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sábado, abril 24, 2021

ENTENDA, NÃO É POLÍTICA, É UMA GUERRA PELO PHODER!

 "A força, a fraude e o saque, é só o que eles conhecem!" (1)

"Nesta guerra, a cada embate se joga uma moeda; se der cara, eles ganham, se der coroa, nós perdemos." (2)

Neste início dos anos 2020, não estamos vivenciando um debate de ideias sobre sistemas econômicos e políticos. Não, não é isso. Estamos sendo obrigados a combater em uma guerra que visa exclusivamente a tomada do phoder, o controle do dinheiro, da riqueza, e, para tal intento, a submissão do cidadão, e isto, não necessariamente pelas urnas"(3). É um fato "escarrado e cuspido" em nossa cara a todo instante. Esta postagem será uma tentativa de mostrar esta realidade àqueles que ainda guardam certas dúvidas, dúvidas do tipo "mas será que é isso mesmo?", "será que não é só teoria da conspiração?", "será que tem gente capaz de mentir, distorcer fatos, editar criminosamente falas, sem nem mesmo se importar com coerência, só para atacar por atacar?". Nem me alongo, só preste atenção no conteúdo deste vídeo da Paula Marisa postado em 21 ou 22 de abril/21. E para melhor compreensão do que vou expor, é aconselhável que você tenha lido antes a postagem "O Processo".

Depois de mais de um século e meio de infiltração silenciosa do arcabouço de princípios socinistas em todas as camadas da estrutura do Estado e das instituições de algum modo dele dependentes (sindicatos, ONGs, associações profissionais, movimentos "sociais", etc.), um verdadeiro cozinhar em fogo brando para a implantação de uma economia planejada pelo Estado, portanto centralizada, e portanto, dependente de um governo ditatorial, eis que se atinge o ponto em que eles entendem "chegada a hora" de ir pro pau... Brasil. Chega de tergiversar. "Vamos à guerra!!! Para o tudo ou... tudo.

Tenho assistido meus comentaristas políticos preferidos e cada dia mais os critico por ainda darem "trela" ao que falam indivíduos de todas as entidades (liste as que lhe vier à cabeça) da sociedade à esquerda do espectro político. Se este ignorante que vos escreve percebe esta evidência, não posso acreditar que tais profissionais, viventes e sobreviventes da atividade diária de avaliar os fatos políticos, ainda não perceberam a inutilidade de suas análises frente ao que realmente está acontecendo!!! Só posso entender o tempo que eles dedicam a criticar ou contra argumentar o que diz um presidente da OAB (petista); um governador como Agripino (petista de ocasião) ou um Flávio Dino (comunista); uma Marina Silva do PSOL (petista magoada) ou Freixo, seu companheiro mal intencionado; qualquer um dos ungidos ministros Supremacistas da Justiça, rasgadores da Constituição; ou uma mídia representada por Veras, Mirians, Mainardis e mesmo seus editores antibolsonaristas obedientes a seus patrões desmamados das tetas do Estado; ou, cerejas deste bolo estragado, com Caetanos, Felipes, Joyces e Frotas; só posso entender, repito, como sendo o dever de justificar o salário que recebem. Que justifiquem, é honesto. Mas que deixem de identificar lógica onde só há determinação em guerrear, lacrar, desconstruir e destruir. E esta guerra não é passatempo de videogame, ela é real, ela está acontecendo dentro de sua casa, na rua, no seu trabalho, na sua mente. Em uma guerra real, para "tomar o poder" (3), o inimigo TEM QUE ser derrotado, aniquilado, de preferência, morto. Como afirmei em "O Processo", qualquer coisa que eles digam tem apenas um propósito: "NEGAR.. E ATACAR!"

A moeda da comunicação digital, símbolo da era digitrônica, de um lado mostra o cidadão que tem sua voz potencializada e liberada, podendo expressar suas ideias e opiniões para o mundo em seus próprios termos e intensidade, sem, em tese, regulação de ninguém. Do outro lado está a arma que dá poder de ataque àqueles que não desejam ouvir, mas tão somente negar direitos ao discordante e negar até mesmo a si mesmos em suas incongruências, pois elas estão a serviço da aniquilação do  outro, e é o que importa.

