quarta-feira, março 03, 2021

PERGUNTAS AOS HIPÓCRITAS PANDÊMICOS

FALTOU A OPÇÃO "TODOS".

Nestes dias de primeiro trimestre do ano de 2021 (cada um tem seu dia de preferência) em que comemoramos um ano de convívio tanto com nosso mais novo vírus de estimação, o Corona, quanto com a olímpiada da Globolixo, as fakes da Foice de São Paulo e outros de menor expressão que, em êxtase, proclamam a superação da barreira dos 250 mil óbitos atribuídos à ação da COVID-19, e enquanto a "massa" assiste à apologia ilegal, mas autorizada e protegida por nossa "justiça", ao uso de drogas feita por integrantes do BBB21 - Big Brasileiros Bestiais (1)  - quero deixar algumas perguntas aos nossos "Hui's" - Hipócritas ungidos de imbecilidades -, com a certeza de que posso esperar sentado por respostas, dado que se mantêm, feito avestruz, com a cabeça enfiada em buraco... cheio de merda.

1ª Pergunta:

Tese: Pessoas podem se contaminar em qualquer lugar, pelo menos é o que se deduz de um vírus que se espalha ao se expirar o ar por nossas vias respiratórias eventualmente contaminadas, processo que não se pode eliminar pois fundamental para a sobrevivência de seres vivos. No ambiente externo, naturalmente ventilado, a contaminação tende fortemente a ser leve, o que proporciona aos recursos naturais de nosso corpo terem mais sucesso no combate e recuperação da saúde eventualmente afetada. Considerada esta evidência científica, a dedução primeira é que muitas pessoas contraem o vírus "fora" de casa e, ainda sem se saber contaminadas, voltam para ambientes fechados, de trabalho, de lazer ou de moradia. A dedução segunda é que em ambientes fechados, carentes de circulação de ar, a contaminação é muito mais provável e o risco muito maior pelo fato das oportunidades de contágio serem mais frequentes e mais  intensas. Tal realidade tende a tornar a contaminação muito mais forte, com muito mais riscos para o infectado pois menores a chances do organismo dar conta.  

Pergunta:  Se nossos Hui's concordam que esta tese é minimamente razoável (são médicos e cientistas que a defendem), por que diabos continuam a nos mandar ficar em casa?

2ª Pergunta:

Tese: Ok, vou considerar que aglomeração, principalmente, em ambiente fechado, aumenta a possibilidade (ou seria probabilidade?) de transmissão/infecção. Os piores ambientes fechados são, sem dúvida, as unidades de transporte público, ônibus, metrô e táxi. Seus frequentadores são, acho que todos podem concordar, os principais agentes disseminadores do vírus. Todos se contaminam, condutores e passageiros, em menor ou maior grau e ao final retornam para seus ambientes fechados para contaminar todos os que ficaram em casa!!!

Perguntas: (1) Me explica então a razão para aceitar a aglomeração no transporte público onde a aplicação de medidas preventivas é, sim, difícil e complexa, mas absolutamente necessária? (2) Onde está a lógica que sustenta medidas de lockown que afetam lojistas e consumidores quando estes podem administrar com facilidade o acesso a locais fechados adotando medidas de distanciamento, álcool gel, temperatura corporal etc.? (3) Por que proibir o funcionamento de bares e restaurantes entre as 22h e as 5h? Será que o vírus fica inativo neste horário? (4) Por que manter proibido o acesso a praias, parques e jardins enquanto estas mesmas pessoas podem circular nas ruas? Por acaso o vírus obedece a uma lógica espacial que ainda não nos foi revelada?

3ª Pergunta:

Tese: O conteúdo deste vídeo:


Pergunta: Se, como demonstrado no vídeo acima que as máscaras mais amplamente usadas pela população (por uma óbvia questão de menor preço) não funcionam, por que diabos continuam a nos mandar usar máscara quando estamos de pé no restaurante, mas tudo bem se tivermos sentados?

4ª Pergunta:

Tese: Ainda o vídeo acima. Como demonstrado, a máscara N95 impede a passagem do ar de dentro pra fora mas, obviamente, diz a física, também impede a passagem do ar de fora pra dentro, dificultando o processo de inspiração do ar.

