.

LUIZ EDSON FACHIN
Indicado por Dilma Rousseff

ANTES, em junho/20, em palestra sobre direito e COVID-19, Fachin defendeu tolerância, inclusão e pluralidade como princípios inerentes ao processo democrático, mas ressalvou que:

“Chamar para si a liberdade de expressão para atentar contra a liberdade de expressão é ser tolerante com os intolerantes”.

E logo DEPOIS, em julho de 2020, identificou algo que chamou de "abuso de poder religioso" na política como um motivo para cassação de mandatos, assim justificando:

"A imposição de limites às atividades eclesiásticas representa uma medida necessária à proteção da liberdade de voto e da própria legitimidade do processo eleitoral, dada a ascendência incorporada pelos expoentes das igrejas em setores específicos da comunidade".

Pois bem, para Fachin devemos, em primeiro lugar, ter tolerância, mas só com os ateus, com os religiosos... pau neles. Em segundo, para ele somos todos idiotas facilmente manipulados. Em terceiro, a considerar "ascendência" intelectual de uns sobre outros, ele descarta que a formação de nossas opiniões têm como "ascendentes" o papel de todas as mídias, de todos os livros, de todos os filmes, de toda a nossa educação familiar e escolar, e de todas as personalidades da vida pública que são vistas como líderes em seus segmentos de atividade!!!

DEPOIS, em 8 de julho de 2020, Fachin mostra que tem seus lampejos de serenidade. Declarou ele em evento em Curitiba: 

"Juis algum tem uma Constituição para chamar de sua. Juiz algum tem a prerrogativa de fazer de seu ofício uma agenda pessoal ou ideológica." Terá sido um recado para Gilmar e Alexandre?

Mas, DEPOIS, em 17 de agosto de 2020, portanto cerca de 40 dias após, em outro evento, declara esta pérola para ser registrada nos anais da democracia brasileira: 

“As eleições presidenciais de 2022 podem ser comprometidas se não houver consenso em torna das instituições democráticas. (...) “O futuro está sendo contaminado de despotismo e lamentavelmente nos aproximamos de um abismo”. 

A exemplo de outros de seus colegas, aponta o dedo para anônimos (futuro contamiado por quem?) e faz previsões sem apontar fatos que as justifiquem ("nos aproximamos de um abismo").

Mas Fachin não achou suficiente. Ele não poderia perder a oportunidade de, estando sob foco de atenções em um tal Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral, revelar sua imparcialidade como juiz da suprema côrte usando a retórica esquerdopata ressentida dos perdedores:

A candidatura de Lula, um político condenado por corrupção em 2ª instância, "teria feito bem à democracia".

Encerrando, o que você viu acima, é a junção fantástica de hipocrisia com psicopatia, e manipulação da linguagem em proveito exclusivo de suas percepções emocionais.


Não tenho ilusão quanto ao futuro das repúblicas regidas pelos princípios fundamentais que alicerçam o sistema democrático. Torço para que num futuro que não consigo identificar, a tecnologia que nos permite enxergar um "admirável mundo novo" não venha se tornar num "abominável mundo novo" (sobre isto, tratarei na próxima postagem).




Em março de 2020 foi o autor monocrático do cancelamento de todas as sentenças do "sapo barbudo".
 
 
 

Para conhecer um pouco mais sobre Luiz Fachin, assista este vídeo da série 11 SUPREMOS produzido pelo Brasil Paralelo.


DIAS TOFFOLI
Indicado por Lula.

Quanto a este, não há nada a acrescentar ao currículo do ministro em vídeo da série os 11 Supremos feito pelo Brasil Paralelo em agosto/2020.






LUIZ FUX 
Indicado por Dilma Rousseff

Assumirá em setembro a presidência da côrte em lugar de Dias Toffoli.

Assista ao vídeo sobre seu currículo produzido pelo Brasil Paralelo na série os 11 Supremos.






ROSA WEBER
Indicada por Dilma Rousseff

Saiba mais sobre a ministra no documentário do Brasil Paralelo.









RICARDO LEWANDOWSKI
Indicado por Lula.

Para conhecer um pouco mais sobre Ricardo Lewandowski, assista este vídeo da série 11 SUPREMOS produzido pelo Brasil Paralelo.



MARCO AURÉLIO MELLO
Indicado por Fernando Collor de Mello.


Para saber como era ANTES, assista ao vídeo sobre seu currículo produzido pelo Brasil Paralelo na série os 11 Supremos.

DEPOIS, hoje, se apresenta como voz dissonante na côrte, apontando decisões arbitrárias e tendenciosas tomadas por seus pares. Em agosto/20, corroborou o que já sabíamos:

“Como já disse em sessão do caso Abin, o Supremo está sendo utilizado pelos partidos de oposição para fustigar o governo. Isso não é sadio. Não sei qual será o limite.”

FONTES:

Alexandre Garcia, em 11/08/20 (Vá direto ao minuto 6:55)
No Pingo nos Is, a avaliação sobre a multa a Gilmar Mendes que seremos, nós, os contribuintes, que irão pagar.
No Pingo nos Is de 12/08/20 a avaliação da declaração de Alexandre de Moraes propondo que o STF faça o papel de regulador "da tirania da maioria".
Augusto Nunes mostra quem é Dias Toffolli.
Augusto Nunes sobre a declaração de Gilmar Mendes sobre as Forças Armadas.
No Pingo nos Is avaliação da fala sobre "tirania da maioria" feita por Alexandre de Moraes.
O voto de Alexandre de Moraes em 2018 e citações de outros ministros.
O que Barroso diz sobre Gilmar Mendes em plenário do Supremo. (Vá direto ao minuto 1:50)
Avaliação de Josias de Souza sobre Dias Toffolli na censura à Crusoé.
A divergência entre Marco Aurélio Mello e Gilmar Mendes.
Camem Lúcia, no plenário do supremo.
Rodrigo Constantino comenta o convite recebido para falar na Câmara dos Deputados sobre o projeto das fake news. (Vá direto ao minuto 5:30)
Para quem quiser saber mais sobre Gilmar Mendes e aonde ele pretende chegar, assista estes dois vídeos do Pingo nos Is: https://www.youtube.com/watch?v=c6znlUTHGZE e https://www.youtube.com/watch?v=cfjNrMxVsik