Mas temos uma outra realidade a enfrentar. Esta parcela da população que está sendo atacada, ou seja, os liberais, conservadores ou não, não têm medo de guerrear, mas o querem fazer dentro de regras acordadas em alguma convenção de Genebra(4). Essa visão "inocente" nos levará inevitavelmente ao precipício, pois, o inimigo não tem qualquer gota de escrúpulo e limite para suas ações(5). Ou abrimos mão desta premissa ou "locupletemo-nos todos"(6).  

Mas sem partir "para a ignorância", ou usar de recursos não-democráticos, nos restam, sem prejuízo de outras, no curto prazo, algumas ações, se não de contra-ataque, pelo menos de resistência. 

A primeira, é simplesmente assinar toda e qualquer manifestação nas redes sociais com um "Bolsonaro 2022". E se você é um que está "decepcionado" com ele, chamo sua atenção para dedicar mais atenção para entender o que está acontecendo e imaginar o que poderá advir se a "direita" (simplificando) não se mantiver no poder para além de 22 (Atenção: não existe outra opção que não Bolsonaro).

A segunda, é defender o governo, junto aos indecisos ou "decepcionados", em todas as oportunidades que tiver (mas sem debate, é inútil). Nenhum pessoa minimamente reconhecedora das capacidades do ser humano, do direito à sua liberdade de condução da vida e de opinião, contrária à estatização dos meios de produção, contrária ao fim da propriedade privada, contrária à destruição da família e à pornorização da educação infantil e juvenil, pode aceitar que este governo, que o representa (é preciso lembrar, infelizmente), ser destruído de modo tão abjeto.

A terceira, é, neste 1º de maio, ir às ruas proclamando aquilo que suas convicções lhe mostram ser mais importante para ser exposto como mensagem ao Presidente. Este próximo sábado terá que entrar para a história como a maior manifestação de rua jamais vista! Não creio que venhamos a ter outra chance.

Encerro citando algumas passagens de A Revolta de Atlas (romance com 1216 páginas, mas que todos estes a quem me dirijo, deveriam ler).

"Não existem fatos objetivos. Toda reportagem não passa da opinião de alguém. Portanto, é inútil escrever sobre fatos." (7)

"Se nós, que somos os que fazem, os que produzem, (...) suportamos silenciosamente o castigo a que nos sujeitam por causa de nossas virtudes, que espécie de “bem” queremos que triunfe nesse mundo?" (Personagem Rearden) (8)

"(...) o fato é que o homem é um ser cuja consciência tem poder de escolha. (...) O homem cujos atos contradizem as suas convicções, não passa de um hipócrita barato. (...) O homem que se recusa a julgar, que nem concorda nem discorda, que afirma não haver absolutos e acredita desse modo se esquivar das responsabilidades – esse homem é responsável por todo o sangue que [poderá vir a ser derramado] no mundo. (...) Todo ato na vida do homem depende da vontade (...). As hordas de selvagens jamais constituíram obstáculos para os homens que marcham sob o estandarte da mente." (Personagem John Galt)

"(...) eles não poderiam ganhar de nós [se] não tivéssemos entregado o mundo a eles." (Personagem D’Anconia)



(1) Fala do personagem John Galt no romance A Revolta de Atlas, de Ayn Rand, se referindo aos que, no romance, estão no poder.

(2) Inspirado em formulação feita por Rodrigo Constantino.

(3) Em 2018 José Dirceu pontificou: "(...) é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”. 

(4) Wikipedia: "As Convenções de Genebra são uma série de tratados (...) que definem os direitos e os deveres de pessoas, combatentes ou não, em tempo de guerra."

(5) Lênin, em discurso: "(...) É chegada a hora de levarmos adiante uma batalha cruel e sem perdão (...).

(6) Atribuída ao jornalista Sérgio Porto, o criador do personagem Stanislaw Ponte Preta.

(7) Esta frase é atribuída, no romance A Revolta de Atlas, a um "famoso editor", o que me leva a suspeitar que o pensamento foi realmente manifestado por um "famoso editor" de meados da década de 1950 quando ele foi escrito. 

(8) Ajustei esta citação ao tempo presente.

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quinta-feira, fevereiro 25, 2021

O NEGACIONISMO ELEVADO À POTÊNCIA DA INSANIDADE!

 

“Nada é tão ruim que não possa ficar pior.”

Ditado popular.

