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quinta-feira, outubro 28, 2021

MEUS QUERERES NESTE FINAL DE 2021


 “É fácil compreender o que se passa... depois que se passou”

Olavo de Carvalho

É com a intenção de ajudar a entender o que se passa antes que seja tarde que, neste texto, apresento minhas angústias, faço alertas e clamo por ajuda. 

Começo expressando o desejo desta mensagem chegar a pelo menos um ou dois dos valentes guerreiros que se expõe nas plataformas digitais, jornalistas ou não [1], fazendo oposição/reação ao processo de causar um black-out intelectual nas mentes dos cidadãos brasileiros, independente em que parte do espectro político-filosófico se coloquem. E é por esta abrangência das consequências que começo.

Jovem (ou idoso) socinista! Alerta! Hoje és flecha, no amanhã serás alvo! O critério para restringir seus direitos, suas liberdades de ação e expressão, não é a sua opinião, sua visão de mundo, sua cultura, seus valores, suas crenças, é tão somente a que classe de humanos o “mecanismo”[2] enquadre você: se na classe da minoria dos dominadores, detentores do poder pelas armas e “canais” opressores; se na classe dos inocentes úteis, lesados ideológicos, hoje bucha de canhão, mas que amanhã serão descartados por falta de uso; ou se na classe dos manobrados, manipulados,  desarmados, submissos, escravos voluntários ou involuntários a serviço de subsidiar os privilégios da primeira classe citada (lagostas, vinhos premiados etc.), benesses (auxílios justificados e injustificados etc.) e direitos auto-atribuídos (férias de 2 meses, jatinhos da FAB etc.) pelos primeiros. Neste final de outubro/21, paralelamente à ação canceladora das plataformas digitais contra o fato de Bolsonaro ter lido uma reportagem da revista “Infame”[3], alguns vitimistas já estão sendo atingidos[4].



Não estou preocupado com eles, nem comigo, pois me vou antes que possa saber em que vai dar isso tudo. Já disse: minha preocupação é com nossos netos, pois a evoluirmos neste processo insano de aumento gradativo de um regime tirânico, serão eles os escravizados (ou escravizadores), mas, de qualquer forma, serão os que pagarão a conta, talvez até com a própria vida. Se me disponho a expressar meus medos e angústias, é porque não quero, com silêncio e omissão[5], contribuir para um projeto que tem como fim usurpar da raça humana a própria natureza humana. Ok, hão de perguntar, fazer o quê? 

Não aceitar o duplipensar[6] expresso na novilíngua. Coisas como ter na mesma mente chamar a “ensacadora de vento” de “Presidenta” e defender o fim da identificação de gênero com coisas como sermos “seres humanes” e “pessoa com vagina”!

Ignorar totalmente a existência de vitimistas neuróticos como a “artista” da “performance” neste vídeo (pode ir direto ao minuto 2:18). Não vomite. 

E a mais importante é não cair na armadilha de perder neurônios elaborando uma indignação mental para se convencer de que você não é maluco. Não é, mas estão querendo que você acredite que é. E é aqui que chego a meu ponto principal, à minha crítica bem intencionada. 

Estamos em uma guerra (já falei disto antes, falo de novo porque é preciso). Não se diz ao inimigo que o raciocínio dele não está correto, ou que as razões que ele tem para te matar não são válidas, ou são mentirosas, ou são “fake news”. Se você quer sair vivo, entricheire-se antes de qualquer coisa, pegue sua melhor arma, faça uma boa pontaria e atire, diabos! Ou simplesmente proteja-se, fuja. Qualquer outra atitude será inócua, ou o levará a se render, ou será seu fim. 

