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sábado, setembro 24, 2022

DELEGANDO O VOTO

  

Existe uma parcela da população que, por razões diversas, forma o contingente de não-eleitores. Eles preferem se isentar da responsabilidade de fazer uma escolha, então votam em branco, ou anulam o voto, ou simplesmente ficam no sofá acompanhando a cobertura da TV com suas previsões distorcidas, digo, de torcida.

Neste pleito de 2022, temos como pano de fundo o mesmo de 2018, qual seja o de uma polarização entre o que se convencionou rotular de esquerda e direita, mas que, hoje no Brasil, quer dizer apenas lulismo e bolsonarismo, dado que a maioria dos cidadãos não tem a mínima ideia das diferenças entre os dois lados dessa moeda que vende ilusões e compra votos.

Ouço dizer de gente que se diz indecisa. Percebo que entre estes há os que o são por amnésia opcional, pois assistiram durante anos o que a Lava-Jato lhes esfregou na cara, mas, por alguma razão que não sou capaz de entender, optam por uma hipocrisia espiritualmente conveniente.

Há também os que o são por um entendimento rasteiro, superficial, do que deve ser a razão do voto. Apegam-se à aparência do candidato como se estivéssemos num concurso de misses, ou de quem fala mais bonito. Esquecem que as pessoas passam, mas não as consequências de suas ações, principalmente em se tratando das que afetam um país inteiro, no caso do Brasil, a mais de 212 milhões de seres humanos.

Há os que ficam em casa por covardia. Não têm opinião de nada, mas, não fazendo uma escolha, se sentirão livres para serem contrários a tudo que o eleito vier a defender, propor ou fazer, não importando quem ele seja. Jogar pedra é seu esporte favorito até o dia em que uma outra pedra, atirada por um seu “semelhante”, lhe atinja.

Existem motivações ainda piores, como a do infantil, imaturo, irresponsável, voto de protesto. Se seu voto é secreto, você pode me dizer quem saberá de seu protesto? E mais, qual a relevância dele para o resultado do pleito? Ainda pior talvez seja o quem brada não votar porque “não gosta de política” e então fica em casa esperando as consequências do voto dos que foram às urnas. Não percebe que não há como se eximir, pois as consequências recairão sobre todos os que delegarem seu voto. Isto é inexorável.

Lembro que TODAS as eleições recentes vencidas por representantes do socinismo[i] o foram graças aos 30% ou mais de “isentões” que ou não foram votar, ou votaram em branco, ou anularam o voto.

Mas ainda há os que se isentam optando por votar em que não tem a mínima chance de vencer neste momento. Este não será um pleito em que vários candidatos estão em um mesmo patamar de chances. Há um abismo de intenção de votos entre os que aparecem em 1º e 2º lugar e os que aparecem a partir do 3º. E não importa quanto tendenciosas sejam as pesquisas, pois os fatos diários são incontestáveis. É um direito inalienável o eleitor votar em quem ele bem entenda. Ele apenas deve estar consciente de que esta é uma eleição de caráter plebiscitário e seu voto em uma “fracassada 3ª via” é tão nulo quanto o efetivo voto nulo. Há que se acrescentar o efetivo risco de fraude que paira como nuvem negra no processo eleitoral deste ano e, cada voto não avaliado sob a ótica do que apresento aqui, poderá significar uma contribuição para um resultado que não espelhe a “verdade” das urnas.

Esta não é uma eleição para presidente onde se avalia se gosto ou se não gosto de A ou de B, mas sim para qual futuro vamos dar nossa contribuição. As ideias e propostas dos dois candidatos são diametralmente opostas. Suas personalidades não têm a mínima relevância. Eles são representantes – e agentes – de um contingente de interesses nobres ou não que assumirão todas as instâncias do Estado brasileiro. Nossa ação ou inação será a opção entre, de um lado, princípios de liberdade de opinião, democráticos, liberais e capitalistas, e de outro, o desejo de censurar o direito de opinião, de nos colocar mordaças de todo tipo, de implantação de uma ditadura do proletariado, de tirania, de controle do Estado, do fim da propriedade privada, do comunismo enfim. Tanto nós quanto o eleito e seus asseclas e discípulos, passarão, mas nossas decisões integrarão os registros da história que será contada. Que herança política queremos tentar deixar para nossos descendentes? É disso que se trata. Precisamos desviar o olhar da ponta de nossos pés e o direcionarmos para o horizonte. Nesta manhã de 2 de outubro de 2022 qual será a cor do céu que estaremos vendo? 