Pergunta: Admitindo que a N95 fosse distribuída gratuitamente por um Estado Protetor do Bem-Estar Social, como sonham alguns, como ficaria a nossa saúde com uma consequente baixa de oxigenação? 

5ª Pergunta:

Tese: Tenho 2 netos, 10 e 15 anos, morando na Flórida, Estados Unidos. Estão em aula presencial desde setembro/20, observando um protocolo que inclui medição de temperatura, uso de máscara, distanciamento, uso de álcool-gel e, principalmente, afastamento do aluno por 7 dias na observância de qualquer sintoma que possa ser associado à COVID.  Enquanto no Brasil sindicatos de professores que deveriam estar comprometidos com o desenvolvimento de nossas crianças, reivindicam continuar em casa recebendo seus salários ignorando os prejuízos psicológicos que já são relatados e que tendem a se agravar no futuro. Quanto a isto nada têm a dizer . 

Pergunta: Alguém, pelo menos, já foi pesquisar os índices de contaminação observados nas escolas da Flórida para continuar defendendo esse lockdown educacional que afetará negativamente uma geração para o resto da vida? Foram, pelo menos, verificar e comparar os índices de contaminação nas escolas com os demais ambientes?

6ª Pergunta:

Tese: Vide gráficos do dia 26/2/2021

Tem gente que, na falta de razoável inteligência emocional, faz acusações levianas principalmente em relação a ações do governo federal, ou imaginadas não-ações, ou de lentidão na implementação, mas sempre sem apresentar um mínimo de comprovação factual, apenas narrativas de cunho e interesse político. Nos gráficos aqui mostrados você pode ver como o Brasil está quanto: (1) posição no ranking de óbitos/milhão; (2) avaliar o resultado das políticas de restrição à vida tomadas pelo governo do Estado de São Paulo; e (3) comparar a vacinação no Brasil, país da América do Sul, frente a países do dito "1º mundo".

Perguntas: Considerando tais acusações, gostaria de fazer três perguntas. Como explicam o fato do Brasil aparecer na 24ª posição no ranking mundial de óbitos por milhão? Como explicam que São Paulo, o berço do lockdown inconsequente, ter um índice de mortes por milhão maior que a média brasileira? E por último, como explicam a realidade da aplicação da vacina nos colocar entre os 6 países que mais vacinaram até então?

7ª Pergunta:

Tese: Mandetta e seus fás, defenderam o "fique em casa" ao mesmo tempo em que proclamava aos quatro ventos que "só a imunidade de rebanho poria fim à  pandemia". Uma incongruência até hoje não explicada, pois "ficar em casa" praticamente elimina a possiblidade de se atingir tal imunidade. Pelo que me parece hoje, dado o silêncio quanto a esta questão, a imunidade não é mais desejada, obviamente para dar um senso de coerência às restrições que nos impõem. 

Pergunta: Abandonada a imunidade de rebanho, aplicando vacinas com 50% de eficácia, sem ainda termos qualquer certeza sobre tempo de imunização e mesmo redução/eliminação do potencial de transmissão pelos vacinados, que nível de óbitos, números de leitos disponíveis, ou taxa de vacinação na população serão utilizados para determinar o fim das medidas restritivas?

8ª Pergunta:

Tese: Ao longo deste ano-pandêmico, o que mais ouvimos foi um desesperado e maluco discurso político contra o uso de medicamentos amplamente utilizados há décadas sem que tenham apresentado efeitos colaterais de alguma significância. Chegou-se ao ponto de ter uma entidade, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, que gerou um documento "condenando" a indicação preventivamente e mesmo profilaticamente de vários medicamentos, entre eles, a Ivermectina, a Hidroxicloroquina e até mesmo vitaminas (2) , num flagrante atentado ao juramento de Hipócrates (3) . Se considerarmos, como eu considero, que a relação médico/paciente envolve experiência clínica do médico, conhecimento histórico do paciente, compromisso com a vida e confiança mútua, fatores que tornam essa relação inviolável a ingerências externas, só a intenção política de indicar o não uso de fármacos numa pandemia de um vírus em que pouco dele ainda se conhece pode explicar tal desatino.

Perguntas: (1) Será que é por medo de os resultados virem a se mostrar positivos e isto atrapalhar os planos de poder de perdedores? Nenhuma inferência, só uma pergunta, lembre-se. (2) Se a comprovação só pode acontecer depois de mapeados os resultados do uso, não seria conveniente e desejável incentivar o uso e acompanhar e registrar tudo da melhor maneira possível? (3) Usar vacina com eficácia de 50% pode, sem cumprir as fases que garantem segurança pode, mas usar medicamento sem efeito colateral não pode?