Tenho, como muitos, procurado entender como se desenvolveu e se estabeleceu entre nós uma visão da humanidade que parte do princípio de que há humanos mais “evoluídos”, mais bem dotados intelectualmente que outros, os "ungidos", e que tal constatação lhes dá o direito de, mais que gerenciar os demais, estabelecer e impor um modelo de comportamentos morais e éticos que todos nós, os "ignorantes tolos", devemos obrigatoriamente adotar como prática de vida sob pena de condenação pública, agora via redes sociais.

Se parasse por aí, pouco ou nada estariam fazendo mais que tantos imperadores, senhores feudais, a Igreja e ditadores psicopatas já fizeram ao longo da história de nossa civilização. Antes do hoje, as razões eram encontradas apenas no âmbito das relações de poder, ou seja, quem o tinha, mandava, os demais obedeciam ou eram executados. Não importava muito como você tocasse sua vida desde que pagasse os extorsivos impostos e se curvasse frente ao déspota da vez. O jeito de se conduzir, seus valores, crenças e desejos, desde que limitados à sua vida particular, eram um problema seu, não do governante, não desta entidade mais recente de organização do poder, o Estado-Nação.

Agora a coisa é mais complicada, pois o que observo é um “desvio cognitivo” dos integrantes da intelligentsia “progressista”, como alguém já identificou. É a única explicação para as insanidades que nos são mostradas nas plataformas de redes sociais, produzidas tanto pelos "insanos" quanto pelos que a isso oferecem resistência. Existem dois desses vídeos que já podemos propagar como piece de resistance  e oposição ao que vem sendo praticado por “educadores” em salas de aula pelo mundo, mas pelo Brasil em particular, desde o nível fundamental até a pós graduação. Tais indivíduos-robôs são braços armados de um exército de robôs ideológicos repetidores de conceitos como "nova ordem social", um great reset mundial, ideologia de gênero, e controle populacional, tudo saído da cabeça doentia de velhos senis mas detentores das maiores fortunas do planeta e tudo por eles financiado. Falam em “desconstruir” os valores conservadores quando estão, na verdade, querendo dizer DESTRUIR a família, a integridade emocional de nossos filhos e netos - muitos não conseguirão se reconstruírem ao chegar à vida adulta -, e criar uma classe de humanos de quinta categoria, desimportantes para a nova sociedade globalista, e, portanto, passíveis de eliminação.

Damares Alves
Andréa Barcelos

Não preciso me alongar, basta assistir a dois vídeos. O primeiro, é o vídeo desta palestra da Ministra Damares Alves em 24 de abril de 2018 que tem 59 minutos e que mostra o que está acontecendo em nossas escolas. O segundo, é este vídeo, com duração de 1 hora, da palestra da juíza de Direito Dra. Andréa Barcelos, datado no Youtube como sendo de 23/11/2016, que nos dá uma clara ideia deste processo de corrosão de valores que, na surdina, nas entranhas da ONU, principalmente, já dura mais de um século, mas que a digitrônica forçou sua exposição em toda a sua sordidez. Se você preferir, fiz esta edição do vídeo com 23 minutos com o que achei essencial para você saber. Apenas chamo sua atenção para o fato de que este negacionismo da natureza humana elevado à potência de uma insanidade além da psicopatia, dá continuidade a um processo de transferência do pátrio poder para as mãos do Estado. Em Admirável Mundo Novo, Huxley nos mostra o que vem depois: a espécie humana constituída de seres eugenicamente selecionados.

Só há uma alternativa para os de mente sana: dizer e gritar NÃO, e propagar incansavelmente, não só nas redes sociais, mas na família, e em todas as oportunidades que cada um tiver de relacionamento, que cada ser humano, por ser imperfeito, é único, e que este é o princípio genético repetido em todo ser vivo no planeta, pois a árvore que não tem duas folhas iguais, é admirável em seu conjunto de imperfeições e esplendorosa, perfeita e plena em sua existência no planeta Terra.




domingo, fevereiro 14, 2021

SUGESTÃO DE LEITURA: Os Intelectuais e a Sociedade

Hoje faço apenas uma indicação de leitura.