[i] Socinismo é o termo que criei para sintetizar os preceitos políticos do socialismo e os preceitos econômicos do comunismo.


quinta-feira, dezembro 02, 2021

ONDAS DO AR


Na postagem “Nossas Instituições e a Conspiração Pública” me perdi nos argumentos influenciado e indignado que estava com as declarações públicas de dois ministros do STF articulando um golpe de Estado. Volto, então, de certa forma ao tema, para dar uma unidade e objetividade aos argumentos.

O “Tratado de Lisboa”[1] é uma etapa avançada de um projeto de tomada do poder pelos discípulos de Gramsci que estão dentro e fora do PT, o que torna a eleição de 9Fingers irrelevante. Foi com a intenção de ressaltar a intenção do evento lisboeta que fiz uma introdução mostrando estar o movimento (que tem  fundamentos e recur$o$ vindos de fora do Brasil) em contraposição a outro movimento, também crescente, das ideias atribuídas a conservadores e liberais/neoliberais.

Quando usei superficiais exemplos do comportamento de algumas das instituições brasileiras, o intuito era demonstrar estarem elas inseridas nesta onda para invadir a praia razoavelmente lotada de estóicos portando as bandeiras defendidas pelo Presidente Bolsonaro e adotadas por quase 58 milhões de eleitores. Tal como as instituições, também estão as diversas instâncias e autarquias da máquina pública, cujo aparelhamento com “progressistas” vem sendo feito desde a promulgação da  Constituição[2] de 88.

Como fiquei enredado nas instituições não cheguei onde queria, propor a seguinte reflexão: se tudo é movimento e confronto, o que leva a um vai-e-vem de ondas que destronou o PTdoG, estamos assistindo ao aumento da massa de brasileiros que colocou a “direita” no Poder Executivo e que vai consolidar sua posição em 2022 reelegendo o Presidente e um número de candidatos ao Congresso capaz de proporcionar uma melhor governança, ou, estamos assistindo à crescente virulência reativa dos “perdedores” de 2018 que não abrirão mão de fazer o que for preciso para, não só voltar ao poder, mas, definitivamente, se inserir no projeto globalista do “great reset”, a Agenda 2030, subjugando a maioria da população às ideias utópicas de construir uma nova humanidade servil a um poder mundial regulador?[3]

Considerada esta questão maior, podemos listar perguntas e dúvidas que só mesmo o tempo nos trará respostas. Será que depois de passado alguns meses dos casos Daniel Silveira e urnas auditáveis, os deputados aceitarão novas ingerências do STF? A ida de Bolsonaro para o PL atrelada a compromissos assumidos por ambas as partes e com a parceria do PP e Republicanos vai viabilizar propostas do governo em 2022? A CPI da Pandemia se liquefaz sem final, ou chega a um pedido de impeachment julgado no Congresso? Como o Congresso vai se comportar frente a investida do STF com a proposta de semipresidencialismo? E quanto à autoproclamação (ainda não avaliada pelo plenário) de ser a Suprema Corte o “Poder Morador” sugerido à revelia da  Constituição? E já que falei em “supremo”, o que respalda o Senador Omar Aziz a declarar que “abaixo de Deus, só o Supremo Tribunal Federal no Brasil, e abaixo do Supremo Tribunal, (...), os poderes Legislativo e Executivo”? [4]

E aí, quais suas avaliações e apostas? Quão turbulentas – ou não! – serão as ondas do ar que respiraremos em 2022? Tempestades à vista ou uma improvável calmaria? Enfim, onde e como adentraremos o ano de 2023?[5]


[1] - Sim, não tenho a menor dúvida de que foram acordadas ações e atribuídos papéis e responsabilidades aos participantes.

[2] Que ninguém se iluda, até a Polícia Federal está fortemente aparelhada. Quando o STF impediu o Presidente de exercer seu direito constitucional de nomear o Diretor da PF, foi para evitar que assumisse alguém “não alinhado”

[3] Sem contar a destruição da família, a desconstrução da integridade e do equilibrio psicológico de crianças e adolescentes através de uma “reeducação sexual”, a política de vitimização dos criminosos, e o desmonte do arcabouço de valores da civilização ocidental construído a ferro, fogo, lágrimas e mortes ao longo de alguns milênios. 