Aguardo sentado.

P.S.: Publiquei esta postagem por volta de meio dia, e à noite assisti ao Pingo Nos Is e fiz uma edição da fala da Ana Paula Henkel que corrobora parte do que disse aqui. Assistam.



(1) Em Portugal o termo "bestial" tem o significado de bom, agradável. Não necessariamente no contexto desta postagem.

(2) A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) não recomenda tratamento farmacológico precoce para COVID-19 com qualquer medicamento (cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina, eritromicina, nitazoxanida, corticoide, zinco, vitaminas, anticoagulante, ozônio por via retal, dióxido de cloro), porque os estudos clínicos randomizados com grupo controle existentes até o momento não mostraram benefício e, além disso, alguns destes medicamentos podem causar efeitos colaterais. Ou seja, não existe comprovação científica de que esses medicamentos sejam eficazes contra a COVD-19.

(3) Na versão do juramento de 2017 você encontra os seguintes juramentos:

"– RESPEITAREI a autonomia e a dignidade do meu doente;"

"– PARTILHAREI os meus conhecimentos médicos em benefício dos doentes e da melhoria dos cuidados de saúde;"

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quinta-feira, fevereiro 25, 2021

O NEGACIONISMO ELEVADO À POTÊNCIA DA INSANIDADE!

 

“Nada é tão ruim que não possa ficar pior.”

Ditado popular.

Tenho, como muitos, procurado entender como se desenvolveu e se estabeleceu entre nós uma visão da humanidade que parte do princípio de que há humanos mais “evoluídos”, mais bem dotados intelectualmente que outros, os "ungidos", e que tal constatação lhes dá o direito de, mais que gerenciar os demais, estabelecer e impor um modelo de comportamentos morais e éticos que todos nós, os "ignorantes tolos", devemos obrigatoriamente adotar como prática de vida sob pena de condenação pública, agora via redes sociais.

Se parasse por aí, pouco ou nada estariam fazendo mais que tantos imperadores, senhores feudais, a Igreja e ditadores psicopatas já fizeram ao longo da história de nossa civilização. Antes do hoje, as razões eram encontradas apenas no âmbito das relações de poder, ou seja, quem o tinha, mandava, os demais obedeciam ou eram executados. Não importava muito como você tocasse sua vida desde que pagasse os extorsivos impostos e se curvasse frente ao déspota da vez. O jeito de se conduzir, seus valores, crenças e desejos, desde que limitados à sua vida particular, eram um problema seu, não do governante, não desta entidade mais recente de organização do poder, o Estado-Nação.

Agora a coisa é mais complicada, pois o que observo é um “desvio cognitivo” dos integrantes da intelligentsia “progressista”, como alguém já identificou. É a única explicação para as insanidades que nos são mostradas nas plataformas de redes sociais, produzidas tanto pelos "insanos" quanto pelos que a isso oferecem resistência. Existem dois desses vídeos que já podemos propagar como piece de resistance  e oposição ao que vem sendo praticado por “educadores” em salas de aula pelo mundo, mas pelo Brasil em particular, desde o nível fundamental até a pós graduação. Tais indivíduos-robôs são braços armados de um exército de robôs ideológicos repetidores de conceitos como "nova ordem social", um great reset mundial, ideologia de gênero, e controle populacional, tudo saído da cabeça doentia de velhos senis mas detentores das maiores fortunas do planeta e tudo por eles financiado. Falam em “desconstruir” os valores conservadores quando estão, na verdade, querendo dizer DESTRUIR a família, a integridade emocional de nossos filhos e netos - muitos não conseguirão se reconstruírem ao chegar à vida adulta -, e criar uma classe de humanos de quinta categoria, desimportantes para a nova sociedade globalista, e, portanto, passíveis de eliminação.