No primeiro dia da TV JP News, um jornalista ao comentar sobre a “Fake News” Covid/HIV, termina com a seguinte afirmação: “É preciso criar um meio de coibir isso”! Criar quem? Coibir o que, cara pálida? Coibir alguém de ler uma reportagem? Coibir a revista de reproduzir uma notícia que é quase certo foi obtida e divulgada por uma big agência de notícias internacional? Coibir “alguém” de falar, escrever, divulgar uma pretensa “mentira”? Ou mesmo uma evidente, flagrante mentira? Ou coibir tudo que é “inconveniente” ao “mecanismo”. Diga lá, meu caro! Quando eu tive hepatite, várias pessoas (minha mãe a primeira) me aconselharam a tomar chá de boldo. E aí, ô cara de pau? Vai mandar prender mães, tias, avós, vizinhas que recomendam chás de toda ordem para toda ordem de males? E o padre que recomenda ave-marias e padre-nossos para nos livrar/perdoar de todos os pecados? É “Fake News”? Questionar tais manifestações de quem quer que seja é obrigação de um imprensa em busca de desmonte de narrativas com propósito definido. Há que trazer para a frente das câmeras de programas como “Direto ao Ponto”, “4por4”, “Opinião no Ar” e até mesmo convidados para aa live semanal do Presidente, personagens como Renan, Randolfe, Pacheco, Barroso, Moraes, Salomão, esquerdoartistas, Felipe Santa Cruz, Luiza Trajano, Maria Alice Setúbal, Hélio Schwartsman (e companheiros de mesma má índole), e todos os que se escondem no desejo de retorno a um sistema oligárquico de a$$alto ao país, de modo a  terem seus posicionamentos confrontados frente às câmeras. Mais do que isso, serem confrontados com o futuro previsível do avanço de uma tirania cultural imposta de cima para baixo a partir de políticas como ideologia de gênero, socinismo, passaporte de vacina, censura direcionada, governo mundial, nova ordem mundial e outras sandices. Não há porque temer tal confronto. Se temermos, então não estamos suficientemente conscientes de nossos valores. E não adianta bater em "saco vazio" como faz, por exemplo, Constantino com Amanda, pois ela é apenas uma pobre coitada que acredita em "democracia socinista" e em desejos honestos de políticos corruptos ou ansiosos por uma oportunidade.

Mas não é isto que nossos estóicos guerreiros estão fazendo. Boa parte dos que indico na primeira nota de rodapé, por decisão própria ou por injunção das regras de seus contratos de trabalho, nem podem fazer o que reivindico.  Mas que pelo menos, quando intimados a analisar uma “atuação” típica dos “perdedores de 2018”, não percam tempo precioso da tolerância de suas audiências falando para a bolha, nos explicando a falta de lógica e as razões “aparentes” que justificam o que apoiam ou o que fazem, até mesmo com total desprezo pela Constituição. Isto é atitude de avestruz. É ignorar a guerra. É não me ajudar a entender o que está por trás.

Quero saber as razões que sustentaram a birra de Barroso em relação ao voto impresso, auditável, que visa trazer mais um mecanismo de segurança para garantia de processo eleitoral honesto. Quero saber as razões de Alexandre de Moraes para ir contra si mesmo, pois está em todas as plataformas o vídeo de seu discurso onde diz: “quem não quer ser criticado, quem não quer ser ridicularizado, fique em casa” (assista o vídeo) tendo sido acompanhado em seu voto por todos os demais 10 ministros  de então. Que poderosas forças ocultas fazem este jurista, ministro da suprema Corte do País, passar a perseguir e prender quem diz o que ele não gosta de ouvir?[7] Quero saber quem exigiu que Fachin soltasse "o maior ladrão do país" em mar/21 com uso de uma “firula” jurídica - e se os argumento$$$ foram fortes ou se bastou o ministro ser militante do PTdoG - e enviasse os processos e provas para as catacumbas do judiciário do Distrito Federal para serem reanalisados (sic), reanálise esta que não aconteceu até hoje (out/21) e que, não acontecendo a confirmação da condenação até janeiro/22, do “homem mais honesto do Brasil” estará inocentado de ter comandado, por mais de uma década, um assalto na “mão grande” aos impostos pagos e oriundos do trabalho e inocência de mais de 200 milhões de brasileiros. Quero saber o que faz Renan e seus parceiros desejarem tanto retirar Bolsonaro da disputa em 2022? Que tanto eles perderam de propinas em obras públicas? O que sustenta as inações institucionais da OAB frente aos abusos da justiça que, iniciados pelo STF, já começam a ser copiados por instâncias inferiores (vide TSE)? Quero ver exposta a hipocrisia de artistas consagrados que foram agraciados com recursos da lei Rouanet tomando o lugar de jovens valores que seriam, em princípio, os destinatários dos recursos. Quero saber com o que eles se comprometeram para assumir tal cinismo (ouvi dizer que um certo ator ex-global deixou escapar que só investia em imóveis em... Paris). Quero saber o que move Dória na insistência de uma vacina pra lá de Xing-ling feita pelo país de onde surgiu o coronavírus (de onde provirá o financiamento de sua próxima campanha seja lá para que cargo for?). Quero saber com o que está relacionada a exigência de uma vacinação que não imuniza nem impede o contágio, como já observado. Quero saber como Renan e Aziz, possuidores de má ficha corrida, foram colocados no comando de uma CPI com o único propósito de tirar o Presidente do cargo. Que acordos foram feitos para os governadores terem sido blindados de investigação pela CPI, mesmo com casos suspeitos de corrupção apontados pela própria imprensa? 