[4] Se Aziz tivesse dito que abaixo de Deus a Constituição representada pelo STF e abaixo dela os poderes Legislativo e Executivo, eu até concordaria, pois, como já disse anteriormente, o judiciário, como um todo, não elabora nada, apenas se atem a aplicar as leis para a solução de conflitos.

[5] Nem faço referência à COVID e às “medidas” de nossos governantes frente ao que se anuncia para o futuro de curto prazo. 


quinta-feira, abril 15, 2021

PESQUISA ELEITORAL - FIQUE ALERTA!

"A estatística é a arte de torturar os números até que eles confessem." 

Atribuído a autores diversos.

Por mais de 40 anos fui publicitário e, tendo criado uma agência, empresário no setor de propaganda. Em várias oportunidades demandadas por clientes, me envolvi direta ou indiretamente com pesquisas (de preferência de marcas, produtos, serviços, de opinião, de intenção de voto etc, tanto quantitativas quanto qualitativas) mas, para deixar claro, nunca trabalhei em uma empresa ou instituto dedicado a elaborá-las, executá-las e tabulá-las. Fui, portanto, mandatário ou representante de cliente para atuar no processo de busca de informações que o ajudassem a tomar decisões.

É da perspectiva de observador, portanto, que trago para reflexão este tema porque será relevante daqui até outubro de 2022 (se tudo correr democraticamente bem, é o que espero), mas já agora, depois da ação do ministro PT-Fachin tornando "o sapo barbudo" elegível, já surgem as primeiras "pesquitas", "pesquisas esquisitas" de intenção de voto, cujo resultado depende da intenção do "patrocinador". Isto é o que vou procurar mostrar com o intuito de ajudá-lo a avaliar o que é reportado, principalmente, na "grande mídia". 

Para "começar os trabalhos" (expressão usada em encontros de amigos bebedores), vejam estas "manchetes" (ordenado das mais recentes para as mais antigas):

O Noblat, jornalista esquerda caviar, se arriscou a fazer uma pesquisa em seu blog. Me chegaram 2 prints e eu não sei em qual "verdade" acreditar. A que está datada como sendo de 21/6/21, mostra cerca de 28 mil votantes. Já a de 20 (um dia antes) mostra cerca de 92 mil!!!! Sei não.

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Acresça estes 5 resultados que obtive em uma pesquisa no novo pai dos burros. Creio que você já há de concordar comigo que, dada as leves diferenças entre cada manchete, elas parecem revelar o desejo inconfesso (?) dos editores.

Prepare-se, portanto, para classificar como... questionáveis os resultados de TODAS as futuras "pesquitas" que vierem a chegar até você por QUALQUER meio, seja imprensa tradicional, seja mídia digital. Eu disse, TODAS, não estou me referindo apenas às pesquisas de intenção de voto, estas apenas vão ficar em evidência pelos próximos 18 meses, mas pululam em profusão por todas as fontes, desde as relativas à saúde, até as que preveem o futuro de acordo com o passado, os astros, os deuses ou sei lá o quê.

Acontece que pesquisas são feitas, muitas vezes, para confirmar o que já se desconfia, ou, muito frequentemente, para corroborar argumentos prévios elaborados por executivos preocupados em defender seus empregos e gordos salários. 

Existem várias etapas entre a intenção de fazer uma pesquisa e a conclusão a que se chega. A maioria delas sujeita a "erros" involuntários ou não, começando pelo briefing. Esta etapa tem por objetivo gerar um documento que identifica quem deve ser pesquisado (nível de instrução, faixa etária, classe de renda etc.), qual o tamanho da amostra, onde pesquisar, o que deve ser pesquisado e qual o nível de profundidade da investigação. Esta primeira etapa, portanto, está sob a ótica, avaliação e premissas da entidade que toma a iniciativa do trabalho: o "Cliente".

A segunda, consequentemente, é a elaboração do questionário onde se definem as perguntas e as alternativas de resposta (quando esta não é "aberta"). Para executá-la, é fundamental contar com um profissional de experiência comprovada e, mesmo assim, é tarefa extremamente delicada, pois lhe é exigida uma atitude moral de distanciamento para não levá-lo a direcionar questões para resultar no que o contratante quer ouvir. Além disso, sendo a língua extremamente maleável, proporciona "cascas de banana" a cada novo par de pergunta-resposta a ser definido(1). Tem mais. A própria ordem tanto das perguntas quanto das respostas também devem ser considerada pois, por exemplo, a pressa/impaciência do entrevistado poderá levá-lo a responder qualquer coisa, apenas para se livrar do "incômodo mais rapidamente. 