Damares Alves
Andréa Barcelos

Não preciso me alongar, basta assistir a dois vídeos. O primeiro, é o vídeo desta palestra da Ministra Damares Alves em 24 de abril de 2018 que tem 59 minutos e que mostra o que está acontecendo em nossas escolas. O segundo, é este vídeo, com duração de 1 hora, da palestra da juíza de Direito Dra. Andréa Barcelos, datado no Youtube como sendo de 23/11/2016, que nos dá uma clara ideia deste processo de corrosão de valores que, na surdina, nas entranhas da ONU, principalmente, já dura mais de um século, mas que a digitrônica forçou sua exposição em toda a sua sordidez. Se você preferir, fiz esta edição do vídeo com 23 minutos com o que achei essencial para você saber. Apenas chamo sua atenção para o fato de que este negacionismo da natureza humana elevado à potência de uma insanidade além da psicopatia, dá continuidade a um processo de transferência do pátrio poder para as mãos do Estado. Em Admirável Mundo Novo, Huxley nos mostra o que vem depois: a espécie humana constituída de seres eugenicamente selecionados.

Só há uma alternativa para os de mente sana: dizer e gritar NÃO, e propagar incansavelmente, não só nas redes sociais, mas na família, e em todas as oportunidades que cada um tiver de relacionamento, que cada ser humano, por ser imperfeito, é único, e que este é o princípio genético repetido em todo ser vivo no planeta, pois a árvore que não tem duas folhas iguais, é admirável em seu conjunto de imperfeições e esplendorosa, perfeita e plena em sua existência no planeta Terra.




quinta-feira, fevereiro 18, 2021

A RUPTURA E O MURO

“A democracia NÃO é um sistema feito para garantir que os melhores sejam eleitos, 

mas para impedir que os ruins fiquem para sempre.”

Margareth Thatcher


A quem está perplexo com a arbitrária e inconstitucional prisão do deputado Daniel Silveira, o "Chulo", sinto dizer que mais vem por aí, porque nada é tão ruim que não possa piorar. Para quem pensa que há alguma justificativa, algum respaldo, para um ministro do Supremo Tribunal Federal determinar a prisão de um político eleito no exercício de seu mandato, relembro algumas passagens da atual tão rasgada e vilipendiada Constituição Brasileira.

A primeira agressão da medida esdrúxula à nossa cartilha maior se dá no artigo 53 que reza, sem deixar qualquer dúvida interpretativa, que “Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”. Deixa ainda mais claro no parágrafo 2º que esta norma é para ser respeitada “desde a expedição do diploma”, impedindo que “os membros do Congresso Nacional” possam ser presos, “salvo em flagrante de crime inafiançável”.

Ôpa, então há uma brecha aí? Vejamos o que diz a alínea XLIV do artigo 5º: “constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático”. Daniel Silveira agiu sozinho, não falou em nome de nenhum grupo, armado ou desarmado, nem fez nada mais do que propor uma reformulação do Supremo, a começar pelo processo de escolha de ministros do Supremo e de suas restritas funções.

Podemos seguir, portanto. O artigo 220 garante a todo cidadão brasileiro, ou seja, ninguém precisa ser político eleito para estar sob a guarda do que ele prescreve, garante que “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

Isto devidamente relembrado e ressaltado, faço aquela que sempre é a pergunta incômoda proposta por Drumond: e agora, Arthur? O que podemos esperar de você mal chegado à presidência da Câmara? Lembro-vos de que Bolsonaro cometeu seu maior erro ao ceder à arbitrariedade do STF quando tinha a Constituição inegavelmente a seu favor no caso da nomeação do Diretor da Polícia Federal. Acovardou-se. Deu no que deu. Aguardemos.

Allan dos Santos



Oswaldo Eustáquio

Discordo frontalmente da argumentação que alguns jornalistas e pensadores do espectro conservador estão usando para questionar as decisões de nossos ungidos e arrogantes "supremos" juízes. Qual seja o de que personagens do espectro “progressista” podem, por exemplo, pedir “a morte do Presidente” sem que sejam enquadrados na Lei de Segurança Nacional. Ou que acusados de crimes políticos tenham sido liberados da cadeia para cumprir uma prisão domiciliar meia-boca.  Ou que um acusado em 2ª instância tenha tido o passaporte liberado para passar férias em Cuba. Tudo isto é fato, mas também é torcida para que nossos adversários também sejam "premiados" da mesma maneira e nos venham fazer companhia na cela, acreditando que com isto ganharemos a liberdade!!! O único resultado será cadeia superlotada, não mais que isso. Não é portanto, argumento para rechaçar as prisões arbitrárias, ilegais, inconstitucionais, truculentas, de jornalistas e deputados por

Roberto Jefferson

manifestarem sua opinião sobre o modus operandi atual do STF. Este deve ser o aspecto a ser avaliado e julgado por todos, políticos, mídia, influenciadores em redes sociais e o cidadão que deseja uma justiça cega, mas ouvidos atentos aos autos dos processos e subordinada à aplicação das leis.