Uma questão que tem me aporrinhado as ideias é a de encontrar uma explicação para o radicalismo negacionista que uma significativa parte dos influenciadores do pensamento dos povos ocidentais (não sei o que acontece na outra metade do globo) e manipuladores da tal "opinião pública" vem adotando, particularmente depois do ganho em repercussão e barulho ampliados pelas redes sociais que passaram a ter relevância no dia-a-dia de todos nós.

A pergunta primeira e principal que me faço é: o que embota a mente de tantas pessoas a ponto de defenderem radicalmente uma “solução” para a humanidade que tem como base de sustentação a negação das características básicas do ser humano, inclusive as evidentes características biológicas e as diferenças nas individualidades psíquicas que elas provocam?

Evidentemente vim sentindo certa angústia por não encontrar uma resposta minimamente razoável, dado que não detenho o conjunto de conhecimento necessário. Mas tal busca me trouxe algum resultado, resultado este que venho compartilhar com você que me lê.

Acabei de ler o excelente “Os Intelectuais e a Sociedade” de Thomas Sowell, escrito em 2009 e que, em 9 capítulos, não faz exatamente uma análise das origens do pensamento dos intelectuais ungidos, mas das práticas que eles adotam, e nos dá uma ampla visão histórica de uma corrente de pensamento intelectual que, sendo construída ao longo de muitas décadas, se tornou, em minha opinião, uma verdadeira distopia, no sentido de que a meta principal é a de, simplesmente, destruir todas as estruturas sociais e todos os que a este movimento se opuserem, adotando uma gélida insensibilidade, tanto para os conhecimentos que alcançamos sobre a psique humana, quanto para as consequências presentes e futuras para a involução consequente que atingirá nossa civilização.

A leitura desta obra não dá uma resposta peremptória para a minha pergunta, mas nos apresenta a estrutura da “coisa” e acalma nosso coração ao podermos identificar com mais clareza, mais evidência, o que ameaça a todos nós, minimamente conservadores nos costumes e razoavelmente defensores do liberalismo na condução de nossas vidas, e nos alerta para a necessidade de deixarmos a acomodação respeitosa que adotamos, no caso do Brasil, nos 25 anos que o país esteve sob a regência do pensamento “progressista”.

É mais que hora de nos conscientizarmos que apenas com nossas ações efetivas, práticas reais, poderemos opor uma resistência à altura da gravidade do momento e da força do oponente.

Abaixo, apenas para dar uma ideia do conteúdo da obra, listo todos os capítulos e anexo um ou dois parágrafos.

Chamo sua atenção para o entendimento do termo “liberal” que, para os americanos, tem o sentido que damos aqui ao termo “progressista”, ou seja, associado ao pensamento dominante no partido democrata e à esquerda em geral, ou seja, nada a ver com ser a favor do liberalismo econômico, muito pelo contrário.

Depois da leitura desta obra, pouco vai restar para você saber sobre as intenções destes "intelectuais ungidos" enraizados, principalmente, em todos os níveis da estrutura de governança do Estado.

Nota: Entre colchetes [], observações minhas. Entre aspas mas entre colchetes, são pensamentos reconstruídos por mim a partir de formulações do Sowell.

 

PREFÁCIO

Professor MarkLillaProfessores distintos, poetas talentosos e jornalistas influentes reuniram suas habilidades a fim de convencer, a todos seus ouvintes e admiradores, que os tiranos modernos eram libertadores e que seus crimes hediondos eram nobres, bastava vê-lo na perspectiva correta. Quem quer que se dedique a escrever, honestamente, sobre a história intelectual do século XX na Europa tem que ter estômago forte.

Mas ele precisará de algo mais. Precisará superar seu nojo para que comece a ponderar sobre as causas desse intrigante e estranho fenômeno.

CAPÍTULO 1 – OS INTELECTOS E OS INTELECTUAIS

[Para o intelectual desconstrucionista] A plausibilidade ou não que uma nova idéia incita depende do que cada um já tem incorporado como crença.[blog]

Eric Hoffer: Um dos privilégios surpreendentes dos intelectuais é o fato de se encontrarem livres para serem escandalosamente estúpidos sem, contudo, sofrerem qualquer abalo em suas reputações.

CAPÍTULO 2 – CONHECIMENTO E NOÇÕES

Daniel J. Flynn: Intelectuais tendem a ter um senso inflado de sua própria sabedoria.