Estes são alguns poucos dos meus quereres que, creio, sejam NOSSOS quereres. Eles são muitos e as respostas que encontramos não nos satisfazem, porque nós já sabemos que eles nos acusam do que são; sabemos que nos acusam de fazer o que fazem; sabemos que querem implantar um Estado opressor, desconstruir a família, e a integridade psicológica de nossas crianças (é de pequeno que se torce o pepino); sabemos que querem inserir o país em uma “nova ordem mundial”; que querem aumentar o poder de censura, mas só das manifestações de opinião contrárias às suas “verdades”; que querem tomar o lugar um presidente eleito em um pleito que não conseguiram fraudar; sabemos que são contra todo e qualquer ato ou intenção de um governo que não o deles; enfim, longe do phoder, sabemos o que conseguimos enxergar, o que nos é dado o direito de ver, mas e as intenções e objetivos que o “mecanismo” esconde?

Eu e todos os brasileiros distantes do phoder, mas alvos primários deste mesmo phoder, precisamos de fontes – informantes, na novilíngua – que, na possibilidade de enxergarem além do que podemos enxergar – exponham as reais intenções do que dizem e fazem em público esses “perdedores de 2018”. 


Acho que já disse o que precisava. Encerro recorrendo e me inspirando em um alerta do professor Olavo para ressaltar o erro de se argumentar logicamente, legalmente, juridicamente, moralmente, contra os ataques dos “perdedores de 2018”, pois aze-lo “é tão descabido quanto tentar deter um assaltante à força de citações do Código Penal” e/ou, acrescento eu, de com a Bíblia na mão citar os mandamentos “Não roubarás” e “Não matarás”!!!
 


Estóicos guerreiros da comunicação digital, tragam-nos a luz!

 

P.S.: Como fica evidente, estou relendo “1984”. Nos momentos de descanso da leitura me pergunto: onde eu estive vivendo por décadas que não me dei conta do que acontecia e que hoje tenho como realidade a ficção que Orwell imaginou em 1948.



[1] Talvez algum leitor tenha um meio de acesso a algum deles onde possa postar uma mensagem longa. Eles estão entre os listados aqui ao lado, abaixo do índice das postagens.

[2] “Mecanismo” é minha preferência (em substituição ao pedante “establishment”) para rotular a ação de todas as instituições do Estado e as da sociedade civil que preferem a ele se agarrar. São elas, entre outras: servidores públicos dos 3 poderes para os quais “redução do Estado” é palavrão; empresas de comunicação que perderam as gordas verbas que balizavam seus editorias; partidos e políticos que assaltavam empresas públicas; entidades “não-governamentais” que promoviam todo tipo de arruaça com verbas “governamentais”; entidades e profissionais do direito para quem quanto pior melhor; empresas e indivíduos “amigos do Rei” premiados com empréstimos super-subsidiados do BNDES; e alguns outros de pequena expressão, mas frustrados com perdas financeiras ou de privilégios causados por decisões de Bolsonaro desde seu primeiro dia de governo.