É preciso que aceitemos que, principalmente, os 4 ou 5 ministros que controlam o STF não se importam com o país. Agem, hoje mais que nunca, em causa própria e levam os demais na descida desembestada ladeira abaixo. Eles, periodicamente, testam a sociedade provocando tensões para ver a reação. Não havendo, a próxima será um tom acima. Claramente buscam uma ruptura. Entre outras táticas, usam, como neste caso, manifestações verborrágicas de baixo calão, idiotas, com certeza, mas legalmente garantidas, como vimos acima, para ameaçar todo aquele que se encorajar a chegar perto e tentar ultrapassar a muralha que os protege do perigo da sociedade vir a conhecer as entranhas do que acontece no dia-a-dia de suas decisões e descobrir o mau cheiro que as infesta.

Há quem esteja questionando quem pode parar a interferência de um Poder da República sobre outro. Muito simples, é aquele Poder, alvo da interferência, que toma a firme reação de não aceitá-la. Quando Rodrigo Pacheco se manifesta tergiversando mineiramente sobre uma ação que, mais uma vez, rasga a Constituição, mais do que aceitar o acordo espúrio de proteção recíproca que vigora "informalmente" entre Senado e Supremo, está validando e incentivando a escalada de tais procedimentos. 

Não nos iludamos, o “Poder” tem razões que a vã filosofia de nós, simples “governados”, desconhece. Mas estão esticando a corda, e quanto mais esticada, mais próxima de romper está, e mais drásticos serão os danos quando isso acontecer.

Em síntese, no Poder, a mensagem da ação visa iludir o coletivo, porque a causa é própria: proteger a própria pele.

E sem o predomínio da legalidade...


Enquanto isso me preparo para ir às ruas liberar meu grito: basta!

Para complementar, assista este vídeo editado do programa "3 em 1" da Jovem Pan:

E como cereja do bolo, esta edição muito boa que recebi de um amigo.




domingo, fevereiro 14, 2021

SUGESTÃO DE LEITURA: Os Intelectuais e a Sociedade

Hoje faço apenas uma indicação de leitura.

Uma questão que tem me aporrinhado as ideias é a de encontrar uma explicação para o radicalismo negacionista que uma significativa parte dos influenciadores do pensamento dos povos ocidentais (não sei o que acontece na outra metade do globo) e manipuladores da tal "opinião pública" vem adotando, particularmente depois do ganho em repercussão e barulho ampliados pelas redes sociais que passaram a ter relevância no dia-a-dia de todos nós.

A pergunta primeira e principal que me faço é: o que embota a mente de tantas pessoas a ponto de defenderem radicalmente uma “solução” para a humanidade que tem como base de sustentação a negação das características básicas do ser humano, inclusive as evidentes características biológicas e as diferenças nas individualidades psíquicas que elas provocam?

Evidentemente vim sentindo certa angústia por não encontrar uma resposta minimamente razoável, dado que não detenho o conjunto de conhecimento necessário. Mas tal busca me trouxe algum resultado, resultado este que venho compartilhar com você que me lê.

Acabei de ler o excelente “Os Intelectuais e a Sociedade” de Thomas Sowell, escrito em 2009 e que, em 9 capítulos, não faz exatamente uma análise das origens do pensamento dos intelectuais ungidos, mas das práticas que eles adotam, e nos dá uma ampla visão histórica de uma corrente de pensamento intelectual que, sendo construída ao longo de muitas décadas, se tornou, em minha opinião, uma verdadeira distopia, no sentido de que a meta principal é a de, simplesmente, destruir todas as estruturas sociais e todos os que a este movimento se opuserem, adotando uma gélida insensibilidade, tanto para os conhecimentos que alcançamos sobre a psique humana, quanto para as consequências presentes e futuras para a involução consequente que atingirá nossa civilização.