[As elites educadas se legitimam] como guias superiores, declarando que têm o direito de impor o que deve e não deve ser feito na sociedade [pois] estão convencidas da superioridade de seu conhecimento e de suas virtudes, uma fórmula certeira para o desastre.

Membros da intelligentsia (...) não percebem a necessidade de buscar informações factuais antes de expressar sua indignação.

CAPÍTULO 3 – OS INTELECTUAIS E A CIÊNCIA ECONÔMICA

[É Engels que tem um espasmo de lucidez ao perguntar:] que garantia temos de que será produzida a quantidade necessária de cada produto, nem mais nem menos, de forma a não ficarmos privados de milho e de carne, enquanto ficamos entupidos de açúcar e afogados em batatas (...).

Intervenções de políticos (...) para favorecer um lado” provocam geralmente, a ambos os lados, uma situação futura pior, mesmo que de maneiras distintas e em graus diversos.

CAPÍTULO 4 – OS INTELECTUAIS E AS VISÕES DE SOCIEDADE

[O intelectual ungido] se coloca num patamar moral superior, como alguém preocupado e misericordioso, promotor da paz no mundo, defensor dos oprimidos, alguém que luta por preservar a beleza da natureza e salva o planeta da poluição perpetrada por outros que não comungam a mesma consciência.

[Nesta afirmação, Sowell nos mostra que as acusações a Bolsonaro (e aos conservadores em geral) nada têm a ver com o que Bolsonaro faz ou pensa, se constituem apenas “gritos de guerra” para motivar a “tropa”.] As alegações que acusam oponentes ideológicos de racistas, machistas,  homofóbicos ou “incapazes de entender a questão” são geralmente empurradas pela intelligentsia, substituindo refutações especificas sobre os argumentos discutidos.

CAPÍTULO 5 – REALIDADE PARALELA NA MÍDIA E NO MUNDO ACADÊMICO

Fabricaram uma tela através da qual nossa época contemporânea absorve informações manipuladas. –Jean-François Revel

É necessário somente que aqueles que têm o poder de filtrar as informações, seja no papel de jornalistas, editores, professores, acadêmicos ou produtores e diretores de filmes [e hoje plataformas de redes sociais], decidam que há certos aspectos da realidade que as massas “não compreenderiam corretamente” e que um senso de responsabilidade social clama, por parte dos que detêm o poder de filtragem, pela supressão de alguns dados.

[Um repórter americano se justificou por não ter publicado um determinado fato]: “fiquei indeciso em escrever uma história que daria munição para nossos inimigos”.

CAPÍTULO 6 – OS INTELECTUAIS E A JUSTIÇA

Os economistas costumam ver os direitos de propriedade como algo essencial para (1) manter a tomada de decisões econômicas nas mãos de indivíduos privados, ou seja, fora do controle dos políticos, e (2) para manter os incentivos dos mesmos indivíduos, os quais investirão seu tempo, seus talentos e seus recursos movidos pela expectativa de poderem colher e reter os frutos de seus esforços.

“Propósito público” pode significar quase que qualquer coisa (...).

CAPÍTULO 7 – OS INTELECTUAIS E A GUERRA

Tempos ruins para se viver são bons para se aprender. Eugene Weber.

[Já no final do século XIX] já havia, entre muitos intelectuais, a ideia de se dirigir as massas, uma ideia que incumbia a terceiros a tarefa de dar sentido para a vida delas.

Esses vários períodos que compõem a história da visão intelectual, ora favorável ora contrária à guerra, precisam ser examinados uma a um.

CAPÍTULO 8 – OS INTELECTUAIS E A GUERRA: REPETINDO A HISTÓRIA

Este capítulo sobre, principalmente, a segunda guerra, não li pois não é um tema que tenho interesse.

CAPÍTULO 9 – OS INTELECTUAIS E A SOCIEDADE

(...) professores escolares (...) expandem sua influência, seja por meio de doutrinação ideológica dos alunos ou por sua manipulação psicológica com o intuito de alterar os valores que esses estudantes receberam dos pais.

(...) depois que os programas de “educação sexual” foram introduzidos nas escolas norte-americanas na década de 1960, coube aos pais o trabalho de colher os cacos e arrumar a bagunça sempre que uma filha adolescente aparecia grávida ou um filho adolescente contraía uma doença venérea. Nenhum professor ou nenhuma professora teve que arcar com as consequências de nada (...).