[3] Veja neste vídeo que a revista já correu para alterar a publicação, num ato que comprova a previsão feita em “1984” por George Orwell, onde o personagem Winston trabalha em um departamento de “atualização” da verdade. É o personagem Wilson que exime seu trabalho de “qualquer ato de falsificação: a referência era sempre a erros, enganos, equívocos, más interpretações que precisavam ser corrigidos, no interesse da exatidão. (...) Era apenas a substituição de uma sandice por outra.”

[4] Desde a postagem “Reflexões Mimimístas” passei a dividir os dois opostos político-filosóficos como vitimistas (ex-esquerdistas) e estóicos (ex-conservadores). E neste vídeo, entre outros fatos, veja o que postou nas redes sociais o Monark, integrante do canal Flow, um vitimista ativista de primeira.

[5] Cito novamente o personagem Winston: “Não é fazendo ouvir a nossa foz, mas permanecendo são de mente que preservamos a herança humana.”

[6] Como Orwell define: Duplipensar é “saber e não saber, ter consciência de completa veracidade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitetadas, defender simultaneamente duas opiniões opostas, sabendo-as contraditórias e ainda assim acreditando em ambas; usar a lógica contra a lógica, repudiar a moralidade em nome da moralidade, crer na impossibilidade da democracia e que o Partido era o guardião  da democracia; esquecer tudo quanto fosse necessário esquecer, trazê-lo à memória prontamente no momento preciso, e depois torná-lo a esquecer; e acima de tudo, aplicar o próprio processo ao processo.”

[7] Estará Moraes inspirado em 1984 e caminhando para implantação do método de “vaporizar” cidadãos “inconvenientes”? Escrevo isto e imediatamente me vem à lembrança o “sumiço” de Caio Coppolla. Quem sabe o que lhe aconteceu?


quarta-feira, agosto 11, 2021

ELES. E NÓS?

A expressão “nós e eles”, que pouco diz sobre quem são ELES e quem somos NÓS, é de uso frequente pelos adeptos do socinismo.  Esta postagem é minha contribuição para identificá-los e nos identificarmos. 

ELES[1],todos os dias, se dedicam nas redes sociais a manifestar intolerância, ódio, agredir, ameaçar, GRITAR chavões impositivos, para depois, gravar um print da tela e enviar para a patotinha de mesma índole com a mensagem: “vejam como sou lacrador!”. Não tendo recursos intelectuais melhores, ELES vão continuar a fazer isto. 

ELES, os estimulados a pão com mortadela, integram passeatas que “democraticamente” depredam patrimônio público e privado em autênticos protestos “antifascistas”. ELES vão continuar depredando. 

ELES, quando intelectuais do duplipensar, estimulam desavisados a proclamar um igualitarismo relativo, que, de um lado defende o “presidenta”, enquanto de outro, propaga a novilíngua do “todes”, ou “todis”, e outras propostas do mesmo gênero. Gênero? Em quantos mesmo eles se dividem? ELES vão continuar a dar novos significados (invertidos) a termos consagrados como estímulo ao duplipensar dos fracos e desavisados.

ELES controlam empresas jornalísticas caminhando em direção à falência anunciada pela perda de receitas para as plataformas de mídias digitais. E com tal processo acelerado pelo corte drástico das verbas públicas realizado por Bolsonaro, só lhes restou integrarem o exército dos perdedores que PRECISAM atacar o Presidente para ter a chance de voltar a mamar nas tetas de um governo corrupto e aliciador de “maiores abandonados”. ELES vão permanecer no ataque, pois estão desesperados e dependem de tirar Bolsonaro da corrida eleitoral.

ELES, os detentores de grandes fortunas oriundas de empresas que se fizeram gigantes devidamente protegidas em monopólios e cartéis garantidos pela política do Estado de Bem-Estar Empresarial. A maioria dos que agora as conduzem, ou são seus herdeiros, ou são profissionais do mercado. Tanto uns quanto outros, estão interessados em suas próprias vidas e ganhos presentes e, com suas condições privilegiadas devidamente ameaçadas pela perspectiva de vir a vigorar um regime de fato de livre mercado, sentem que têm que agir clandestinamente, pois não podem mostrar a verdadeira cara. Por isso, $ubsidiam políticos que estejam dispostos a solapar qualquer iniciativa neste sentido, na certeza de que não estarão mais por aqui quando seus adulados socinistas de hoje tirarem a máscara e mostrarem suas faces de tiranos. ELES, herdeiros, em sentido amplo, de conglomerados não construídos por ELES, dependem de que tudo volte a como sempre e, portanto, uns vão continuar a manifestar apoio a inviáveis “terceiras vias”, enquanto outros, mais realistas e pragmáticos, vão direto ao ponto: “Freedom for the Ninefingers”.