A leitura desta obra não dá uma resposta peremptória para a minha pergunta, mas nos apresenta a estrutura da “coisa” e acalma nosso coração ao podermos identificar com mais clareza, mais evidência, o que ameaça a todos nós, minimamente conservadores nos costumes e razoavelmente defensores do liberalismo na condução de nossas vidas, e nos alerta para a necessidade de deixarmos a acomodação respeitosa que adotamos, no caso do Brasil, nos 25 anos que o país esteve sob a regência do pensamento “progressista”.

É mais que hora de nos conscientizarmos que apenas com nossas ações efetivas, práticas reais, poderemos opor uma resistência à altura da gravidade do momento e da força do oponente.

Abaixo, apenas para dar uma ideia do conteúdo da obra, listo todos os capítulos e anexo um ou dois parágrafos.

Chamo sua atenção para o entendimento do termo “liberal” que, para os americanos, tem o sentido que damos aqui ao termo “progressista”, ou seja, associado ao pensamento dominante no partido democrata e à esquerda em geral, ou seja, nada a ver com ser a favor do liberalismo econômico, muito pelo contrário.

Depois da leitura desta obra, pouco vai restar para você saber sobre as intenções destes "intelectuais ungidos" enraizados, principalmente, em todos os níveis da estrutura de governança do Estado.

Nota: Entre colchetes [], observações minhas. Entre aspas mas entre colchetes, são pensamentos reconstruídos por mim a partir de formulações do Sowell.

 

PREFÁCIO

Professor MarkLilla: Professores distintos, poetas talentosos e jornalistas influentes reuniram suas habilidades a fim de convencer, a todos seus ouvintes e admiradores, que os tiranos modernos eram libertadores e que seus crimes hediondos eram nobres, bastava vê-lo na perspectiva correta. Quem quer que se dedique a escrever, honestamente, sobre a história intelectual do século XX na Europa tem que ter estômago forte.

Mas ele precisará de algo mais. Precisará superar seu nojo para que comece a ponderar sobre as causas desse intrigante e estranho fenômeno.

CAPÍTULO 1 – OS INTELECTOS E OS INTELECTUAIS

[Para o intelectual desconstrucionista] A plausibilidade ou não que uma nova idéia incita depende do que cada um já tem incorporado como crença.[blog]

Eric Hoffer: Um dos privilégios surpreendentes dos intelectuais é o fato de se encontrarem livres para serem escandalosamente estúpidos sem, contudo, sofrerem qualquer abalo em suas reputações.

CAPÍTULO 2 – CONHECIMENTO E NOÇÕES

Daniel J. Flynn: Intelectuais tendem a ter um senso inflado de sua própria sabedoria.

[As elites educadas se legitimam] como guias superiores, declarando que têm o direito de impor o que deve e não deve ser feito na sociedade [pois] estão convencidas da superioridade de seu conhecimento e de suas virtudes, uma fórmula certeira para o desastre.

Membros da intelligentsia (...) não percebem a necessidade de buscar informações factuais antes de expressar sua indignação.

CAPÍTULO 3 – OS INTELECTUAIS E A CIÊNCIA ECONÔMICA

[É Engels que tem um espasmo de lucidez ao perguntar:] que garantia temos de que será produzida a quantidade necessária de cada produto, nem mais nem menos, de forma a não ficarmos privados de milho e de carne, enquanto ficamos entupidos de açúcar e afogados em batatas (...).

Intervenções de políticos (...) para favorecer um lado” provocam geralmente, a ambos os lados, uma situação futura pior, mesmo que de maneiras distintas e em graus diversos.

CAPÍTULO 4 – OS INTELECTUAIS E AS VISÕES DE SOCIEDADE

[O intelectual ungido] se coloca num patamar moral superior, como alguém preocupado e misericordioso, promotor da paz no mundo, defensor dos oprimidos, alguém que luta por preservar a beleza da natureza e salva o planeta da poluição perpetrada por outros que não comungam a mesma consciência.

[Nesta afirmação, Sowell nos mostra que as acusações a Bolsonaro (e aos conservadores em geral) nada têm a ver com o que Bolsonaro faz ou pensa, se constituem apenas “gritos de guerra” para motivar a “tropa”.] As alegações que acusam oponentes ideológicos de racistas, machistas,  homofóbicos ou “incapazes de entender a questão” são geralmente empurradas pela intelligentsia, substituindo refutações especificas sobre os argumentos discutidos.