A terceira etapa é a realização efetiva. É o trabalho de campo que será feito por pessoas, seres humanos, motivados ou imotivados, totalmente frios e isentos no momento da entrevista, ou compromissados com ideias que deseja ver "comprovadas". Tem mais. Fatores como o momento em que a pessoa é abordada, o ambiente em que ela está, seu ânimo, sua paciência, também afetarão o resultado. Dá para perceber que uma pesquisa perfeita, totalmente objetiva, isenta de qualquer viés, é bastante... difícil de se obter. Para ser completamente honesta, pelo menos, há que se contar com profissionais de ilibada reputação. 

Terminada a coleta, chega-se à etapa de tabulação das respostas obtidas. Como tudo hoje é feito de modo digital e por programas que apenas computam totais e calculam porcentagens, a tarefa é exclusivamente matemática, e considerando que contra números não há argumento, não há muito o que temer. Já a etapa de análise/interpretação dos números tabulados, pode gerar distorções quanto ao efetivamente observado, dado que se pode sempre adicionar "projeções", "deduções", que não necessariamente a pesquisa revela. Lembremos que a verificação realizada pela pesquisa se refere apenas a um momento específico no tempo. Exemplo: digamos que ao comparar duas pesquisas iguais, com intervalo, digamos de um mês, uma determinada resposta tenha dado um índice de 35% na primeira e 37% na segunda. Não seria nenhum absurdo, a conclusão de que "há uma clara tendência de crescimento" em um específico item pesquisado. Não é absurdo, eu disse, mas é uma hipótese, não uma fato real, pois o resultado pode estar dentro da margem de erro, erro este que poderá ser revelado numa próxima verificação quando o índice poderá vir a ser de, digamos, 33%!!! Tal "constatação" de tendência poderia estar sendo justificada por interesse de proclamar uma sonhada realidade futura. E é aí que, como se diz, mora o perigo.

Portanto, o aforismo citado no início deste artigo, cabe, perfeitamente, para a pesquisa se houver "interesses" escusos envolvidos. Lembremos que os números finais resultantes de um processo de pesquisa, principalmente, eleitoral, serão usados como estatísticas de opinião pela mídia e pelo público/audiência atingido. Como diria uma pessoa querida sempre que quer ver seus argumentos aprovados: "A estatística já provou que...". 

Portanto, meu leitor, fique esperto! Fique com suas próprias percepções do que acontece na política e cheque nos atos de seus possíveis candidatos a coerência com seus discursos. 

Quanto a "pesquitas", lembre-se dos muitos micos que institutos de pesquisa já pagaram em eleições passadas, talvez por tentarem "torturar os números", ou talvez só por simples incompetência.

(1) Você já deve ter se deparado com o que uma vírgula no lugar errado pode fazer!


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terça-feira, outubro 02, 2018

DESCRENTES, O SEU VOTO DEFINE O FUTURO DO BRASIL

Já que tem tanta gente dando sua opinião nas redes sociais, então aqui vou eu também. 

Gravo esta mensagem apenas como um cidadão brasileiro. Ela é endereçada principalmente aos que, em relação ao cargo de presidente, pensam em não votar; é endereçada também aos que estão propensos a votar em branco ou em anular o voto; e a todos os que ainda não decidiram em quem votar. Como cidadão, em eleições passadas estive em todas estas situações. Mas não nesta eleição. Nesta eleição de 2018, ou eu faço uma escolha e a registro na urna eletrônica, ou estarei cometendo o maior erro da minha vida. 