ELES, os metacapitalistas e os centralizadores do poder sobre as tecnologias de informação, estão ditando os rumos de nossa civilização. Os primeiros, detentores de recursos praticamente infinitos, financiam todo e qualquer indivíduo ou organização que tenha intenção e projeto para desconstruir tudo, não importa o que seja. Os segundos, detentores supremos sobre a os recursos de distribuição e circulação de informação, praticam a mais descarada censura a nossos mais básicos direitos de manifestação. E sem que nenhum governo até hoje tenha tomado qualquer medida para conte-los[2], ELES continuarão a fazer o que estão fazendo, pois assim continuarão a obter os mesmos resultados, quais sejam, os de contribuir para uma NOVA ORDEM SOCIAL, momento futuro em que imaginam submeter a humanidade a seus desejos, hoje, inconfessos.  

ELES, quando jornalistas submissos em defesa de seus empregos bem remunerado$, alguns poucos vivendo um sentimento hipócrita de culpa, a maioria sendo hipócritas convictos, desancam qualquer coisa que venha do governo eleito por quase 58 milhões de eleitores e divulgam narrativas a partir de “distorções” de fatos em total desacordo com o real. O ápice no uso desta “técnica” foi praticado pelo “jornalista” Vinicius Torres Freire em uma de suas colunas na Folha: “Economia dá mais sinais de despiora”. ELES vão continuar a deturpar os fatos em atendimento aos desígnios de seus chefes de redação porque não têm para onde ir, pois a maioria dos veículos tradicionais está na mesma vibe.

ELES são os nossos “Supremos Tiranos da Farsa”[3] que dão trela a todas as demandas de judicialização impetradas por quaisquer dos partidos de esquerda, todas, sem exceção, visando a derrubada do governo. Não bastando, ignoram a Constituição (a Carta Magna que juraram defender) agindo arbitrariamente contra o Executivo e o Legislativo, sempre que algo não lhes agrada. Ameaçam, prendem[4] sem processo, soltam bandidos e corruptos condenados[5], julgam o que não podem julgar, anulam sentenças com respaldo em dribles jurídicos, sendo que a maioria destes atos são  intencionais e efetivas “ameaças à democracia”, mas sob a justificativa deslavada e hipócrita de estarem combatendo “ameaças à democracia”! Enfim, são aqueles que fazem uma justiça que pode muito bem ser expressa pelo lema “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”. A lei deles. ELES vão continuar a fazer o que estão fazendo, ou ainda pior, pois se sentem ameaçados com a possibilidade de seus comparsas não voltarem ao poder para re-estabelecer as “condições ideais” para o exercício do phoder. Ou, talvez, quem sabe, ELES estejam só realizando uma tarefa de transição, para no futuro delegarem a governança a quem lhes nomeou “supremos”?

ELES, no exercício de mandatos políticos, praticam a nobre arte de tudo fazer para se manter no phoder. Neste agosto/21, não importando em que ponto do espectro do pensamento político se identifiquem, todos estão empenhados em deixar buracos abertos no queijo suíço do processo eletrônico de apuração de votos, de tal modo que ninguém possa auditar os resultados obtidos de nossas urnas eletrônicas versão 1.0. E isto mesmo após o MMB (Magnânimo Ministro Barroso) ter admitido que um hacker “penetrou o sistema por 8 meses”, mas sem gerar nenhum feto, digo fato, que tenha causado preocupação ou alteração comprovada de votos [6]. ELES, tanto os que não têm outro emprego, quanto para os que o emprego é apenas uma atividade paralela para manter a proximidade vantajosa com o phoder, vão continuar agindo em prol da busca por uma reeleição em 22, 26, 30...