CAPÍTULO 5 – REALIDADE PARALELA NA MÍDIA E NO MUNDO ACADÊMICO

Fabricaram uma tela através da qual nossa época contemporânea absorve informações manipuladas. –Jean-François Revel

É necessário somente que aqueles que têm o poder de filtrar as informações, seja no papel de jornalistas, editores, professores, acadêmicos ou produtores e diretores de filmes [e hoje plataformas de redes sociais], decidam que há certos aspectos da realidade que as massas “não compreenderiam corretamente” e que um senso de responsabilidade social clama, por parte dos que detêm o poder de filtragem, pela supressão de alguns dados.

[Um repórter americano se justificou por não ter publicado um determinado fato]: “fiquei indeciso em escrever uma história que daria munição para nossos inimigos”.

CAPÍTULO 6 – OS INTELECTUAIS E A JUSTIÇA

Os economistas costumam ver os direitos de propriedade como algo essencial para (1) manter a tomada de decisões econômicas nas mãos de indivíduos privados, ou seja, fora do controle dos políticos, e (2) para manter os incentivos dos mesmos indivíduos, os quais investirão seu tempo, seus talentos e seus recursos movidos pela expectativa de poderem colher e reter os frutos de seus esforços.

“Propósito público” pode significar quase que qualquer coisa (...).

CAPÍTULO 7 – OS INTELECTUAIS E A GUERRA

Tempos ruins para se viver são bons para se aprender. Eugene Weber.

[Já no final do século XIX] já havia, entre muitos intelectuais, a ideia de se dirigir as massas, uma ideia que incumbia a terceiros a tarefa de dar sentido para a vida delas.

Esses vários períodos que compõem a história da visão intelectual, ora favorável ora contrária à guerra, precisam ser examinados uma a um.

CAPÍTULO 8 – OS INTELECTUAIS E A GUERRA: REPETINDO A HISTÓRIA

Este capítulo sobre, principalmente, a segunda guerra, não li pois não é um tema que tenho interesse.

CAPÍTULO 9 – OS INTELECTUAIS E A SOCIEDADE

(...) professores escolares (...) expandem sua influência, seja por meio de doutrinação ideológica dos alunos ou por sua manipulação psicológica com o intuito de alterar os valores que esses estudantes receberam dos pais.

(...) depois que os programas de “educação sexual” foram introduzidos nas escolas norte-americanas na década de 1960, coube aos pais o trabalho de colher os cacos e arrumar a bagunça sempre que uma filha adolescente aparecia grávida ou um filho adolescente contraía uma doença venérea. Nenhum professor ou nenhuma professora teve que arcar com as consequências de nada (...).

 

sexta-feira, janeiro 22, 2021

A CULPA É DO BOLSONARO!

“O pior cego é o que não quer ver.”


Ditado popular.

Se antifascistas cancelam, censuram, depredam (escondendo a identidade) e invadem o espaço privado (em sentido amplo) carregando cartazes com “viva a democracia”,...

Quando perdedores de uma eleição insuspeita, incontestável, têm seus interesses contrariados pelo voto de 58 milhões de eleitores e passam a fazer a ladainha do impeachment com total falta de “leitmovi”, deve-se entender que...

Quando o racismo em vez de ser moralmente condenado é reconhecido por paladinos da igualdade, mas que defendem leis para privilegiar os “mais iguais”, evidenciando uma dicotomia cognitiva que eu não consigo absorver, é obvio que...

Se há uma nítida incongruência quando os mesmos defensores de regimes de cotas para deficientes físicos são simultaneamente a favor do aborto, é porque...

Quando, neste mesmo padrão duplipensar[1], os autoproclamados “progressistas” imaginam promover o progresso apoiando um regime de cotas raciais nas universidades atropelando o critério dos melhores classificados por serem os mais capazes – uma das pré-condições para a promoção do desenvolvimento -, isto acontece porque, é claro,...

Se o Butantan, pressionado por interesses políticos do Dória, grava um vídeo divulgando resultados dando 78% de eficácia para a vacina chinesa, mas logo a seguir vem à tona que a taxa verdadeira é de 50,38%, fica evidenciado que para tal “deslize” ter ocorrido...

Apesar do governo federal ter agido rapidamente em socorro dos cidadãos pelo caos na gestão da saúde no Amazonas provocado pela politicagem explícita dos governantes locais, tendo como principal consequência a falta de oxigênio...