 

sexta-feira, janeiro 08, 2021

A VELHA E AS NOVAS DICOTOMIAS


"As ideologias pressupõem sempre que uma ideia é suficiente para explicar tudo no desenvolvimento da premissa."

Hannah Arendt

Que a dicotomia direita/esquerda já não explica mais nada, muita gente já sabe mas ainda vai levar um certo tempo até que percebamos e adotemos uma outra que nos dê alguma noção, tanto das motivações dos movimentos políticos dos últimos 60 anos, quanto do que está por vir após a nação mais próspera do planeta se aventurar na intensificação de uma opção pelo socialismo em sua pior formulação (se é que isso é possível).

Os rótulos dicotômicos nos são úteis para super sintetizar um conjunto complexo de motivos e processos que sem eles, nossa vida seria impossível, ou, pelo menos, um inferno incompreensível. A velha dicotomia trazia toda a complexidade político-econômica para uma formulação simples: direita e esquerda. Entre os primeiros, os capitalistas gananciosos, entre os segundos, os comunistas estatizantes. Sob este rótulo, viveram os cidadãos do século XX entre tantos trancos, barrancos e guerras.

Capa do livro sobre a obra de Sowell

Assistindo as crônicas do Rodrigo Constantino, descobri Thomas Sowell, americano, negro, economista, professor universitário, filósofo político, escritor de dezenas de livros, um dos mais respeitados pensadores da atualidade, e em plena atividade aos 90 anos. Para organizar suas análises, ele apresenta duas ideias. A primeira, propõe que todos temos "visões" sobre a natureza humana, e ela é de duas categorias: a visão restrita - que considera e reconhece as limitações da natureza humana -, e a visão irrestrita - a que tem a convicção que a natureza humana pode ser aperfeiçoada, modificada. Basicamente, na minha interpretação, Sowell defende que a diversidade é a mola propulsora da evolução civilizatória e a melhor maneira de possibilitar ao indivíduo a busca pela felicidade, pois não há receita padrão para a felicidade na medida em que desejos e necessidades são únicos e, portanto, individuais.

Sowell também faz uma outra proposição. Esta é mais direta, mas popular, de fácil entendimento, qual seja a dos "ungidos" - aqueles que se autoproclamam como sendo "portadores da missão de guiar os outros para a realização de uma vida melhor" -, e a dos "ignorantes" - todos os demais identificados como incapazes de gerir as próprias vidas. Para a "elite ungida", liderada pelo subgrupo da intelligentsia, encastelada nas universidades, em toda a estrutura do ensino público (mas não só), nos sindicatos, partidos políticos e ONGs de toda espécie, "os males da sociedade são vistos fundamentalmente como um problema de ordem moral e intelectual, para a extinção dos quais os intelectuais estão especialmente equipados (...)". Eles não param por aí. No delírio dos ungidos, cabe até a capacidade de "poder resolver problemas psicológicos das pessoas, como os estigmas sociais e os traumas de guerra".

Instigado a refletir, moldei uma outra proposição para satisfazer nossas angústias de entendimento da realidade, em particular, brasileira. Partindo da constatação de que existe por aqui uma "elite" política que perdeu as últimas eleições; cujas campanhas foram financiadas por grandes empresas nacionais que acabaram por sofrer um revés significativo em suas intenções, desejos e lucros; de que muitos de seus proeminentes políticos estão na cadeia ou em casa de tornozeleira; e que tal conjunto de consequências motivou a aliança de todos em torno de um projeto de não aceitação da perda de poder, achei de criar um novo rótulo dicotômico: o dos "negacionistas" (*) - aqueles que negam, além da própria condição de imperfeição da natureza humana, negam tudo o que venha daqueles que foram eleitos, sejam opiniões, ações, decisões, propostas, projetos etc -, e os "aturdidos" -, todos nós que, a cada minuto, a cada hipocrisia no noticiário da "grande mídia", estamos nos perguntando: onde diabos isto vai parar!!!



(*) É evidente que estou me contrapondo à aplicação do rótulo "negacionista" como conceituado pelos tais perdedores e seus inspiradores e financiadores internacionais, ou seja, que negacionistas somos todos nós que não concordamos com as teses deles. Ex.: eu, particularmente, não concordo com a tese do aquecimento global, portanto, sou um negacionista por mais argumentos que eu tenha.