ELES, que integram órgãos da hierarquia do Estado na confortável e estável condição de servidores públicos - do TSE, por exemplo, considerando o caso da invasão do sistema de apuração -, em especial aqueles de caráter duvidoso que se deixam usar para perpetrar atos ignóbeis como o de “deletar” os registros, sumindo com rastro que permitiria, além de provar a invasão no sistema de apuração, verificar as consequências de tal ação[7]. São hipócritas que fingem não entender que o salário e benesses que recebem são oriundos dos acachapantes impostos que nós, contribuintes privados, pagamos e, portanto, tal como Atlas, através de nossas realizações, os sustentamos sobre nossos  ombros. ELES, pelo fato de protegidos por um regime de estabilidade – desde que não pisem no jiló – vão continuar prestando serviços a quem eles devem gratidão. Ou seria servidão?

ELES, os políticos perdedores das últimas eleições, longe do phoder que proporciona oportunidades de auferir vantagens indevidas e de receber verba$ mensais de gabinete imorais, mas devidas, tendo os saldos das contas bancárias “off shore” reduzidos dia-a-dia, e não tendo nada para fazer, proclamam “impeachment já” a cada chance de se manifestar em qualquer que seja o meio. Como tática adicional, ELES são contra toda e qualquer ação ou proposição que venha do governo, não importando quem esteja no poder, pois, enquanto ELES não “tomarem” o phoder, como anunciou Daniel, não descansarão – até em respeito à fama de brasileiro que não desiste nunca.

ELES, os liberais de oportunidade como Doria, psol kids (MBL), Amoêdo e os filiados do ex-NOVO que ainda não caíram fora da farsa, e os que, como diagnostica o Constantino, tucanaram para logo-logo cair no colo do partido das trevas, são porta-bandeiras do “Genocida”, “Fascista”, “Nazista” e outros rótulos pelo rótulo, onde razões factuais não são necessárias. ELES são também os que se concentram no lado rude, tosco, desbocado de Bolsonaro para justificar “o arrependimento” do voto em 2018. São pobres de espírito, é o que tenho de mais educado para lhes atribuir. Fingem não enxergar o que o governo está fazendo pelo país, apesar da grave pandemia, e ignoram toda a “despiora” da infra-estrutura, dos positivíssimos saldos na balança comercial, da redução persistente do desemprego e da redução do tamanho da máquina pública etc.  

ELES são todos os jovens doutrinados pelo marxismo em nossas escolas e universidades nos últimos 30 anos que sonham com um paraíso na Terra sem estudar um mínimo de história para descobrir que estão sendo usados como massa de manobra para uma elite política e intelectual que, depois de assumir o poder, irão despachá-los para campos de concentração, ou para o desterro em alguma região distante, ou simplesmente para o paredão, como Castro, Mao, Lenin e outros fizeram. Um ditado espanhol sentencia: “Asno de muchos lobos termina comido”.

A lista não termina aqui. ELES são muitos como se pode ver, mas basicamente, além dos socinistas praticantes ou iludidos, são todos os atingidos no bolso pelas decisões e ações do Presidente. Não se iluda, todos vão continuar agindo como vêm agindo, não importando que mal causem ao país, sabe por quê, meu caro leitor? Para todos ELES lembrados acima, é uma questão de phoder, ou de muito dinheiro, ou de phoder e muito dinheiro.

E NÓS, quem somos? Somos os inocentes tolerantes[8] liberais, conservadores ou não, praticantes de uma democracia de fato, tão verdadeiramente quanto é prova o silêncio da “direita” desde a constituinte de 1988. Nosso silêncio, nossa tolerância, permitiram que chegassem onde chegaram pois fruto de nosso respeito ao resultado das urnas, mesmo que tenham sido fraudados, como hoje desconfiamos. NÓS, portanto, fomos verdadeiramente democratas ao aceitar que os socinistas ocupassem e exercessem o phoder sem serem incomodados. Até que a corrupção desavergonhada, o roubo descarado dos impostos dos contribuintes, viesse à tona. Hoje NÓS somos o último baluarte, a última trincheira, os últimos defensores da fronteira entre a definitiva implantação do arbítrio por um Estado totalitário e a defesa do livre-arbítrio, da liberdade de expressão, do livre mercado, valores a serem garantidos por um Estado liberal e conservador. Se não somos culpados, no sentido de que LHES abrimos o caminho ao termos respeitado um princípio básico da democracia, somos responsáveis por não termos exercido o direito de mostrar nossa oposição quando isso foi preciso, quando se percebeu a imoral tentativa de desconstrução da cultura ocidental, da família, da integridade psicológica de nossos filhos, através da imposição de uma filosofia que ignora a diversidade humana em prol da criação de um ser humano de laboratório, produzido nos tubos de ensaio de uma intelligentzia composta de psicopatas.