Inspirados nas arbitrariedades cometidas por ministros do Supremo, juízes de todas as instâncias pelo país afora estão tomando gosto por intimar e intimidar integrantes do poder executivo a prestar contas sobre as mais diversas ações em 48 horas, 72 horas, 3 dias, 5 dias... Isto é porque, sempre,...

Rodrigo Maia, presidente da Câmara durante os 2 primeiros anos do governo do Presidente Bolsonaro, fez o que pôde para não pautar e/ou obstruir pautas de projetos do governo, mas o fato de reformas fundamentais como a administrativa, a tributária e a fiscal não terem avançado, evidentemente... 

Se o discurso “ciência, ciência, ciência” não bate com a comprovação científica de que a Ivermectina e a Hidroxicloquina não têm efeitos colaterais observados em décadas, é porque...

O fato do ministro Alexandre de Morais ter decidido “que o governo federal não pode derrubar decisões de estados e municípios”[2] relativas ao combate ao Coronavírus, e lacradores das redes sociais e a grande mídia continuarem martelando que há um genocídio em curso,...

Explosão de prédio em Madri? Claro que... Derrota do Trump? Evidente,... Não importa o quê,...

As hipocrisias listadas acima são ínfimas na obra épica composta e interpretada pela Esquerda Universal. Como um adepto da legalidade[3], das mudanças graduais permitidas pela prática dos valores que sustentam uma real democracia, pela empírica dedução de que a diversidade da individualidade é a maior qualidade da espécie humana, que a liberdade de expressão é o que faz a vida ter sentido, e que se há uma coisa que evito é ser um idiota, não pensar com o estômago porque tenho cérebro a serviço do meu livre pensar, por não engolir pacotes com lacinho rosa, questiono, pesquiso, sempre, e, por isto, sim, vejo muitas decisões importantíssimas para o país de total responsabilidade do governo do Presidente Jair Bolsonaro.

Entre tais decisões cito as que considero mais relevantes e que, contrariamente ao que nos acostumamos ver, cumprem propostas de campanha: a resistência às pressões dos perdedores cujos intere$$e$ foram radicalmente atingidos e que hoje se empenham em trazer de volta "urgentemente" aquele que foi o governo mais corrupto que já tivemos; reestrutura do comando das estatais trocando apadrinhados políticos por gestores e técnicos respeitados; término de obras de infraestrutura inacabadas por incompetência ou roubalheira iniciadas em governos anteriores (outra que você nunca viu); início do desmonte do aparelhamento da máquina governamental - tarefa para, pelo menos, 20 anos para se completar; diversas ações (projetos, decretos, regulamentos etc.) que visam tirar o Estado das costas dos cidadãos e dinamizar a economia; insistência na privatização das centenas de empresas estatais para redução do tamanho do Estado, tarefa que enfrenta fortíssima resistência do funcionalismo; mudança radical nos objetivos e princípios que regem a concessão de financiamentos pelo BNDES.

Só estas, por si só, formam um conjunto que é uma real revolução no "modus operandi" de governança quando se compara com o que prevaleceu nas últimas 3 décadas. Que governo anterior fez algo comparável?

Se tudo correr razoavelmente bem, daqui cerca de 18 meses teremos que nos posicionar sobre a quem vamos apoiar para os mais relevantes cargos políticos da república. É então que nossa capacidade de discernimento será colocada em xeque. Mas... 




[1] Duplipensar é a falta de dissonância cognitiva, ou seja, o sujeito não tem ciência alguma da contradição entre suas crenças.

[2] Ver: https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/04/08/governo-federal-nao-pode-derrubar-decisoes-de-estados-e-municipios-sobre-isolamento-decide-ministro-do-stf.ghtml

[3] Não apoio Jair Bolsonaro, defendo radicalmente o exercício do poder legitimamente conquistado. Quando dou meu apoio ou critico decisões do governo federal, o faço ao Presidente da República. Votei em Lula em 2002 por discordar do que FHC "não fazia"; não votei nem em Lula em 2006 nem em Dilma em 2010 e 2014 porque já estava convencido do mal que o PT fez ao Brasil, mal do qual só vamos nos ver livres se, com muito afinco, os contrários às ideias social-comunistas vierem defender.