Eu explico. Existem duas razões para esta convicção e que vou apresentar para serem avaliadas por você. A primeira é que nesta eleição não vamos eleger candidatos para os próximos 4 anos. Não  vamos eleger candidatos por suas qualidades ou defeitos pessoais na percepção de cada um de nós, seja para nos governar, seja para nos representar no Congresso. Não. Nós vamos escolher aqueles que vão apoiar e implantar um entre dois sistemas políticos. Em especial no caso de Presidente da República, temos nesta reta final do primeiro turno, dois candidatos que não importam em si mesmos como indivíduos: eles apenas representam as duas correntes políticas e econômicas de interesses e valores opostos. De um lado aquela corrente que pretende aumentar o tamanho do Estado e desestabilizar a família (*) como principal instituição da vida social; de outro, a corrente que quer preservar e proteger a família dos ataques da esquerda comunista e diminuir o tamanho do Estado tornando-o mais eficiente e dando liberdade e dinamismo para a sociedade como um todo, e garantindo aos cidadãos a autodeterminação sobre suas escolhas, sobre suas vidas, livrando-nos da tutela de um Estado opressor. Sendo mais claro: não está (e não pode estar) em avaliação as competências e as crenças pessoais dos candidatos, seja Luladdad ou o Mito. Ao votar estaremos manifestando o que desejamos deixar para nossos filhos e netos: a pobreza endêmica dos países totalitários, ou a possibilidade de nos tornarmos um país desenvolvido como as de tantos países democráticos do ocidente. E eu não quero que eles venham me apontar o dedo no futuro porque nosso legado foi uma Venezuela.org.BR! 

Resumindo: ou escolhemos um futuro com ditadura-comunista ou um futuro com democracia-capitalista. E a escolha é nossa, quer dizer, sua.

Sim, sua. E aqui chego à segunda razão. Quando você não vota em um candidato, você está deixando que outras pessoas decidam o seu futuro. Eu entendo nossa desilusão com os políticos. Mas, um Estado-Nação como é o Brasil, a política é condição necessária e básica para a definição das prioridades da sociedade. E só sob a democracia é que a política pode funcionar plenamente. Quando você se omite de fazer uma escolha, está consequentemente aceitando qualquer resultado, e qualquer resultado significa o resultado que outros desejaram. E você deixou de manifestar sua vontade. Vote, não se omita. Se omitir é sua pior opção. Eu prefiro deitar minha cabeça no travesseiro sabendo que contribui para o processo democrático. Se o caminho escolhido ao final não for a minha opção, poderei dizer: bem eu fiz minha parte e me orgulho de pertencer ao grupo dos opositores. Do contrário, contarei com a sorte ou então amargarei para sempre a vergonha de ter me acovardado.   

E aí, qual será sua escolha?

Descrentes, o seu voto define o futuro do Brasil.



(*) O objetivo da erotização de crianças.

(**) Bolsonaro fala sobre a Cartilha do PT ensinando sexo às crianças.



Aula "prática" de sexo para crianças.

quinta-feira, setembro 27, 2018

REFLEXÕES CAÓTICAS: Façam suas Apostas!



A 10 dias do primeiro turno destas eleições de 2018, vivenciamos o que "nunca antes na história" do mundo e, em particular, do Brasil, aconteceu. Novas variáveis, ou variáveis significativamente modificadas, tornam imprevisível o resultado final.

Se em 2014 a internet em muito pouco contribuiu para o debate político-eleitoral, em apenas 4 anos a disseminação/distribuição de informações, verdadeiras e falsas, pelas redes sociais, se tornou o fundamental meio para os candidatos chegarem ao cidadão, eleitor ou não, bastando-nos ver o exército de internautas, pagos e/ou voluntários, que os principais postulantes à presidência montaram. Nesta dimensão, isto é novo.

As leis eleitorais mudaram. Mudou a fonte de financiamento. Reduziu-se o prazo de campanha e consequentemente o tempo de televisão e rádio. O poder judiciário, em especial o STF, é instado a dar respostas aos mais inconcebíveis (a esta altura) questionamentos. Ontem o Supremo reuniu-se em plenário  para decidir sobre o óbvio: se o prazo de cadastramento biométrico venceu, então, venceu! Hoje, terá que se pronunciar sobre quanto os partidos devem - ou podem, ainda não se sabe este detalhe - gastar com propaganda de candidatas!!! Isto num país em que nem as próprias candidatas a vereadora votaram nelas próprias na eleição municipal de 2016 que teve quase 14.417 candidatas sem receber nenhum voto!!! Ver no site do TSE.)

Se em 2014, um candidato não concorreu por ter sido fatalmente vitimado em um acidente de avião, neste 2018 temos, como líderes da corrida até aqui, um presidiário a quem a justiça eleitoral vem permitindo que se apresente como candidato fantasma e alter-ego de sua representação física, e outro que há 3 semanas conduz sua campanha da UTI de um hospital, após ser esfaqueado em uma tentativa de assassinato.