E NÓS, o que faremos? Em primeiro lugar me permita dizer o que não podemos fazer. Não podemos acreditar que há uma “terceira via”, pois não há. Só existe uma pessoa capaz de aglutinar as ideias à direita do espectro do pensamento político. E este é Bolsonaro. E votar em 2022 em qualquer outro é reduzir as chances das ideias liberais e conservadoras permanecerem no poder. E isto vale para todos os demais cargos eletivos. Todos, repito, todos os demais postulantes atuais ou vindouros pertencem à esquerda deste mesmo espectro. Ou você está com Bolsonaro, ou é a favor da implantação dos ideias gramscistas que pautam a esquerda brasileira em particular. E se você não sabe quais são, você precisa se inteirar um mínimo sobre elas (no final relaciono alguns autores e obras). Você pode até achar bonitinhas algumas delas, mas não creio que você vá querer deixá-las no todo como legado a seus netos. Para tanto, você precisa entender a realidade na qual estamos inseridos, se livrar da armadilha do discurso sobre a tosquicidade de Bolsonaro, você precisa, urgentemente, se informar para rever suas posições, pois nossos descendente, muito mais que NÓS, dependem do que NÓS faremos quando formos instados a deixar nosso voto na urna.

O problema fundamental da esquerda brasileira hoje é que se Bolsonaro vencer em 22, a perspectiva é que ele eleja o seu sucessor por mais 8 anos. Isso significaria a direita no poder por mais 12 anos, realidade que acabaria com o projeto do “PTdoG”[9] de “tomada” de poder.

Enquanto bobocas ficam acreditando e proclamando que Bolsonaro é fascista, que ele vai dar o golpe, fingem que não viram que o golpe já foi dado[10], a ruptura institucional já aconteceu. Hoje, agosto de 2018, estamos vivendo sob um regime de exceção implantado e exercido por ministros do STF.

Não podemos simplesmente contar que as redes sociais serão suficientes para segurar o tranco. A manifestação nas redes sociais é necessária, mas não suficiente. É preciso ir para as ruas em todas as oportunidades que surgirem, mesmo depois da derrota pelo voto impresso. Como disse o jornalista Oswaldo Eustáquio, preso sem acusação, torturado na prisão da Papuda[11]: “o conteúdo é maior que o meio”. É preciso fazer perguntas incômodas para os que estão do outro lado, pois eles não têm resposta, apenas narrativas sem conteúdo, sem base.

Estamos em uma guerra de guerrilha[12] onde as armas do exército inimigo são as narrativas para acusar de fake news toda fala liberal, dado que tal expressão significa “não gostei do que você falou/escreveu e vou cancelá-lo, pois não quero que ninguém mais a leia/ouça”. O juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, Antonin Scalia (já falecido), disse: “Eu não quero viver em um país governado por 9 juízes vitalícios”. E você, quer viver em um país governado por 11 juízes vitalícios e “iluminados”?

Mas se eu ficasse por aqui daria a impressão de que podemos ir levando em banho-maria até outubro de 2022. Não, a coisa é muito mais grave. Quando uma CPI sem razão e noção decreta a quebra de sigilo de pessoas e empresas que fazem ou dizem algo que os senadores não gostam, ou nem isso, apenas quando são entidades que proclamam ideias e ideais liberais-conservadores, quando meios de comunicação analógicos ou digitais assumem funções dignas de uma KGB, de uma DIP, de um órgão qualquer de repressão de um Estado totalitário, a dimensão do que está acontecendo no phoder está a léguas de distância do que se poderia chamar de normalidade institucional. Não, meu caro, NÓS já estamos vivendo sob um regime de exceção onde o phoder foi “tomado” pelo poder judiciário, capitaneado por todos os ministros do STF, tanto os ativistas quanto os que se calam (por “timidez” ou sprit de corp). O “golpe” já foi dado em termos intencionais. De máscara COVID e sob ordens  de “CALA A BÔCA” - que havia morrido, como nos contou Carmem Lúcia, mas parece ter ressuscitado das cinzas dos "anos de chumbo" - proferidas a cada por por mais fontes autoritárias, o que nos faz imaginar (e temer) que só falta “executar” os inimigos. NÓS. EU. VOCÊ.

Boas reflexões!

 

SUGESTÕES DE LEITURA

De Olavo de Carvalho

- A Nova Era e a Revolução Cultural

- O Mínimo que você Precisa Saber para não Ser um Idiota

Rodrigo Constantino

- Os Pensadores da Liberdade

- Esquerda Caviar

Thomas Sowell

- Os Intelectuais e a Sociedade

 - Conflito de Visões

Friedrich Hayek

- O Caminho da Servidão

Michel de Montaigne

- Ensaios

Para acessar extratos destes e outros livros, visite paulovogel.blog.br e clique na aba EXTRATOS.


[1] A proposta dos socinistas (um termo que proponho para agrupar os que estão juntos, socialistas e comunistas) parte da divisão entre “nós”, e “eles”, sendo “eles” todos os não-socinistas.

[2] Quando encerrava este texto, tive a notícia de que o Presidente está prestes a enviar um projeto ao legtislativo que tem a intenção de, no mínimo, regular a atuação censora das plataformas. Aguardemos.

[3] Não bastando ter descumprido a Constituição que proíbe explicitamente juizes atuarem politicamente como Barroso o fez reunindo-se na madrugada com dirigentes partidários, ele confessou qual é seu principal objetivo, veja este vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Ua0h7YTAzzY

[4] Fiz uma edição da entrevista do jornalista Oswaldo Eustáquio ao Pânico, com 7:44" de duração, sobre sua prisão decretada por Alexandre de Moraes. Assista aqui:

http://www.sendme.com.br/PanicoEustaquio.mp4

[5] Acesse aqui uma relação de quem o STF prendeu, soltou ou engavetou processos: https://www.jornalpassaporte.com.br/2021/04/confiram-relacao-de-produtividade.html

[6] Na noite do dia 10/8/21, a Câmara enterrou a PEC das urnas para o voto impresso que permitiriam uma auditoria se questionamentos de resultados viessem a surgir.

[7] Feliz coincidência, estou editando o extrato de “A Nova Era e Revolução Cultural”, de Olavo de Carvalho, e cheguei em um artigo publicado em outubro de 2000, onde ele “avisou”: “A Justiça Eleitoral existe, como o próprio nome o diz, para que as eleições sejam justas. Mas ela se compõe de funcionários públicos e (...) essa classe vem se tornando cada vez mais suspeita de estar interessada em tudo, menos em eleições justas”.

[8] É de Dostoievski a percepção de que: “A tolerância chegará a tal ponto que pessoas inteligentes serão proibidas de fazer qualquer reflexão para não ofender os imbecis.”

[9] Para saber o significado da sigla PTdoG, acesse https://ferinodemais.blogspot.com/2021/07/roger-scruton-e-o-ptdog-19442020.html

[10] Fingem porque o golpe atual foi dado por uma instituição “parceira”, o STF, e o golpe que ELES acusarão será a reação que obrigatoriamente haverá do atual governo, esta é a estratégia.

[11] Ver vídeo por mim editado, com 7:44”, da entrevista que ele deu ao Pânico, da Jovem Pan, contando como foi recebido no presídio em: http://www.sendme.com.br/PanicoEustaquio.mp4.

[12] Para saber mais sobre as táticas de guerrilha, assista ao programa Direto ao Ponto, de Augusto Nunes, do dia 9/8/21: https://www.youtube.com/watch?v=Ua0h7YTAzzY