Enquanto a eleição presidencial passada foi pautada pelo confronto entre esquerda radical e esquerda moderada, PT/PSDB, e os nomes envolvidos tinham alguma relevância, a deste ano os nomes não têm qualquer importância, pois está radicalizada entre extrema esquerda, PT, (com todos os partidos do espectro unidos após o primeiro turno, se houver) e uma pretensa extrema direita solitária, PSL (poucas adesões são previstas). Numa formulação mais simplificada: ou somos p-tilulistas, ou somos anti-p-tilulistas.

Adicionemos a isto, o viés politicamente correto que norteia os embates entre as facções. De um lado, ataca-se o outro por homofobia, racismo e machismo. Já o outro ataca o um por corrupção, aparelhamento ideológico das instituições do Estado e implantação da ideologia de gênero nas escolas públicas.  De uma lado, deseja-se incrementar o processo estatizante dos últimos anos, enquanto o outro quer esvaziar o Estado transferindo praticamente tudo para a iniciativa privada. Não há acordo possível em tamanho grau de oposição.

Levando em consideração tais variáveis, quais são suas apotas, se é que você tem coragem ou falta de juízo suficientes para fazê-las?

As pesquisas de hoje indicam alguma coisa pra você?

As pesquisas da próxima semana serão mais indicativas?

O que influenciará mais a decisão de voto nesta eleição: o horário eleitoral, as mídias sociais ou os resultados de pesquisas?

Que peso efetivo terão as mídias sociais de hoje até dia 7 de outubro para a definição (manutenção ou mudança) do voto de cada cidadão?

As fake news se intensificarão daqui por diante ou já estamos cansados disso?
A radicalização se manifestará de algum modo na boca-de-urna?

Haverá segundo turno para presidente? 

Ou um dos candidatos fará maioria de 50% mais 1, já no primeiro turno?

Na hipótese de segundo turno, o que será "matador" como técnica de embate entre os dois candidatos: se construir ou desconstruir o adversário?

Considerando que as primeiras pesquisas pós resultado do primeiro turno mostrarão como as forças opostas se aglutinarão, o horário eleitoral e os debates poderão causar alguma mudança no quadro inicial observado?

Quem ganhar, conseguirá minimamente conduzir o governo por 4 anos ou continuaremos a nos aprimorar em contestação de toda sorte, até mesmo, e provavelmente, pedidos de impeachment?

Dado o caráter plebiscitário da eleição para presidente, é muito provável que o eleito o será por pequena diferença e o será por uma minoria se comparada com a soma dos votos do perdedor mais os votos não computados (branco, nulo e abstenção). Nesta hipótese, o vencedor conseguirá implantar suas propostas em curto e médio prazos tendo tanta oposição?

Se a esquerda ganhar, Lula será solto? Se solto, governará da Casa Civil? 

Se a direita ganhar, o exército terá algum papel nos rumos do governo e na estabilidade política?



FAÇAM SUAS APOSTAS! OU NÃO!








domingo, agosto 09, 2015

NEGAR, NEGAR, NEGAR

Dona Dilma, neste último 7 de agosto de 2015, foi instruída a dizer que a democracia tem de "respeitar a eleição direta pelo voto popular" em resposta às pressões que vem sofrendo para pegar a bolsa e escafeder-se pela porta da frente. Enquanto é tempo.

Seus conselheiros são, hoje, os mesmos de ontem que lhe incentivaram e apoiaram na estratégia de enganar o eleitor com dúzias de mentiras. Este "voto popular" que dona Dilma recebeu, lhe foi dado por um contingente de cidadãos que não tinham (e não têm) acesso a números e análises que desde 2013 vinham apontando para a eminência de quebra das contas públicas. Ela sabia disso e enganou a todos. Por pouco tempo, muito pouco tempo.

sexta-feira, novembro 22, 2013

ALICERCES DA CORRUPÇÃO – Parte II


Na postagem anterior deixei no ar a sugestão de que o Transtorno de Personalidade Antissocial (TPA) pode ser um forte candidato a alicerce universal da corrupção. Na verdade é o que pretendo demonstrar convidando-o a colocar sua mente para me acompanhar numa trilha pelos labirintos e bastidores dos ambientes onde a palavra-chave é “poder”.

É até possível que você já tenha pensado sobre os preços que uma pessoa terá a pagar para chegar a ocupar um cargo político e, portanto, uma posição de poder, mas provavelmente não com a sistemática que pretendo seguir aqui. Portanto, tenha você ou não pensado no assunto, espero poder adicionar algumas reflexões para enriquecer suas conclusões.